quarta-feira, 1 de abril de 2020

TOP CLAUSTROPHOBIC MOVIES

Filmes claustrofóbicos: aqueles que me deixam inquieto, quase sem respirar. E há uma série de filmes que têm essa capacidade; filmes que me fazem roer as unhas com os nervos; filmes que me deixam mal disposto (no bom sentido). E são esses filmes que venho aqui falar. É um top feito de memória, sem recorrer a cábulas. Por isso é normal que tenha deixado muitos de fora. 
Fora deste top ficaram filmes como Locke (2013), Das Boot (1981), Saw (2004), Hard Candy (2005), 10 Cloverfield Lane (2016), Phone Booth (2002).

10º Cube (1997), de Vincenzo Natali


Sala atrás de sala cheia de armadilhas. Empolgante.

United 93 (2006), de Paul Greengrass


O melhor filme sobre o 11 de Setembro. Um filme que mesmo sabendo o final nos deixa de coração nas mãos.

Lifeboat (1944), de Alfred Hitchcock


Sobreviventes em tempo de II Guerra Mundial. Todos juntos num barquito, e onde um deles é do inimigo. Hitchcock é mestre.

Panic Room (2002), de David Fincher


Está nesta lista por causa de Fincher e a forma como filma o filme que tem uma premissa simples (a típica invasão domiciliar).

Misery (1990), de Rob Reiner


Um homem agarrado à cama e uma psicopata a tratar dele. De ficar agarrado ao sofá.

Fair Game - aka Mamba (1988), de Mario Orfini


Uma mulher encurralada em casa com uma mamba lá dentro. O meu filme de cobras preferido, que vi enquanto era uma criança com menos de 10 anos. Para ver com a mão sempre à frente dos olhos.

The Descent (2005), de Neil Marshall


A definição de claustrofobia. Pior que os monstros que habitavam nas grutas, só mesmo sentir-me encurralado lá dentro.

12 Angry Men (1957), de Sidney Lumet


Um filme passado dentro de uma sala onde os jurados decidem a sentença de um réu. De deixar os nervos em franja.

Rope (1948), de Alfred Hitchcock


Quase como uma peça de teatro, um dos meus preferidos do Mestre, foi um dos primeiros a levar o plano de sequência ao grande ecrã. 

Alien (1979), de Ridley Scott


Não havia espaço para outro filme no lugar cimeiro do top. Quando se pensa em filme claustrofóbico, o pensamento é automaticamente Alien.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

RESERVOIR DOGS (1992)


Era para fazer uma "ganda" texto sobre este filme, mas depois achei que já foi tudo dito sobre ele e que não ia acrescentar nada de novo. Por isso, ficam só umas breves notas do que para mim é este filme. 

Muito resumidamente, este filme é apenas DO CARALHO. Desde o prólogo, onde o grupo discute sobre gorjetas e o "Like a Virgin" da Madonna, a todas as cenas que se seguem. Michael Madsen é o vilão que odeio gostar tanto. O gajo é macabro (aquela dança enquanto tortura o polícia) e ao mesmo tempo carrega estilo. Porque é que o gajo nunca seguiu como actor da liga principal? E depois referir aquele duelo a três final tão bem filmado, que mais parecia um daqueles duelos dos westerns.

Tarantino a entrar pela porta grande no cinema de Hollywood.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

TOP WORST OF THE YEAR 2019 (A MAIOR MERDA DO ANO)

Ponto prévio antes de avançar para o top e depois ser enxovalhado por causa das escolhas: este é o MEU top, por isso vai ser muito diferente do top de quem ler. É possível que para alguns, estejam aqui representados alguns dos vossos filmes favoritos do ano. Depois, eu não vi assim tantos filmes este ano, por isso os filmes mais abaixo da tabela não são filmes que odeie. Simplesmente evitei filmes que à partida não iria gostar. 

10º - ANNABELLE COMES HOME (Annabelle 3: O Regresso a Casa), de Gary Dauberman


Este faz parte daqueles que não odiei, mas caramba, depois do excelente segundo filme da boneca, este terceiro é um passo atrás.

