domingo, 10 de junho de 2018

JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM (2018)


Vamos ser sinceros: a magia que sentiram a ver o primeiro filme foi-se. Nunca mais vão sentir isso... a sério. Escusam de estar à espera do filme que vai ser o santo-graal. Isso não vai acontecer. Por isso, ou ficam a chorar em posição fetal na vossa cama, ou interiorizem essa ideia e aceitem que os filmes da saga Jurassic são puro entretenimento, monster-movies. Não pretendem encontrar a última Coca-Cola do deserto, não concorrem ao Oscar de melhor filme. E o que se passa com a maioria dos monster-movies? Cagam muitas vezes para o realismo. 

 SPOILERS

Aqui temos isso tudo: monsters, ou melhor, os dinossauros, uma ilha em ebulição, pronta a explodir, vilões estereotipados. Confesso que curti à brava. Sim, parece que temos dois filmes diferentes dentro do mesmo filme. Na primeira parte temos o resgate dos dinossauros da ilha. E aqui há adrenalina e uma despedida da ilha de Nublar que é capaz de provocar uma lágrima aos mais sensíveis. E aquele money-shot do Braquiossauro?? Do caraças. 
Passamos depois à segunda parte, que se passa toda numa mansão ou se desenrola um leilão dos dinossauros. Aqui continuamos com a adrenalina e o terror. 

O filme está carregadinho de cenas que invocam os filmes anteriores, nomeadamente o primeiro. Uns poderão dizer que é preguiçoso, outros que se trata de uma cópia ou plágio. Depois há outros que poderão dizer que é homenagem. Pessoalmente, não vejo mal nenhum nisso... lembra-nos que estamos no universo Jurássico, acabam por ser uns mimos aos fãs da saga, e depois nunca nos distraem do desenrolar da história. O CGI está mais realista, o que no cinema de hoje em dia acaba por ser um caso raro. 
Do lado negativo, ainda não sei bem o que achar do que fizeram com o caso da miúda, ou o facto de ela própria ser um clone. Achei que puxaram demasiado a corda... Vamos ver onde vão com isso.

O filme acaba por ser uma bela despedida do Parque em si, e abre-se a porta para o mundo em geral. 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

REVENGE (2017? OU 2018)


Ah, a velha e boa história da vingança. E aqui o título não leva a ninguém. Pode ser o filme certo na altura certa. E, em última instância, este filme pode fazer mais pelo feminismo do que as Capazes e o Bloco de Esquerda alguma vez fizeram. 
Por vezes um filme, aparentemente, básico pode ser melhor que esses pseudo-cenas cheios de camadas e profundidade. Aqui só há uma mulher que é violada por um gajo, com o consentimento dos dois amigos. O que se segue depois é o esperado: mata os 3. 
Por um lado, até acho que pode ser uma espécie de Kill Bill para os mais novos... mas sem chegar ao épico de Tarantino. E depois tem gore a dar com pau... é gráfico à brava. E o vermelho do sangue predomina. 
E para terminar: é impressão minha, ou há uma obsessão da realizadora pelo rabo da protagonista? É que antes da cena da violação (curiosamente é feita através da sugestão e não do explícito), temos 987 grandes planos do rabo em cuecas da mulher. Por mim, é na boa! Ainda por cima trata-se de um rabo bom de se olhar, mas a certa altura já se tornava estranho (à falta de melhor palavra). A menos que essa escolha fosse com algum propósito narrativo.

A ver!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

TOP 10 STAR WARS MOVIES

Parece que estreia mais um filme do universo da Guerra das Estrelas... Temos que nos habituar a isso. Grande parte da minha vida só existiam 3 filmes... neste momento já vão nos 11. Este top não inclui ainda o do Han Solo, simplesmente porque à data ainda não o vi. (Escrevo na data de estreia).
Por isso, e sem mais demoras, do melhor ao pior:

STAR WARS (1977), de George Lucas


Sim, o original. É difícil ordenar os 3 primeiros, porque os coloco no mesmo patamar. Porque os vejo sempre de rajada. Mas o primeiro foi aquele que me deu a conhecer Luke, Leia e Solo. E claro, Darth Vader

THE EMPIRE STRIKES BACK (1980), de Irvin Kershner


Para muitos o melhor... e talvez o seja realmente. Mas como é um filme que não se pode ver separadamente do anterior e do seguinte, fica na honrosa segunda posição.

