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domingo, 29 de outubro de 2017

SCREAM (1996)


Ah, o cinema de terror.... como qualquer género, tanto pode dar filmes óptimos, como dar merda. Não sei porquê, mas é talvez o meu género favorito, mesmo ainda sendo visto como um "género menor". Há quem goste de ir rir para o cinema, chorar, masturbar, etc... Eu também... não sou diferente das outras pessoas. Só que gosto muito da adrenalina, tensão, medo de um bom filme de terror. 
Sou de uma geração que apanhou aqueles slashers todos dos anos 80, mas em casa em VHS. Estes filmes eram os campeões do aluguer. Seja com Michael Myers, Jason Voorhees ou Freddy Krueger (eu sei que há mais), estes vilões eram os preferidos. Mas lá está, nunca tinha visto nenhum deles no cinema. Aliás, Halloween (o do John Carpenter) continua a ser o meu preferido, e dificilmente alguém irá fazer melhor que a perfeição deste. Só que é um filme fora da minha geração, apesar de ser intemporal. 
Acontece que, e quando se pensava que o género de slasher-movie estava morto, aparece o mestre Wes Craven e vira o cinema de terror do avesso, com um filmezinho de nome Scream. Confesso que na altura (1996) o filme escapou-me. Também não tinha acesso à informação da forma que tenho hoje. Foi preciso estrear a sequela no ano seguinte, para eu conhecer os filmes. Já aqui contei a aventura que tive no cinema do Casino quando fui ver Scream 2 (podem ler esse relato aqui). 
E como comecei pelo 2, tive de ir logo depois correr ao Video Movie alugar o primeiro. E que filme eu apanhei. Se já tinha gostado da sequela, ainda mais gostei do original.


SPOILER ALERT 

E tenho de começar por referir aquela cena inicial com a Drew Barrymore... À boa maneira de Psycho (de Hitchcock), colocam-nos a Drew e pensamos que vai ser a protagonista do filme, quando de repente ela está a levar umas facadas nas mamas. Não sem antes ser torturada num jogo psicológico ao telefone. Quais jogos mortais do Saw, este sim, é realmente interessante.
Depois o filme é todo ele muito "meta". Termo para me armar ao pingarelho, mas que serve para dizer apenas o seguinte: o filme serve quase reflexão sobre um género (que se julgava morto). E Wes Craven faz isso na perfeição. E mais, atira-nos à cara com os assassinos, e só não descobrimos quem são, e ficamos surpreendidos, porque não queremos acreditar no tão óbvio que é. E isso, é Craven a brincar com o espectador de forma brilhante.
E se o início do filme é excelente, o mesmo se aplica ao final com o confronto entre a Sidney e a dupla de assassinos.

Para concluir, digamos que foi o ressuscitar do slasher-movie, e ao mesmo tempo o princípio do fim, pois nunca mais houve nenhum que chegasse ao brilhantismo deste.
Ainda assim, tenho de admitir que 20 anos depois deste, estamos a atravessar um bom momento para o género de terror (mas não o slasher).


Nota final: este filme foi produzido pelos irmãos Weinstein, que parece que eram e são uns predadores sexuais que intimidavam jovens actrizes em troca de favores. Uma dessas actrizes (e a voz mais activa nesta fase de assumir as merdas) foi Rose McGowan, que neste Scream fazia de melhor amiga da protagonista. O que é certo é que nunca deu o salto e tem andado perdida por cinema duvidoso. Deverei sentir-me complacente se continuar a gostar de ver este filme e muitos outros que eles produziram? 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

THE BREAKFAST CLUB (1985)


Há filmes que eu adoraria ter visto quando era mais novo.... Este é um deles. Sim, só o vi na minha idade adulta, sem os problemas de um adolescente de liceu. Na idade adulta os problemas são outros. Mas quando somos putos borbulhentos, o mundo parece que vai acabar por coisas que agora me parecem insignificantes. 
Não o vi quando era mais novo, mas nem por isso deixei de apreciar a obra-prima que aqui se fez. Deve ter sido o último filme a que dei nota máxima (coisa rara em mim). A nota máxima (as famosas 5 estrelinhas) só a dou a filmes que realmente me marcam de alguma forma. Por isso, essa é uma graduação dada a filmes que marcaram o meu crescimento e desenvolvimento pessoal. Não são obrigatoriamente os melhores filmes. Acontece que este é realmente BOM. E tudo porque há um senhor que teve a audácia de ler a mente jovem de forma que nunca ninguém conseguiu. Esse senhor é o falecido John Hughes
Este filme tem uma premissa muito básica: 5 putos portaram-se mal na escola e passam um sábado de castigo. É mais uma tradição americana, a famosa "detention". Mas o que acontece nesse sábado vai mudar a vida de todos. Este é mais um ensaio sobre a mente adolescente, daí termos 5 jovens tão diferentes, que roçam mesmo o cliché dos teen-movies. Mas joga com isso de forma soberba, de forma a que todos nos possamos identificar de algum modo com aqueles jovens. 