9º - AVENGERS: ENDGAME (Vingadores: Endgame), de Anthony Russo & Joe Russo


Um bocado sensaborão como grande "final" da saga.

8º - PET SEMATARY (Samitério de Animais), de Kevin Kölsch & Dennis Widmyer


Este aparece na lista como a maior desilusão do ano, tal a expectativa que tinha.

7º - VELVET BUZZSAW, de Dan Gilroy


Talvez não mereça aparecer aqui, mas confesso que não me entrou no goto. Confuso.

6º - THE POISON ROSE (Segredos do Passado), de Francesco Cinquemani & George Gallo


Serviu para me fazer dormir numa viagem longa de avião.

5º - IN THE TALL GRASS, de Vincenzo Natali


Muita parra e pouca uva. Tinha tanta confiança neste!

4º - CAPTAIN MARVEL, de Anna Boden & Ryan Fleck


Depois de 464 filmes da Marvel, este não acrescenta nada e ainda por cima falta muito sal à protagonista, carisma, etc.

3º - MEN IN BLACK: INTERNATIONAL, de F. Gary Gray


O que é que se passou aqui??? 

2º - RATTLESNAKE, de Zak Hilditch


Só não é o pior do ano porque dormi em grande parte dele.

1º - THE SILENCE, de John R. Leonetti


Querem fazer filmes "à la Shyamalan" mas não são o Shyamalan. A prova de que a Netflix ainda tem de comer muita sopa para fazer filmes bons. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

HALLOWEEN 2 (2009)

EM DEFESA DE ROB ZOMBIE


Bem, não é que o Zombie precise que venha alguém defendê-lo, mas vamos lá revisitar Halloween 2
Depois da saga de Halloween ter sido morta por Busta Rhymes e companhia no Halloween Resurrection, alguém tinha de se chegar à frente para tentar reanimar ou ressuscitar uma saga que John Carpenter criou com mãos de mestre. Qualquer realizador que fosse escolhido, teria sempre que fazer algo especial. Calhou a Rob Zombie a missão de fazer um remake. E mais valia chamar-se Halloween Origins. Foi imensamente criticado nesse remake, nomeadamente por se focarem demasiado no Michael Myers enquanto garoto e a tentar explicar a razão por que se tornou na Shape (ou Boogeyman). Apesar das críticas, o filme fez dinheiro suficiente (até então seria o mais rentável da saga) para justificar uma sequela directa. 
Eis que, dois anos volvidos, chega esta sequela que me traz aqui hoje. E desde já me confesso: tinha gostado bastante do primeiro, e a primeira vez que vi este 2, odiei. Mas odiei mesmo. Era daqueles haters intragáveis. Com o tempo, aconteceu uma coisa estranha: o ódio foi-se transformando, e é hoje, para mim, o melhor filme da saga (se excluirmos o clássico de Carpenter).
É que o filme tem ali tantas coisas boas. 

Vá, se era para fazer um remake de um daqueles filmes que é considerado dos melhores de sempre no género, então que seja algo diferente. E não podem acusar o Zombie de copiar o Carpenter. Criou algo à sua imagem. Podemos não gostar, mas diferente. 
Ora para este segundo, elevou ainda mais a fasquia. 

SPOILERS

O início do filme é um piscar de olho ao Halloween 2 "original", que se passava todo num hospital. Aqui, esse início também é num hospital mas tudo não passou de um sonho. Não nos apercebemos logo que se trata de um sonho, mas vão sendo deixadas pistas, nomeadamente o facto de estar sempre a tocar a mesma música dos Moody Blues na televisão. E essa música torna essa cena ainda mais "creepy", pois é tão contrária ao que se está a passar. Ah, lá pelo meio anda a Octavia Spencer como enfermeira a ser morta pelo Myers. No fim a Laurie Strode acorda e fim de cena.

Falemos então da Laurie Strode. Pode ser uma heresia, mas eu prefiro esta versão da personagem do que versão da Jamie Lee Curtis. Está completamente traumatizada com os eventos do primeiro filme e isso nota-se. 

POSITIVO


- Laurie Strode (Scout Taylor-Compton): personagem muito mais interessante e desenvolvida que a Laurie do passado.