THE RETURN OF THE JEDI (1983), de Richard Marquand


Eu sei que tem os Ewoks, mas eu curto-os... Gosto de toda a sequência em Endor... E a luta final entre o Luke e o Vader e Imperador está carregada de tensão. Excelente.

THE FORCE AWAKENS (2015), de J.J. Abrams


Estive indeciso entre este e o próximo da lista. Escolhi este porque é claramente melhor filme, ainda que não tenha a certeza qual o meu preferido. Mas curti os novos personagens, nomeadamente a Rey.

REVENGE OF THE SITH (2005), de George Lucas


Claramente a melhor prequela. Mas a transformação de Anakin em Vader é linda... Mesmo que o CGI prevaleça, é para mim um filmaço do caraças.

THE LAST JEDI (2017), de Rian Johnson


O realizador arriscou no tom e em ir contra o canon deste universo. Para muitos não resultou. Para mim sim. Mesmo com todas as falhas. 

ROGUE ONE (2016), de Gareth Edwards


Estive para colocar este filme mais acima, mas ainda assim gosto bastante. E confesso que cada vez gosto mais. Um belo filme de guerra. 

THE PHANTOM MENACE (1999), de George Lucas


Tem muitas coisas que são criticáveis. Odiado por tantos. Mas depois tem Darth Maul, tem Liam Neeson. Tem o Duel of Fates. E só isso basta para abafar o puto que faz de Anakin e mesmo o Jar Jar.

ATTACK OF THE CLONES (2002), de George Lucas


O maior culpado disto não ser melhor é mesmo o Lucas por ter permitido um guião daqueles. Há ali diálogos que são tão ridículos. Mas tem coisas boas. Ainda assim, este tem vindo a decrescer no meu gosto. 

10º THE CLONE WARS (2008), de Dave Filoni


O único que não gosto mesmo. Não sei explicar porquê. Vi o filme no cinema, lembro-me que não gostei e por isso nunca mais lhe peguei.

domingo, 6 de maio de 2018

AVENGERS: INFINITY WAR (2018)


SPOILERS SPOILERS SPOILERS

Tudo à espera deste filme que seria o culminar de 10 anos de filmes. Uns bons, outros nem por isso (maus mesmo). Já se sabe que nesta casa não mora, propriamente, o maior fã dos filmes da Marvel.
Confesso, já ia de pé atrás para este filme. Antes de entrar na sala de cinema tive a curiosidade de contar o número de estrelas (personagens) que estavam no cartaz do filme: se não me enganei eram cerca de 23. VINTE E TRÊS: depois já se sabe, é a salganhada do costume, mesmo que tentem que haja um equilíbrio no ecrã. Claro que isso faz com que pareça que estou a ver vários filmes ao mesmo tempo, com tons diferentes.
Vamos lá despachar os pontos negativos: apesar de ser intimidante (ou intimidatório) Thanos não tem carisma. É que andou a prometer durante tantos anos, e depois falta-lhe ali qualquer coisa além da voz grave. Epa, e depois optam por matar o Loki logo no início. O melhor e mais interessante personagem da saga.
Depois, e uma vez que há histórico de ressuscitar personagens e "brincar" com o tempo, nunca há grande carga dramática no momento em que os personagens morrem. Então naquele final, não há qualquer sentimento quando vemos os heróis desfazerem-se em cinzas.
Este filme volta a ter momentos aborrecidos (apesar de não chegar ao nível do primeiro Avengers, que era a seca total). Num filme de duas horas e meia poderia haver cortes. Aliás, há personagens, ditas principais, que até poderiam nem aparecer, que não faria mal nenhum à história.
Sobre o final, confesso que não percebi bem... Tive de ir ver uns vídeos a explicar. Parece-me demasiado feito para conhecedores. Até a cena do pós-créditos tive de ir procurar a explicação. Afinal quem é que conhece o símbolo da Cap. Marvel?


