quinta-feira, 8 de junho de 2017

TRANSFORMERS (2007; 2009; 2011; 2014)


Existe as sagas de Star Wars, de Indiana Jones, de Regresso ao Futuro.... e depois, no mesmo patamar estão estes 4 filmes de Transformers. Dizer "no mesmo patamar" talvez seja exagerado..... ou melhor, é descabido. Porque sejamos sinceros: no geral, os filmes são cocó. Têm lá algumas coisas positivas, mas é cocó enfeitado com muitos efeitos especiais. Não terei muito a dizer sobre cada um, já que todos caem quase sempre nos mesmos erros. Por isso ficam apenas algumas notas que me lembro deles. Sim, porque eu revi os 4 filmes. Não incluo o filme de animação, pois não se enquadra no mesmo universo. E é muito bom, quando comparado com estes.


TRANSFORMERS (2007)

- 144 minutos??? Mas há assim tanta história para fazer um filme de quase duas horas e meia. O filme ganharia muito se tivesse apenas hora e meia. 
- O CGI é bom mas a merda das imagens tremidas estragam tudo!
- A Megan Fox tem um corpaço e o Michael Bay faz questão de o mostrar.
Shia LaBeouf é uma espécie de Tom Cruise em jovem. Passa muito tempo em correrias impressionantes. 
- John Turturro é o comic-relief e até fica fixe vê-lo nesse papel.
- TANTOS personagens para quê?? Eliminava-se por exemplo os pais do LaBeouf. Não servem para nada. E como eles, mais uma série deles.
- Andam os maus atrás de um cubo, e depois os bons vão escondê-lo na cidade? No meio da população desprotegida? Pelo menos assim há mais prédios para destruir no último acto.

Acaba por ser o melhor dos quatro.

TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN (2009)

- À falta de melhor vilão, optam por ressuscitar o Megatron. Porquê?
- A primeira imagem de Megan Fox (aquela em cima da mota com o rabo empinado) dava um óptimo calendário de oficina.
- Ridículas as cenas em que o LaBeouf fica maluco quando toca numa lasca do cubo do primeiro filme. E os argumentistas foram preguiçosos. Então o gajo passou o primeiro filme todo com o cubo na mão sem acontecer nada, e neste quando toda num pequeno pedaço, que ficou preso na camisola, e fica doidinho? WTF.. 
- Eu sei que o Turturro era o comic-relief no primeiro filme. Mas não era preciso pô-lo de fio dental!!! Too much..
- A quantidade de "piadas" sexuais também é exagerada. Então um robot a pinar com a perna do Megan Fox chega a ser triste.

Acaba por ser o pior dos quatro. Não tem pés nem cabeça. Uma salganhada de todo o tamanho. Segundo sei, este filme sofreu com a greve dos argumentistas que abalou Hollywood e isso nota-se.

TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON (2011)

Há um upgrade em relação ao anterior. A Megan Fox foi às urtigas e chamaram uma loira, que curiosamente é mais uma boazona.
Confesso que gostei do início do filme, quando usam a missão de Apollo 11 (quando o Aldrin e o Armstrong vão à Lua em 1969) como motor narrativo.

TRANSFORMERS: AGE OF EXTINCTION (2014)

Depois da Megan Fox ter ido com o caralho, aqui foi o Shia LaBeouf que desapareceu. Mas isso não impede que se continuem a fazer filmes da saga. Vai-se buscar um nome relativamente grande, Mark Wahlberg, e bora fazer mais filmes. Mas agora não me fodam: 165 minutos??? Ali a bater as 3 horas??? Para quê?
- Primeiro aspecto positivo: só o facto de reconhecerem que houve destruição de cidades e milhares de mortos nos outros filmes já é bom. É que nos anteriores, parece que isso não importava nada. A cidade foi destruída? Caga nisso... Morreram milhares de pessoas nessas batalhas? Who cares? Neste isso mudou. Já houve essa consciencialização.
- A boazona de serviço (a fazer de filha do Wahlberg) está sempre com um look impecável, mesmo no meio das cenas de acção.
- O personagem do Stanley Tucci andou 3/4 do filme a ser o mau da fita para se redimir no último acto. Passou a ser o elemento cómico. Não engoli essa.

