quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Mars Attacks! (1996)

Sinopse

«Veja! Estrelas que brilham através da galáxia: Jack Nicholson (num duplo papel), Glenn Close, Annette Bening, Pierce Brosnan, Danny DeVito e muitos mais.
Grite! Ao ver malvados invasores verdes do temível planeta vermelho armados com pistolas de raios esturricadores, dotados de cérebros pérfidos e viscosos, animados por efeitos especiais...  do outro mundo!
Fique boquiaberto! Enquanto a lei dos EUA é esmagada (mas não tenha medo porque ainda tempos duas ou três filiais do governo a trabalharem para nós e não são más de todo).
Estremeça! Enquanto a Terra contra-ataca com uma arma inesperada. "Tomem lá, marcianos de um raio!"»            in dvdpt.com
Bem, este é um dos filmes mais malucos que conheço. Um delírio! Quem é que se pode dar ao luxo de juntar no mesmo elenco Jack Nicholson, Glenn Close, Annette Bening, Pierce Brosnan, Sarah Jessica Parker, Danny DeVito, Michael J. Fox, Natalie Portman, Martin Short, Pam Grier, Christina Applegate, Rod Steiger, o cantor Tom Jones entre mais! Não deve ter sido fácil gerir tantos egos, ou se calhar divertiram-se todos à grande a fazer este filme que trata uma invasão de aliens.
Uma homenagem (este conceito de homenagem parece mais uma desculpa para grandes realizadores fazerem filmes doidos) ao cinema de ficção científica dos anos 50, que eu tanto gosto.
Depois temos a arma de destruição massiva mais original que me lembro de ver no cinema (quem viu sabe do que falo; quem não viu, tem de ir já alugar e ver).
Talvez o o filme mais divertido de Burton.
NOTA: 3,5/5 (pode chegar ao 4)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Ed Wood (1994)

Sinopse:
«Um filme sobre a vida e o trabalho do lendário "pior realizador de todos os tempos", Edward D. Wood Jr., que se concentra no período mais conhecido da sua vida, a década de 1950, quando ele realizou Glen or Glenda (1953), Bride of the Monster (1955) e Plan 9 From Outer Space (1959).
Uma abordagem que não esquece o seu travestismo e a sua tocante amizade com a outrora grande mas então desempregada estrela de filmes de terror Bela Lugosiin cinema.sapo.pt
E numa altura em que Tim Burton fazia um tipo de cinema mais pessoal, eis que surge uma pequena pérola, que segundo dizem foi um fiasco de bilheteira. Na crítica foi diferente pois foi unanimemente bem aceite, ganhando uma série de prémios, entre os quais Globos de Ouro e Oscares da Academia.
Pessoalmente, acho que se trata de um dos melhores biopics que vi. Confesso que antes de ver o filme pouco sabia sobre a vida do realizador aqui retratado, que depois de morrer foi considerado o pior realizador de todos os tempos.
O que deve ser realçado no trabalho de Burton foi a capacidade de não cair na tentação de caricaturar a figura de Edward Wood. O trabalho de Johnny Depp também deve ser destacado pela capacidade de transmitir a vontade, o orgulho que Wood tinha dos seus filmes. Ele que se comparava a Orson Welles.
Para acabar uma palavra sobre Martin Landau, aqui num dos seus melhores papéis da carreira, na pele de Béla Lugosi. Que bela performance...
Isto tudo resultou na vontade de ver uns quantos filmes de Ed Wood!
NOTA: 4,5/5

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Batman Returns (1992)


Sinopse

«Gotham City encara duas monstruosas ameaças criminosas: o bizarro e sinistro Pinguim (Danny DeVito) e a misteriosa e furtiva Catwoman (Michelle Pfeiffer). Será que Batman (Michael Keaton) consegue enfrentar dois inimigos tão poderosos ao mesmo tempo? Especialmente quando um quer ser o mayor da cidade e a outra se sente romanticamente atraída pelo herói de Gotham! Tal como o original de 1989, vencedor de um Oscar da Academia, Batman Regressa é realizado pelo génio do cinema Tim Burton. E como o primeiro sucesso, é também uma fantástica aventura que irá deixar sem fôlego.»         in dvdpt.com

À semelhança do primeiro filme, este deixa-me um sentimento igual: a cada vez que o revejo, mais gosto e mais qualidades lhe encontro. Temos um Danny DeVito com um papel feito à sua medida (trocadilho tão fácil) e temos a uma Michelle Pfeiffer com a melhor Catwoman que alguma vez apareceu no cinema! O gótico e impressionista continua lá, sendo cada vez mais a imagem de marca do realizador. Sem muito a dizer, pois estaria a repetir o que disse sobre o filme de 1989.

NOTA: 4/5 (por vezes 4,5)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Edward Scissorhands (1990)

Sinopse
«Era uma vez um castelo no topo de uma colina, onde vivia um inventor cuja maior criação é o Eduardo. Apesar deste possuir um carisma irresistível, não é perfeito. A trágica e súbita morte do inventor deixou-o incompleto e dotado de afiadas tesouras em vez de mãos. Eduardo vivia sozinho na escuridão até ao dia em que uma vendedora de Avon o adoptou, passando a viver com a família desta. E assim começou a fantástica aventura no paraíso chamado Suburbia.
De Tim Burton, realizador de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Marte Ataca, chega-nos um inesquecível conto de fadas sobre o menos usual dos personagens.
Com Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest e Vincent Price como o Inventor.»        in dvdpt.com
Este foi o primeiro filme que vi do Burton. Na altura não percebia nada de cinema (se calhar agora também não), mas uma pessoa tinha de ficar maravilhada com aquilo que estava a ver. A começar pela banda sonora que acompanha o genérico inicial. Aqueles "uhuhuhuh" fazia-nos transportar para um mundo à parte. E depois começava e estávamos confortavelmente instalados naquela cidadezinha colorida que contrastava com a mansão do Inventor. Depois somos apresentados a esse personagem tão invulgar, adorável e ao mesmo tempo épico que é Edward.... O filme depois trata a adaptação de Edward ao mundo "real" e vice-versa. E nesse mundo real estão lá todos: a matriarca que o adopta, a filha por quem se apaixona e cujo namorado ciumento é o despoletador de alguma revolta, a solteirona tarada mais as cuscas todas do bairro, etc.... e de vez em quando lá vamos sendo brindados com músicas do Tom Jones.
No final temos uma espécie de perseguição, como ao monstro do Dr. Frankenstein. Um final que é capaz de amolecer até a alma mais fria que veja o filme.
Resumidamente, este foi em tempos um dos meus filmes favoritos.
PS. Por muitos bons papéis que o sr Depp faça, dificilmente chegará à perfeição deste. Já agora, para quando um personagem "normal" para o Johnny?