Do lado positivo: Scarlett Witch foi a mais interessante de todas as personagens. Queria mais cenas com ela. E tem um ar que eu deixava que ela me fizesse os truques que quisesse.
Os momentos de humor (poderiam ser mais) mas são sempre bem-vindos neste tipo de filme. Rocket, Drax e Star Lord na linha da frente. Vá, e o Hulk ou a falta dele.

No geral, é um filmezinho nhec. Não será dos piores, mas nem no top 10 da saga ele aparece.

TOP MCU até ao momento:

10º Thor
11º Iron Man 3
12º Avengers: Infinity War
13º Iron Man
14º Doctor Strange
15º Spiderman: Homecoming
19º Iron Man 2 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

FRIDAY THE 13TH: THE FINAL CHAPTER (1984)

E eis que chegamos àquele que é, talvez, o melhor filme da saga. E porque razão este é o melhor de todos? Devido a cerca de várias coisas (gosto muito desta expressão).Para o comum dos mortais, que confunde todos os filmes e por isso "são todos iguais", basta dizer que este é o filme que tem o Corey Feldman ainda puto. E já agora o George McFly, ou melhor, o Crispin Glover.
Mas vamos aos pontos que fazem do quarto filme da saga o melhor dos mais de 10.
Antes de mais, e uma das razões principais, o regresso de Tom Savini à caracterização e efeitos especiais. Nota-se uma evolução em relação aos anteriores, nomeadamente nas mortes. Claro que a história não é nova, mas caramba, não é o que se pede. Não queremos grandes questões sobre a vida. Queremos Jason Voorhess, queremos malta para servir de carne para canhão. E é isso que nos é apresentado. E temos o Tommy, um personagem recorrente em alguns filmes da saga. Ele é aqui apresentado, e é um puto geek, que, por algum motivo, tem um um fascínio por máscaras. Curiosamente, e ao contrário dos miúdos actores dos anos 80, este nem é um personagem irritante. É só um puto. O Crispin Glover continua com o seu jeito meio totó, meio esquisito. O "dead fuck", como é chamado pelo amigo, tem uma cena a dançar que é tão WTF que curtimos aquilo.


Outro ponto positivo neste filme, em relação aos anteriores, é a maior abundância de mamas rabos e sexo. E já se conhece a regra: mostras as mamas ou fodes com alguém, é sinal para o Jason os apanhar.
Este filme tem depois um tom mais negro: mais cenas nocturnas, mais cenas de chuva. E já disse que tem mais mamas? 

Depois joga com alguns clichés e vai contra outras regras do cinema: quando alguém pergunta pelo saca-rolhas e não o encontra, é porque esse saca-rolhas vai servir uns segundos depois para o Jason espetar essa pessoa. Vem nos livros... Por outro lado, mata o animal doméstico lá do sítio. E já se sabe que (normalmente) cãezinhos e gatinhos não podem morrer. O Jason está a cagar-se para isso.


Ainda sobre o Jason, posso comparar este filme ao clássico de Spielberg, Jaws. Como no Jaws, durante quase todo o filme apenas tínhamos alguns vislumbres do tubarão, aqui passa-se o mesmo. Temos muitos planos na sua perspectiva, mas nunca o vemos na sua magnitude. Só mais para o final. Curti essa opção de realização.

O final do filme é bestial, com o puto Tommy a rapar o cabelo e a mascarar-se ou caracterizar-se, ou seja, faz o jogo do 1º filme (se não se lembram ide ver).

