quarta-feira, 31 de outubro de 2018

HALLOWEEN (franchise)

Slasher Movie: "a film in which people, especially young women, are killed very violently with knives." (in Cambridge Dictionary)

À data que escrevo é dia 31 de Outubro, dia das Bruxas, ou como nós, tugas, gostamos de chamar: Halloween. Porque gostamos de ir buscar as tradições todas aos Estados Unidos. E eu, como sou um vendido, gosto de ver cinema de terror. E como andei em maratona para ver o novo filme da saga de Halloween (aparentemente, e apesar de constarem 11 filmes no franchise, apenas 2 fazem parte do canon - reconhecidos oficialmente), vamos lá a mais um top aqui do revoltado. Há muito que não fazia nenhum. Do melhor ao pior (e sem incluir o filme deste ano):

HALLOWEEN (1978), O Regresso do Mal, de John Carpenter


O original... Dificilmente sairá algum melhor que este. Aquele que tem menos mortes, mas de longe o mais assustador. Porquê? Porque Michael Myers passa 80% do tempo do filme como um mirone. Mas aquele ambiente criado (ajudado pela música e realização) é de constante sufoco.

HALLOWEEN H20: 20 YEARS LATER (1998), Hallowen H20: O Regresso, de Steve Miner


Regressa Jamie Lee Curtis ao sétimo filme, e com óptimas cenas de puro suspense.

HALLOWEEN (2007), de Rob Zombie


Odiado por muitos, amado por muito poucos. Eu curti à brava. Se era para fazer um remake, pois que seja com algo completamente diferente, com um tom diferente. Foi-se a subtileza do original, veio a violência extrema, mais gore. Ao elenco, regressa a actriz principal do 4 e 5, agora mais crescida e numa personagem diferente.

HALLOWEEN II (1981), Halloween II, O Grande Massacre, de Rick Rosenthal


Continuação directa do primeiro, pois passa-se basicamente na mesma noite. Segue o mesmo modelo e volta a assustar bastante.

HALLOWEEN 5 (1989), Halloween 5 - A Vingança de Michael Myers, de Dominique Othenin-Girard


A história no geral é má: em vez de tornar a pequena Jamie numa vilã, como fazia sugerir o final do filme anterior, fazem-na ter problemas de sono. Nhec... Mas os últimos 20 minutos são muito bons: estou a falar do confronto final na casa entre a Jamie e o Michael Myers, tia e sobrinha.

HALLOWEEN 4: THE RETURN OF MICHAEL MYERS (1988), Halloween 4 - O Regresso do Assassino, de Dwight H. Little


Uma história banal, uma máscara péssima, mas um twist final bestial: faziam crer que a pequena Jamie seria uma sucessora do Michael Myers.

HALLOWEEN II (2009), de Rob Zombie


Uma trapalhada, mas ainda mais violento que o primeiro do Zombie. E que cena é essa de pôr o Michael a grunhir ou rosnar cada vez que dá uma pancada.

HALLOWEEN: RESURRECTION (2002), Halloween - A Ressurreição, de Rick Rosenthal


What the fuck?? Até podia ser bom, ou pelo menos diferente. O que saiu? Busta Rhymes em modo kung-fu... Sim, isso aconteceu.

HALLOWEEN: THE CURSE OF MICHAEL MYERS (1995), A Maldição de Michael Myers, de Joe Chappelle


Só não é o pior, porque o último não me entrou no goto. Nem sei bem o que se passa neste. Só sei que tem lá pelo meio o Paul Rudd.

10º HALLOWEEN III: SEASON OF THE WITCH (1982), Regresso Alucinante, de Tommy Lee Wallace


Não tem Michael Myers, por isso nem conta. Eu sei que é adorado por muitos, mas a mim não encaixou.

Em que lugar se encaixará o novo filme?

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

HALLOWEEN: RESURRECTION (2002)


Breves considerações acerca da última sequela, antes dos remakes do Zombie.

Passei aqui para dizer pouca coisa. Mas tenho para mim que esta foi uma oportunidade perdida de fazer uma sequela em condições. Sim, porque confesso que acho que a ideia principal do filme até é boa: juntar um grupo de pessoas, numa espécie de reality tv, para passar a noite na casa de infância de Michael Myers. Isto poderia ter sido porreiro, divertido. O que falhou?? A execução. Porque por alguma razão não houve um único susto, um jump-scare, medo puro. Nada. Aquela introdução com a Laurie Strode era desnecessária. Serviu apenas para matar a personagem da Jamie Lee Curtis. A música no filme não ajudou. Não era nada subtil. Por mim, ou optavam pelo silêncio, ou então por algo do género do original. 
Epa, o filme anterior (o Halloween H20) era, para mim, a melhor sequela, e depois vem isto. O Myers não merecia. 
Mas não poderia acabar este mini-comentário sem referir o Busta Rhymes. WTF! Que golpes são aqueles à la Bruce Lee? E o personagem em si ainda ajuda a quebrar o medo que poderia aparecer em qualquer altura.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

ALIENS VS. PREDATOR: REQUIEM (2007)


Quase a terminar a maratona Predador, este quase apetece passar à frente... Mas eu tenho coragem, e revi o filme para poder falar mal desta bosta. Não vou é perder muito tempo nisto.
Ora, o filme começa onde o primeiro (AvP) acaba: dentro de uma nave dos Predadores, com um bicho dos Aliens a sair de dentro de um deles. Depois, e como o espaço é coisa para ser pequena, onde se despenha a nave???? Pois é... em pleno planeta Terra, nos Estados Unidos. Existem lá uns personagens: cada um mais oco que o outro. Neste nem dá para perceber quem é o protagonista. Aliás, são tão fracos, que só temos vontade de torcer pelo Alien ou pelo Predador
No geral, o filme tem uma coisa positiva: é tão escuro, mas mesmo escuro, que nem nos apercebemos bem do que se está a passar. E convenhamos, isso não é propriamente mau.
Tenho de confessar que a dada altura, e quando pensava que o filme estava mesmo a acabar, olhos para o relógio e vejo que apenas se passaram 58 minutos. Ainda tinha de gramar mais meia hora. 