- Annie Bracket (Danielle Harris): a melhor amiga que atura os traumas de Laurie, e que tem das mortes mais dramáticas de todo o franchise. Ah, e foi tão bom ver o regresso da actriz à saga depois de ter sido a protagonista do 4 e 5.


- Sheriff Lee Bracket (Brad Douriff): quando vê a filha morta, essa cena dá cabo de mim. Uma espécie de murro no estômago.


- Michael Myers (Tyler Mane): percebo quem não goste desta versão do Michael, mas é refrescante ver algo completamente diferente. Vemos sem máscara durante grande parte do filme. Ele é uma espécie de vagabundo barbudo, que não tem problemas em matar um cão para se alimentar, mas cada vez que coloca a máscara, sabemos que vem aí chacina. E já agora, creio que deve ser o único filme onde o Michael fala e grunhe.
Myers


- O filme é muito visual, explícito, visceral. É capaz de nos deixar mal dispostos.

NEGATIVO

- Dr. Loomis (Malcolm McDowell): aqui é um completo idiota, que quer amealhar dinheiro à custa do sofrimento. Passa o filme em palestras e programas de televisão a vender o seu livro e a ser uma espécie de escumalha para todos.

- O raio do Cavalo Branco: eu sei que deve ser metáfora para muita coisa, mas não é preciso tanto. 

- E porque é que o Rob Zombie convoca sempre a mulher para os seus filmes? Ela já tinha morrido no primeiro. Então agora aparece em inúmeras visões do Myers e da Laurie???? Para quê?

- A quantidade absurda de "fuck" e "fucking" que é dita ao longo do filme. 

Acabo com este ponto negativo, mas tenho de dizer em bom português: este filme é "fucking awesome".

terça-feira, 1 de outubro de 2019

RAMBO: LAST BLOOD (2019)


Tem Stallone? Check; Tem o personagem Rambo? Check; Estão reunidas as condições para ter aqui o melhor filme do ano. Podem fechar as urnas.

Sim, Stallone está velho, se considerarmos 73 anos velho para fazer de Rambo. Mas podem trazer o velho John Rambo de andarilho, a sofrer incontinência, que vai para as filas dos centros de saúde reclamar das maleitas que tem, que eu vou ver, vou curtir e vou sair da sala de cinema com um sorriso na cara. E foi isso que aconteceu neste quinto filme da saga.

É possível que dê algum SPOILER.

E desde já digo: este é o filme Rambo menos Rambo de todos. Falta-lhe a vibe Rambo, se é que me faço entender. Mas isso não faz deste filme mau. Nunca na vida. Mal começou o filme e no ecrã aparece apenas a palavra RAMBO, senti logo um arrepio na nuca. Depois é o enquadrar da história, na primeira parte do filme, para depois sermos recompensados na segunda. 


A história é simples: Rambo vive descansado da vida e chateiam-no, e quando chateiam Rambo, podem encomendar o caixão. Neste caso, a "filha" é raptada no México para ser vendida como escrava sexual e isso é uma situação chata. Estão a ver o Liam Nesson no primeiro Taken? É mais ou menos isso que acontece. A diferença aqui (e confesso que não estava à espera) é que quando ele recupera a rapariga, esta morre. E temos a justificação ideal para o que se vai passar depois. Rambo prepara a sua casa com armadilhas dignas de um Kevin McCallister (referência óbvia a Home Alone) em modo psicopata, e é o banho de sangue que faz corar qualquer slasher-movie dos anos 80. 

Nesta altura do filme eu estava com um sorriso na cara e só me apetecia gritar no cinema YEAHHHH, cada vez que algum bandido perdia a cabeça ou algum membro. 

Em jeito de conclusão, acho que vai faltar coragem à Academia para Oscarizar este filme. O típico feel-good movie.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

SLEEPAWAY CAMP (1983)


Acampamento Sangrento é um daqueles slashers dos anos 80 que me foi passando ao lado. Uma pessoa habituou-se a ver o Sexta-Feira 13 e pouco mais. Acontece que agora, que sou um adulto responsável, é que me apetece ver estes filmes e descobrir mais sobre este género. E logo eu que sou um pacifista. Mas quem me tira uma boa matança em acampamentos, tira-me tudo.

