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quinta-feira, 21 de junho de 2018

1986 (2018)


Já todos sabemos que estamos a viver uma época de nostalgia na cultura pop... e nostalgia de uma época específica. Não que os anos 80 sejam melhores ou piores que uma outra década qualquer... Mas tem qualquer coisa de mágico. Ou então, porque homens feitos (e mulheres) tiveram a sua juventude (os melhores anos) nesta altura. Não sei explicar a razão. Mas no cinema, já tivemos filmes como Super 8It ou Ready Player One que vivem muito desse sentimento nostálgico. Na música são frequentes as colectâneas dos anos 80 a serem lançadas. O sucesso de Mamma Mia foi o que se viu. 
E em Portugal isso não é excepção. E Nuno Markl é o maior culpado disso. Não por causa desta série (mas também), mas porque há uns anos criou uma rubrica de rádio, a "Caderneta de Cromos", onde vasculhava nas suas memórias de infância e juventude por tudo o que o marcou, desde música, filmes, objectos, séries, jogos, etc. Com a rubrica de rádio vieram espectáculos ao vivo e livros. Com isto, vieram cromos "repetidos" ou inspirados nisto. São muitos os livros que se dedicam ao mercado das memórias: uns virados para o humor, outros apenas  como colectâneas de coisas, entre outros. 
Ainda na rádio, a M80 continua a crescer com o seu público fiel. As festas, como por exemplo as Revenge of the 90s, andam na moda. 


Voltamos a Nuno Markl. O homem é um totó puro. Mas no bom sentido da palavra. Colecciona coisas, tem a cave mais famosa do país. E entre as 3279 coisas que faz no dia-a-dia, ainda idealizou e co-escreveu a série de que vos falo: 1986.

Já li dezenas de comentários à série. E a minha opinião não é muito diferente de muitas. Por isso não tenho muita coisa nova a acrescentar.
O que se nota acima de tudo, e independentemente de gostarmos ou não, é que se nota que foi escrita e feita com coração. E isso é o mais importante. Claro que vai ter os haters do costume... Mas, hoje em dia, tudo tem haters... E isso acaba por ser sinal de que por alguma razão, a série marcou. 
Mas será que é a melhor série do mundo? Claro que não... (no entanto, espero que o seu criador ache que sim). Nem tinha que o ser. Até porque não há nada a provar.
A história é aparentemente simples: em época de eleições (a tão famosa 2ª volta das presidenciais de 1986), um puto geek apaixona-se pela betinha da turma. Os pais de ambos são completamente antagónicos (um apoia o Freitas do Amaral, o outro tem que se contentar com o Mário Soares). 


Depois há um conjunto de personagens secundárias que enriquecem a trama: o amigo que só pensa em sexo, o beto meio bully, a gótica, a professora boazona que se apaixona pelo pai do personagem principal, o professor homossexual, o gajo que tem uma rádio pirata, a mãe da Marta, e a Ana Bola (há mais, eu sei). 
Despacho já o que não gostei da série: nos primeiros episódios, a sensação que me deu (e isto é uma leitura pessoal) é que parecia que havia necessidade de introduzir referências, quase que a martelo. E isso quebrava um pouco o ritmo da história. Creio que não era necessário usar essa ferramenta para conseguir que o espectador "vivesse", durante os 45 minutos de cada episódio, naquela época. Basicamente, por vezes isso pareceu-me forçado. E esse foi o maior ponto negativo.

No entanto, o resto a apontar é tudo positivo, onde destaco duas coisas: o elenco e a estrutura de cada episódio. 
Ora, o elenco é bestial: é o que dá fazer um casting sério e escolher os melhores e não ir a uma agência de modelos. Claro que os actores "adultos" não têm nada a provar e mostram que são bons. Basta um bom texto, e um bom actor sabe o que faz com ele. Li algures alguém que não gostava do excesso de "gritaria" nos actores que fazem de pais, o Adriano Carvalho e o Gustavo Vargas. Percebo esse ponto de vista, mas eu acho que nesses momentos eles acabam por ser uma espécie de comic-relief. E a mim fez-me rir. Mas claro que os heróis são os miúdos, e aqui não posso apontar nada de negativo. Sim, nota-se que o actor principal, o Miguel Moura e Silva, ainda um pouco verde, algo que se vai desvanecendo à medida que os episódios vão avançando. Não sei se a série foi filmada cronologicamente, mas nota-se uma evolução. E essa "verdura" acaba por se enquadrar bem com o personagem que está a interpretar.
Ainda assim, acho que o maior destaque vai para Laura Dutra, que faz a Marta. A naturalidade com que interpreta o papel, com os vários registos que vai tendo. Só digo uma coisa: impecável.