Bem, é mau? Claro que sim. Diverte? NÃO. É só uma valente bosta. Faz parecer o primeiro AvP digno de todos os Óscares.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ALIEN VS. PREDATOR (2004)


Em Predador 2, o herói, Danny Glover, acabava o filme numa nave espacial dos Predadores. Numa das salas da nave, estavam expostos troféus de caça, que se bem se recordam, tratam-se de caveiras. Os nerds, na altura, foram à loucura, tiveram orgasmos como se tivessem passado a noite com a Sara Sampaio, por uma razão muito simples. Um desses troféus era "apenas" uma caveira de um Alien (da saga Alien), como se ambos os personagens fizessem parte do mesmo universo. Foi preciso esperar década e meia para que magia acontecesse: juntar os dois no mesmo filme. Melhor, fazer com que eles se enfrentassem. Isso aconteceu, logo pela mão de do mago do cinema Paul WS Anderson (não confundir com o também realizador Paul Thomas Anderson), responsável pelos clássicos Event Horizon ou Mortal Kombat.

Mas será que valeu a pena esperar? Confesso que não tenho uma resposta para isso... 

O filme começa com uma breve introdução dos personagens, ou seja, um catálogo de carne para canhão. E aqui percebemos quem vai ser a espécie de herói (neste caso, heroína). A premissa assemelha-se um pouco a Jurassic Park: um ricalhaço convence uma série de pessoas, cada uma com uma especialidade diferente, a partir numa expedição. Vão parar a uma pirâmide debaixo do gelo, creio que na Antártica. Entretanto, uma rainha (do team-Alien) mete uns ovos, os predadores (team-Predator) chegam, e começa a matança, ou caça. Aquilo que deveria ser um "jogo" entre aliens e predadores, calhou ter uns humanos lá no meio. Mas não são uns humanos quaisquer. Há lá um italiano que é perito em linguagem criptográfica. E traduz aquilo tudo em minutos. Fica logo a saber a história toda dos aliens e predadores. Coisa que um estudioso normal demoraria meses ou anos a decifrar/ traduzir.
Bem, depois de os humanos terem sido todos chacinados, ou pelos aliens ou pelos predadores, a gaja final (a heroína) alia-se a um Predador contra os Aliens. Afinal, parece que o Predador faz parte dos bons da fita. Confesso que até curti essa parte. 


Mas o que acho do filme? Apesar de não ser propriamente assustador, eu admito que me divirto cada vez que vejo o filme. Não é propriamente a maior vergonha para cada um dos franchise incluídos neste filme. Prometeram-nos um confronto entre Alien e Predator, e é isso que temos. Os "bonecos" estão bestiais. Claro que nos estamos a cagar para os personagens humanos. Aliás, se ficamos chateados com alguma morte, isso acontece apenas com a morte do Predador no final. Os humanos só lá estão para ir à vida (ou morte, neste caso). É pena... No primeiro Predador, nós gostávamos de todos os personagens. Eram todos carismáticos. Aqui isso não acontece. Mas sejamos sinceros: nós só vimos este filme para ver uma luta entre Predador e Alien... E deram-nos isso, e até foi porreiro. Tudo o resto é descartável. Vá lá... Não sejam preconceituosos. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

PREDATOR 2 (1990)


Depois de um filme praticamente perfeito, seria missão quase impossível manter a qualidade. E o certo é que ninguém o esperava. Mesmo quem estava a fazer o filme achava que isso era possível. John McTiernan, o realizador, foi à vida. O mesmo se passou com Schwarzenegger. Ora, não estando as duas figuras ligadas à sequela, a realidade é que a opção vai noutro sentido. Decidiram mudar completamente e fazer algo diferente. Não há mercenários no meio da selva e passou a ser uma espécie de filme policial no meio de Los Angeles

Bem, começo já por dizer que a qualidade está longe de se aproximar do primeiro. 
O filme começa com a música (sons) da selva que pairava no anterior. Mas quando parece que estamos no mesmo meio, eis que chegamos a outro tipo de selva, a cidade de Los Angeles. E damos por nós no meio de uma luta de gangues com polícia à mistura. E entramos logo no tom/género. E eis que nos aparece o herói do filme, o nosso amigo Murtaugh, ou melhor, o Danny Glover. (Pode vir a fazer 1500 papeis de sonho, ganhar 30 Oscares, que para mim será sempre o Murtaugh de Lethal Weapon.) E o que faz ele aqui? Outra vez polícia, mas aqui é o oposto do outro: é um bad-ass que age segundo as suas próprias regras. Ou seja, aquele cliché dos filmes policiais dos anos 90. 

Entretanto há ali o Predador que vai dizimando os gangues e é isso o filme. O que joga pela positiva para o filme: assumir a diferença para o 1º, e incluir no elenco, em papéis secundários, os actores Gary Busey e Bill Paxton. Sabe-se que incluir um deles é sempre positivo, quanto mais os dois. 

Seria um filme banal dos anos 90, não fosse o Predador andar ali metido ao barulho.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

PREDATOR (1987)


Falta um mês... sim... falta um mês para estrear novo filme de Predador. Sequela?? Reboot?? Não sei... mas estarei lá no dia de estreia. Até lá, revisito os 4 filmes que envolvem este extra-terrestre.
Começo pelo primeiro. 