Confesso que acho este filme uma espécie de guilty-pleasure dentro da saga. O filme é mau e grande como o caraças, mas acabou por ser mais divertido que os anteriores. Então aquela Lei Romeu e Julieta, que servia de desculpa para um adulto comer a gaja que era menor de idade, partiu tudo.

TOP TRANSFORMERS

Transformers
Transfomers: Age of Extinction
Transformers: Dark of the Moon
Transformers: Revenge of the Fallen

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PIRATES OF THE CARIBBEAN 5 (2017)


Se havia filme que toda a gente queria ver, era uma sequela dos Piratas das Caraíbas... Ou então não é bem assim, e ao quinto filme são toda a gente se está a cagar para esta saga. Mas a Disney não pensa assim e lá decidiu dar mais uma oportunidade a Jack Sparrow e companhia. Mas a sério, é por culpa de pessoas como eu que continuam a fazer isto. Mesmo sabendo que iria ser uma merda.
Porque sejamos sinceros: o primeiro foi maravilhoso. É ainda hoje um dos grandes filmes de aventura pura (quase perfeitos) deste século. Os restantes são cocó! E este quinto não encontrou a fórmula mágica de tornar este franchise excitante outra vez.

Mas atenção que nem tudo é mau neste filme.
Claro que a essência destes filmes tem sido Johnny Depp, e por muito que achemos que a fórmula dele se esgotou no primeiro filme, o que é certo é que continua a dar ares da sua graça. Mesmo que passe 90% do tempo bêbedo que nem um cacho. Mas o que gosto realmente é o regresso do Gibbs e do Barbossa. Sem estes, o filme era ainda pior. Mas se os veteranos são a força motriz por detrás do filme, o novo casal tem o carisma de duas unhas encravadas. Gostemos ou não do Bloom e da Knightley (aqui fazem uma espécie de cameo), eles pelo menos tinham qualquer coisa que apelava ao público. Estes novos (nem me vou dar ao trabalho de ver os nomes deles - profissionalismo é coisa que não abunda por aqui a escrever) são tão amorfos que por mim passam ao lado.


SPOILER

Depois, este filme é do mais previsível que há. Por exemplo (vem aí spoiler), a partir do momento em que sabemos que a gaja é filha do Barbossa, percebemos logo que o velho se vai sacrificar e morrer para a salvar. E é pena, porque se é para haver mais filmes destes, eu prefiro ver o cota que a gaja.
Depois, o filme cai na asneira de abusar na "suspension of disbelief". E eu sei que nos anteriores há ali cenas com maldições e fantasmas, etc. Mas aquela cena, que é uma espécie de imitação do assalto ao cofre no Fast & Furious 5, roçou o ridículo. Só que em vez de carros a puxar um cofre, tínhamos cavalos. 


Bem, é certo que ao quinto filme só é "enganado" quem quer. E é certo que é só uma desculpa para continuarmos a ver Jack Sparrow. Para muitos, ainda é engraçado. 

Que saudades dos tempos de Johnny Depp no Donnie Brasco, entre outros. Está a tornar-se numa caricatura de si próprio.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

TOP SITCOMS

As sitcoms (situation comedy) norte-americanas são uma tradição dos States já com mais de meio século. O país sempre esteve na linha da frente deste tipo de televisão.
Gostemos ou não, continuam a ser uma realidade em pleno 2017. Séries, muitas vezes gravadas ao vivo, com uma live audience, com reacções gravadas, nomeadamente os risos.
Confesso que sempre gostei, e continuo a gostar. Todos nós gostamos de pastilha elástica. Durante meia-hora tem sabor, e ao final de algum tempo deitamos fora.
Durante a minha juventude, foi graças à RTP 2 que conheci algumas, já que passavam umas três séries diferentes à hora de jantar.
Fica aqui um top daquelas que mais gostei. Vão desde os clássicos a preto-e-branco até às mais recentes. Por isso e sem ordem (a única ordem é a memória), aqui estão 12 sitcoms.