Resumindo e concluindo, mais negro mas com cenas cómicas, umas mortes bestiais, fazem este filme o melhor.
 TOP Friday the 13th (até ao momento):
Friday the 13th: The Final Chapter (1984)
1º Friday the 13 Part 2 (1981)
2º Friday the 13 Part 3 (1982)
2º Friday the 13th (1980)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

FRIDAY THE 13TH PART 3 (1982)


Vamos lá continuar com a maratona de Sexta-Feira 13. Porquê? Sei lá... porque me apetece.
Chegamos ao terceiro tomo desta saga, e com ele, algo de completamente diferente e inovador. Estou a brincar. É mais do mesmo... o que não é obrigatoriamente mau. Mas vamos lá ao filme propriamente dito.
Começa com o final do filme anterior, para nos mostrar que, surpresa das surpresas, afinal o Jason não morreu. Depois começa o massacre: aparece um casal de javardos que serve só para aumentar o body-count. É então apresentado o novo grupo, ou melhor, "carne para canhão". Há o casal que vai para o acampamento para pinar, o casal de ganzados (quer dizer, são todos uns ganzados), há a gaja para comer, o puto parvo que tem uns caracóis de fazer inveja ao Marco Paulo, e a final girl do costume. O grupo vai para o acampamento, existe lá um desaguisado com uns punks (tão na moda nos anos 80), etc. Mais uma vez, servem apenas para aumentar o número de mortes no filme. 
Uma coisa que reparei, é a insistência em apanhar gajos a cagar quando o Jason está por perto... De realçar que nenhuma das vítimas apanhadas a cagar limpou o cu quando se levantou.
(Peço desculpa pelo aparte)


Voltando ao grupo: o puto parvo anda o filme todo (pelo menos até à sua hora) a fazer a brincadeira estúpida do "Pedro e o Lobo", ou seja, finge que é vítima, até ao momento em que é realmente vítima e a pessoa que o encontra não acredita. Estava-se mesmo à espera. Aliás, o realizador tomou a opção de não mostrar a morte dele, como que à espera que nós acreditássemos que ele estava a brincar. Para isso funcionar, teria de ser feito mais subtilmente. Mais um aparte: o puto parvo é importante, porque a máscara de hóquei que o Jason usa no resto da saga é dele. Acho que até foi por mero acaso que a máscara surgiu. 

Vamos lá às coisas que gostei no filme. O filme não muitas mortes memoráveis, no entanto há três que gosto bastante e que fazem uso do 3D (o filme todo tem cenas desnecessárias só para realçar o 3D). Há uma gaja que leva com um arpão no meio do olho. Bom. A outra é das mais famosas, quando o Jason aperta a cabeça ao grandalhão de serviço até lhe saltar um olho. E a minha preferida é simples e eficaz. Por alguma razão parva, há um tipo que gosta de caminhar enquanto faz o pino. Claro que isso é aproveitado e Jason dá uma catanada no meio das pernas a esse gajo. Brutal.


O filme tem um tom mais "fun", o que leva a que não se leve a sério. Aqui queremos ver Jason a chacinar pessoas. Por isso não temos grande desenvolvimento e envolvimento das personagens. Esses personagens estão no filme para serem mortos. 
Depois há pequenos detalhes que enriquecem o filme. O Jason ainda é humano. Ele grunhe muito com dores, coxeia... e de vez em quando parece que está a gozar com os personagens, não se limitando a matá-los. 
Um pormenor giro do filme foi a pequena homenagem ao Tom Savini, mestre e técnico dos efeitos especiais e caracterização do primeiro filme. O gajo é mesmo conhecido por ser o "Gothfather of gore". 

Um pequeno trivia só para acabar: este filme fica para a história por ter sido o filme que destronou, depois de meses, ET do primeiro lugar do box-office

Um filme para fãs de slasher e de Jason Voorhees.

TOP Friday the 13th (até ao momento):
1º Friday the 13 Part 2 (1981)
Friday the 13 Part 3 (1982)
2º Friday the 13th (1980)

terça-feira, 17 de abril de 2018

FRIDAY THE 13TH PART 2 (1981)


Sexta-Feira 13, o original, é um clássico. Mas os que se seguiram também, mais não seja porque nos trouxeram Jason Voorhees. E só isso, já é um "must".
Neste segundo filme a história é igual ao primeiro, sem tirar nem pôr. Mas digo desde já que é igual mas em melhor.
A história começa logo (antes do genérico) com a miúda que sobreviveu no primeiro filme. E aqui ela serve, apenas e só, para nos recordar o que se passou antes. Ela está a sonhar com os acontecimentos do filme e como matou Pamela Voorhees. Acorda e pouco depois é morta por Jason. Pumba e começa genérico do filme. Foi uma boa forma de nos recordar o argumento do primeiro e despachar logo a gaja que sobreviveu. Assim não fica ninguém como testemunha. 
Mais, este prólogo serviu para nos introduzir um cliché repetido milhares de vezes: o jump-scare com um gato. Ou seja, quando parece que vai aparecer o vilão, afinal é só um gato que fez barulho. Segundos depois, aparece realmente o vilão.