Além do elenco, destaco ainda a forma como os episódios foram escritos e idealizados. Cada episódio como uma homenagem a algo. Além do último episódio (o meu preferido), gostei bastante do episódio Juntos em Sonhos Elétricos" e o da bomba. É que adoro os filmes Electric Dreams e Breakfast Club. E se por um lado, e por conhecer tão bem os filmes em questão, eu adivinhava o que iriam os personagens fazer, por outro, gostei dessa previsibilidade. Afinal esses filmes não estão esquecidos, nomeadamente o Electric Dreams. Pensei que ninguém se lembrava desse filme a não ser eu. Aliás, a música é mais famosa que o próprio filme.

Claro que desejo que a série regresse para mais uma temporada. Apenas uma... para poder fechar todas as histórias. Uma boa série não precisa de 10 temporadas para ficar na história. Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats) ou Verão Azul não precisaram de mais de uma ou duas temporadas para ainda hoje serem lembradas.

Se os anos 60/70 tiveram em Conta-me Como Foi (a melhor série portuguesa de sempre), os anos 80 têm 1986. O que estará reservados para a década de 90?

quarta-feira, 31 de maio de 2017

TOP SITCOMS

As sitcoms (situation comedy) norte-americanas são uma tradição dos States já com mais de meio século. O país sempre esteve na linha da frente deste tipo de televisão.
Gostemos ou não, continuam a ser uma realidade em pleno 2017. Séries, muitas vezes gravadas ao vivo, com uma live audience, com reacções gravadas, nomeadamente os risos.
Confesso que sempre gostei, e continuo a gostar. Todos nós gostamos de pastilha elástica. Durante meia-hora tem sabor, e ao final de algum tempo deitamos fora.
Durante a minha juventude, foi graças à RTP 2 que conheci algumas, já que passavam umas três séries diferentes à hora de jantar.
Fica aqui um top daquelas que mais gostei. Vão desde os clássicos a preto-e-branco até às mais recentes. Por isso e sem ordem (a única ordem é a memória), aqui estão 12 sitcoms.

- FRIENDS (1994 - 2004)


Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Ross e Joey marcaram uma geração. É capaz de ser a mais bem sucedida de todas as sitcoms (no que a audiências diz respeito). É certo que as últimas duas temporadas foi uma espécie de arrastar, e são mesmo as piores das dez. O que realmente marcou esta série foi a diversidade dos personagens. Com 6 personagens tão diferentes, cada um de nós seria capaz de se identificar com cada um deles. Claro que eu sempre fui Chandler-team. Ou seja, o meu jeito com as mulheres, o meu jeito para ser desajeitado, etc. Foi a série que mais vezes vi os episódios (vezes em conta).

- SEINFELD (1989 - 1998)


Não vi Seinfeld na altura em que passou pela primeira vez. Graças às reposições (obrigado SIC Radical) e graças aos DVDs, pude apreciar aquela que se diz que é a série sobre nada. Afinal é só sobre o quotidiano de todos nós. E George Constanza é o maior.

- SPIN CITY (1996 - 2002), Cidade Louca


Michael J. Fox era aqui já adulto, mas sempre com aquela cara de puto do Regresso ao Futuro. Aqui trabalha directamente para o mayor de Nova Iorque, e os episódios passam-se 80% do tempo na câmara. A série apanhou já parte da doença que afecta Michael J. Fox, e por isso nas últimas temporadas foi substituído por Charlie Sheen. O episódio da despedida ainda hoje me marcou.