NOTA: 5/5 (deverá ser o único filme do Burton com nota máxima)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Batman (1989)



Sinopse
«Em Gotham City, um cavaleiro das trevas conhecido como Batman ajuda a derrotar o mal e a manter a salvo os cidadão da cidade.
Quando Jack Napier é transformado na encarnação do mal, o Joker, e promete dominar a Gotham City, só Batman poderá detê-lo antes que seja tarde demais.»          in cinema.sapo.pt
O herói mais negro (dos que conheço) do mundo dos comics teve aqui finalmente um filme à altura do seu estatuto.
Confesso que o Batman nunca foi o meu super-herói favorito (esse lugar está reservado para o Superman), mas no que respeita  a cinema, nunca nenhum o superou. Seja com Burton ou com os recentes filmes do Nolan, este herói foi muito bem tratado em filme (esqueçamos que existe o Batman & Robin).
Deste Batman tenho de dizer que é daqueles que quantas mais vezes o vejo, mais eu gosto dele. As marcas do realizador estão lá, as influências também. O ar gótico da cidade faz-me lembrar o cinema impressionista do início do século XX. Depois temos um Keaton sóbrio, de low-profile, como o personagem exige. O ar por vezes cartoonesco do filme só lhe dá ainda mais qualidade.
Um filme que vi (com olhos de ver) tarde na minha vida, mas que ganha a cada visualização!
NOTA: 4,5/5

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Beetlejuice (1988)

Sinopse
«O que fará um casal fantasma yuppie quando a sua tranquila e acolhedora Nova Inglaterra é invadida por refinados nova iorquinos?
Contrata um "bio-exorcista" em part-time para assustar os intrusos. E todos levam pela medida grande!
O realizador Tim Burton junta-se a Michael Keaton em Beetlejuice - Os Fantasmas Divertem-se. O resultado? Uma comédia notável, onde dois mortos não querem ficar mortos e alguns vivos os querem no mundo dos mortos. O selvagem empenho de Michael Keaton neste filme e em Limpo e Sóbrio, valeu-lhe em 1988 o prémio de Melhor Actor, atribuído pela Sociedade Nacional de Críticos de Cinema.
Alec Baldwin, Geena Davis, Winona Ryder e Sylvia Sidney oferecem-nos actuações do outro mundo, aos quais se juntam o fantástico design de produção do filme, a banda-sonora de autoria de Harry Belafonte e uma irrepreensível caracterização dos personagens, vencedora do Oscar da Academia para Melhor Maquilhagem.»       in dvdpt.com
Ainda antes de Johnny Depp, Michael Keaton era o actor-fétiche de Burton. Neste filme, ele tem o desempenho da sua vida (confesso que não vi os filmes todods do actor).
A minha relação com este filme é estranha. A primeira vez que o vi, ainda catraio, achei engraçadito e tal, mas nada de especial. Passados anos, vejo aqui tanto talento junto, que é deste Burton que tenho hoje em dia saudades. Cenas como a da "Banana-Boat song" (quem viu o filme deve saber do que falo e se não viram, ide ao youtube) marcaram e são ainda hoje hilariantes, mesmo depois de ver muitas vezes.
Não o considero o melhor filme do realizador, mas é sem dúvida um grande filme, com as marcas todas que distinguem Burton.
NOTA: 4/5 (às vezes poderá chegar ao 4,5)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Taken 2 (2012)

Sinopse
«Na sequela de um dos filmes de maior sucesso, Bryan Mills e sua filha Kim encontrarão desta vez problemas em Istambul. Quando Mills descobre que a sua ex-mulher Lenore está a divorciar-se do actual companheiro, decide convidá-la e a Kim para se juntar a ele em Istambul no que promete ser um fim-de-semana perfeito para reconquistar o coração de Lenore. Quando Bryan e Lenore são raptados, Kim consegue escapar e a perseguição começa.»
Sem o efeito surpresa do excelente primeiro filme, este perde por toda a propaganda feita. Bombardeados com trailers e cenas que quase contam a história toda deste segundo filme. No entanto, sabemos ao que vamos. Sabemos das "skills" do Mills (Liam Neeson), por isso sabes que temos porrada da boa durante hora e meia.
O filme vale pelo carisma da sua estrela. Liam Neeson é actor que não tem de provar nada a ninguém: já foi Schindler, no desempenho de uma vida, já treinou o Batman, já foi Jedi e mestre de Kenobi, já foi Zeus, já foi Valjean dos Misérables, já foi Michael Collins ou Rob Roy.... ou seja, é Actor com "A" maiúsculo. E ultimamente veio-se a descobrir um action man, daqueles à moda antiga, que são capazes de matar dezenas de pessoas só à conta dele!
No geral, o filme não desilude, não surpreende pois é mais do mesmo. Mas quando o "mesmo" é bom, pois então uma pessoa sai satisfeita da sala de cinema.

sábado, 6 de outubro de 2012

Ciclo Burton - Pee Wee's Big Adventure (1985)

Sinopse:
«Pee-Wee Herman (Paul Reubens) é um homem que ama a sua bicicleta. Porém, certo dia, ela é roubada. Ele parte então para a grande aventura da sua vida, viajando pelos Estados Unidos tentando reencontrar o seu bem mais precioso. Muitos personagens bizarros aparecerão no seu caminho, mostrando que o realizador Tim Burton já possuía o seu estilo especial desde o início da carreira.»
A minha relação com este filme é como o filme: muito estranha. Por um lado reconheço que há ali dedo de quem sabe o que faz. por outro, não consigo achar a mínima piada ao tipo de humor deste filme (se é o que ele pretende). Aquele lado infantilizado do personagem principal, o Pee-Wee do título, está tão estupidificado, que parece saído de um qualquer filme do Adam Sandler.
Confesso que para mim foi um começar com o pé esquerdo a grande aventura do Tim Burton no mundo das longas metragens.
O melhor estaria para vir.
NOTA: 1,5/5

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ciclo - Tim Burton


Depois de 3 meses de pausa, eis-me de volta. E vou começar por mais um ciclo. Depois de ter dedicado tempo a Steven Spielberg, vou agora debruçar-me no "louco" (epa, desculpem mas tem cara de maluco) Tim Burton. Adorado por muitos, realizou uma série de filmes que são autênticos clássicos do cinema moderno. Vou apenas "analisar" ao meu estilo simples e directo as longas-metragens que realizou e não as que produziu. À semelhança do que tinha feito com Spielberg, irei fazer essa análise de forma cronológica, começando em 1985 até este ano de 2012.
- A Grande Aventura de Pee Wee
- Beetle Juice
- Batman
- Eduardo Mãos de Tesoura
- Batman Regressa
- Ed Wood
- Marte Ataca
- Sleepy Hollow
- O Planeta dos Macacos
- Big Fish
- Charlie e a Fábrica de Chocolate
- A Noiva Cadáver
- Sweeney Todd
- Alice no País das Maravilhas
- Dark Shadows
- Frankenweenie (este apenas de o chegar a ver este ano)

E há por aí favoritos?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Collection - Karate Kid