Depois é quase como um hino, um grito de revolta de pessoas que estão a crescer, mas cada um tem as suas amarguras, normalmente relacionadas com os adultos/pais. Os pais (além do director da escola) são quase os vilões da história. Quem é que nunca culpou os pais por alguma coisa? 
O filme está carregado de simbolismos, reflexões, momentos de humor e adrenalina.

Confesso que gostava de dissertar mais sobre este filme, mas caramba... se não viram: ide ver. Mas com olhos de atenção. Desliguem os telemóveis, e apreciem cada momento, cada frase, cada silêncio.
Concluindo, este é daqueles filmes que por mim seriam obrigatórios em qualquer escola.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

IT'S A WONDERFUL LIFE (1946)


Há filmes e depois há FILMES (com todas as letras maiúsculas). Este It's a Wonderful Life é daqueles que deve ser visto e revisto e depois revisto vezes sem conta. E são estes os filmes sobre os quais tenho mais dificuldades em escrever. Porque escrever mal é relativamente fácil. Mandam-se umas larachas e depois temos uns haters a reclamar se falamos mal de alguma coisa que gostem. Mas escrever sobre um filme que achamos praticamente perfeito é dificílimo (pelo menos para mim). 

Ora, o Natal está a aproximar-se mas mesmo assim já respiramos esta época natalícia. E como é normal, todos os anos sigo a tradição de escolher uma dúzia de filmes para ver nesta época. São os chamados "filmes de Natal". E estes "filmes de Natal" abrangem quase todos os géneros, desde o drama, terror, comédia ou acção. E se há filme que deve ser visto todos os natais é este clássico de Frank Capra
A história gira toda ela em torno de George Bailey (James Stewart). Um anjo, ainda sem asas, é enviado à Terra para ajudar George. Se cumprir essa missão lá ganhará as suas asas. Vamos conhecendo o George desde miúdo, para percebermos a razão pela qual ele precisa de ajuda. E durante este tempo todo vamo-nos "apaixonando" por este personagem. Ele é aquela pessoa que põe sempre os outros em primeiro lugar. Abdica dos seus sonhos para ajudar quem pode. Um verdadeiro altruísta. Nem quando o maior "vilão" da cidade, que é dono de praticamente toda, lhe faz uma oferta de trabalho irrecusável, ele recusa. É aí que se dá o volte-face. Devido a uma distracção do seu tio, perde o dinheiro todo da empresa que gere e por causa disso pode ir parar à cadeia, prejudicando mesmo assim muita gente. O desespero leva-o a considerar o suicídio e é aí que surge o anjo que o salva. O anjo Clarence (Henry Travers) leva-o numa jornada onde vai ver como seria a vida de todos se ele nunca tivesse nascido e como as afectaria para pior. Claro que o final é previsivelmente feliz, mas é o final obrigatório. 


O que Frank Capra conseguiu foi um equilíbrio de emoções. O filme começa bem disposto, com humor à mistura e romance. Para depois nos levar às lágrimas de tristeza e no final de felicidade. 
Se existe filme inspirador, este Do Céu Caiu Uma Estrela é o exemplo maior. E depois uma palavra para James Stewart, que no pico da sua forma nos oferece a sua prestação mais comovente, mais equilibrada da carreira. A mostrar porque é um dos melhores actores de SEMPRE.

Sim, é um filme de Natal, que deve ser visto não só nesta época, mas como em qualquer dia do ano. O melhor filme para vermos quando nos sentimos sem caminho, sem destino. Se esta obra não consegue animar a pessoa mais deprimida e/ou depressiva do mundo, não sei o que fará.

«Combine the characters, the story, the message, and the acting, and it's easy to see why It's a Wonderful Life isn't just a holiday favorite, but a great movie by almost any standards.» (James Berardinelli)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SE7EN (1995)


É possível que revele algum spoiler, mas se ainda não viram este filmaço com mais de 20 anos, se calhar estão a ler o blog errado. No entanto, considerem-se avisados, pois poderei revelar quem é o assassino por exemplo.
Se7en ou como entrar pela porta grande em Hollywood. Sim, porque este foi o verdadeiro primeiro filme de David Fincher. O Alien 3 tem o nome dele nos créditos, mas o próprio diz (e todos sabemos) que o filme tem pouco ou nada dele.
O que é certo é que este Se7en é um filme do caraças. Desde a primeira vez que o vi, tinha eu uns 14/15 anos. E se na adolescência já achava quer era top, ainda mais agora em idade adulta. Podia ser um banal filme de caça a um serial-killer, mas é muito mais que isso. 
A história é bastante simples: um assassino em série usa como pretexto os sete pecados mortais para cometer os seus crimes. Uma dupla da detectives investiga o caso. E é isto. Uma "banal" história de caça ao homem.
E o que é bom neste filme? Sem querer armar ao pingarelho, eu acho que TUDO funciona no filme. E aqui palavra de apreço por Fincher
Comecemos no genérico inicial. Enquanto passam os créditos, temos imagens cheias de detalhe e requinte do assassino (sem se ver a cara) a preparar mais um dos seus crimes. Aqueles close-ups, as imagens hiper-nítidas. (Lembram-se do genérico da série Dexter? É mais ou menos isso mas muito mais "dark").