Depois começa realmente o filme:novo grupo para ser trucidado é apresentado. E, em comparação, este grupo é bem melhor que o grupo do filme original: melhores actores, melhores personagens. 
Aqui a história é, outra vez, básica: grupo de jovens estão em formação para ser monitores em acampamentos. Vão para um sítio ao lado do Crystal Lake, e depois vão sendo mortos. 
O que acontece neste filme é seguido à risca pelas regras sobre filmes de terror. Aquelas regras que nos eram apresentadas no Scream. Meninas que mostrem as maminhas e pessoas que pinem são mortas. E aqui há meninas que andam com calções a mostras as abébias (gosto muito desta palavra) do rabo, há maminhas empinadas, há sexo. E todas as pessoas que se incluam nesse grupo são mortas. Aliás, até a regra clássica: a dada altura, uma gaja, antes de ir pinar o gajo da cadeira de rodas, diz a seguinte frase: "I'll be right back". O que é certo é que não voltou. E o maior ponto negativo deste filme é esse mesmo: não se vê a morte da miúda. Vemos um plano dela a gritar e foi só isso. Para um slasher, não se deveriam conter. 
Mas o filme tem muitas coisas positivas:
- existem muitos planos filmados na perspectiva do assassino. Isso coloca o espectador na primeira pessoa, ou seja, somos nós, o público, que vigia aquelas pessoas. 
- a morte do gajo de cadeira de rodas é bestial, com uma catana na cabeça/ombro.
- gosto do figurino do Jason. Ainda não tem a famosa máscara de hóquei. Aqui é mais humano, apesar de terem dito desde o início do primeiro filme que tinha morrido afogado em criança. E o saco de batatas que tem na cabeça acaba por ser giro.
- a clássica cena final, da morte do Jason. Toda a cena está bem construída e preparada desde o início. A chamada "final girl", a Ginny, é a heroína, e aqui ela é mais que a típica gaja em perigo. Tem mais "sumo". É esperta, e usa a sua inteligência e estudo em psicologia, para lutar contra o Jason, nomeadamente quando assume o papel de mãe para confundir o assassino. Ela mostra um sangue frio que não se vê muito nestes filmes.  Muito bom.

No geral, é um filme muito melhor que o primeiro: melhores actores, o que resulta em melhores intereacções entre personagens. Já temos o Jason. A Ginny é bem melhor, mais inteligente e astuta que a gaja do primeiro filme.
Basicamente, um dos melhores da saga.

TOP Friday the 13th (até ao momento):
Friday the 13 Part 2 (1981)
Friday the 13th (1980)

sábado, 14 de abril de 2018

FRIDAY THE 13TH (1980)


Ah, o bom e velho slasher.. Aquela vontade de ver putos trucidados de todas as maneiras e feitios por um assassino de máscara (ou sem ela). A fórmula é velha, e tomou em "Sexta-Feira 13" um dos seus picos. Jason Voorhees passou a ser um nome a reter e juntou-se a Michael Myers como reis dos assassinos. E sim, eu sei que Jason não é o assassino deste filme, o original. É spoiler, mas um spoiler com quase 40 anos. O Krueger alistou-se pouco depois e completou o trio maravilha do género. (Eu também sei que há mais - Leatherface, Pinhead, etc - mas estes três foram os mais populares.)

Eu sempre fui mais do team-Myers. Halloween (o do Carpenter) é ainda um dos melhores filmes de terror puro de sempre. Mas há uns anos (muitos), quando a RTP 2 passava o mítico ciclo "5 noites 5 filmes", descobri com olhos de ver alguns dos filmes desta saga de Jason. Confesso que não me lembro quais eram, até porque grande parte deles são iguais. E fiquei fã.