- FRIENDS (1994 - 2004)


Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Ross e Joey marcaram uma geração. É capaz de ser a mais bem sucedida de todas as sitcoms (no que a audiências diz respeito). É certo que as últimas duas temporadas foi uma espécie de arrastar, e são mesmo as piores das dez. O que realmente marcou esta série foi a diversidade dos personagens. Com 6 personagens tão diferentes, cada um de nós seria capaz de se identificar com cada um deles. Claro que eu sempre fui Chandler-team. Ou seja, o meu jeito com as mulheres, o meu jeito para ser desajeitado, etc. Foi a série que mais vezes vi os episódios (vezes em conta).

- SEINFELD (1989 - 1998)


Não vi Seinfeld na altura em que passou pela primeira vez. Graças às reposições (obrigado SIC Radical) e graças aos DVDs, pude apreciar aquela que se diz que é a série sobre nada. Afinal é só sobre o quotidiano de todos nós. E George Constanza é o maior.

- SPIN CITY (1996 - 2002), Cidade Louca


Michael J. Fox era aqui já adulto, mas sempre com aquela cara de puto do Regresso ao Futuro. Aqui trabalha directamente para o mayor de Nova Iorque, e os episódios passam-se 80% do tempo na câmara. A série apanhou já parte da doença que afecta Michael J. Fox, e por isso nas últimas temporadas foi substituído por Charlie Sheen. O episódio da despedida ainda hoje me marcou.

- FAMILY TIES (1982 - 1989), Quem Sai Aos Seus


Antes de Michael J. Fox ser a mega-estrela de cinema, era uma estrela de televisão graças a este Quem Sai Aos Seus. A história de uma família típica americana: uns pais democratas com três filhos. O mais velho, Alex P. Keaton (a estrela da série) é um ultra-conservador. Episódios hilariantes, outros tocantes. Foi mantendo a qualidade ao longo das temporadas. 

- FAMILY MATTERS (1989 - 1998)


Mais uma sitcom que conta as desventuras de uma família. Desta vez entramos na realidade da vida de uma família afro-americana. Acontece que esta família tem a companhia do vizinho Steve Urkel, o maior desastrado da televisão. No entanto, e com a voz característica que lhe é conhecida, apenas vi a versão dobrada em francês e foi com essa que cresci.

- TWO AND A HALF MEN (2003 - 2015), Dois Homens e Meio


Foram doze temporadas, e acompanhei-as todas. Sim, mesmo aquelas que já tinham o Ashton Kutcher em vez de Charlie Sheen. Infelizmente a série ficou mais conhecida pela vida do seu actor principal fora da série. É certo que a determinada altura, o título deixou de fazer sentido. O "meio-homem" aparecia muito esporadicamente. Sim, no final havia episódios maus, mas caramba, divertia-me sempre. 

- HOW I MET YOUR MOTHER (2005 - 2014), Foi Assim Que Aconteceu


Vista como a substituta de Friends, esta acaba por ser um pouco diferente, apesar de algumas histórias serem muito parecidas (inspiradas). Claro que aqui destaco sempre a personagem de Barney, o melhor engatatão e a razão de não nos importarmos de usar fato e gravata. O que retenho daqui? Um dia, uma amiga colorida da faculdade disse que eu era uma mistura de Ted e Barney, e eu aceitei aquilo como um grande elogia, mesmo que não perceba bem onde ela foi buscar essa ideia.

- GREEN ACRES (1965 - 1971), Viver No Campo


Uma das clássicas que passava na RTP 2, e eu adorava aquilo. Um casal endinheirado da cidade decide mudar-se para o campo e levar essa vida. E depois tinha lá um porco que era uma autêntica estrela.

- BEWITCHED (1964 - 1972), Casei Com Uma Feiticeira


A história de um casal normal, em que a esposa é só uma bruxa. Só a vi uma vez, mas acabou por me marcar. Foram horas de jantar em frente à televisão a rir com isto.