Quem cresceu nos anos 80, como eu, é obrigado a gostar da trilogia Karate Kid, "traduzido"para português por Momento da Verdade. Deve mesmo estar na lei: nascido finais de 70, inícios de 80 tem de gostar da história de Daniel-san e seu mestre Mr. Myagi. Uma trilogia que tem como protagonistas o actualmente meio desaparecido Ralph Maccio e o desaparecido (porque já não se encontra entre nós) Pat Morita, nomeado inclusivamente ao Oscar. Existe ainda um quarto filme com a Hilary Swank, mas esse é tão mau que prefiro fingir que não existe.
Recentemente, fizeram um remake com a estrela asiática Jackie Chan, e curiosamente o filme também é bem bom. O actor tem um desempenho dramático surpreendentemente bom, já que nunca o tínhamos visto em tal registo.
E sabe tão bem de vez em quando colocar os DVD no leitor...

domingo, 1 de julho de 2012

Collection - Jackie Chan


Confesso: adoro Jackie Chan e seus filmes. Sou daqueles que prefere os seus filmes orientais, se bem que tem alguns bem divertidos made in USA. Para já o que tenho cá por casa é:

- O Grande Combate (1978)
- A Vingança do Dragão (1979)
- A Saga do Dragão (1983)
- O Novo Invencível (1976)
- A Desforra do Herói (1978)
- Meteoros Assassinos (1976)
- Dragão de Aço (1976)
- Os Piratas dos Mares da China (1983)
- O Espião Acidental (2001)
- O Incorruptível (1985)
- O Incorruptível Contra-Ataca (1988)
- Polícia Em Fúria (2004)
- O Mito (2005)
- Hora de Ponta 2 (2001)
- Shanghai Noon (2000)
- O Reino Proibído (2008)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - War Horse (2011)


Resumo

«Cavalo de Guerra começa com uma comovente amizade entre um cavalo de nome Joey e um rapaz de nome Albert, que o doma e treina. Quando são forçados a separar-se, o filme segue a extraordinária viagem do cavalo e o seu percurso na guerra, mudando e inspirando as vidas daqueles que com ele se cruza - a Cavalaria Britânica, soldados alemães e um agricultor francês e a sua neta - antes de a história atingir o seu clímax em pleno campo de batalha em Terra de Ninguém. A Primeira Guerra Mundial é vivida pelos olhos deste cavalo - uma viagem de alegrias e tristezas, amizade verdadeira e aventura. Cavalo de Guerra é uma das grandes histórias de amizade em tempos de guerra - um bem sucedido romance transformado num espectáculo que invadiu as salas de teatro internacionais com grande sucesso e que já está na Broadway. Uma adaptação épica de um dos melhores realizadores da história do cinema.» in cinema.sapo.pt

E que brilhante forma de terminar este ciclo dedicado a um mago do cinema moderno. Confesso que estava reticente em relação a este filme. Histórias de animais não me cativam, por isso fui de pé atrás ver este filme. E não poderia estar mais enganado. Pegando (mais uma vez) na guerra como pano de fundo, Spielberg filme de forma brilhante uma história tão simples quanto comovente. A história de um cavalo, que cavalgou nos dois lados da guerra, e o seu dono, incansável na sua procura. Cenas que saltam para o lote de cenas marcantes do cinema (o cavalgar nas trincheiras, a cena na Terra de Ninguém). 
Um épico (na verdadeira acepção da palavra) à moda antiga. Não o achei assim tão lamechas como muitos o pintam. Destaque óbvio para a fotografia, que é genial.
O maior ponto negativo é mesmo a língua. Para quê falar sempre em inglês?? Se são alemães, falem alemão. Se são franceses, falem francês. Pelo menos não teríamos sotaques esquisitos durante o filme.
Resumidamente, para mim, um clássico instantâneo.

Nota: 4,5/5 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn (2011)


Resumo:

«O mundialmente amado jovem repórter Tintin e o seu impetuoso e fiel cão Milou - personagens icónicos criados por Hergé - ganham vida neste sucesso internacional, As Aventuras de Tintin. Depois de descobrir o modelo de um barco que tem dentro de si um segredo explosivo, Tintin e os seus amigos descobrem-se nas malhas de um diabólico vilão. Do alto mar às areias dos desertos do Norte de África, cada volta e reviravolta da história envolvem o espectador num nível cada vez maior de excitação, perigo e aventura para toda a família.» in dvdpt.com

Antes de mais devo dizer que sou um seguidor acérrimo do universo criado por Hergé. E como fã da BD, estava em pulgas para saber o que seria desta adaptação. Sabia que estava em boas mãos, aliás, quando se tem Spielberg e Jackson à cabeça, sabemos que não podemos ficar indiferentes, eles que são dos realizadores mais minuciosos e perfecionistas no detalhe que conheço. E o que me apraz dizer depois de ter visto, primeiro no cinema e agora em DVD, sobre o filme. Ficou muito perto da perfeição.
Quando comparam Tintin a Indiana Jones não é à toa. Isto é aventura pura do melhor que se fez este século. Só faltou, em certas cenas, ouvir a música icónica do Indiana
Depois, tecnicamente o filme está um must. O detalhe da animação (nem sei se poderemos dizer que é animação) é assombroso, tal a perfeição. 
É uma adaptação muitíssimo fiel às obras e ao espírito de Tintin.
O maior ponto negativo (se é que posso apontar algum) é mesmo a língua. Mas isso é para mim. Eu cresci a ler os livros em francês, a ver a série animada em francês, a reconhecer os nomes dos personagens em francês. Por isso, ouvir chamar o Milou de Snowy, os Dupond e Dupont de Thomson e Thompson é estranho. Mas é um ponto negativo que se perdoa, pois da mesma forma que eu cresci a ler em francês, quem fez o filme cresceu a lê-los em inglês.
(Já não perdoo é na edição em dvd não ter a opção de o audio ser em francês (até porque tem numa série de línguas).

Nota: 4,5/5 (mas chega facilmente ao 5/5)

domingo, 10 de junho de 2012

Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos


Não é fácil fazer uma apreciação crítica a um espectáculo que não se enquadra num género específico. Não é teatro, não é stand-up. Basicamente é um tipo (com o auxílio de um músico) que rabisca uns cartoons enquanto vai contando umas cenas acompanhado de uma, vá vamos chamar-lhe banda-sonora. Ou seja, o tipo de coisa que tinha tudo para correr mal. E fosse um tipo qualquer e teria corrido tudo mal. Acontece que esse tipo é o "cromo" Nuno Markl (quem não conseguir pronunciar o apelido é melhor mesmo ficar-se por "o tipo da Caderneta de Cromos"). E depois de Lisboa, o espectáculo de rabiscos veio até à Figueira subir a moral a todos os presentes depois da injusta derrota de Portugal com a Alemanha no Euro. 