Depois pequenas particularidades durante o filme que o fazem distinguir-se de outros. Senão vejamos alguns exemplos de pequenas coisas que enriquecem o filme:
- o som: mesmo dentro dos edifícios é constante o ruído que vem de fora como gritos, sirenes, carros, etc. 
- a cor: sempre em tom escuro num azulado misturado com negro, mas que no final se torna mais claro. Reparem que chove durante o filme todo até à cena em que o assassino se entrega. A partir daí está sempre sol.

Depois temos o elenco: Morgan Freeman com a subtileza que lhe é reconhecida. Brad Pitt nunca esteve tão bem. Kevin Spacey com natureza fria e sem nunca parecer um lunático. 
E finalmente a personagem principal do filme................................................................. a cidade. Primeiro, nunca nos é revelado qual o nome da cidade. E aqui voltamos ao "som". Mesmo quando não temos a cidade como cenário, conseguimos ouvir os sons da cidade. O ambiente chuvoso da cidade que nos faz não gostar dela. Os próprios personagens odeiam lá viver. Morgan Freeman quer chegar à reforma para fugir da cidade; Gwyneth Paltrow revela que odeia lá viver. Ou seja, ela está sempre presente de uma maneira ou de outra. 
Aliás, até diria que um dos temas do filme é a Apatia que se vive nas grandes cidades. É o que leva o Kevin Spacey a cometer os crimes. Quer limpar a cidade dos pecadores, que são tudo menos "inocentes".


Epa, e depois é preciso estômago para ver o filme. É que está feito de tal forma realista que as cenas dos crimes são "pesadas". O que dizer nomeadamente da cena da GULA e da PREGUIÇA? Se numa cena temos um gordo preso à mesa que comeu até rebentar, noutra temos um homem preso à cama para não fugir à preguiça. Foda-se, o raio da cena em que ele acorda ainda me atormenta o sono. Num filme normal, estas cenas seriam mais umas cenas banais. Aqui, elas elevam-se.

E os detalhes continuam no filme. A meia-hora do fim do filme há uma pequena cena que considero bem premonitória de que as coisas poderão não acabar bem. Na cena, o personagem do Brad Pitt chega a casa e vai deitar-se junto da mulher que está a dormir. Ele diz apenas que a ama muito e fim de cena. A cena só tem razão de existir se alguma coisa de mal acontecer a ele ou a ela. Senão era cortada. Acho que esta cena é fulcral para perceber que as coisas não vão acabar bem. E trata-se apenas de alguns segundos.
É este tipo de pormenores que me fazem apreciar cada vez mais o filme. Vou encontrando sempre coisas novas. E tenho a certeza que na próxima vez que revir o filme, este texto já seria maior.

E chegamos ao acto final. A famosa cena do "What's in the box". Temos Kevin Spacey ajoelhado, prestes a terminar a sua missão. Brad Pitt que lhe aponta a arma. Uma caixa de cartão com a cabeça da mulher do Pitt. E Morgan Freeman a tentar convencê-lo a não matá-lo. 
E aqui pergunto eu: quantos de nós não faríamos o mesmo que o personagem do Brad Pitt fez? Quanto de nós não se entregariam à IRA e completassem a vingança da morte da mulher? 


O filme acaba mal. O vilão consegue completar a sua missão com os 7 pecados. E é isso que o filme trata: a vulgaridade dos pecados. É tão normal hoje em dia o ser humano pecar que já é tido como natural. E é por isso que o filme é bom. Porque temos o foco nas pessoas, nos personagens, na história de cada um, e em última análise no ser-humano em geral.
Acaba mal, mas acaba por ser um tratado do comportamento humano. Porque na vida nem sempre há o happy-ending.

(Acho que este texto ficou meio confuso, mas havia tanto para comentar, que deve ter ficado uma salganhada)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

INDEPENDENCE DAY (1996)


O ano era 1996. um gajo estava ali a fazer os 14 anos.Voz a mudar. Um buço que faz favor. Um trinca espinhas. Era realmente o sonho de qualquer miúda daquela idade. Como não era o puto mais confiante do mundo junto das meninas, refugiava-me com o cinema. A acrescentar a isso, vivia num país que não era o meu. Era o ano em que me tinha tornado emigrante. Ora, num país que não é o meu, onde os filmes se viam dobrados (é bom que o filho da puta que se lembrou de dobrar os filmes pela primeira vez tenha morrido com uma doença venérea e devagar). Ainda estava numa fase em que estava a aprender a língua do país onde estava. É este o contexto da altura em que vi o filme Independence Day pela primeira vez. Na televisão já passavam os trailers que mostravam explosões e destruição: os ingredientes necessários para chamar ao cinema putos como eu. Bem, não só como eu, pois acho que toda a gente deve ter ido ver o filme ao cinema.