SPOILERS 

Sleepaway Camp é já uma saga com vários filmes. Este segue as regras deste género mas destaca-se muito pela positiva.
O filme segue a história de Angela. Uma miúda com problemas. Logo no início do filme percebemos a causa dos problemas. Ela mais o pai e o irmão estão a nadar num lago, e são atropelados por um barco que provoca a morte dos dois. Ela vai viver então com a tia. Cresce traumatizada, e uns anos mais tarde ela mais o primo Ricky vão para um acampamento de verão. O cenário ideal para umas mortes. "Acidentes" vão acontecendo e pessoas vão morrendo. Há um assassino à solta. É esta a história até à revelação final. Já lá vamos....

Coisas a reter sobre o filme:


- O elenco - os actores são pessoas jovens a fazer de jovens. Não são adultos a interpretar papéis juvenis. Aqui temos putos de 12 - 15 anos que fazem coisas da sua idade. Claro que nem sempre têm as melhores interpretações do cinema (há mesmo por vezes um over-acting desnecessário). Destaco, claro, a Felissa Rose (Angela) e o puto que faz de Ricky, o primo. É puto, mas é o personagem mais interessante do filme. É badass, com o rei na barriga, mas que faz frente aos bullies, mesmo quando são bem maiores que ele e está sempre a defender a prima

- As mortes - a principal razão para vermos estes filmes são as mortes. Quanto mais criativas melhor. E aqui não desiludem. As minhas preferidas são duas: a primeira em que o cozinheiro pedófilo leva com algo escaldado no corpo e o vemos todo a borbulhar. Aqui a caracterização está excelente, sendo muito realista. A segunda em que uma tipa, que é a bitch lá do sítio, leva com um ferro do cabelo em sítios que não é suposto. A cena é aprimorada porque não a vemos directamente, apenas as sombras do acto em si. De realçar que as vítimas do assassino são todas pessoas que não gostamos ao longo do filme, o que dá ainda mais prazer quando as cenas acontecem.


- O final - bem, trata-se de um dos finais mais WTF que vi num filme de terror. (ATENÇÃO AO SPOILER). Na revelação do assassino, ficamos a saber que é Angela, que afinal de contas não é uma miúda, mas um miúdo. Quem tinha sobrevivido no início do filme, no acidente de barco tinha sido o irmão. Mas como a tia queria ter uma miúda e não um rapaz, fez dele uma menina. Não admira que ela tenha crescido cheia de traumas. Já não bastava perder o pai e irmã à sua frente.

Resumindo e concluindo: trata-se um camp-slasher obrigatório para os fãs do género. 

PS. Que t-shirts acima do umbigo são aquelas que os gajos usavam nos anos 80???

quinta-feira, 18 de julho de 2019

TOP SUPER-HERO MOVIES (versão alternativa)

Vamos relembrar filmes de super-heróis?? É que não têm saído muitos. Sinto falta deles. Bem, vamos esquecer os filmes mais típicos. Aqui não vai constar nenhum Homem-Aranha, Batman ou Super-Homem. Ah, e esqueçam qualquer um dos 7530 filmes da MCU. No entanto, são todos baseados em produtos que já existiam noutro formato (à excepção de um que é completamente original). Por isso, sem nenhuma ordem específica, aqui vão os meus 10 preferidos filmes alternativos no mundo dos super-heróis.

- TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES (1990), de Steven Barron


Cowabunga... São tartarugas e são ninjas. O que querem mais? Comentário aqui.

- ROBOCOP (1987), de Paul Verhoeven


Hoje são todos mariquinhas, que nunca fariam este filmes nos dias hoje.

- THE ROCKETEER (1991), de Joe Johnston


Como é que isto não teve sucesso??

- THE CROW (1994), de Alex Proyas


As sequelas nunca conseguiram atingir o que este conseguiu. Infelizmente, hoje em dia é mais conhecido por ser o filme que "matou" Brandon Lee.