- FAMILY TIES (1982 - 1989), Quem Sai Aos Seus


Antes de Michael J. Fox ser a mega-estrela de cinema, era uma estrela de televisão graças a este Quem Sai Aos Seus. A história de uma família típica americana: uns pais democratas com três filhos. O mais velho, Alex P. Keaton (a estrela da série) é um ultra-conservador. Episódios hilariantes, outros tocantes. Foi mantendo a qualidade ao longo das temporadas. 

- FAMILY MATTERS (1989 - 1998)


Mais uma sitcom que conta as desventuras de uma família. Desta vez entramos na realidade da vida de uma família afro-americana. Acontece que esta família tem a companhia do vizinho Steve Urkel, o maior desastrado da televisão. No entanto, e com a voz característica que lhe é conhecida, apenas vi a versão dobrada em francês e foi com essa que cresci.

- TWO AND A HALF MEN (2003 - 2015), Dois Homens e Meio


Foram doze temporadas, e acompanhei-as todas. Sim, mesmo aquelas que já tinham o Ashton Kutcher em vez de Charlie Sheen. Infelizmente a série ficou mais conhecida pela vida do seu actor principal fora da série. É certo que a determinada altura, o título deixou de fazer sentido. O "meio-homem" aparecia muito esporadicamente. Sim, no final havia episódios maus, mas caramba, divertia-me sempre. 

- HOW I MET YOUR MOTHER (2005 - 2014), Foi Assim Que Aconteceu


Vista como a substituta de Friends, esta acaba por ser um pouco diferente, apesar de algumas histórias serem muito parecidas (inspiradas). Claro que aqui destaco sempre a personagem de Barney, o melhor engatatão e a razão de não nos importarmos de usar fato e gravata. O que retenho daqui? Um dia, uma amiga colorida da faculdade disse que eu era uma mistura de Ted e Barney, e eu aceitei aquilo como um grande elogia, mesmo que não perceba bem onde ela foi buscar essa ideia.

- GREEN ACRES (1965 - 1971), Viver No Campo


Uma das clássicas que passava na RTP 2, e eu adorava aquilo. Um casal endinheirado da cidade decide mudar-se para o campo e levar essa vida. E depois tinha lá um porco que era uma autêntica estrela.

- BEWITCHED (1964 - 1972), Casei Com Uma Feiticeira


A história de um casal normal, em que a esposa é só uma bruxa. Só a vi uma vez, mas acabou por me marcar. Foram horas de jantar em frente à televisão a rir com isto.

- SABRINA, THE TEENAGE WITCH (1996 - 2003), Sabrina, a Bruxinha Adolescente


Uma série juvenil que acabou por marcar a minha juventude. Adorava a miúda, que era uma espécie de girl next door. Aqui fazia de bruxa e tinha de manter o segredo aos humanos. Depois tinha um gato que era do mais sarcástico que existia, o Salem Saberhagen

- OFF CENTRE (2001 - 2002)


Na ressaca do filme American Pie, vem uma série dos mesmos criadores e com parte do elenco. O público norte-americano não estava pronto para as piadas brejeiras da série, e por isso apenas durou temporada e meia. Aqui, dois amigos partilhavam apartamento e juntamente com os amigos tinham as "típicas" aventuras de quem vive em Nova Iorque. Gostei muito daquilo e ainda hoje me recordo de algumas cenas específicas.

- THE BIG BANG THEORY (2007 - presente), A Teoria do Big Bang


A única série que ainda não terminou. A série que se define como nerd is the new sexy. Porque um grupo de nerds, que não se dá muito bem no mundo real, acaba por dar azo a muitas gargalhadas. E depois temos personagens muito diferentes uns dos outros. Temos um indiano que não consegue falar com mulheres, um judeu que pensa ser uma sex-machine, um neurótico asmático, o sobredotado que não sabe reconhecer o sarcasmo, a vizinha boa como o milho (ai Penny). Sim, as séries vão-se arrastando com mais do mesmo. Mas caramba, tenho sempre a certeza que durante vinte minutos solto umas quantas gargalhadas (eu sou de riso fácil).