E devo dizer, foi giro que se farta. Não nos ensinou a desenhar nem mulheres, nem motas, nem cavalos, mas conseguiu deixar-nos um sorriso na cara durante hora e meia, e isso nos tempo que correm não é assim tão fácil. É o tipo de espectáculo que segue com uma fluidez assinalável, ou seja, os vários temas tinham uma linha condutora (a vida do "tipo da Caderneta de Cromos"). Outro ponto positivo é a sua "atualidade". Acredito que cada sessão de rabiscos seja diferente. a Imagem que escolhi para ilustrar o espectáculo do casino prova isso mesmo (quer dizer, pensando melhor talvez não. A Alemanha já nos anda a "coiso" há uns tempos... pois, se calhar essa da atualidade não se adequa aqui.).
 Sobre o músico, Miguel Araújo, creio que toda a gente conhece e reconhece o seu talento para a Arte da Música, seja como cantor ou compositor. E de certeza que se não fosse ele, as coisas poderiam descambar facilmente!




(PS. Peço desde já desculpa por utilizar alguns dos rabiscos feitos durante o espectáculo, até porque não pedi autorização. Por favor não me processe que eu agora até estou desempregado...)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Prometheus (2012)


Chegou finalmente aquele que era um dos mais aguardados filmes deste ano. O desejado regresso de Ridley Scott à ficção-científica pura (depois de Alien e Blade Runner). E parece que está a fazer maravilhas aos aficionados. Eu não fico tão extasiado. Não desiludiu, é mesmo dos melhores sci-fi do ano, mas não é aquela maravilha que muitos pintam ou esperavam. Um dos maiores pontos negativos é a falta de carisma dos protagonistas. E nem mesmo a Charlize Theron me satisfez completamente. Faltou-lhe qualquer coisa para convencer como a "bitch" da tripulação. Bem mesmo esteve o Fassbender e o quase irreconhecível Guy Pearce.
Visualmente o filme é um espanto. Isso é recorrente em Scott. É notória a tentativa em tornar o filme numa prequela de Alien, mas ao mesmo tempo em se distanciar, uma vez que já muito tinha sido feito nos outros 3 filmes (vamos esquecer aqui o Alien Vs Predator). E essa tentativa resultou muito bem. Não temos um alien propriamente dito, como já conhecíamos, mas temos alguns elementos que os adeptos da saga irão reconhecer. 
Resumindo, quem vai à espera de encontrar aliens e monstros poderá sair desiludido. É um filme que provoca sensações sem mostrar! Confesso que esperava um final diferente, no entanto este deixa já antever a sequela!

Nota: 3,5/5

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - The Kingdom of the Crystal Skull (2008)


Resumo:

«Steven Spielberg e George Lucas trazem-lhe o maior aventureiro de todos os tempos numa "montanha russa de entretenimento" (Jorge Pinto) recheada de "cenários sensacionais e impressionantes" (Roger Erbert). Em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Indy (Harrison Ford) procura superar uma bela e brilhante agente (Cate Blanchett) numa demanda pela mística, todo-poderosa, caveira de cristal de Akator. Juntamente com um rebelde jovem motoqueiro (Shia Laboeuf) e o incontornável grande amor da sua vida, Marion (Karen Allen), Indy leva-o numa aventura repleta de acção ao estilo sempre entusiasmante  dos clássicos filmes de Indiana Jones in dvdpt.com


Poderá não ser melhor que qualquer um dos três filmes anteriores, mas é melhor que qualquer filme de aventuras actual. Venham lá Tesouros com Nicolas Cage ou Tomb Raiders, etc e tal, que Indy ainda dá lições, mesmo que a idade não lhe perdoe. Este Indiana tem tudo o que os outros tinham: muita aventura acção, enigmas, fantasia, comédia...  Enfim, tudo aquilo que se espera de um filme do personagem. Ouvi e li comentários de pessoas bastante desiludidas com o filme, porque este tinha muitas cenas impossíveis, além de que os extra-terrestres não caíram no goto de muita gente. Para esses, eu lembro que o que não faltou nos filmes anteriores foram cenas assim: era um insuflável a cair de um avião, um vilão que arrancava corações, fonte da eternidade guardada por um cruzado com centenas de anos, combates em linhas férreas, etc. Em relação aos extra-terrestres, convém lembrar que o filme se passa na década de 50 e os vilões já não poderiam ser os Nazis ou assim. O que estava na moda era os aliens, ou esquecem-se da polémica de Roswell e da Área 51? (além de que neste filme não serão propriamente extraterrestres propriamente dito).

E depois há umas piscadelas aos filmes anteriores: a Arca Perdida lá tem o seu cameo, a cobra do costume, a Marion está de volta. 
O Shia Laboeuf parecia um T-Bird (aqueles do Grease) sempre com o seu pente e cabelo cheio de brilhantina. 

É assim, eu nunca tinha visto um filme na saga no cinema, mas só o facto de poder ouvir o tema criado pelo John Williams numa sala vale bem o bilhete. 
No final é que Spielberg (ou terá sido mão do Lucas) se entusiasmou e ia descarrilando, mas com tudo o que se tinha passado anteriormente, está perdoado. 
Em suma, é Spielberg old-school, para ensinar a esses realizadores da nova geração como se faz um filme que é pura aventura e entretenimento.

Nota: 4/5

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - Munich (2005)


Resumo:

«Inspirado em factos reais, Munique revela-nos a intensa história da equipa dos serviços secretos israelitas encarregue de localizar e assassinar os 11 Palestinianos presumivelmente responsáveis pelo massacre de 11 atletas israelitas dos Jogos Olímpicos de 1972 - além das implicações pessoais que esta missão de vingança acarreta para a equipa e aqueles que a lideraram. Aclamado como "tremendamente empolgante" (Peter Travers - Rolling Stone), o explosivo thriller de suspense de Steven Spielberg granjeou cinco nomeações aos Academy Awards, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador.» in dvdpt.com

Antes de mais, convém dizer que o filme é uma obra de ficção. Sim, é inspirada em eventos reais, grande parte dos personagens é inspirada em personalidades da altura, seja o caso da Primeira Ministra Golda Meir, militares e outros líderes políticos. Spielberg teve depois o engenho de utilizar clips de noticiários da altura.
Apesar de ser visto como um thriller, outro ponto importante é o drama por que passa Avner (Eric Bana), e percebemos as suas alterações psicológicas ao longo do filme.
O que Spielberg faz recorrentemente nos seus filmes (e bem) é lançar questões de ordem ética. Aqui questionamo-nos sobre o tipo de resposta dada por líderes de países a este tipo de massacre/terrorismo (um pouco à la Jack Bauer). E poderemos perguntar: será que actualmente o tipo de resposta ao terrorismo é o mais adequado? 
Neste filme continuamos a ter os bons e os maus. Mas os bons também têm o seu "lado negro", assim como o oposto, o que só torna a fita ainda mais "humana". 
Trata-se acima de tudo de um filme que pode gerar polémica, porque se formos a ver bem no conflito israelo-palestiniano, nenhum dos lados é defendido. 
Finalmente ajuda-nos a perceber como o mundo funciona, porque existe a violência (no sentido mais lato do termo).
Tecnicamente o filme é irrepreensível, o que já é normal no realizador. 