O filme é básico na história (a Terra é invadida por aliens) mas rica em tudo o resto. E não estou a exagerar.
Despacho já os efeitos especiais. Tirando o Parque Jurássico, nunca tinha visto nada assim no cinema. Aquelas explosões era hiper-realistas para a altura. E por que razão são tão realistas? Ora, parece que são reais. Há ali miniaturas e maquetes a serem explodidas a sério. Hoje isso era despachado a computador. E por muito avançado que seja o CGI, nada é mais realista que o real. A cena do Empire State Building a ser explodido ficou gravada na minha memória até hoje. 
Depois temos um conjunto de personagens cheios de carisma, algo que dificilmente veríamos hoje em dia. A prova disso é a sequela deste filme. O Will Smith deixava de ser definitivamente o Prince of Bel Air (o Bad Boys é do ano anterior mas na altura não me deixaram ver o filme no cinema pois não tinha idade... WTF). Era o tipo mais cool, que tinha as deixas mais altamente (Welcome to earth) e que andava com uma stripper (ou dançarina exótica como ela dizia). O Jeff Goldblum era o nerd. Antes da malta do The Big Bang Theory, já ele andava a mostrar que o nerd is the new sexy. Toda a gente gosta do Jeff Goldblum. O velho que fazia de pai dele também era engraçado. E depois temos o Bill Pullman, ou Mr. President. Era o presidente americano que queria era andar de caças. A avaliar pelos presidentes retratados nos filmes americanos, são todos pessoas idóneas e íntegras. Mas caramba, o gajo tem a melhor cena do filme com o seu famoso discurso de levantar a moral a todos.
We will not go quietly into the night!
We will not vanish without a fight!
We're going to live on!
We're going to survive.
TODAY, WE CELEBRATE OUR INDEPENDENCE DAY!


E depois um conjunto de personagens secundários que acabamos por nos importar. Todos menos aquele tipo que trabalha com o Jeff Goldblum e que tem uma voz irritante a quem parece que se arrancou umas cordas vocais.

Confesso que o filme foi para mim perfeito na altura em que o vi. Fiz a colecção de cromos da Panini (na Suíça, onde vivia, não sei se era Panini), mas sem a completar. Aliás, nunca consegui completar uma colecção de cromos. E nos anos seguintes revi o filme vezes sem conta. Seja na televisão, cassete VHS ou DVD, todos os formatos são válidos para ver o filme. 

Sim, o filme é ultra patriota, militarista, etc. Mas caramba, ninguém quer saber disso quando temos um bêbedo num avião a sacrificar-se frente à nave-mãe  e mandar para o caralho todos os aliens. Hello boys! I'm back!

Por estas e por muitas outras razões, este acaba por ser um dos filmes da minha vida. Acaba por não ser um guilty-pleasure porque acho, sinceramente, que é um bom filme dentro do género.

Nota final: era para escrever sobre a sequela que saiu este ano, que acabei de ver, mas acho que esse filme não merece mais o meu tempo.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

JURASSIC PARK (1993)


Se eu tivesse de escolher o filme mais importante da minha vida, esse filme teria de ser Jurassic Park. E não penso duas vezes. Por muitos Star Wars ou Back to the Future que possam ter existido, só este Parque Jurássico é que poderia ser a escolha. 
Já aqui escrevi sobre o filme e como ele é importante para mim. Ontem apanhei-o na televisão e naturalmente que tive de ficar a ver. Porque passados 23 anos da sua estreia, o meu carinho pelo filme ainda é o mesmo da primeira vez que o vi. E porque em 1993 eu tinha a idade ideal para ver. Quer dizer, não há idade ideal para ver este filme, mas para um puto de 11 anos, como eu tinha, a experiência de o ver pela primeira vez foi qualquer coisa do outro mundo. Imagino que tenha sido a mesma se eu tivesse 11 anos em 1977 e fosse ver a Guerra das Estrelas ao cinema.


Houve um tempo em que o velho Casino da Figueira da Foz tinha duas salas de cinema, e eram praticamente as únicas da cidade. A minha juventude foi passada muito por lá. Foram muitos os filmes. Foram muitas as experiências em ir ao cinema no Casino. Porque antigamente uma ida ao cinema era um ritual. Muitas das minhas idas ao cinema entre os meus 10 e 18 anos eu recordo com saudade. E lembro-me de todos os filmes que lá fui ver, com quem fui, se era tarde ou noite, etc. 
Em 1993 a sala de cinema do Casino parecia-me enorme. Acho que era por eu ser um puto e em proporção aquilo era mesmo grande. Lembro-me da excitação toda das semanas anteriores à estreia em Portugal. Vi o filme numa matiné, e como não havia lugares marcados, aqui o totó foi logo para a primeira fila. Devia querer ver o filme antes dos outros. Mas vibrei e fiquei o filme todo de boca aberta, maravilhado com o que estava a ver. Aquilo era dinossauros reais que estavam ali no ecrã. Nessa altura, vi apenas uma vez o filme no cinema. Não havia dinheiro para mais. Os miúdos de agora não sabem, mas não podíamos ir à net ver o filme. E o filme só saía em vídeo quase um ano depois. As semanas seguintes foram uma espécie de ressaca. Entre cromos, revistas e dinossauros em PVC, eu tentava ter tudo, mas não podia. Passados uns meses lá arranjei uma VHS com o filme. Durante uns meses, o filme deve ter passado todos os dias na minha televisão. Normalmente passava a primeira parte à frente para chegar à parte da ilha. Acho que era um puto um bocado estúpido. Mas eu queria era ver os dinossauros. Hoje em dia já vejo tudo. Há diálogos interessantes, são levantadas questões de ética, etc.