- THE MASK (1994), de Chuck Russell



Duas palavras: Cameron Diaz. A actriz no seu top. E um Jim Carrey show.

- TIMECOP (1994), de Peter Hyams


Van Damme em modo de viajante no tempo e no topo da sua forma.

- THE MASK OF ZORRO (1998), de Martin Campbell


Para mim, a melhor versão de Zorro. E depois, Zeta-Jones!!! Que mulher.

- UNBREAKABLE (2000), de M. Night Shyamalan


O melhor filme de super-heróis deste século.

- HOWARD THE DUCK (1986), de Willard Huyck


Não, não estou a gozar. Gosto mesmo disto, por mais disparatado que seja.

- MEN IN BLACK (1997), de Barry Sonnenfeld


A química entre Will Smith e Tommy Lee Jones é enorme. E depois é um must.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

THE HILLS HAVE EYES (1977 vs 2006)


Houve uma altura, em meados da primeira década do século XXI, em que havia uma moda de refazer clássicos do terror e dos slashers: Halloween, Nightmare on Elm Street, Friday the 13th, The Last House on the Left, I Spit On Your Grave, Black Christmas, Bloody Valentine, etc etc etc... Raramente saíram bem, e ainda menos são aqueles que se podem gabar de ser melhores que o original.
O confronto de hoje vai nessa linha: pegamos num clássico esquecido do Wes Craven e no seu respectivo remake.
Por isso, e sem mais demoras.

- A HISTÓRIA

Sobre a história não há muito para confrontar. Seguem ambos os filmes exactamente a mesma história. Família tem acidente no meio do nada das estradas desérticas dos EUA, e depois é atacada por umas pessoas "esquisitas". Então que diferenças há? Bem, logo no genérico (e mesmo antes deste) do remake é dado o contexto em que acontecem os ataques e quem são os vilões, que não são mais do que pessoas deformadas, meio canibais que ficaram afectadas com uns testes nucleares. 
Uma coisa que gostei em ambos foi mesmo o grupo de vítimas. Num filme normal deste género, íamos buscar um grupo de teenagers todos bonzões e sedentos de sexo. Aqui não há disso. Há antes uma família em que 3 gerações são representadas. Além dos cães de estimação. Vão ser estas pessoas que se vão ver em trabalhos com os maus.
Outra coisa que joga a favor é o facto de não termos ideia de quem será o salvador ou mesmo se alguém se vai salvar. Não há destaque para nenhum, o que faz com que nos importemos com cada cena, pois fica imprevisível saber quem se safa.

Bem, no que respeita a história, terei de dar uma ligeira vantagem ao remake, apenas porque acho que foi melhor desenvolvida.


- O ELENCO

Sobre os actores, aqui não tenho grandes dúvidas, o remake leva a melhor. O elenco do original tem uma vibe muito dos anos 70, enquanto no remake, todos eles são bons actores, e tem um feeling mais intemporal. Ponto para o remake, mesmo que os diálogos sejam muito parecidos.

- EFEITOS ESPECIAIS

No remake houve a opção de tornar os maus deformados e para isso usaram muita caracterização. No original, apenas um dos maus é, aparentemente, deformado. E logo esse não tem caracterização nenhuma. O homem é mesmo assim.
Como neste aspecto os filmes estão separados por 40 anos, não posso dar vantagem a ninguém.


- CONCLUSÃO

No geral gosto muito de ambos os filmes. Conseguem prender-me do início ao fim. Os filmes vão claramente beber inspiração ao Massacre no Texas. E isso é sempre bom. São filmes onde não existe um happy-ending.
Podemos questionar se fazer um remake é algo necessário. E o que acontece aqui é aquilo que se deve ou pode fazer num remake: levaram mais além o que Craven tinha feito nos anos 70. O original acaba por ser mais datado. Por outras palavras, trata-se de uma modernização ou recriação do original. Ainda por cima feito de forma que homenageia bem a fita.