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

STRANGER THINGS (2016)


Parece que a Netflix se anda a especializar em séries que agarram as pessoas. Desta vez a fórmula é relativamente simples. Há um grupo considerável de pessoas que é nostálgico (como eu). Pessoas que estão agora na casa dos 30/40 anos, e para quem os anos 80 foram de crescimento. Para quem, como eu, cresceu nos anos 80, esta série terá sempre algo especial. "Ambientada no ano de 1983, Stranger Things decorre na fictícia cidade de Hawkins, onde um garoto de 12 anos desapareceu misteriosamente sem deixar rastro. Enquanto procuram por respostas, a polícia local, a família e os amigos acabam mergulhando num extraordinário mistério envolvendo experiências secretas do governo, forças sobrenaturais e uma miúda muito estranha." (roubado na Wikipedia).  
Uns dirão que é o decalque de tudo o que se fez nos anos 80. Outros dirão que se trata de homenagem. A linha que separa estes dois conceitos é muito ténue. O que é certo é que a representação dessa década é quase perfeita. Claro que a introdução de elementos dessa época por vezes era descarada e nada subtil. Mas quem se importa com isso. Naquela altura, tudo o que vinha da máquina de São Spielberg ou São Lucas (o George) era obra-prima, e isso foi tudo aqui aproveitado. 
É impossível não pensar em ET, Goonies, Star Wars, Stand By Me, Alien e mais umas centenas de referências. Eu lido bem com isso pois eu sou um nostálgico por natureza. Não me importo que copiem, desde que o façam bem. E aqui é tudo em bom. A começar na música do genérico, que é toda ela "decalcada" de John Carpenter. 
Mas há duas coisas que se destacam na série. Primeiro a escrita. Todos os capítulos estão muito bem escritos, entrelaçando-se de forma muito coesa. E depois, principalmente, o elenco. A personagem da Winona Ryder irrita um bocado nos primeiros episódios. Mas o raio dos putos vão todos muito bem, com destaque ao puto "sopinha de massa" (Dustin) e à miúda que é a "experiência" secreta do governo (Eleven). A química entre o grupo de miúdos é toda muito boa. Parecem amigos desde sempre.

De resto, a série assusta quando tem de assustar, é intrigante. E depois, como tem apenas 8 episódios, vê-se muito bem de rajada. 

Acho que vou fazer uma petição para que todas as séries tenham apenas 8/10 episódios no máximo. 

Série perfeita para fãs dos anos 80 e para quem queira conhecer melhor essa década.




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

STAR TREK: THE ORIGINAL SERIES - THE ENEMY WITHIN

Aos 33 anos, será que ainda vou a tempo de ver os cerca de 800 episódios e mais de dez filmes do universo de Star Trek? A reposta é simples. Sim. Até porque tenho contrato com o senhor lá de cima que diz que antes dos 100 anos eu não morro. Por isso, e porque mais vale tarde que nunca, aventurei-me neste universo. Começo naturalmente pela Original Series. Lá vou eu à Wikipedia ver que ordem tenho de seguir, pois sou um analfabeto nestas coisas. Vi um ou outro filme. Das séries nunca tinha visto nada. A verdade é que nunca fui "trekkie". Sempre fui mais Team Star Wars. Não sei porquê, rejeitava mesmo antes de ver. E no entanto, Star Wars e Star Trek são coisas absolutamente diferentes.
Aqui vou colocando os meus episódios preferidos (até para memória futura).

O primeiro episódio favorito é The Enemy Within. Uma avaria no transportador faz com que o Kirk seja duplicado. Só que a cópia é meio-maléfica. Ou seja, o vilão deste episódio é o próprio Kirk.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

EU JÁ FUI MUITO FELIZ EM CLUBES DE VÍDEO


 (foto para alterar pois não é do espaço em questão)