Nota: 4,5/5


sábado, 2 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - War of the Worlds (2005)


Resumo:

«Uma esmagadora aventura, que ao mesmo tempo "prende e impressiona" (Michael Wilmington - Chicago Tribune), Guerra dos Mundos reúne de novo a super-estrela Tom Cruise e o vencedor dos Óscares da Academia, o realizador Steven Spielberg, numa das experiências cinematográficas mais impressionantes de todos os tempos. A versão contemporânea do clássico de H.G. Wells, é um thriller de ficção-científica que revela a extraordinária batalha pelo futuro da Humanidade, através dos olhos de uma família americana. Fugindo de um exército extra-terrestre de Tripods assassinos que destroem tudo à sua passagem. Ray Ferrier (Tom Cruise) luta para manter a sua família sã e salva. Guerra dos Mundos é uma aventura recheada de acção que explode com espectaculares efeitos especiais.» in dvdpt.com

Ao contrário do que se tem dito (eu incluído) este filme não é um remake do clássico dos anos 50 (que não é tão bom como muitos pintam), mas uma nova adaptação de uma história do escritor consagrado H.G. Wells. Confesso que não sei se será uma boa ou má adaptação, simplesmente porque nunca li o livro. Enquanto filme é daqueles que gera controvérsia. Tanto existem aqueles que odeiam o filme como existem os defensores acérrimos. Eu estou ali no meio, mais inclinado para os defensores. Já gostei mais do filme. A primeira vez que o vi, no cinema, foram duas horas das boas. Tom Cruise a correr, Tripods a desfazer em cinzas quem lhe aparecia pela frente, suspense numa cena numa cave com Tim Robbins, Dakotta Fanning a chorar que nem uma desalmada (o início da carreira da miúda era feito muitas vezes às custas das suas lágrimas). Longe de ser dos melhores filmes do realizador (temos sempre a mania de comparar filmes), é ficção-científica pura com o lado familiar (quase) sempre presente em Steven Spielberg

Nota: 3,5/5

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lockout (2012)


E lá fui com as expectativas em baixo ver este filme. E o que acontece quando vemos um filme sem expectativas? Apreciamo-lo de forma mais descontraída. E devo dizer que foi uma surpresa bem positiva. Um "filme de gajo", que se tivermos espírito livre, é uma espécie de junção de Die Hard com Escape From New York. Temos um Guy Pearce a fazer de John McLane, ups, faz de Snow. A ideia é a mesma, um tipo durão que dá cabo de uma série de bad guys, num espaço fechado, e sempre com uma piada pronta mesmo em situações mais complicadas. O maior ponto negativo será mesmo técnico. É que os efeitos especiais são imperdoáveis em pleno 2012. A cena inicial da perseguição é horrível.
De resto, diverte, tem pancadaria. O que é que se pode pedir mais num filme deste género! Mais um pouco e teríamos aqui um filme de culto!

Nota: 3/5

Dark Shadows (2012)


E para surpresa de muitos, Tim Burton faz um filme com Johnny Depp e Helena Bonham Carter, coisa que nunca tinha acontecido antes (ou será que já?).
Mais uma criação de Depp a cair para o bizarro, coisa que faz com uma perna às costas. Cada personagem que faz é sempre "fora do normal". E isso ele fá-lo muitíssimo bem. 
Uma adaptação de uma série americana dos anos 60, que conta com um elenco de respeito: além dos já referidos, temos ainda a Catwoman Michelle Pfeiffer, Eva Green, Jackie Earle Haley e a estrela do futuro Chloë Grace "Hit Girl" Moretz
Trata-se de um filme divertido e sombrio como Burton sabe fazer. Um pouco um regresso às origens (remember Beetlejuice).

Nota: 3,5/5

Men In Black 3 (2012)


Dez anos depois do fraquinho segundo filme da saga, pensava-se que tinham ficado por ali. Mas nada melhor que deixar passar uns anos para podermos digerir e tentar revitalizar uma saga que teve no primeiro filme (de 1997) uma bela surpresa de verão. Para juntar à dupla de Will Smith e Tommy Lee Jones, foi desta vez chamado um Brolin que é o grande ponto positivo do filme. Dos outros dois já sabemos o que nos espera. Não chegará ao nível do primeiro filme da saga (esse teve o elemento surpresa a seu favor), mas ressuscita-a de forma muito divertida, com cenas muito boas (a Factory de Andy Warhol). E as expressões faciais de Brolin valem o bilhete. 
Do 3D nem vale a pena falar.

Nota: 3/5

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - The Terminal (2004)


Resumo: 

«Steven Spielberg reúne dois galardoados actores, Tom Hanks e Catherine Zeta-Jones, para levarem a cabo esta comédia aplaudida pela crítica. Chegado ao aeroporto JFK de Nova Iorque, Viktor Navorski (Hanks) é inadvertidamente apanhado numa intrincada malha burocrática que impossibilita quer o seu regresso ao país de origem quer a permanência nos Estados Unidos. Confinado agora ao extraordinário e complexo mundo no interior do aeroporto, Viktor faz amigos, arranja um emprego, encontra o amor e, finalmente, descobre a própria América.» in dvdpt.com

Desta vez o realizador aventura-se por algo completamente diferente. Uma comédia romântica, mas sempre com algo diferente do "habitual". Aliás, aqui o romance é quase secundário. Neste filme vêmo-nos a viver também no aeroporto, a odiar o responsável pela segurança do terminal, enfim.... 
De qualquer forma também Spielberg merece fazer algo mais "ligeirinho" de vez em quando!

NOTA: 3/5 (ou mesmo 3,5)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Catch Me If You Can (2002)



Resumo: 

«Inspirado na extraordinária vida real de um brilhante mestre de vigarice e do agente do FBI encarregue de seguir no seu encalço, Apanha-me Se Puderes é um dos mais aclamados filmes do ano contando com dois protagonistas de luxo - Leonardo DiCaprio e Tom Hanks. Realizado por Steven Spielberg, Apanha-me Se Puderes acompanha a vida de Frank Abagnale Jr., o homem que à beira dos 21 anos se faz passar por piloto, advogado e médico... sem qualquer habilitação para tal ("...uma obra-prima absoluta"... João Miguel Tavares - Diário de Notícias).» in dvdpt.com

Os biopics não são estranhos a Spielberg (já o havia feito em por exemplo na Lista de Schindler). Neste tomou um tom mais ligeiro (o tema também não é tão pesado como no de Schindler), mas mesmo assim realizou aqui um filme repleto de sentimento. Além da relação do Frank (DiCaprio) com o agente do FBI (Hanks), existe a relação entre pai e filho, e em meia dúzia de cenas Christopher Walken é mestre! Que desempenho! 
Depois temos humor, romance, drama, tudo em doses equilibradíssimas, que fazem deste filme mais uma grande obra deste século. A ver e rever!