Sim, eu já vi o filme centenas de vezes. Ainda mantenho a minha velhinha VHS (mesmo não tendo leitor), mas que a guardo junto dos DVD e Bluray da trilogia. 
Sobre o filme em si, não consigo apontar uma falha que seja. Deve ter lá uma coisa ou outra, mas não vou ser eu a apontar. Apontar alguma coisa negativa ao filme é como estar a trair o nosso tio Spielberg. Steven Spielberg é um autêntico professor de como filmar. Lembro-me que andava no 9º ano e a professora de EVT (trabalhos manuais) usava o filme para falar de planos e tal. Há ali tanto para os novos realizadores aprenderem o que fazer para ter um blockbuster de sucesso. 
Senão vejamos: quem é que não vibrou com a primeira aparição do Braquiossauro? O meu coração ainda bate mais forte quando ouço a música do John Williams na cena em que chegam à ilha de helicóptero. E a cena do primeiro ataque do T-Rex?? E o advogado que é comido enquanto está na sanita? E os velociraptors? Aquela cena da cozinha, que é talvez a minha cena preferida de sempre do cinema. O filme são duas horas de emoções. Desde a adrenalina inicial, o medo, a excitação. Tudo tão bem conjugado.


Depois, quase que nos esquecemos dos actores. E aqui temos personagens a sério. Ou seja, não são uns meros "transeuntes" unidimensionais. Os putos não irritam. Não há ali nenhum action-hero. O Jeff Goldblum é o Jeff Goldblum. O velho é o que tem mais conteúdo. O advogado está lá só para ser morto (tinha de haver um personagem assim).
Vi ontem o filme pela enésima vez. Mas proximamente vou rever para o mostrar ao meu afilhado. E vou curtir como na primeira vez. Porque estes olhos com 33 anos voltam a ter 11. E isso dá-me um gozo do caralho.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

FERRIS BUELLER'S DAY OFF (1986)


Quando éramos putos (e falo para a geração de 80) todos queríamos ser o Rambo, Indiana Jones ou Han Solo. Eram os nossos heróis. Mas eram heróis mais do mundo da fantasia. Sabíamos que nunca iríamos ser esses gajos durões. No entanto, havia um personagem que toda a gente adorava. Era um miúdo/puto do liceu que era uma espécie de exemplo a seguir. Esse gajo era o Ferris Bueller. Ora, o Bueller era o tipo que os rapazes queriam ser.
Em Portugal, este filme teve o anedótico título O Rei dos Gazeteiros (mais parece um título porno). E vem da mente do génio de John Hughes. Da mente deste gajo veio por exemplo o The Breakfast Club ou o Home Alone. O tipo era a pessoa que melhor compreendia as amarguras de crescer. De estar numa idade em que as preocupações eram o que se ia fazer no dia, que gajas íamos comer (em pensamento). Mas também compreendia o que nos arreliava, o quão difícil era por vezes passar a idade da adolescência e chegar à idade adulta. John Hughes era esse gajo.
Em relação ao Ferris Bueller, ele representava tudo o que um puto borbulhento desejava da vida. A minha vida está nas minhas mãos e eu faço o que quiser dela, e aproveito-a ao máximo. Leva o lema do "carpe diem" ao extremo.
A história deste filme é básica. O Ferris finge estar doente para não ir à escola e junta-se à namorada e melhor amigo num dia de gazeta. Passamos o dia com os 3, enquanto temos um director da escola, sempre desconfiado, a tentar desmascarar o gajo.
O filme, ainda hoje continua "actual", ou seja, ainda hoje desejamos ser o Ferris. Ainda hoje, com 33 anos desejo ser como ele. Poder faltar ao trabalho e ir passear de Ferrari pelas ruas da Figueira sem ser apanhado. Acontece que a nossa realidade é outra. Nunca vamos ser o Ferris. Aliás, estamos muito mais próximos de parecer o melhor amigo dele, o Cameron, que é super-neurótico, com medo de ir mais além. Na nossa realidade nunca teríamos o carisma do Ferris, que se safa de tudo.


Faz-me lembrar uma anedota que me contavam, em que se perguntava ao Joaozinho o que queria ser quando fosse grande. O Joaozinho dizia sempre que queria ser playboy, ou seja, andar em grandes carros, fumar grandes charutos e foder umas mulas boas como o milho. No final da anedota, o Joaozinho já só queria ser mini-playboy, ou seja, andar de bicicleta, fumar umas beatas e bater umas punhetas. Uma espécie de meter os pés no chão.
Bem, o filme é um aparente silly teen movie. Ou então não é aparente e é mesmo silly. O que é certo é que hoje é considerado um clássico acima de todos os seus pares.
Para finalizar, realce para todo o elenco. Parece ter sido escolhido a dedo. Desde o Matthew Broderick, que para toda a vida será o Ferris Bueller, ou então o gajo que entrou naquele remake do Godzilla que todos querem esquecer mas não conseguem.


A namorada dele é gira que dói. O amigo, parece que tinha quase 30 anos quando filmou mas passou bem pelo medricas do Cameron. Até o Charlie Sheen conseguiram pôr lá numa cena. Tem lá um cão que fazia o Cujo corar de vergonha. Se não conhecem o Cujo, ide pesquisar que não me apetece explicar.