O texto seguinte foi publicado originalmente a 5 de Novembro de 2015.

«If it bleeds, we can kill it

Alturas houve em que ter Schwarzenegger no cartaz era sinal de sucesso garantido. Alturas em que íamos ao cinema só para ver o actor. A prova disso é que filmes como Twins (Gémeos) ou Kindergarten Cop (Um Polícia no Jardim Escola) foram enormes sucessos de bilheteira. 
Apesar de Terminator preceder este Predator, foi este filme que foi a prova de que era uma mega-estrela de Hollywood
E que filmaço temos aqui. Senão vejamos: é um dos melhores filmes de ficção-científica, um dos melhores filmes de acção, um dos melhores filmes de terror/suspense. Isto tudo num só filme. Tanto faz em que género o queiram colocar, que temos um clássico destes géneros. 
Preconceitos à parte, é um filme macho. Tem lá uma gaja no meio, mas está lá só para não ser uma festa da mangueira a 100%.
Mas o que faz deste filme um clássico intemporal, que 30 anos depois de sair, continuemos a ver e a falar dele? Epa, muito. Há ali pouca coisa a falhar. Mesmo numa altura em que eu não era fã do velho tio Schwarzzie, este era o meu preferido.  Ora, numa destas manhãs em que só trabalhava à tarde, apanhei o filme no melhor canal de cinema da televisão portuguesa (o Canal Hollywood, para quem tem dúvidas). E talvez seja a melhor altura do dia para ver o filme. Há lá melhor acordar que ver um monstro a arrancar a espinha a militares? Ou para ver todas as one-liners do filme? 


«You're one ugly motherfucker!»

E o que é que eu gosto neste filme? Bem, quase tudo.

- Antes de mais a banda-sonora. Aqueles instrumentais no meio da selva.... ainda hoje dão arrepios. O tipo que compôs aqueles sons animados no Back to the Future, faz aqui algo completamente oposto. Mais subtil. Um espectáculo. 

- Quase todas as cenas são dignas de registo. Destaco apenas uma ou outra:
> a cena do helicóptero ao som do rock 'n roll;
> a primeira imagem de Schwarzenegger a fumar o seu charuto;
> a metralhadora do Blain (Jesse Ventura) capaz de trucidar árvores;
> a morte do Dillon (Carl Weathers) com o braço, que depois de arrancado, continua a segurar e disparar a arma que tinha na mão;
etc etc etc...

«I ain't got time to bleed!»


Depois há detalhes que ainda melhoram mais o filme:
> só vemos  realmente o monstro lá para meio do filme, numa cena em que se opera a si próprio. Até aí apenas tínhamos tido vislumbres da sua visão;
> o personagem Billy (Sonny Landham) é dos melhores do filme. Com uma morte digna de quase auto-sacrifício. De notar que apenas temos o som dele a gritar e não a cena em si.
> aquelas armadilhas todas que o Schwarzzie constrói são dignas de Rambo
> todos os personagens/ actores são carismáticos e chegamos a preocuparmo-nos com eles (até o tipo das anedotas secas).

Resumindo: o melhor filme do Schwarzzie. Vamos entretanto esquecer as sequelas/reboots/spinoffs/crossovers



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

TERMINATOR GENISYS (2015)


I'M NOT OLD. I'M OBSOLET!

Finalmente... Eis que cheguei ao último (até à data) Terminator. E pelo que li e ouvi por essa internet fora, este era uma grande bosta, quase insultuoso em relação ao legado. E o que tenho eu a dizer sobre o filme: não é a maior merda que já vi. Aliás, consegui ver todo de uma vez sem me vir o sono. É que, surpreendentemente ou não, foi conseguindo manter-me entretido.

O filme começa onde o primeiro começa: a história de como e porquê o Kyle Reese viaja até 1984. E é nesse prólogo que conhecemos o novo John Connor (sempre ele). Aqui é interpretado por um tipo com cara de quem não se pode confiar, e completamente desajustado aos outros actores que fizeram o papel. 

Depois o que realmente interessa: estamos em 1984, e o realizador quis recriar cena a cena o primeiro filme. Pareceu só estranho. Aquela cena do Schwarzenegger com os punks soube a falso. Aqui dá-se um confronto entre um Schwarzzie novo e um velho. Repetem mais uns clichés da saga. como o polegar para cima. E depois, quantas vezes é preciso alguém dizer, ao longo dos filmes, "Come with me if you want to live".


E é então que conhecemos a nova Sarah Connor. Confesso que curto esta nova encarnação. Tem um ar doce mas capaz de me dar uma carga de porrada. Entretanto também tem lá um T-1000, mas em vez de ir buscar o Robert Patrick, foram buscar outro actor. Está mal...

O filme é, no geral, uma grande salganhada, confuso. Aquela treta das duas linhas temporais foi muito mais bem explicada (e de forma mais simples) no Back To The Future 2
Depois, a Sarah e o Kyle saltam de 1984 para 2017, e têm lá o Schwarzzie à espera deles. Ah, e o John Connor, que a certa altura diz: "Trust no one". E vocês sabem o que isso quer dizer. Vem nos livros. Quando alguém avisa outra pessoa para não confiar em ninguém, é porque essa pessoa é má. E assim dá-se o "twist" (revelado em todos os trailers): o John Connor virou para o Lado Negro da Força. Enfim....