NOTA: 4/5 (ou mesmo 4,5)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Minority Report (2002)


Resumo: 

«A super-estrela Tom Cruise desempenha o seu mais potente papel de acção no espectáculo do realizador Steven Spielberg "mais pujante desde e inventivo desde Os Salteadores da Arca Perdida (Richard Corliss, Time).
Durante seis anos, Washington D.C. tem estado isenta de homicídios graças à notável tecnologia que identifica os assassinos antes de cometerem os crimes. Mas quando o chefe da Unidade Pré-Crime (Tom Cruise) também é acusado de um futuro homicídio, ele tem apenas 36 horas para descobrir quem o denunciou, ou será também "vítima" do sistema "perfeito" que ajudou a criar. É um thriller de acção e estímulo mental de uma proeza tal, que nos faz lembrar a razão pela qual vamos ao cinema.» in dvdpt.com

Depois de um filme futurista (A.I.) mais emocional, Spielberg oferece outra vez um filme futurista, mas desta vez mais intenso, no que a acção diz respeito. É realmente um filme de acção de ficção científica, mas ao contrário da grande maioria dos filmes do género, neste o espectador tem de ter dois dedos de testa. Há tanta inteligência na criação da história e no passar para a tela, que em momento algum somos tomados por burros. O espectador é obrigado a pensar, e sai do filme a reflectir em tudo o que viu. Depois temos um Tom Cruise que faz estes papéis com uma perna às costas (mais um que tem de correr e bem).

NOTA: 4,5/5

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - A.I. Artificial Intelligence (2001)


Resumo:

«AI  - Inteligência Artificial de Steven Spielberg leva-nos até ao futuro, ao fascinante mundo da tecnologia e aventura que vai muito além da imaginação humana, num extraordinário filme, o New York Observer considera uma "obra-prima" e a Rolling Stone glorifica como um "incomparável" trabalho de um grande cineasta. 
Num mundo futuro dominado pelo aquecimento global e temidos avanços científicos, os humanos partilham todos os aspectos das suas vidas com sofisticados companheiros robots chamados Mechas. Mas quando um avançado protótipo robot-criança chamado David (Haley-Joel Osment) é programado para demonstrar amor incondicional, a sua família humana não está preparada para as consequências. De repente, David encontra-se por sua conta num mundo estranho e perigoso. Ajudado por um "RufiaMecha" (Jude Law), David embarca numa espectacular jornada para descobrir o surpreendente segredo da sua existência. Celebrado como um filme "cheio de efeitos especiais e visuais maravilhosos e fascinantes" (Roger EbertAI  - Inteligência Artificial é uma triunfante visão cinematográfica.» in dvdpt.com

Pessoalmente, não tenho grande coisa a dizer sobre este filme. É realmente fascinante a visão de um realizador sobre o nosso futuro. O filme que deveria ter sido feito por Kubrick (faleceu antes de o poder realizar), foi parar às mãos de outro mago. Tecnicamente não há nada a apontar! Está mesmo perfeito. Depois é um filme que consegui encaixar numa aula de inglês (o que é sempre positivo). Depois, devo dizer que deve ser dos únicos filmes em que vi uma sala inteira e repleta de pessoas a chorar no final.

NOTA: 5/5

domingo, 6 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Saving Private Ryan (1998)


Resumo:

«Vencedor de cinco Óscares da Academia em 1998 incluindo o de Melhor Realizador para Steven Spielberg, este é um inolvidável acontecimento cinematográfico que provocou um profundo impacto em todo o mundo. Através dos olhos de um pelotão de soldados americanos, o filme começa com a história da invasão do Dia D durante a II Guerra Mundial, continuando na praia onde um grupo de homens dá início a uma perigosa missão. O capitão John Miller (Tom Hanks) tem de levar os seus homens para trás da linha inimiga com a finalidade de encontrar o Soldado Ryan (Matt Damon), cujos três irmãos foram mortos em combate. Depois de muitas dificuldades, os homens começam a questionar as suas ordens: porque estão oito homens a arriscar as suas vidas para salvar uma única? Rodeados pela brutal realidade da guerra, cada homem procura a sua própria resposta - e a força para triunfar com honra, decência e coragem, num futuro que é incerto.» in dvdpt.com

Um filme que mostra, que em tempos de massacres e guerra sem sentido (não são todas?), a importância de uma só vida humana. Não se tratam de meras subtrações. Um homem não é apenas um número. É aqui que está grande parte da «complexidade desta obra-prima de Spielberg que nos faz sentir mais disponíveis para ajudarmos o outro. O outro que nos é estranho.» (Rui Pedro Tendinha)
Tecnicamente, já nada nos surpreende vindo de quem vem. aqueles primeiros 25 minutos do desembarque na Normandia é do mais espectacular, realista que já se viu numa cena de guerra. A montagem é feita de tal forma, que nos sentimos a viver aqueles momentos quase na primeira pessoa (se bem que só quem viveu um momento assim será capaz de imaginar).
Resumindo, é só mais uma grande maravilha do cinema moderno (e não só).

NOTA: 4,5/5 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Titanic 3D (2012)


E 15 anos depois de estrear nas salas, eis que a versão 3D está aí. E eu tinha mesmo de voltar à sala para uma revisitação (nem sei se esta palavra existe). Titanic continua na minha lista de "filmes da minha vida". É simples, é tudo tão bom que tinha de lá estar. Da história pouco há dizer. Já toda a gente do mundo "civilizado" deve ter visto o filme.
Poucas são as histórias de amor no cinema moderno que me fizeram arrebatar. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet protagonizam uma daquelas histórias, que apesar do seu final trágico, já não se fazem. Um pouco à semelhança de Casablanca (sim eu estou a comparar os dois filmes). O destino não os deixa terminar juntos. Enquanto Bogart e Bergman teriam sempre Paris ("We'll always have Paris" diz a certa altura Humphrey Bogart), o casal aqui teria sempre esta viagem inesquecível (quase que poderiam encaixar lá no meio qualquer coisa como "We'll always have the Titanic"). E Winslet e DiCaprio nasceram para fazer este filme. 
Depois, Cameron tem uma preocupação com o detalhe que pouco se vê por aí. 
O acompanhamento das cenas com a banda sonora (e não estou a falar da música da Céline Dion) faz tocar o coração, mesmo o dos mais insensíveis. 
Se o casal protagonista está impecável, o que dizer do elenco secundário. Billy Zane (o mau da fita), Gloria Stuart (como a ternurenta Rose idosa), Kathy Bates (a nova rica), Bernard Hill (o velho capitão), Victor Garber (como o sensato Mr Andrews), etc etc..
Sobre esta versão 3D, não há muito a dizer. Mais uma forma de sacar uns cobres, mas vale a pena, quanto mais não seja para ver as maminhas da Kate Winslet em 3 dimensões.

