Antes de mais nada, sejamos sinceros: quem é que já viu um mau filme de David Fincher? Deve ser dos realizadores mais regulares que conheço. Ou são bons filmes ou são excelentes. Desta vez o realizador arrisca. E arrisca porquê? Pega num best-seller sueco, que já tinha sido adaptado no seu país natal. E convenhamos que isso é arriscar! Pessoalmente, não li o livro, não vi a adaptação sueca, e pouco li sobre o filme antes de o ver. Por isso, nunca poderei afirmar que é uma boa ou má adaptação. O que poderei dizer é se é um bom ou mau filme. E digo já que é um Bom filme. Não é o melhor de Fincher (nem de perto). Ainda não há um que supere o seu Alien, Fight Club mas sobretudo Seven.
A maior virtude que posso apontar a este filme é o facto de nos conseguir prender do início ao fim. E isso não é fácil. Um filme que basicamente é uma investigação de um crime, que dura cerca de duas horas e meia, mas que nos deixa presos à cadeira do cinema, tem de ser bom! O ritmo lento (como já o havia feito com Zodiac) é por vezes interrompido com cenas de violência (quem viu sabe do que falo). Claro que um elenco como o do filme, ajuda a melhorar. Mas se o ritmo lento é uma virtude, pode ser ao mesmo tempo um defeito.
A realçar ainda o excelente genérico inicial, que é dos melhores que tenho visto!
NOTA: 4 / 5