- SABRINA, THE TEENAGE WITCH (1996 - 2003), Sabrina, a Bruxinha Adolescente


Uma série juvenil que acabou por marcar a minha juventude. Adorava a miúda, que era uma espécie de girl next door. Aqui fazia de bruxa e tinha de manter o segredo aos humanos. Depois tinha um gato que era do mais sarcástico que existia, o Salem Saberhagen

- OFF CENTRE (2001 - 2002)


Na ressaca do filme American Pie, vem uma série dos mesmos criadores e com parte do elenco. O público norte-americano não estava pronto para as piadas brejeiras da série, e por isso apenas durou temporada e meia. Aqui, dois amigos partilhavam apartamento e juntamente com os amigos tinham as "típicas" aventuras de quem vive em Nova Iorque. Gostei muito daquilo e ainda hoje me recordo de algumas cenas específicas.

- THE BIG BANG THEORY (2007 - presente), A Teoria do Big Bang


A única série que ainda não terminou. A série que se define como nerd is the new sexy. Porque um grupo de nerds, que não se dá muito bem no mundo real, acaba por dar azo a muitas gargalhadas. E depois temos personagens muito diferentes uns dos outros. Temos um indiano que não consegue falar com mulheres, um judeu que pensa ser uma sex-machine, um neurótico asmático, o sobredotado que não sabe reconhecer o sarcasmo, a vizinha boa como o milho (ai Penny). Sim, as séries vão-se arrastando com mais do mesmo. Mas caramba, tenho sempre a certeza que durante vinte minutos solto umas quantas gargalhadas (eu sou de riso fácil).



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Rapidinha do dia: ALIEN: COVENANT (2017)


Esta vai ser curta e grossa.

- A primeira meia-hora do filme foi a fazer o ó-ó. 
- Afinal isto é uma sequela do Prometheus ou uma prequela do Alien? É que nem parece uma coisa nem outra. Aliás, o Prometheus foi logo mandado às urtigas no início do filme.
- Visual muito bom com a música da Goldsmith que nos remeteu para o primeiro Alien.
- Valeu pelo último acto com a bicharada solta. No entanto soube a pouco.

SPOILER

- Então os xenomorfos foram criados ou alterados geneticamente, ou os caral%&s que os fod@m, por robots? Eu sempre achei que eram apenas monstros que matam. E ponto final.

Resumindo e concluindo: alguma coisa correu mal quando uma pessoa se diverte (não no sentido de comédia) mais a ver o AvP: Alien vs Predator.

terça-feira, 23 de maio de 2017

THE MALTESE FALCON (1941)


Humphrey Bogart é o MAIOR. Podia ficar por aqui e bastava. Casablanca, Treasure of the Sierra Madre, Key Largo, The Big Sleep, etc, são só alguns exemplos de obras-primas do cinema sempre com ele ao leme. Aqui num dos melhores exemplos do que é o film-noir. E logo na estreia na realização de John Huston. Sim, este é o seu primeiro filme enquanto realizador.

Bogart é o detective privado Sam Spade que tenta encontrar o assassino do seu sócio. Ao mesmo tempo os vilões andam à procura de uma estatueta em forma de pássaro, que pensam ser muito valiosa. Acontece que estes maus da fita pensam que são todos como eles, e que conseguem "comprar" Spade. Só que este é o herói e não se move pela ganância. Pelo meio há a femme-fatale, Mary Astor, que aparenta ser muito frágil mas que se mostra uma mentirosa compulsiva.
Depois há um conjunto de personagens secundários, mas onde eu destaco o sempre excelente Peter Lorre.
O filme segue muita investigação e conspirações, mas tudo isso é maravilhosamente feito. As sombras, as interpretações, o clímax quando descobrimos que a famosa relíquia é uma fraude. E termina numa confissão. Sam Spade é tão idóneo, apesar do seu ar, que mesmo confessando que ama a assassina, acaba por entregá-la à polícia.