Em jeito de conclusão, posso dizer que me ri por diversas vezes nas piadas que iam soltando. E isso acaba por ser o melhor do filme. Isso e claro o velhinho Schwarzenegger. Foi sempre um must vê-lo no ecrã. A acção, propriamente dita, não foi nada de especial. Não há nenhum momento que fique na memória. Ah, e que desperdício do J.K. Simmons. Tinha um personagem porreiro e que dava pano para mangas, mas acabou por estar quase inexistente.

E está feita a maratona Terminator. Deu para valorizar um pouco mais os filmes que odiava. Os primeiros dois não mexeram comigo. Mas isso é culpa minha. Percebo o porquê de tanto amor pelos filmes. Mas a mim não... É aquela coisa da arte ser subjectiva e tocar nas pessoas de forma diferente.


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

TERMINATOR SALVATION (2009)


Se já ninguém tinha pedido por Terminator 3, ainda menos pessoas queriam um quarto filme. Mas pronto, veio, e meia dúzia de pessoas pagaram para ver (eu incluído, mas porque comprei um dvd em segunda mão do filme). Despachemos já duas coisas: a música do filme é da responsabilidade do Danny Elfman. Só que é tão genérica que poderia ser de um estagiário que estaria a aprender umas notas. Depois, de realçar o elenco, que no papel é bem porreiro.

SPOILERS (ou não, depende de como vai correndo a escrita)

Vamos ao filme propriamente dito: acho que a partir de certa altura, o melhor é ir com as expectativas em baixo. Esperar a maior merda do mundo. Tudo o que for positivo no filme até vai saber melhor.
O filme começa com a introdução de um novo personagem na saga: o Marcus (Sam Worthington) no tempo presente. É um condenado à morte. De repente vamos para o futuro, depois do Dia do Julgamento, na continuação da guerra dos homens contra as máquinas. E aqui voltamos a cruzar com John Connor. Devo dizer: sou fã do Christian Bale. Acho que é um actor do caraças, mas o que raio é que ele está a fazer aqui? No auge da sua carreira, e aceita fazer o quarto filme de uma saga praticamente morta???? Deve ter perdido alguma aposta, pois nota-se que ele está a cagar-se para o papel. 
Verdade seja dita, neste filme pelo menos arriscou-se em fazer algo diferente dos anteriores. Ninguém é mandado ao passado para matar um personagem. Estamos directamente na guerra. 


O filme começa de forma algo enfadonha e sem grande coisa para contar. Só que a certa altura dá-se um twist e a coisa torna-se mais interessante. E devo dizer que foi um twist que nem estava à espera. Quem viu sabe do que falo, e envolve o Marcus. Sobre o Sam Worthington, que eu não aprecio muito enquanto actor, está mil vezes melhor aqui do que no outro filme de ficção científica que protagoniza (o Avatar). 

Sobre a aparição do tio Arnold Schwarzenegger, ou uma espécie de duplo, enquanto T-800, confesso que não estava à espera. Mas assim que começa a música clássica e se dá essa aparição, dá vontade de gritar alto um valente "YESSSS". Só que dois minutos depois ele "morre", ou é destruído. Assim não vale.... Soube a pouco. 

Em jeito de conclusão, devo dizer que o filme tem o mérito de ir conseguindo manter-se minimamente interessante. Não foi aqui que fiquei agarrado à saga, mas também não é a pior coisa do mundo. 


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

TOP MISSION: IMPOSSIBLE MOVIES

Ainda são só 6 filmes, mas já merece uma espécie de top. Porquê? Porque em 6 filmes, tem 3 excelentes, dois bons e um que é merda. Não poderia ser perfeita. Por isso e sem mais demoras.

MISSION: IMPOSSIBLE 3 (2006), de J.J. Abrams


É aquele que revejo mais vezes sem me fartar. Tem a melhor cena de corrida do Cruise (por cima daqueles prédios na China). Tem o melhor vilão, o Davian (Philip Seymour Hoffman). Tem a melhor história e não depende dos stunts para se valorizar.

MISSION:IMPOSSIBLE (1996), de Brian de Palma



O original, cheio de momentos de tensão, twists, e a cena mais famosa da saga, com o Ethan Hunt pendurado e a transpirar.

MISSION: IMPOSSIBLE - FALLOUT (2018), de Christopher McQuarrie


O mais recente. Tem uma meia-hora final cheia de adrenalina que até cansava de ver. E os melhores efeitos práticos no cinema recente.

MISSION: IMPOSSIBLE - GHOST PROTOCOL (2011), de Brad Bird


Basta a cena no Burj Kalifa para merecer o preço do bilhete.

MISSION: IMPOSSIBLE - ROGUE NATION (2015), de Christopher McQuarrie


Introduziu Rebecca Ferguson, o que não é nada mau.

MISSION: IMPOSSIBLE 2 (2000), de John Woo


Foda-se.... que merda foi esta????? Das piores coisas que alguma vez.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

TERMINATOR 3: RISE OF THE MACHINES (2003)


Esta vai ser curta e grossa.
Depois dos dois clássicos, eis que chega o primeiro daqueles que são assumidamente maus. Os anteriores são maus, mas eu sou o único a achar isso.



Este terceiro chega mais de uma década depois do Dia do Julgamento. Havia razão para isso? Claro que não, mas é assim que funcionam os franchises: raramente há razão narrativa para uma continuação, no entanto, há dinheiro para fazer e poucas ideias.
Começamos então com uma introdução do John Connor, que se mantém aparte da sociedade, uma espécie de fantasma. Ao contrário do que era dito no filme anterior, afinal ele tinha 13 anos quando foi perseguido pelas orelhas do Robert Patrick e não 10. 