NOTA: 5/5

NB - sou só eu, ou a primeira aparição da Winslet não faz lembrar a primeira aparição de Grace Kelly em Janela Indiscreta?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Amistad (1997)


Resumo:

«O primeiro filme de Steven Spielberg para a Dreamworks, apresenta-nos um elenco de qualidade com nomes como Morgan Freeman, Anthony Hopkins, Djimou Hounson e Mathew McConaughey. Merecedor de elogiosas críticas pela sua excelente realização e poderoso elenco, Amistad foi honrado com quatro nomeações para os Óscares da Academia, Melhor Actor Secundário (Hopkins), Melhor Música, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Cinematografia. Baseado numa história verídica, o filme relata a incrível viagem de um grupo de escravos que se apoderam do comando do navio que os transportava a fim de regressarem à sua terra natal. Quando o navio, chamado de La Amistad, é de novo recapturado e levado para os EUA, os escravos são acusados de crime e encarcerados à espera do seu destino. Inicia-se um processo que irá confrontar as bases de todo o sistema judicial americano. Mas para os homens e mulheres em causa, é uma simples batalha pelo direito básico de toda a humanidade... a liberdade.» in dvdpt.com

Mais um filme histórico de um realizador preocupado em meter o dedo na ferida de várias épocas da história da humanidade. Desta vez, com o tema da escravatura, consegue, muito com a ajuda de um elenco brilhante, mais um filme cheio de categoria. Capaz de figurar em tops dos anos 90. Mas não quero ser redutor a esse ponto. 
Para todos os amantes de história universal, este é mais um filme que poderia muito bem ser passado em aulas de História. Os miúdos, hoje em dia, têm de perceber um pouco de onde vêm!

NOTA: 4/5

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Avengers (2012)


Existe aí uma euforia desmesurada com este filme. Porquê? Não sei. Os filmes que serviram de prefácio a este Vingadores não foram nada de especial. Depois de ver o filme, não compreendo essa euforia. É girinho e tal, mas não mais que isso. Não acrescenta em nada a um género tão explorado no cinema. 
Uma primeira parte que é aborrecida de morte (tanto bocejo que dei na sala de cinema). Melhora no segundo acto, mas com acção que se vê por aí aos pontapés. 
Pela positiva, temos um Hulk, que em duas cenas vale o bilhete pago. Depois temos Scarlett em 3D (isso é sempre é positivo). Realmente é sempre bom ver uma junção de vários super-heróis, e vê-los "trabalhar" todos juntos. Jeremy Renner, ou Hawkeye, teve poucas cenas, o que é pena. Merecia mais. 

NOTA: 2,5/5

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - The Lost World: Jurassic Park (1997)


Resumo:

«O realizador Steven Spielberg leva-nos de novo ao cenário de Parque Jurássico, em O Mundo Perdido, uma espectacular continuação, ainda com mais dinossauros, acção e incríveis efeitos especiais. O Mundo Perdido é um dos filmes mais famosos de todos os tempos, apresentando um elenco repleto de estrelas, onde se incluem Jeff Goldblum, Julianne Moore e Peter Postlethwaite.
Passaram quatro anos desde a tragédia ocorrida em Parque Jurássico e dois grupos entram numa corrida contra-relógio que determinará o destino dos habitantes pré-históricos desta ilha afastada.» in dvdpt.com


Depois do clássico, a sequela era inevitável, tal o sucesso do anterior. Sim, Spielberg optou por um filme em tudo maior ao original. Mais dinossauros, mais acção, mais mortes, mais surpresas. Isso não quer dizer que seja melhor. Porque não é. Trata-se de um grande filme de acção e entretenimento puro e duro. O espectador quer ver dinossauros e nisso não sai defraudado. Algumas cenas que marcam, como o ataque do T-Rex à caravana que deixa qualquer um em suspense.

 NOTA: 4/5

sábado, 21 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Schindler's List (1993)



Resumo:

A Lista de Schindler, um filme de Steven Spielberg, é uma obra-prima, que se tornou um dos mais distinguidos filmes de todos os tempos. 
O filme representa a indelével história do enigmático Oskar Schindler, um membro do partido nazi, mulherengo e especulador de guerra, que salvou a vida a mais de 1100 judeus durante o Holocausto. Foi um triunfo de um homem que fez a diferença no drama daqueles que sobreviveram a um dos capítulos negros da história da Humanidade, salvos pelo que ele fez.


Se algum dia alguém estiver a escrever um dicionário e quiser exemplificar o significado da expressão "obra-prima", nada melhor que pegar neste filme. 
 Um filme que funciona quase como um murro no estômago, para todos nós que andamos preocupados com as maiores futilidades da vida. Mais do que uma fita, é uma lição. Não só uma lição e História, pois o filme vai desde o início até ao fim da II Guerra Mundial, mas sobretudo uma lição de vida. É impossível não reflectirmos sobre o que é a condição humana. 
Liam Neeson tem aqui o papel de uma vida. O papel de um homem, nazi de raiz, que enriqueceu à custa da guerra. É notória a evolução humana neste homem, acabando o filme a abdicar de toda a sua fortuna para "comprar" aquelas centenas de judeus para trabalhar para si, e assim livrá-los dos campos de concentração e morte certa. Uma das cenas finais, onde ele se despede dos seus trabalhadores é de tal forma intensa que é impossível não sentir um nó na barriga. 
Depois temos mais dois atores a fazer darem interpretações excelentes. O Herr Komandante Ralph Fiennes, que para se distrair, passava o tempo a disparar contra judeus, e ainda o "aliado" de Schindler, Stern, interpretado também de excelente forma por Ben Kingsley
Muito teria a dizer sobre este filme. Toda a gente, sem excepção, deveria ver pelo menos uma vez na vida. 

OBRIGATÓRIO.

NOTA: 5/5

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Jurassic Park (1993)


Resumo:

«Esta emocionante aventura é protagonizada por Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum e Richard Attenborough. Parque Jurássico leva-nos até uma ilha longínqua, onde se encontra um enorme parque temático com dinossauros vivos, que está prestes a converter-se numa ilha mortal, quando cinco pessoas têm de lutar para sobreviver no meio destes predadores pré-históricos.» in dvdpt.com


Falar deste filme é complicado a nível pessoal. Em 1993, ano da estreia do filme, eu era um gaiato de 10/11 anos, que não ligava muito a cinema. A minha vida cinematográfica resumia-se a uma ou outra ida a uma sala ver um qualquer filme que nem me recordo. Tudo mudou nesse dia em que vou ver este filme ao cinema. Ou seja, posso dizer que para mim existe um antes-JP e um pós-JP.  Tudo era maravilhoso neste filme. O espectador era levado a acreditar que aqueles Tiranossaurus, Velociraptores e outros existiam mesmo. E que importa que o filme até possa ter algumas falhas? Não importa rigorosamente nada! Está tudo tão mágico, que eu quero acreditar que quando se fala em "magia do cinema" era disto que se falava. 
Desde esse dia, em 1993, o cinema passou a ser paixão para mim. O filme foi visto centenas de vezes (creio que não estarei a exagerar). A cassete VHS estragou-se de tão gasta que ficou. O DVD de vez em quando lá está no leitor. Quando passa na televisão lá tenho de o ver. É dos poucos filmes que posso ver vezes sem conta, sem nunca me fartar! Palavra ainda para o John Williams que criou mais uma banda-sonora magnífica.
Por tudo isso, esta é para mim a maior obra-prima de Spielberg (e atenção que estamos no ano da outra grande obra-prima do realizador, que há-de ser analisado no próximo post).