Em suma, mais que um personagem, Ferris Bueller é um modo de vida e o feel good movie perfeito.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

NIGHTMARE ON ELM STREET (franchise)

Há 3 franchises de terror com os quais os miúdos dos anos 80 cresceram. Halloween, Friday the 13th e Nightmare On Elm Street. Três ícones do terror. Michael Myers (o meu preferido), Jason Voorhees (e a mãe) e o Freddy Krueger (o mais divertido).
Por alguma razão que nem eu sei qual é, os filmes do Elm Street sempre foram os que menos gostava. No entanto, e visto hoje em dia, são talvez os melhores (à excepção do primeiro Halloween). 
Nestes dias revi o franchise todo. De uma ponta à outra. Wes Craven é mesmo um mestre do terror. 
Aqui vai um comentário, em forma de top, desde o meu preferido até ao mais merdoso, que é o remake.
É possível que haja algum SPOILER.

WES CRAVEN'S NEW NIGHTMARE (1994) - O Novo Pesadelo de Freddy Krueger, de Wes Craven

Pois, o meu preferido não é o primeiro. É mesmo o sétimo!! Quando a saga estava na merda, Wes Craven pegou outra vez no leme e deu-lhe uma volta de 180º. Volta a contar com a Heather Langenkamp (estrela do 1º e 3º) e dá-lhe um tratamento um pouco meta.

A NIGHTMARE ON ELM STREET (1984) - Pesadelo em Elm Street, de Wes Craven


O original que nos deu a conhecer Krueger. Teve o desplante de matar o Johnny Depp numa das cenas mais memoráveis da saga.

3º A NIGHTMARE ON ELM STREET: DREAM WARRIORS (1987) - Pesadelo em Elm Street 3, de Chuck Russell


Tem lá uma jovem Patricia Arquette e o regresso da Heather Langenkamp. Tudo funciona no filme muito por culpa do realizador Chuck Russell.  A caracterização, a cinematografia, cenários, efeitos práticos.

FREDDY'S DEAD: THE FINAL NIGHTMARE (1991) - O Último Pesadelo em Elm Street, de Rachel Talalay


Este é um dos mais divertidos. Referências à cultura pop da época e um autêntico jogo de vídeo. Tem lá um cameo do Johnny Depp muito engraçado.

5º  A NIGHTMARE ON ELM STREET 2: FREDDY'S REVENGE (1985) - Pesadelo em Elm Street II, de Jack Sholder


Freddy Krueger é o vilão, mas quem mata é o puto protagonista. Leva o filme por um caminho que me agradou.

A NIGHTMARE ON ELM STREET 4: THE DREAM MASTER (1988) - Pesadelo em Elm Street 4, de Renny Harlin


A partir daqui são os mais fracos. Vi-o há dias e já me esqueci da história.

FREDDY VS. JASON (2003) - Freddy Contra Jason, de Ronny Yu


Quase que funciona como guilty-pleasure. Vale por meter no mesmo filme o Kruger e o Jason Voorhees. Mas atinge níveis de ridículo, mesmo considerando os filmes em questão.

A NIGHTMARE ON ELM STREET 5: THE DREAM CHILD (1989) - Pesadelo em Elm Street 5, de Stephen Hopkins

 Só não está em último, porque meti o remake na lista. O único que me deu sono.

A NIGHTMARE ON ELM STREET (2010) - Pesadelo em Elm Street, de Samuel Bayer


Sem palavras para descrever a merda que é este pedaço de estrume. Só uma pergunta: quem é aquele vilão, porque não é o Freddy Krueger.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES (trilogy)


Tartarugas Ninja. São tartarugas e são ninjas. Há algo mais absurdo que isto? É capaz de haver, mas imagino o que iria na cabeça do criador quando se lembrou que o que era giro era fazer umas tartarugas mutantes que seriam ninjas. Assim à primeira vista, é coisa para ser gozado. Mas o que é certo é que esse senhor acertou na mouche. Criou as bandas desenhadas, e a partir daí esses seres conquistaram o mundo. 