Lembram-se daqueles sítios onde uma pessoa ia e podia alugar filmes em VHS/DVD? Levávamos para casa e depois de os ver, voltávamos para os devolver. Isso hoje parece coisas tão descabidas, que se contarmos a um miúdo que estas lojas existiam, ele ainda goza connosco. 
Pois, mas na minha bela terrinha, resiste estoicamente um espaço desses. Aberto há 30 anos, foi o primeiro clube de vídeo a abrir aqui na Figueira da Foz. E parece que vai ser o último a fechar. Segundo o dono, claro que o negócio já não dá para as despesas. Mantém-se aberto por "carolice" do Sr. Cabral. 
Tenho pena que assim seja. É um espaço que me traz tantas, mas tantas memórias. Sou daqueles nerds que passou horas e horas a escolher filmes para ver em casa.  Foram horas e horas a rebobinar cassetes para as poder devolver sem correr o risco de ouvir um sermão. Afinal, devolver uma cassete por rebobinar era tão grave como assaltar velhinhas à saída da igreja. Sinceramente, nunca me esqueci de rebobinar nenhuma cassete, por isso nunca levei sermão, mas corria esse mito e eu não queria arriscar. Nunca fui rebelde ao ponto de não o fazer. Mas a magia dos clubes de vídeo era mesmo o "martírio" de passar horas a percorrer os filmes todos e escolher o filme ideal para aquele dia. Às vezes passava mais tempo a escolher do que propriamente a ver o filme. Mas era um tempo que gostava. Ver aquelas prateleiras separadas por géneros. Espreitar sorrateiramente para o género "erótico" que estava mesmo ao lado do "terror/sci-fi". Sinceramente, acho que nunca percorri os filmes do género do "drama" e "romance". Era puto, e o que eu queria era filmes de terror, acção, algumas comédia e mamas. 
Bem, a cada ida ao clube de vídeo, a missão era escolher dois filmes. Até porque alugavas uma novidade mais um filme "antigo" pelo mesmo preço. Para mim o difícil era escolher o filme antigo. A estante das novidades era, naturalmente, mais curta, pelo que se perdia apenas uns 10 minutos. E havia o problema de quase nunca estar disponível. O mais antigo era complicado de escolher. Ora, se num dia tinha alugado o Halloween 4, no dia seguinte tinha de alugar o 5. Nestes dias era fácil. O problema era escolher alguma coisa "original". E o "original" normalmente recaía em filmes "macho", ou então em comédias com mamas à mostra, tipo Porky's
Tenho pena que um dos sítios onde fui feliz na minha infância/juventude esteja para fechar. Mas a culpa é da época em que vivemos que não se coaduna com este tipo de negócio, pois se eu era o mais assíduo frequentador do espaço, já lá não ia há muito tempo. 
Ainda assim é um sítio que me traz muitas memórias, normalmente todas elas felizes. Uma pessoa não deixa de se sentir nostálgico ao passar pelo "Video Movie".

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O FEITICEIRO DE OZ (2015) - SIT



A chegar ao palco da SIT - Sociedade de Instrução Tavaredense (Figueira da Foz) está mais uma grande produção da casa. Desta feita, é O Feiticeiro de Oz.
Foram meses de preparação, trabalho árduo, de uma equipa amadora, que sinceramente não fica nada atrás do profissional.
Creio que sairá algo que nunca se viu na nossa terra. Porque além do trabalho dos actores, é de louvar todo o trabalho da equipa técnica: luz, som, música, guarda-roupa, cenários. Tudo demasiado grandioso, para apelidarmos de "amador". O amadorismo apenas está presente no facto de ninguém ganhar um cêntimo com o trabalho.
Pessoalmente, trata-se do maior desafio que alguma vez tive no que respeita a representação. Personificar um Espantalho foi algo que confesso, foi muito mais difícil do que esperava. No entanto, o empenho estava lá. Por vezes a desmotivação, por as coisas não correrem tão bem nos ensaios, fazia-se sentir. Ainda assim, as pessoas continuaram a acreditar no trabalho.

A primeira prova de fogo será no dia 17 Janeiro aquando da estreia. A casa está já lotada, e adivinha-se muita festa, muita cor, muitos nervos!
Por isso, Dorothy, apanha o caminho dos tijolos amarelos via o sucesso!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

LIBERDADE ???????

Sátira: "técnica literária ou artística que ridiculariza um determinado tema (indivíduos, organizações, estados), geralmente como forma de intervenção política ou outra, com o objectivo de provocar ou evitar uma mudança."