 NOTA: 5/5

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Hook (1991)


Resumo:

«Hook é um espantoso conto de aventura do fabricante de sonhos Steven Spielberg, que nos leva de volta ao mundo mágico e imaginário de Peter Pan. Robin Williams e Julia Roberts (Peter Pan e a Fada Sininho) e Dustin Hoffman (o temido Capitão Gancho - Hook) estão juntos para nos transportarem pelo eterno voo da fantasia.»      in dvdpt.com

Este talvez seja o mais "infantil" filme da carreira de Spielberg, enquanto realizador. No entanto o seu maior defeito será esse mesmo: ao afirmar-se como um filme para o público mais novo, há cenas que não serão as mais apropriadas. Mortes de espada, piratas que enfiam um inocente dentro de um baú com escorpiões, a cena com sereias, etc. No entanto, não deixa de ser um filme familiar, com temas recorrentes na carreira do mestre - laços familiares são postos à prova. 
Apoiado numa boa banda sonora (mais uma de John Williams), é sempre uma bela aventura, se o pensarmos como um filme para a criançada!

NOTA: 3/5

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Parte II (resumo)


Resumo das classificações do imdb, Rotten Tomatoes e Revolta da Pipoca.

Ciclo Spielberg - Always (1989)


Este talvez seja o filme mais "esquecido" e perdido no tempo da carreira de Steven Spielberg. O realizador sempre teve os mais diversos apreciadores. Existem aqueles que preferem os dramas brutais (A Lista de Schindler, Munique). Existem depois aqueles que preferem aventura pura e dura (Parque Jurássico ou Indiana Jones). Existe quem prefiro os épicos de apelo à lágrima (E.T. ou Cavalo de Guerra). E ainda há aqueles que dizem que no início é que ele era bom (Duel, Tubarão ou Sugarland Express). Numa carreira tão profícua, rara é a pessoa que se lembre deste Always. Pois talvez seja injusto deixarmos este filme na prateleira dos esquecidos a apanhar o pó. "Sempre apresenta um olhar marcadamente adulto sobre as relações amorosas, com Richard Dreyfuss no papel de um aviador que regressa dos mortos e retoma o contacto com a mulher da sua vida." Muito boa a forma em como é vista a relação amorosa de um casal vulgar, em que o amor entre ambos se revela não em gestos grandiosos, mas sim na forma como cada um deles gosta afinal das pequenas coisas que tornam o outro num ser diferente dos demais. 
Se gostaram do pasteloso Ghost - Espírito do Amor, então terão de ver este muito superior ao mais conhecido filme com Swayze e Demi Moore.

Ah, e é o último papel de Audrey Hepburn.

NOTA: 3,5/5

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - The Last Crusade (1989)


Indiana Jones está de volta, e desta vez com a companhia de Jones Sr (Sean Connery). Mais um clássico de aventuras com Harrison Ford à cabeça. Continuamos aqui com aventura até dizer chega. Mais um conjunto de cenas míticas (a cena em que Hitler assina um livro a Indiana é genial). Temos uma química entre dois homens que não existe muito no cinema. Temos um River Phoenix como Indiana Jones na juventude. Temos puzzles para ser resolvidos. Temos alemães com vontade de governar o mundo. Temos um Connery que abate um avião só com um guarda-chuva. E temos muito mais! O difícil é encontrar um defeito.

NOTA: 5/5

Ciclo Spielberg - Empire of the Sun (1987)


Se há alguém que filma a guerra como ninguém, essa pessoa é Steven Spielberg! Grandes filmes saíram do mestre (A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Cavalo de Guerra...). Esta é mais uma abordagem diferente! Conflito da China com o Japão em tempos da II Guerra Mundial, vistos pelos olhos de um jovem (Christian Bale). Não será o meu favorito desta temática dele (qualquer um dos anteriormente referidos é para mim melhor), mas isso não quer dizer que não estejamos perante mais um grande filme, de qualidade técnica invejável. Um clássico, que qualquer amante de cinema ou história deveria ver!

NOTA: 4/5

domingo, 8 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - The Color Purple (1985)


Esta foi a primeira vez que vi A Cor Púrpura. Havia qualquer coisa que me não cativava no filme, mesmo antes de o ver. Pois andei enganado estes anos todos. Não há muitas palavras: excelente biopic, excelentes desempenhos de todo o elenco! 
Steven Spielberg já provou que é capaz de se aventurar em todos os géneros. Conhecemo-lo mais pelo cinema fantástico, ou seja, aqueles filmes de orçamentos gigantes, muitos efeitos especiais. Depois aventura-se nestes filmes mais intimistas! E Fá-lo de uma forma que toca, capaz de comover até as pedras da calçada! 
Mais um daqueles filmes para a história.

NOTA: 4,5/5

sexta-feira, 6 de abril de 2012

American Reunion (2012)


Há filmes que são verdadeiros épicos (Senhor dos Anéis, Ben Hur, etc)... Pois esqueçam esses... a definição de épico está aqui! Isto talvez seja exagero, mas já não me lembrava de rir tanto com um filme há muitos anos. Devo aliás ter largado uma gotinha! Lágrimas vieram-me aos olhos constantemente! 
Os críticos bem podem correr o filme à estrela solitária, que para mim comédia é isto: a capacidade para nos fazer rir! 


Depois a acompanhar esses momentos hilariantes, temos aquele sentimento de nostalgia. Quem, como eu, acompanhou o grupo, desde o último ano de liceu até agora, foi quase como se fizéssemos parte do gang. Parece que Jim, Stiffler, Kevin, Oz e Finch também fazem parte do nosso grupo de amigos. E se a saga tem essa qualidade, é porque tem alguma coisa de especial. Até porque mais nenhum filme do género o consegue. 

NOTA: (prefiro não dar nota, pois não consigo ser imparcial/direto - falta-me a palavra)


PS. E teve direito a palmas no final!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Wanderlust (2012)


Bem, e não é que no cinema anda mais um filme "made in" Apatow productions? Comédia que acompanha um casal que se vê a "viver" numa comunidade no mínimo peculiar!
E filme da matilha do Judd Apatow que não tenha o Paul Rudd é porque há qualquer coisa de errado. Ele já demonstrou que faz este tipo de papel com uma perna às costas. A acompanhar está a "veterana" das comédias românticas Jennifer Aniston
De resto o filme tem lá umas cenas épicas (Rudd em frente ao espelho a dizer umas coisas "parvas" está já no meu top de cenas cómicas deste ano). Não será melhor que alguns dos filmes do Apatow, mas é bem disposto. E em alturas que a televisão só passa desgraças, em que o país está como está, vale sempre a pena ver uma comédia desmiolada!

NOTA: 3/5