Ora este filme é mais uma paródia que outra coisa qualquer. E espero bem que tenha sido uma escolha propositada. Vejamos: da mesma maneira que, por exemplo, o Austin Powers gozava com os filmes de espiões e do Bond em particular, este Terminator 3 goza à cara podre (de forma descarada) com os anteriores. Atentem na cena em que a má da fita, boazona por sinal, é mandada parar pela polícia, e ela para se safar de uma multa (???!!!) aumenta as mamas. Say what??????
Outro exemplo: quando o Schwarzenegger chega do futuro vem nu, como é normal. Em todos os filmes era arranja um estereotipo a quem sacar umas roupas, desde um punk (no primeiro) ou um motard (no segundo). Aqui vai a um bar de strip, saca a roupa a um stripper, fica-lhe com os óculos de sol (ver imagem). 


Se isto não é a gozar, então não sei o que será.
Ah, sem esquecer a referência ao clássico Commando, com a famosa citação "I lied". Hilariante. Ah, e o facto do novo modelo ser especialista em "basic psychology". Comédia da boa.

De resto é mais do mesmo. Repetimos a cena da perseguição entre mota e camião (como no segundo filme), com com muito mais espalhafato. 

A certa altura adormeci e não vi o final. E sinceramente não me apetece voltar a pegar nisto. Mas suponho que o John Connor se tenha safado, já que aparece em filmes posteriores. 

Venha o próximo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

TERMINATOR 2: JUDGMENT DAY (1991)


Continua o meu castigo de rever a saga do Exterminador Implacável. Chegamos ao segundo, aquele que era para mim o pior. Porquê? ...................... Porque sim. 
Mas sem grandes demoras, vamos lá às minhas notas sobre o filme. Ah, e tem SPOILERS. Convém avisar, pois apesar de ser um filme com 27 anos e que toda a gente já viu, há sempre alguém chato.

Sim, eu sei que o filme trata de uma maneira geral uma guerra de Homens contra Máquinas. E vamos ser sinceros: as Máquinas mais parecem uns clones do C3PO mas com problemas de atitude e sem o ar de mariquinhas.
O filme começa com Schwarzzie, novamente como um robot que veio do futuro, desta vez com novo penteado. Nova década, novo estilo... Os robots também seguem tendências. Aqui, já não lida com punks (quer eram tão anos 80), mas com motards a quem rouba roupa e..... uns óculos de sol. E isto à noite. Porque faz isso? Qual foi a opção artística e narrativa do realizador? Who cares? Trata-se de estilo. Ah, esqueci-me de realçar que neste segundo filme o Schwarzzie é agora o robot bom, vindo do futuro para proteger o John Connor. Confesso que não percebi porque razão ele (ou a figura dele) era mau no primeiro e agora o bom. Não sei se isso foi explicado no filme. Pelo menos eu não apanhei. Deve ter sido na parte em que passei pelas brasas. Imagino a surpresa das pessoas na altura da estreia. É que pelos vistos, na promoção do filme esse pormenor não é revelado. Well played..
Depois vem a apresentação do vilão: outro Exterminador vindo do futuro para matar o Connor. Um Robert Patrick, com ar de mau e com super-orelhas. Digo desde já que este vilão é altamente. 
É então que conhecemos John Connor, ainda puto. E tenho um grande problema: mas quem é que acredita que o Connor tem 10 anos??? É que se ele tem essa idade, então eu sou o Pai Natal. Com dez anos, acho que nem pentelhos eu tinha, quanto mais andar a roubar multibancos com uma maquineta e andar de moto... Eu até posso aguentar aquele penteado "à foda-se", mas não façam de mim parvo. 
É então que conhecemos a nova Sarah Connor. Sim, porque esta é uma versão 2.0 da anterior. Como é que ela ficou assim tão bad-ass, especialista em armas, ainda por cima trancada num hospício, isso eu não sei. E como é que ela se apresenta tão durona? A fazer umas elevações com uma camisola de cavas, de modo a poder ver os músculos realçados. Lembram-se da Vasquez do Aliens (curiosamente também do Cameron)? Era a "machona" (termo tão sexista da minha parte) que fazia elevações ao pé dos homens. 


Vamos lá ver, o filme continua a ser fraquinho para mim, mas melhorou em relação à minha ideia anterior. Tem momentos tão aborrecidos, que eu cortava na boa. E todas as cenas no hospital são uma seca. A certa altura há lá uma cena em que a Sarah tem uma visão do Kyle (o gajo que era o bom do primeiro e pai do John) e onde têm um diálogo e amor. Para quê??? Aliás, o filme passava bem sem todas as cenas do futuro. 

Mas não desesperemos: o filme compensa logo com o primeiro embate ente os dois Terminators e o John. Aquela perseguição em mota e camião é muito boa, principalmente porque aquilo não tem cá efeitos digitais. Poderiam era disfarçar melhor a cara dos duplos. Se fosse hoje em dia, faziam aquilo num computador e não tinha metade do impacto que tem na realidade.
No meio há lá umas cenas engraçadas. A certa altura o puto descobre que o Terminator faz tudo o que ele pede e gera-se ali um pequeno sketch cómico. 
Aliás, devo dizer que a relação entre o John e o Schwarzzie é muito boa. Gosto dos pequenos "confrontos" entre eles. A forma como ele o educa e ensina coisas básicas do ser-humano. 
Entretanto no hospital, a Sarah lá se tenta escapar. Até faz uso de um clip para abrir fechaduras. No cinema parece muito fácil. Eu às vezes nem dou bem com a chave no buraco da fechadura, quanto mais abrir uma porta com um clip. Mas é isso que se aprende num hospital psiquiátrico. Só que apesar dessa cena toda, é mais fácil quando é resgatada pelo Terminator bom. Passamos para uma sequência demasiado longa no deserto, onde vos 3 vão ter a casa do Enrique. Quem é o Enrique? É só um velho que tem muitas armas, porque é isso que eles precisam. Há sempre um tipo a quem recorremos para ir buscar armas de todos os tipos. Quem não tem um amigo para nos desenrascar. 
Eu confesso que nunca tive grande simpatia pela personagem da Sarah Connor, mas depois ela faz uma coisa que me dá uma certa razão. Vai tentar matar o Miles Dyson, o tipo responsável por inventar aquela tecnologia que no futuro pode ser o fim da humanidade. Sim, eu percebo as motivações dela, mas caramba, os bons da fita não são assim. 
No entanto, é a partir daqui que o filme melhora bastante. Quando o trio de junta ao Miles e vão à Skynet para destruir tudo, a partir daqui é sempre a escavacar. 