É um filme que merece ser visto e revisto. Estudado. E numa de adaptações de obras literárias ao cinema, este está lá no topo.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Rapidinha do dia: DOUBLE INDEMNITY (1944)


Double Indemnity: então um gajo diz que é cinéfilo, diz que adora filmes antigos, diz que o film-noir é um género do caralho, tem o filme em casa comprado há meses, e depois ainda não o tinha visto? Mas que raio!!! Um gajo vê as listas todas de best-of e este é sempre dos melhores de sempre e nunca o viu?? Anda uma pessoa a ver filmes de merda, propositadamente, e depois queixa-se. É bem feito.
Mas como se costuma dizer, mais vale tarde que nunca.  
Aqui, a história é simples: um agente de seguros mais a loira fatal pretendem cometer fraude à própria agência de seguros, cometendo um homicídio lá pelo meio. 

Basicamente o filme que nos lembra que os homens são fracos quando se apanham nas teias de uma mulher. Uma mulher que leva um homem a cometer actos que normalmente não o faria. 
E dizem que o macho é o sexo forte. Tão enganadinhos.

terça-feira, 16 de maio de 2017

THE FACULTY (1998)


Houve uma altura, ali depois de 1996, quando saiu o Scream, que começaram a chover filmes de terror como se não houvesse amanhã. Desde os Scream, o I Know What You Did Last Summer, Urban Legend, etc, muitos ficaram perdidos no esquecimento. Eu via tudo, gravava em VHS, e depois revia. Eram filmes virados para a minha idade, e nós papávamos isso como se de grandes clássicos se tratassem. A bem dizer, apenas o Scream pode almejar esse título.
Entre essas centenas de filmes, estava este Mistério na Faculdade. E este era dos meus preferidos. Era uma altura em que não sabia quem era Robert Rodriguez e nunca tinha visto Invasion of the Body Snatchers. Sim, este The Faculty é uma espécie de remake do clássico dos anos 50.

Este começa logo bem, ao som dos The Offspring (The Kids Aren's Alright), que é das minhas músicas preferidas. Sim, eu curto Offspring. São uma malha do caraças. Aliás, toda a banda-sonora do filme é do caraças (Alice Cooper, Sheryl Crow, Creed, etc).
Depois, tem aquele plot do Body Snatchers: humanos agem estranhamente porque uns aliens apoderaram-se do seu corpo. Um grupo de miúdos tem de tratar do assunto. E aqui vamos então ao cliché de filmes do liceu: temos o gajo rebelde, a new girl, a gaja meio esquisita, o atleta, o totó vítima de bullying, a boazona. Ajuda o facto de elenco ser muito competente para o género: Josh Hartnett; Elijah Wood, Salma Hayek, Jon Stewart, Jordana Brewster, Clea DuVall, etc.
O filme perde-se ali no final com o monstro. Por mim seria melhor se tivesse um vilão mais "humano". Mas até aí o filme é muito bom, na paranóia e temas subjacentes ao género. 
Basicamente é o Body Snatchers para putos. E não há nenhum mal nisso.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Rapidinha do dia: LOGAN (2017)


Será mesmo o filme final de Hugh Jackman enquanto Wolverine?
Aqui James Logan está velho e acabado. Bêbedo, sem vontade de viver. Ora, quem vem aqui à procura de um filme repleto de acção e mutantes está muito enganado. Temos antes um drama com algumas cenas de acção pelo meio. E isso pode chatear alguns. Pois quem vem à procura de um típico X-Men vai sair desiludido. 
Não sei bem como se enquadra nos restantes filmes dos X-Men e Wolverine. Aliás, isso nunca preocupou os estúdios. 
A história é simples: Logan é contratado para transportar uma miúda mutante do ponto A até ao ponto B, sendo que tem uns inimigos que a querem morta. Mas o que quero mesmo realçar aqui é mesmo a miúda. Laura (ou X-23) é uma espécie de Hit-Girl mas com os poderes do Wolverine. E aqui o que realmente interessa são aquelas cenas bad-ass dela. O facto de ser rated-R ajuda neste filme. 
No final temos mesmo uma despedida do Wolverine e uma visão do futuro com aqueles garotos. Não sei se vão seguir essa linha narrativa, mas eu quero ver mais a X-23.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

BROKEN ARROW (1996)