Vivemos tempos esquisitos neste mundo ocidental. Por um lado apregoamos à liberdade de expressão, por outro ficamos ofendidos se alguém faz uma piada sobre o benfica.
Quem me conhece sabe a minha opinião sobre o humor: ou seja, para mim não há limites. Tanto me posso rir com alguém que brinca (diferente de "gozar") com a diferença entre homens e mulheres (as mulheres que fazem stand-up tendem muito a usar este tema), como alguém que brinca com uma doença séria. Piadas religiosas então, para mim é bom material de humor. 
Posso me rir de uma piada sobre alguém que morreu. Quantas piadas não ouvimos mal se soube da notícia da morte do Carlos Castro? 
Isto tudo para dizer: NÃO HÁ LIMITES... poderá sim, existir o bom gosto ou não... Mas mesmo aqui, depende da visão de cada um. Só eu sei o quanto fui atacado porque uma vez publiquei no facebook uma piada que brincava com a doença do cancro.
Por isso ficar ofendido porque alguém brincou com alguma coisa que me é querida é só parvo! Posso não gostar, mas não posso ficar ofendido.
O caminho para aceitar uma piada (no sentido mais lato da palavra) é saber rir de nós próprios. 

O que se passou ontem (dia 7 de Janeiro) em Paris é gravíssimo! Trata-se de um vil atentado à liberdade de expressão, que tantos séculos demorou a ser conquistada no mundo ocidental. Sabemos bem, que por esse mundo fora isso ainda não acontece. Lembro os mais distraídos que estamos em pleno século XXI. 
O jornal francês Charlie Hebdo, que surgiu por altura do Maio de 68, satiriza, brinca com tudo o que podemos imaginar. Seja à esquerda ou à direita, católicos, muçulmanos, etc. 
O que dois filhos da puta fizeram ontem, mais não foi que um acto terrorista. Pois não passam de dois terroristas como existem tantos por esse mundo fora. Apregoam que vingaram o profeta. Não conheço o islamismo a fundo para saber se o profeta quereria ser vingado. A desculpa das dezenas de virgens que os esperam no além também não pega porque eles continuam por cá, infelizmente. E ter dezenas de virgens à espera também não é muito bom. Tenho a certeza que esse acto terrorista apenas dará mais força a todos os humoristas, caricaturistas, cartoonistas, etc. E a todos os outros, que lutam para acabar com a liberdade de expressão: IDE-VOS FODER!

Por isso, vou arriscar a vida e acrescentar aqui duas das capas do Charlie Hebdo. Quem se sentir ofendidinho que se acuse!



terça-feira, 14 de outubro de 2014

MARVEL vs DC COMICS

MARVEL vs DC COMICS



A pergunta é simples: quem tem os melhores filmes? 
Numa época em que todos os anos saem dezenas de filmes baseados em comics, as rainhas Marvel e DC batalham entre si. Uma tem o Aranhiço ou a comitiva Vingadora... a outra tem o maior Superman ou o Batman (e já diz a voz da sabedoria "always pick Batman")... 

Ao longo das próximas semanas vai estar a votação, numa espécie de campeonato bota-fora entre os filmes, para no final decidir qual o melhor. 
Como vai funcionar: escolhi os 14 filmes de cada uma das editoras, baseando-me nessa fonte de certezas do imdb, ou seja, os que têm melhores pontuações... Vale o que vale, mas foi a forma de escolher 14 de cada. Depois, fiz um sorteio em que um filme da Marvel "combate" um filme da DC.

E os jogos são os seguintes:

Jogo 1
- Spiderman 2 vs V for Vendetta

Jogo 2
- Iron Man vs Road to Perdition

Jogo 3
- The Amazing Spiderman vs Superman 2

Jogo 4
- Blade vs Batman Begins

Jogo 5
- X-Men 2 (aka X2) vs Stardust

Jogo 6
- Spiderman vs A history of Violence

Jogo 7
- The Avengers vs Superman

Jogo 8
- X-Men vs The Dark Knight

Jogo 9
- Captain America 2 vs Man of Steel

Jogo 10
- Thor 2 vs The Dark Knight Rises

Jogo 11
- Iron Man 3 vs RED

Jogo 12
- X-Men: First Class vs Batman

Jogo 13
- Guradians of the Galaxy vs Watchmen

Jogo 14
- X-Men: Days of Future Past vs Batman Returns

Ronda seguinte:
- Vencedor Jogo 1 vs Vencedor Jogo 8
- Vencedor Jogo 2 vs Vencedor Jogo 9
- Vencedor Jogo 3 vs Vencedor Jogo 10
- Vencedor Jogo 4 vs Vencedor Jogo 11
- Vencedor Jogo 5 vs Vencedor Jogo 12
- Vencedor Jogo 6 vs Vencedor Jogo 13
- Vencedor Jogo 7 vs Vencedor Jogo 14