PS: Epa, adoro o filho da mãe do título. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

POLICE STORY (1985)


Já por aqui falei muito de Jackie Chan; até já lhe dediquei um TOP. Quem me conhece sabe que se trata de um dos meus actores favoritos de sempre. Curiosamente nunca lhe tinha dedicado um post acerca de um dos seus maiores clássicos de sempre, Police Story, que se viria a transformar numa saga com diversos filmes. Além de que serviu de inspiração para muito do que se viu e vê em Hollywood. no cinema de acção.
Senão vejamos: o filme começa logo a abrir com uma cena mítica. Jackie Chan é um polícia (daí o título) e está numa missão numa espécie de favela. Uma cena onde os polícias à paisana andam sempre com a mão no ouvido (no auricular), o que os leva a que qualquer pessoa saiba que são polícias. Tirando isso, é tudo espectacularmente bem coreografado e coordenado, nomeadamente na altura em que o Jackie pega no carro e desce a favela toda, atravessando casas e barracas. Depois termina com uma cena que foi posteriormente copiada em Tango & Cash. O herói coloca-se no meio da estrada à espera do camião com o bandido. Dispara e o mau trava a fundo para ser projectado e cuspido pelo vidro da frente. 


Bem, o filme segue com a toada fresca, mais ou menos light. Tem cenas de humor que são próprias quase de um circo de palhaços mas que funcionam tão bem. Jackie Chan a tentar gerir a vida pessoal: entre a namorada ciumenta e ter ao seu encargo uma testemunha que leva a namorada à loucura. E aquela cena com os telefones é digna dos melhores comediantes. 

Mas aquilo que queremos ver num filme de Jackie Chan são mesmo as cenas de luta. Coreografias do melhor que há: a cena no centro comercial é do melhor Chan que há. É uma luta "progressiva" (à falta de melhor termo). Ele não é super-herói. Farta-se de levar porrada, vai-se mostrando cada vez mais cansado à medida que o tempo avança, e com as mazelas de quem está a enfrentar dezenas de capangas. Vá, e tudo o que se vê é "real", muito bem coreografado, mas real. E é isso que esperamos do Jackie e da sua stunt-team.

Resumidamente, um filme obrigatório para fãs de cinema de acção, artes marciais ou cinema no geral.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

PROM NIGHT (1980 vs 2008)


Prom Night: original ou remake? O terror sempre foi o meu género preferido. Gosto de sentir aquela sensação de medo, tensão enquanto vejo um filme. Dentro do terror, confesso que gosto bastante do slasher. Ver jovens sedentos de sexo e que são degolados por um serial-killer é um prazer. Posso parecer um psicopata, mas garanto que não sou. Ainda sou do tempo em que se conseguia distinguir as coisas. 
Ora, nestes dias vi pela primeira vez um dos grandes clássicos do género. O cinema já nos tinha dado o Black Christmas ou o Halloween. É então que a década de 80 do século passado abre com Prom Night. E se vi o clássico, logo de seguida saltei para a espécie de remake que fizeram. Por isso, hoje fiquem com o confronto entre o original e o "remake".


Bem, o original começa de forma sinistra. Um grupo de miúdos, com os seus 10 anos, brinca numa casa abandonada. Estão a jogar a uma versão marada das escondidas. Enquanto gritam "killers are coming" e "kill, kill, kill", uma miúda morre quando cai da janela. Foi um acidente parvo provocado pelas crianças. As crianças fazem um pacto de guardar segredo e nunca mais falar no assunto, e fogem (parece-me que o I Know What You Did Last Summer foi aqui beber inspiração). Saltamos 6 anos, e os miúdos são agora uns adolescentes com ar de adultos. Ficamos a conhecer agora cada um deles, à medida que vão recebendo uns telefonemas sinistros (como no Black Christmas ou Scream).

Estamos em altura de baile de finalistas e o filme segue como um teen-movie. Quem fode com quem, historietas de liceu. Ah, e uma Jamie Lee Curtis por quem temos pensamentos pecaminosos. Digamos que se o gajo lá de cima (há quem o chame de Deus) lesse os meus pensamentos, mandava-me directamente para o inferno. A primeira vez que a vi num filme foi no My Girl, e aí ela era uma boa Milf. Depois Halloween e True Lies com uma das cenas mais sexy do cinema. É uma mulher com um je ne sais quoi

Bem, já me estou a dispersar. É o que dá escrever sem fazer rascunho. 