Para a minha pessoas, eu era fã. Nos anos 80/90 gostava dos desenhos animados apesar de nunca ter pegado num livrinho delas. Para mim os livros eram os da Turma da Mónica e do Tio Patinhas. Mas via os desenhos animados, apesar de não ser o maior fanático da série. Mas no entanto, andava eu na escola primária, e aparece assim do nada um filme em acção real das Tartarugas. Sim, era do nada, porque na altura internet era coisa ao nível da ficção científica. O mais próximo que eu tinha estado de um computador, era do meu Spectrum. Era um jovem pouco informado. O que é certo é que eu via filmes. E quando vi o primeiro filme das Tartarugas Ninja, era a melhor coisa que alguma vez se tinha feito. O MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS. E não estou a exagerar. Na altura eu não tinha adjectivos para descrever o quão bom era o filme. Para mim era sinónimo de PERFEIÇÃO. Ai a velhinha VHS que se deve ter gastado de tanto passar. Sim, porque se me perguntarem alguma coisa dos dois primeiros filmes, eu sei aquela merda de trás para a frente. 
Hoje já sou adulto de mais de 30 anos. Já vi muito cinema bom. Já vi muito cinema de merda. Estudei. Sou uma pessoa informada que até vê as notícias. Mas sabem de uma coisa? Ainda hoje, em pleno 2016, sou capaz de ver estes filmes com o mesmo prazer que via quando era um puto de 10 anos. Sim, para mim os filmes (principalmente o primeiro) continuam a ser perfeitos. E são perfeitos porque não mudava ali nada. São perfeitos porque continuo a ver os filmes com os olhos do mesmo puto que vibrava com o Leonardo (o meu preferido). Não preciso de ver os filmes com olhar imparcial, porque o cinema não é isso (deixo isso para os críticos). Não tenho de ver o filme e estar atento aos defeitos. Vejo estes filmes com os olhos do puto de 10 anos porque foi assim que os vi pela primeira vez e é assim que me faz feliz ver. E falo mesmo da felicidade mais pura. A felicidade que dura 90 minutos de filme, mas que nessa hora e meia volto a ser o puto tímido que era e que desejava ser o Keno do segundo filme, para poder ser amigo das Tartarugas.



A trilogia serviu também de pretexto para uma conversa animada. Três homens adultos a conversar com um entusiasmo pouco visto e a cantar o Ninja Rap. Foi no VHS e pode ser visto aqui. Passem por lá.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

TOP CRUSHES (PAIXONETAS DA INFÂNCIA/ ADOLESCÊNCIA)

Lembram-se de quando éramos putos e fantasiávamos com alguma actriz que víamos no cinema? Tenho a certeza que não era só eu. E sim, havia filmes em que o botão "pause" era o mais utilizado. E sim, estou a falar do Instinto Fatal.  Mas mesmo quando era mais miúdo e com pensamentos mais puros, eu tinha fantasias com actrizes/ personagens que via enquanto crescia. 
Cá vai a primeira parte de uma lista de paixões que tinha e que acompanharam o meu crescimento.

- ANNA CHLUMSKY, em My Girl (1991 e 1994)


Porque Vada Sultenfuss é a única personagem por quem me apaixonei. Aliás, ela não sabe, mas foi o meu primeiro amor. 

- NICOLE EGGERT, em Baywatch (1992)


Muitos queriam a Pamela Anderson, mas eu tinha queda para a boazona com cara de menina. Começou com pequenas glândulas mamárias e depois, como por milagre, cresceram-lhe dois atributos muito bonitos.

- ANGELINA JOLIE, em Lara Croft: Tomb Raider (2001 e 2003)


Mas há coisa melhor que ver Angelina Jolie no topo da sua forma em trajes que meu deus?? A resposta é NÃO.

- ELISABETH SHUE, em The Karate Kid (1984)


Podia ser no Back to the Future, mas neste tem mais tempo de antena e anda de fato de banho. 

- TAMLYN TOMITA, em The Karate Kid, Part II (1986)


Como a Elisabeth Shue foi uma cabra no primeiro, esta foi trocada pela beleza oriental. O Daniel San andou embeiçado, e eu também, por uma menina asiática que upa upa..

- HEATHER LANGENKAMP, em A Nightmare on Elm Street (1984, 1987 e 1994)


Esteve em 3 filmes do Freddy Krueger e foi logo nos 3 melhores (O New Nightmare é um filmaço). Era a moça inocente que queríamos ter nos nossos sonhos ou pesadelos.

- PHOEBE CATES, em Gremlins (1984 e 1990)


Era a miúda mais fofa no cinema... Aquela carinha de anjo, do género girl next door, era a namorada que todos queriam ter.

- JUDY GARLAND, em The Wizard of Oz (1939)


Durante a infância, havia lá heroína como a Dorothy? Claro que não.

- INGRID BERGMAN, em Casablanca (1942)


Numa fase mais crescida, numa altura em que queria era mamas, surgiu o Casablanca na minha vida. E a partir daí comecei a ver as mulheres do cinema de outra forma. Ingrid Bergman e Grace Kelly foram as culpadas.

Nota final: é provável que mais tarde faça um top com outras mulheres.


terça-feira, 31 de maio de 2016

TOP MOVIE TWISTS: parte 1


Como explicar o que é um twist em poucas palavras? Experimentem ir passar férias à Tailândia. Lá engatam a mulher mais linda da discoteca. Levam-na para casa e vêem que a "mulher" afinal tinha uma pila maior que a vossa. Isso é um twist na história. (Claro que neste caso, quando vocês contam a história aos amigos, riscam a segunda parte).
No cinema, desde sempre que existiu o chamado twist. Uns podem servir apenas para enganar o espectador. Estão a ver aqueles filmes de merda mas que no final há uma reviravolta tão grande que vocês esquecem-se da merda que viram antes. Depois há aqueles twists mais que previsíveis. Finalmente existem aqueles que servem a história e tornam-na ainda melhor. Ao longo da história do cinema, sempre existiu, mas nos últimos 15 /16 anos tem sido quase obrigatório os filmes terem uma espécie de twist final. Ide agradecer ao Shyamalan e ao seu sexto sentido para estas coisas (que trocadilho tão parvo).