GODDAMN, WHAT A RUSH


John Woo antes de fazer o clássico de acção Face/Off (1997), andou a testar John Travolta um ano antes, neste Operação Flecha Quebrada. Confesso que já não me lembro da primeira vez que vi este filme. Pela simples razão que já o vi umas dezenas de vezes. Devo ter visto quando saiu em vídeo, e sei que passou a ser, para mim, mais um dos campeões do VHS. 
Duas razões principais para gostar do filme: John Travolta, que a seguir à sua ressurreição no Pulp Fiction andou a fazer filmes como se não houvesse amanhã; e Samantha Mathis, que era a minha maior crush do cinema na altura. Sim, eu apaixonei-me por ela no Super Mario Bros. Aqui, volta a fazer parelha com o Christian Slater. Uns anos antes tinham feito juntos o Pump Up the Volume, filme que ficou na memória pelas maminhas dela. 


A história segue uma fórmula básica e muito utilizada no cinema americano de acção: americano da Força Aérea rouba uns misseis nucleares para pedir uns trocos em troca. O americano aqui é Travolta. E o que eu gosto de o ver a fazer de vilão. Às vezes a pisar a linha do over the top, mas caramba, é muito estilo. Foda-se, na altura eu achava a forma de ele fumar no filme a transbordar de coolness. O herói é Slater que se junta a Mathis para tentarem neutralizar os vilões. Ao início ela parece muito frágil, mas vai mostrando que é capaz de ser uma durona. O tempo das donzelas em apuros já lá vai, se bem que ela vai precisando de ser salva de vez em quando.
O filme vai seguindo os clichés todos do realizador. Só faltou uma coisa: as famosas pombas brancas. Também era difícil enquadrá-las no meio do deserto. O resto está lá: belas coreografias de saltos e tiros em pleno ar, as câmara-lentas tão características. E tudo acompanhado pela banda-sonora do Hans Zimmer que fica no ouvido. Ainda hoje a vou trauteando.
No geral, é um filme que só podia ter sido feito nos anos 90. Hoje dificilmente seria bem sucedido. Mas é um filme que se vê bem. Não requer muita concentração. Não é isso que pretende. Vem de um tempo em que eu pensava que os aviões usados no filme (os famosos Stealth) eram do mundo da ficção-científica.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

AIR FORCE ONE (1997)


Continuando a senda de filmes que seguem a fórmula Die Hard, revisito desta vez Air Force One. Um dos campeões do VHS na minha juventude. Papei-o muitas vezes em vídeo. É que na altura achava aquilo espectacular.
E será que o filme envelheceu bem? Será que consegue manter aquela aura de clássico de acção dos anos 90?
Há duas razões para este filme se destacar dos demais: Harrison Ford e Gary Oldman. Tivesse o filme actores banais e não era aquilo que se tornou. 
É que a história já se viu inúmeras vezes: grupo de terroristas tomam conta de avião. Acontece que neste caso, o avião é o Air Force One. O presidente norte-americano fica escondido e vai dando cabo dos bandidos até à resolução da trama. É ele o herói. Em Terra, no fim todos festejam como se tivessem feito alguma coisa. 
Mas se a história é vulgar e cheia de clichés, a forma de a contar destaca-se. Wolfgang Petersen, o realizador, está habituado a essas andanças. E há aqui boas cenas de suspense, ultra-patriotismo (que até enjoa), cliché atrás de cliché que vamos engolindo com tanta vontade tal e qual uma actriz porno (esta era escusada). 
Mas como tinha dito, o que se destaca mesmo é a dupla. Harrison Ford como herói da pancadaria e Gary Oldman como vilão vindo dos países de leste e com sotaque meio esquisito. De resto há ali actores consagrados mas que não se destacam. Aliás, o papel da Glenn Close irrita-me um bocado. E não sei se é culpa dela ou da direcção que ela tem de levar. Depois, o CGI está completamente datado. E não se perdoa, tendo em conta que o filme saiu bem depois do Parque Jurássico (filme que marca a história da utilização dos efeitos digitais). Aqui, nomeadamente na cena final, os efeitos parecem feitos por um Pentium III.

No geral, acaba por ser um daqueles filmes que ficamos a ver (quase obrigatoriamente) se estiver a passar na televisão. E só por isso, é preciso dar crédito ao filme.