O filme segue, e além dos personagens principais, dão-nos a conhecer possíveis suspeitos para os crimes que se vão passar a seguir: é o caso do contínuo da escola, o Mr Sykes, ou o gajo que fugiu da instituição psiquiátrica. No entanto, estes seriam suspeitos muito óbvios.

É então que passamos à parte do baile propriamente dito. Há lá uma cena de uma dança, que é um bocado longa demais. Cena essa que vai lembrar a "Routine" do Ross e Monica (referência à sitcom Friends).


E começamos com as mortes. O filme teve a capacidade de nos manter interessados (e isso é de louvar) até aqui. A primeira morte só acontece aos 62 minutos de filme. E é uma cena muito bem filmada sempre no ponto de vista do assassino. E depois nunca somos confrontados com o explícito. É pelo poder de sugestão. Apenas vemos os olhos da vítima enquanto o assassino a degola.
E isso acontece nas mortes seguintes. Não existem imagens de facas a furar os corpos. 
As vítimas seguintes são o típico casal que vai pinar para a carrinha. 

Outra coisa que diferencia este filme doutros do género é o assassino. Aqui ele vai mudando de arma e depois não é como o Michael Myers, por exemplo. Este corre se tem de correr e é bem humano.

A morte seguinte é de realçar também. Depois de passar, literalmente, 10 minutos de filme a perseguir a vítima, lá consegue passar-lhe o machado. E é então que chegamos à morte mais cool do filme e mais "in your face". O labrego bully da escola perde a cabeça e esta rola na passerele do baile. 

Bem, no geral o filme é muito bom e com coisas muito boas. É um filme onde não sabemos quem é o assassino até ao último minuto, onde se faz a revelação. E mesmo sendo um pouco previsível de saber quem seria, não era a minha primeira opção. O filme traz consigo umas vibes do Carrie de Brian De Palma. Se o viram, vão perceber porquê. E num slasher onde a primeira morte só ocorre passada mais de uma hora de filme tem de ter algo para agarrar. Aqui teve um conjunto de personagens que foram sendo construídos e bem, além de terem boas representações dos seus actores, o que não é normal para filmes deste género. 
Neste género temos sempre de falar das mortes, e digamos que aqui o que interessa não são bem as mortes, mas o "leadind up", toda a construção da cena até à morte, a tensão provocada. E depois, tecnicamente o filme é muito bom, acompanhado por uma boa banda-sonora. Paradoxalmente, no lado negativo, tenho só de apontar a parte da música mas do baile. Todo o baile é acompanhado pelo disco-sound. E é demasiado disco para mim! Ah, e já me ia esquecendo: não há nudez neste filme!!! WTF...


Saltamos para o "remake", que de remake tem muito pouco. Creio que só terá mesmo o título. 

Neste temos umas barbies irritantes, ocas que se preparam para o baile como se fosse a última coca-cola do deserto. A actriz principal tem uma cara de enjoada que parece estar sempre com vontade de cagar.
Ao contrário do original, este vai directamente para o baile. Há lá um assassino que anda obcecado pela personagem principal. Já lhe tinha matado a família anos antes. E sim, é ele o assassino. Aqui não se esconde. Sabemos logo quem é e porquê. Como passamos logo para a "acção", não há tempo de criar uma conexão com nenhum dos personagens e ficamos então à espera que as mortes compensem. Pode ser que sejam criativas e tal. E o que é que acontece? Nada de especial. Um gajo com uma faca que esfaqueia pessoas. E é isto. Fim de filme.
 Pelo menos somos compensados com mamas? Opa, sim mas numa cena muito rápida. Não valeu a pena. 
Ah, pelo menos tem lá o Idris Elba, numa fase inicial de carreira.
O filme que é campeão em falsos sustos e previsibilidade nos sustos que deveriam ser reais. 
Em jeito de conclusão, quem fez este filme deveria ser condenado a prisão por usar um título e levar a malta ao engano.

Sem surpresas, neste confronto entre original e remake, 10 a 0 para o original. Sem espinhas.