A acção é do melhor que há, mas alguém me explica a razão da cena em que o Schwarzenegger vai dar uma data de tiros à polícia (I'll take care the police) e não mata, propositadamente, nenhum? Até poderia ser  numa de atrasar, mas exactamente logo a seguir, a polícia entra no edifício e mata o Miles

Em jeito de conclusão: para mim o filme seria basicamente o início, onde conhecemos os personagens e os últimos 45 minutos. A história continua a não me cativar. Não sinto grande empatia pelos personagens. Percebo que a generalidade das pessoas gostem do filme, mas não fez o clic comigo. Rever o filme fez-me apreciar algumas cenas e a valorizar ainda mais a forma como se fazia cinema de acção na década de 80/90. 
Venha o 3...

Nota: este comentário é em relação à versão do realizador, a chamada "director's cut", do filme.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

THE TERMINATOR (1984)


Sim.. Eu, o maior "hater" da saga Terminator, estou aqui a escrever sobre isto. E pergunta o leitor, e com toda a razão: mas há alguma razão para o génio criativo da minha pessoa ser um pouco crítico em relação a estes filmes? Nem por isso... Normalmente, aqueles "ódios de estimação" costumam ser injustificados. Admitam lá! Nem sempre tem de existir uma razão para falarmos mal de alguma coisa. Ainda por cima, os filmes têm tudo para agradar aqui o escriba: são clássicos dos anos 80/90 (como eu adoro), têm Schwarzenegger, têm acção, mortes, sangue e ficção científica. Tudo coisas que eu adoro. 
Como eu sou um bocado maniento, pode estar relacionado com a minha vontade em ser do contra. Gosto de estar do lado contrário à generalidade das pessoas.  Depois a história dá-me sono, o que num filme de acção é mau. Ainda, acho honestamente que a Linda Hamilton tem o talento e carisma de um calhau. Para uma gaja que se quer bad-ass (nomeadamente no segundo), a mim não me cativou.
O que é certo é que fui alimentando este ódio ao longo dos anos pelos dois primeiros filmes da saga. Os seguintes já são assumidamente maus.  
Bem, e quando parece que já espremeram o sumo todo, calha que estão a fazer mais um (porque o último correu muito bem - ler em modo irónico esta última frase). Metem lá o nome do James Cameron no meio, voltam a juntar o Schwarzzie e a Sarah Connor original, e devem estar à espera de regressar à boa forma. Bem, mas isso já é outra conversa. 

Por uma razão que agora não interessa, lá me auto-propus a rever e a dar nova oportunidade à saga. 
O que sairá daqui? Será desta que dou a mão à palmatória?
(Esta introdução foi escrita antes de rever qualquer filme.)


107 minutos depois

Conclusões a tirar deste primeiro tomo:
- Existiam muitos punks no cinema dos anos 80. E são todos maus... Vejam o que acontece ao grupo do Bill Paxton, na cena em que o Terminator quer só uma roupinha para aquecer o pelo. Vir nu do futuro deve ser desagradável.
- A Sarah Connor é só uma péssima empregada de mesa, incapaz de lidar com a pressão de um café apinhado de gente. Só vai ser heroína porque vai ter de parir o John Connor, que no futuro é uma espécie de lenda.
- Dou um grande "like" à cena em que o Exterminador vai "comprar" armas.
- A história acaba por ser básica: uma espécie de gato e do rato.
- Aquele envolvimento "amoroso" entre a Sarah Connnor e o Kyle Reese é tão credível como qualquer declaração do Donald Trump. Que merda é aquela?
- Mais um "like" à cena em que o Exterminador está ferido de um olho. Muito cool. 
- O que mais me irritou: 95% do tempo do filme é acompanhado por uma musiquinha. Não há um silêncio! Cansa.

Infelizmente, não foi desta que me convenceu. E este era o meu preferido. Voltei a adormecer a meio do filme (acho que aconteceu em todas as vezes que tentava ver o filme). Não consigo ter algum tipo de empatia com algum personagem, com a história.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

1986 (2018)


Já todos sabemos que estamos a viver uma época de nostalgia na cultura pop... e nostalgia de uma época específica. Não que os anos 80 sejam melhores ou piores que uma outra década qualquer... Mas tem qualquer coisa de mágico. Ou então, porque homens feitos (e mulheres) tiveram a sua juventude (os melhores anos) nesta altura. Não sei explicar a razão. Mas no cinema, já tivemos filmes como Super 8It ou Ready Player One que vivem muito desse sentimento nostálgico. Na música são frequentes as colectâneas dos anos 80 a serem lançadas. O sucesso de Mamma Mia foi o que se viu. 
E em Portugal isso não é excepção. E Nuno Markl é o maior culpado disso. Não por causa desta série (mas também), mas porque há uns anos criou uma rubrica de rádio, a "Caderneta de Cromos", onde vasculhava nas suas memórias de infância e juventude por tudo o que o marcou, desde música, filmes, objectos, séries, jogos, etc. Com a rubrica de rádio vieram espectáculos ao vivo e livros. Com isto, vieram cromos "repetidos" ou inspirados nisto. São muitos os livros que se dedicam ao mercado das memórias: uns virados para o humor, outros apenas  como colectâneas de coisas, entre outros. 
Ainda na rádio, a M80 continua a crescer com o seu público fiel. As festas, como por exemplo as Revenge of the 90s, andam na moda. 