Para votar, vai estar disponível na barra à direita, um sistema de votação clássico, onde só é possível escolher um!
Por isso, é só escolher!

domingo, 10 de junho de 2012

Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos


Não é fácil fazer uma apreciação crítica a um espectáculo que não se enquadra num género específico. Não é teatro, não é stand-up. Basicamente é um tipo (com o auxílio de um músico) que rabisca uns cartoons enquanto vai contando umas cenas acompanhado de uma, vá vamos chamar-lhe banda-sonora. Ou seja, o tipo de coisa que tinha tudo para correr mal. E fosse um tipo qualquer e teria corrido tudo mal. Acontece que esse tipo é o "cromo" Nuno Markl (quem não conseguir pronunciar o apelido é melhor mesmo ficar-se por "o tipo da Caderneta de Cromos"). E depois de Lisboa, o espectáculo de rabiscos veio até à Figueira subir a moral a todos os presentes depois da injusta derrota de Portugal com a Alemanha no Euro. 


E devo dizer, foi giro que se farta. Não nos ensinou a desenhar nem mulheres, nem motas, nem cavalos, mas conseguiu deixar-nos um sorriso na cara durante hora e meia, e isso nos tempo que correm não é assim tão fácil. É o tipo de espectáculo que segue com uma fluidez assinalável, ou seja, os vários temas tinham uma linha condutora (a vida do "tipo da Caderneta de Cromos"). Outro ponto positivo é a sua "atualidade". Acredito que cada sessão de rabiscos seja diferente. a Imagem que escolhi para ilustrar o espectáculo do casino prova isso mesmo (quer dizer, pensando melhor talvez não. A Alemanha já nos anda a "coiso" há uns tempos... pois, se calhar essa da atualidade não se adequa aqui.).
 Sobre o músico, Miguel Araújo, creio que toda a gente conhece e reconhece o seu talento para a Arte da Música, seja como cantor ou compositor. E de certeza que se não fosse ele, as coisas poderiam descambar facilmente!




(PS. Peço desde já desculpa por utilizar alguns dos rabiscos feitos durante o espectáculo, até porque não pedi autorização. Por favor não me processe que eu agora até estou desempregado...)

domingo, 1 de abril de 2012


E não é que em 3 meses atingi a bonita marca de 3000 visitas! Para um blog que começou no início do ano, creio que não é mau. Por outro lado, o Revolta 1, mesmo sem estando parado, tem uma média de visitas superior! 
Para continuar num site perto de si!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Séries da minha vida: BLACK ADDER


A comédia inglesa sempre deu grandes produtos. Há autênticos clássicos. Entre eles está esta maravilha. Blackadder é uma série, onde cada temporada representa um momento da história inglesa e mundial (Idade Média; Época do reinado de Isabel I; finais do séc. XVIII; Primeira Guerra Mundial), sempre com a dupla de serviço - Edmund Blackadder e seu "escravo" Baldrick
A série foi escrita por magos da escrita, tais como Richard Curtis, Ben Elton e Rowan Atkinson. Atkinson é também o protagonista, desempenhando o papel de forma maquiavélica. Algo completamente diferente daquilo a que nos habituou como Mr Bean
Blackadder começou de forma um pouco frouxa. A primeira temporada é a mais fraca. Mas depois com a entrada de Ben Elton para a escrita, a série melhorou exponencialmente. 
Culminou de forma absolutamente genial com um último episódio hilariante e ao mesmo tempo dramático.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O CINÉFILO