Aqui fica a primeira parte de uma lista que se eu quiser vai ser longa. Alguns são os mais óbvios. Outros nem por isso.

E fica o aviso: SPOILER ALERT. É possível que revele alguns dos spoilers. Se não viram alguns destes 10 filmes, passem à frente ao próximo. Por isso, e por ordem cronológica. (No final podem dar sugestões).

- VERTIGO (1958) - A Mulher Que Viveu Duas Vezes, de Alfred Hitchcock


Todo o filme é uma espécie de twist. Conselho deste vosso amigo: se têm 15 anos e querem e explosões e porrada (como eu queria quando tinha essa idade), esperam uns 10 anos para ver este filme. Quando o vi pela primeira vez, achei o filme uma seca quase tão grande como o Matrix Reloaded (faço esta comparação porque o Matrix é para mim o pai dos filmes aborrecidos).

- PSYCHO (1960), de Alfred Hitchcock


Mais um do mestre. Se gostam de cinema sabem que Norman Bates é o vilão e não a mãe que está morta e enterrada (ou neste caso, empalhada na mansão). E a cena final é das minhas preferidas, com aquele sorriso de Norman, que é o papel que eu adorava fazer.

- FRIDAY THE 13TH (1980) - Sexta-Feira 13, de Sean S. Cunningham


Não sei se este conta como twist. Mas andamos o filme todo à espera que o assassino seja o Jason Voorhees e vai-se a ver e é uma senhora quase idosa numa jornada de vingança. E que atire a primeira pedra quem não se assustou com a cena final do miúdo que surge do lago para agarrar a única sobrevivente.

- THE EMPIRE STRIKES BACK (1980) - O Império contra-Ataca, de Irvin Kershner


Visto por muitos como o melhor filme da Guerra das Estrelas. O meu continua a ser a Ameaça Fantasma. Hoje em dia já não é bem um twist, mas a revelação de que Vader era o pai de Luke apanhou muitos de surpresa na altura em que saiu. Se bem que o nome "Vader" era sinal de alguma coisa. 

- SE7EN (1995) - Sete Pecados Mortais, de David Fincher


Que filmaço. Todo ele. A revelação do sétimo pecado com a famosa caixa ainda hoje me deixa com arrepios na nuca. Um aparte: eu sonho com o dia em que nas provas de "Caixa Mistério", dos concursos do Master Chef, surja lá dentro uma cabeça. Pode ser de animal.

- PRIMAL FEAR (1996) - A Raiz do Medo, de Gregory Hoblit


Só recentemente vi este filme e em boa altura. Temos um advogado que está a defender um alegado homicida. O homicida consegue convencer toda a gente, incluindo o advogado, que é tolinho. O gajo é ilibado, e surpresa das surpresas, o gajo estava só a fingir. Grande filme e grande interpretação do Ed Norton.

- THE SIXTH SENSE (1999) - O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan


O pai da nova vaga de twists. Recomeça aqui essa praga porque este é um daqueles que é um autêntico tiro no estômago. Um puto anda a dizer que vê mortos. Então o puto começa a ser consultado por um psicólogo. Chegamos ao final e só o puto consegue ver...... o psicólogo, porque este está realmente morto desde o início do filme. Rever o filme é interessante porque vamos vendo as pistas que nos vão sendo deixadas para percebermos esse final. Um filme que continua a deixar-me arrepiado por toda a envolvência.

- THE PRESTIGE (2006) - O Terceiro Passo, Christopher Nolan


Nolan é uma espécie de mestre em construir puzzles nos seus filmes. Este é o meu preferido do gajo. Uma história sobre a rivalidade entre dois mágicos e sobre a obsessão. O mágico 1 tenta descobrir o segredo de uma ilusão do mágico 2, que consiste, basicamente, em estar em dois sítios quase ao mesmo tempo. Acontece que no final percebemos o truque e é tão simples como ter um irmão gémeo. Só isso. Durante o filme ainda temos tempo para um David Bowie a fazer de Tesla e para o decote da Scarlett Johansson.

- THE MIST (2007) - Nevoeiro Misterioso, de Frank Darabont


Baseado num conto de Stephen King, esta história mete nevoeiro, um grupo de pessoas retidas num supermercado e uns monstros. Um filme claustrofóbico em que os monstros não estão apenas fora do supermercado mas também lá dentro. Pode ser visto como uma reflexão sobre a natureza humana ou simplesmente como um filme de monstros. E depois tem o final mais WTF que me lembro (ao nível de WTF do Oldboy). Eu adoro filme, independentemente do final. O final é só a cereja no topo do bolo. Não vou contar porque ainda hoje me choca e quero que as pessoas se choquem.

- ORPHAN (2009) - Orfã, de Jaume Collet-Serra


Podia ser mais um filme sobre uma criança demoníaca, à boa maneira do The Good Son. Bons actores, boa história. Um casal adopta uma miúda meio esquisita. A miúda fica meio obsessiva com o pai adoptivo. Uns sustos lá pelo meio e pumba. No final descobrimos que a miúda não é bem uma miúda mas uma mulher adulta com uma doença rara. Mais um final muito WTF.