Voltamos a Nuno Markl. O homem é um totó puro. Mas no bom sentido da palavra. Colecciona coisas, tem a cave mais famosa do país. E entre as 3279 coisas que faz no dia-a-dia, ainda idealizou e co-escreveu a série de que vos falo: 1986.

Já li dezenas de comentários à série. E a minha opinião não é muito diferente de muitas. Por isso não tenho muita coisa nova a acrescentar.
O que se nota acima de tudo, e independentemente de gostarmos ou não, é que se nota que foi escrita e feita com coração. E isso é o mais importante. Claro que vai ter os haters do costume... Mas, hoje em dia, tudo tem haters... E isso acaba por ser sinal de que por alguma razão, a série marcou. 
Mas será que é a melhor série do mundo? Claro que não... (no entanto, espero que o seu criador ache que sim). Nem tinha que o ser. Até porque não há nada a provar.
A história é aparentemente simples: em época de eleições (a tão famosa 2ª volta das presidenciais de 1986), um puto geek apaixona-se pela betinha da turma. Os pais de ambos são completamente antagónicos (um apoia o Freitas do Amaral, o outro tem que se contentar com o Mário Soares). 


Depois há um conjunto de personagens secundárias que enriquecem a trama: o amigo que só pensa em sexo, o beto meio bully, a gótica, a professora boazona que se apaixona pelo pai do personagem principal, o professor homossexual, o gajo que tem uma rádio pirata, a mãe da Marta, e a Ana Bola (há mais, eu sei). 
Despacho já o que não gostei da série: nos primeiros episódios, a sensação que me deu (e isto é uma leitura pessoal) é que parecia que havia necessidade de introduzir referências, quase que a martelo. E isso quebrava um pouco o ritmo da história. Creio que não era necessário usar essa ferramenta para conseguir que o espectador "vivesse", durante os 45 minutos de cada episódio, naquela época. Basicamente, por vezes isso pareceu-me forçado. E esse foi o maior ponto negativo.

No entanto, o resto a apontar é tudo positivo, onde destaco duas coisas: o elenco e a estrutura de cada episódio. 
Ora, o elenco é bestial: é o que dá fazer um casting sério e escolher os melhores e não ir a uma agência de modelos. Claro que os actores "adultos" não têm nada a provar e mostram que são bons. Basta um bom texto, e um bom actor sabe o que faz com ele. Li algures alguém que não gostava do excesso de "gritaria" nos actores que fazem de pais, o Adriano Carvalho e o Gustavo Vargas. Percebo esse ponto de vista, mas eu acho que nesses momentos eles acabam por ser uma espécie de comic-relief. E a mim fez-me rir. Mas claro que os heróis são os miúdos, e aqui não posso apontar nada de negativo. Sim, nota-se que o actor principal, o Miguel Moura e Silva, ainda um pouco verde, algo que se vai desvanecendo à medida que os episódios vão avançando. Não sei se a série foi filmada cronologicamente, mas nota-se uma evolução. E essa "verdura" acaba por se enquadrar bem com o personagem que está a interpretar.
Ainda assim, acho que o maior destaque vai para Laura Dutra, que faz a Marta. A naturalidade com que interpreta o papel, com os vários registos que vai tendo. Só digo uma coisa: impecável.


Além do elenco, destaco ainda a forma como os episódios foram escritos e idealizados. Cada episódio como uma homenagem a algo. Além do último episódio (o meu preferido), gostei bastante do episódio Juntos em Sonhos Elétricos" e o da bomba. É que adoro os filmes Electric Dreams e Breakfast Club. E se por um lado, e por conhecer tão bem os filmes em questão, eu adivinhava o que iriam os personagens fazer, por outro, gostei dessa previsibilidade. Afinal esses filmes não estão esquecidos, nomeadamente o Electric Dreams. Pensei que ninguém se lembrava desse filme a não ser eu. Aliás, a música é mais famosa que o próprio filme.

Claro que desejo que a série regresse para mais uma temporada. Apenas uma... para poder fechar todas as histórias. Uma boa série não precisa de 10 temporadas para ficar na história. Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats) ou Verão Azul não precisaram de mais de uma ou duas temporadas para ainda hoje serem lembradas.

Se os anos 60/70 tiveram em Conta-me Como Foi (a melhor série portuguesa de sempre), os anos 80 têm 1986. O que estará reservados para a década de 90?

domingo, 10 de junho de 2018

JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM (2018)


Vamos ser sinceros: a magia que sentiram a ver o primeiro filme foi-se. Nunca mais vão sentir isso... a sério. Escusam de estar à espera do filme que vai ser o santo-graal. Isso não vai acontecer. Por isso, ou ficam a chorar em posição fetal na vossa cama, ou interiorizem essa ideia e aceitem que os filmes da saga Jurassic são puro entretenimento, monster-movies. Não pretendem encontrar a última Coca-Cola do deserto, não concorrem ao Oscar de melhor filme. E o que se passa com a maioria dos monster-movies? Cagam muitas vezes para o realismo. 