Andava eu, numa dessas minhas viagens por essa internet fora, em ressaca pós-nomeações para os Oscar, para ler os comentários e opiniões alheias. Isso fez-me refletir (vá, pensei durante 5 minutos) sobre essa figura que é o cinéfilo. É que o cinéfilo é uma figura muito peculiar. Existem aqueles, como eu, que se estão a borrifar para o que os outros pensam (não será bem assim, até porque gosto de ver o que outros pensam, mas nunca ponho em  causa opiniões de outros). Tão depressa gostam de um filme do Stallone como de um filme Expressionista dos anos 20.
Depois existem umas almas iluminadas. Almas essas iluminadas que vagueiam repletas de sabedoria, cheios de vontade de mostrar esses seus conhecimentos (muitas vezes made in Google). Adoram mal-dizer o cinema americano, os Oscar, os Blockbusters, pois isso tudo envenena (influencia) as cabecinhas dos mais novos (dos 7 aos 77). Mas são essas mesmas almas que não perdem tempo em ir à estreia do último Transformers, ou "sacar" um qualquer Piratas. Mas atenção! Essas almas dificilmente confessam que gostam de ver Optimus Prime e companhia, mas gritar aos sete ventos que idolatra um qualquer devaneio masturbatório de Godard, Tarkovski ou outro. 
Pelo que se vê (lê), essas almas gostam mesmo é de fazer prevalecer a sua opinião, (quase) desrespeitando a dos outros. O cinema comercial é visto por eles como algo menor. É engraçado que é graças aos filmes comerciais, que toda a Sétima Arte funciona e sobrevive. 
Isto tudo porque leio todos os anos centenas de comentários de pessoas a desgraçar os Oscar e a sua Academia. Todos os anos é a mesma coisa: «Ah, a Academia não presta! É só interesses! Isso a mim não interessa nada." Depois estão na madrugada da cerimónia a torcer pelos seus favoritos, a "twitar" postas de pescada nas redes sociais e blogs. E no dia seguinte voltamos ao mesmo. Toca a falar mal da Academia porque os nossos não ganharam, a cerimónia foi chata, os discursos soaram a falsos e sempre interrompidos pela música.........
É mesmo um bicho estranho, o CINÉFILO!

JdB

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

The X-Files


Sabe-se que hoje em dia existem centenas e centenas de séries de televisão. Grande parte delas são relacionadas com algum tipo de investigação, nomeadamente crimes. Acontece que é rara aquela que me consegue cativar. O CSI conseguiu-o durante uns tempos. O Fringe não passei da primeira temporada... E depois existem muitas outras que vou metendo os olhos. Ora, no meio de tantas por onde escolher, o que me apeteceu realmente foi rever a clássica, mítica série sobre a investigação no paranormal The X-Files. Há quase 20 anos, apareceu do nada uma das melhores séries de sempre, que continua a inspirar muitas outras. Não deve haver muita gente que não saiba quem são Mulder e Scully, o par mais sexy da televisão dos anos 90 (Baywatch não conta). Dois personagens tão diferentes e antagónicos (a crença de um contra o ceticismo de outro) complementam-se de tal forma que logo no primeiro episódio vemos que estão destinados um ao outro. É bom ver que a série envelheceu muito bem, ao contrário de tantas outras, que antes eram as melhores coisas, mas que vistas hoje são quase ridículas. É certo que nas últimas temporadas, houve um espremer do sucesso da série. Mas isso não impediu que esta ficasse para a história da televisão. Ah, e o Homem do Cigarro é logo desde o início um dos personagens mais misteriosos que me lembro.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TCN Blog Awards 2011



Foi no passado dia 7 de janeiro que se deu mais uma edição (foi a segunda) dos prémios relativos à blogosfera nacional de cinema e televisão. Não pude estar presente (incompatibilidade de horários), mas reinou sobretudo a boa disposição e o convívio entre os bloggers. 
Espero sinceramente que seja uma tradição a continuar, nestes moldes ou noutros! Afinal, escreve-se muito e bem sobre cinema em Portugal!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

REVOLTA IS BACK

Bem, e parece que depois da pausa, o Revoltado regressou! A partir de janeiro, vou voltar para atormentar a vida dos bloggers, visitantes, etc! Serve este post apenas para dar o pontapé de saída.. Ainda vão existir mudanças no look do blog! Mas o espírito irá manter-se, ou seja, descontração acima de tudo.

P.S. O blogger, que sou eu, apesar de ser contra o Acordo Ortográfico, irá tentar segui-lo!