 SPOILERS

Aqui temos isso tudo: monsters, ou melhor, os dinossauros, uma ilha em ebulição, pronta a explodir, vilões estereotipados. Confesso que curti à brava. Sim, parece que temos dois filmes diferentes dentro do mesmo filme. Na primeira parte temos o resgate dos dinossauros da ilha. E aqui há adrenalina e uma despedida da ilha de Nublar que é capaz de provocar uma lágrima aos mais sensíveis. E aquele money-shot do Braquiossauro?? Do caraças. 
Passamos depois à segunda parte, que se passa toda numa mansão ou se desenrola um leilão dos dinossauros. Aqui continuamos com a adrenalina e o terror. 

O filme está carregadinho de cenas que invocam os filmes anteriores, nomeadamente o primeiro. Uns poderão dizer que é preguiçoso, outros que se trata de uma cópia ou plágio. Depois há outros que poderão dizer que é homenagem. Pessoalmente, não vejo mal nenhum nisso... lembra-nos que estamos no universo Jurássico, acabam por ser uns mimos aos fãs da saga, e depois nunca nos distraem do desenrolar da história. O CGI está mais realista, o que no cinema de hoje em dia acaba por ser um caso raro. 
Do lado negativo, ainda não sei bem o que achar do que fizeram com o caso da miúda, ou o facto de ela própria ser um clone. Achei que puxaram demasiado a corda... Vamos ver onde vão com isso.

O filme acaba por ser uma bela despedida do Parque em si, e abre-se a porta para o mundo em geral. 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

REVENGE (2017? OU 2018)


Ah, a velha e boa história da vingança. E aqui o título não leva a ninguém. Pode ser o filme certo na altura certa. E, em última instância, este filme pode fazer mais pelo feminismo do que as Capazes e o Bloco de Esquerda alguma vez fizeram. 
Por vezes um filme, aparentemente, básico pode ser melhor que esses pseudo-cenas cheios de camadas e profundidade. Aqui só há uma mulher que é violada por um gajo, com o consentimento dos dois amigos. O que se segue depois é o esperado: mata os 3. 
Por um lado, até acho que pode ser uma espécie de Kill Bill para os mais novos... mas sem chegar ao épico de Tarantino. E depois tem gore a dar com pau... é gráfico à brava. E o vermelho do sangue predomina. 
E para terminar: é impressão minha, ou há uma obsessão da realizadora pelo rabo da protagonista? É que antes da cena da violação (curiosamente é feita através da sugestão e não do explícito), temos 987 grandes planos do rabo em cuecas da mulher. Por mim, é na boa! Ainda por cima trata-se de um rabo bom de se olhar, mas a certa altura já se tornava estranho (à falta de melhor palavra). A menos que essa escolha fosse com algum propósito narrativo.

A ver!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

TOP 10 STAR WARS MOVIES

Parece que estreia mais um filme do universo da Guerra das Estrelas... Temos que nos habituar a isso. Grande parte da minha vida só existiam 3 filmes... neste momento já vão nos 11. Este top não inclui ainda o do Han Solo, simplesmente porque à data ainda não o vi. (Escrevo na data de estreia).
Por isso, e sem mais demoras, do melhor ao pior:

STAR WARS (1977), de George Lucas


Sim, o original. É difícil ordenar os 3 primeiros, porque os coloco no mesmo patamar. Porque os vejo sempre de rajada. Mas o primeiro foi aquele que me deu a conhecer Luke, Leia e Solo. E claro, Darth Vader

THE EMPIRE STRIKES BACK (1980), de Irvin Kershner


Para muitos o melhor... e talvez o seja realmente. Mas como é um filme que não se pode ver separadamente do anterior e do seguinte, fica na honrosa segunda posição.

THE RETURN OF THE JEDI (1983), de Richard Marquand


Eu sei que tem os Ewoks, mas eu curto-os... Gosto de toda a sequência em Endor... E a luta final entre o Luke e o Vader e Imperador está carregada de tensão. Excelente.

THE FORCE AWAKENS (2015), de J.J. Abrams


Estive indeciso entre este e o próximo da lista. Escolhi este porque é claramente melhor filme, ainda que não tenha a certeza qual o meu preferido. Mas curti os novos personagens, nomeadamente a Rey.

REVENGE OF THE SITH (2005), de George Lucas


Claramente a melhor prequela. Mas a transformação de Anakin em Vader é linda... Mesmo que o CGI prevaleça, é para mim um filmaço do caraças.

THE LAST JEDI (2017), de Rian Johnson


O realizador arriscou no tom e em ir contra o canon deste universo. Para muitos não resultou. Para mim sim. Mesmo com todas as falhas. 

ROGUE ONE (2016), de Gareth Edwards


Estive para colocar este filme mais acima, mas ainda assim gosto bastante. E confesso que cada vez gosto mais. Um belo filme de guerra. 

THE PHANTOM MENACE (1999), de George Lucas


Tem muitas coisas que são criticáveis. Odiado por tantos. Mas depois tem Darth Maul, tem Liam Neeson. Tem o Duel of Fates. E só isso basta para abafar o puto que faz de Anakin e mesmo o Jar Jar.

ATTACK OF THE CLONES (2002), de George Lucas


O maior culpado disto não ser melhor é mesmo o Lucas por ter permitido um guião daqueles. Há ali diálogos que são tão ridículos. Mas tem coisas boas. Ainda assim, este tem vindo a decrescer no meu gosto. 

10º THE CLONE WARS (2008), de Dave Filoni


O único que não gosto mesmo. Não sei explicar porquê. Vi o filme no cinema, lembro-me que não gostei e por isso nunca mais lhe peguei.