Mas vamos ao original. A fórmula era simples, como se quer neste tipo de filmes, e copiada até à exaustão: grupo de adolescentes, normalmente sedentos de sexo, vão para um acampamento e acontece que há lá um assassino que os vai matando um a um, até sobrar uma sobrevivente.
Aqui há todos os clichés que nos habituámos a ver neste tipo de filmes, mas foi aqui que tudo começou. Mamas, sexo, assassino de faca em punho, sangue... A juntar a isso, temos uma banda-sonora que em certas partes faz lembrar Psycho, e um tema mais conhecido que, dá pistas, quase imperceptíveis, sobre o assassino. 


Um filme para lembrar onde tudo começou, e que nos introduziu ao mundo de Jason, mesmo que ele ainda não esteja por lá. Já agora, também deu ao mundo do cinema um muito jovem Kevin Bacon, antes de se tornar a estrela que é hoje. 

Vale bem a pena, mesmo não sendo o meu preferido, pela única razão que falta Jason.

quinta-feira, 15 de março de 2018

TOMB RAIDER (2018)


Parece que Hollywood não desiste da sua busca do Santo Graal: fazer um filme de jeito baseado num jogo de vídeo. Existem alguns, que gajos como eu, da minha geração, curte ao máximo. Mortal Kombat - acompanhado da banda-sonora que toda a gente conhece - é um exemplo disso, mas convenhamos que o filme era fraquito. O Super Mário, apesar de ser um guilty-pleasure meu, é mau. Dos Resident Evil é melhor nem falar. Os Tomb Raider da Angelina são outros guilty-pleasures. Aqueles mais recentes, Assassin's Creed e Warcraft, são aborrecidos e sem história. E como estes, mais exemplos eu podia dar. 

Desta vez, para voltar a fazer o reboot de Lara Croft, a receita é a mesma: pegar numa actriz Oscarizada recentemente, e fazer dela heroína. A história? A história que se lixe. Mas quanto a isso já lá vamos.

O meu conhecimento do universo de Lara Croft resume-se ao cinema. Nunca fui de jogar os jogos, por isso só conheço mesmo os filmes da Angelina Jolie. Por isso, para mim é impossível não cair em comparações. Mas se a Angelina era baseada numa Lara Croft mais sexy, com mais curvas (a dos primeiros jogos), a personagem da Vikander baseia-se mais no reboot do próprio jogo (creio que de 2013). Aliás, nos tempos que correm, do politicamente correcto e de movimentos como o #MeToo e outros, a Lara Croft da Angelina não se fazia. É que, apesar de ser uma heroína cheia de skills e que dá cabo dos homens, também é vista quase como um objecto sexual aos olhos dos homens. E isso agora, nem pensar. E sim, a Lara Croft da Angelina acompanhou os sonhos molhados de muito gajo tarado (onde eu me incluía). 


Sobre este mais recente, não será este filme a descobrir a pólvora dos filmes baseados em jogos. Mas também não cai na vergonha. Entretém e tal, cai no mesmo erro de tantos outros, que é deixar a história para segundo plano com alguns plot-holes que até uma criança de 6 anos apanha. 
Confesso que nunca tinha ido muito à bola com a Alicia Vikander, mas fiquei 100% convencido e ela foi mesmo o melhor do filme. Claro que as cenas de acção estão todas nos trailers, por isso resta pouco para surpreender. Aqui, ela é mais "humanizada" que nos filmes anteriores, se bem que ela passa por tanto e nunca estica o pernil. Mas isso eu perdoo... 
No geral, preguiça na escrita, muito bom desempenho da estrela, cenas "sacadas" dos jogos. 
No próximo, se se preocuparem mais com a história, pode ser que finalmente façam um bom filme de aventuras baseado num jogo de vídeo.


PS - faltou uma cena com a Lara Croft no duche, e isso é imperdoável.
PS 2 - adorei aquele final-shot do filme com a Lara com duas pistolas e de sorriso na cara.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

TOP 3rd MOVIES IN A FRANCHISE

Franchises, existem às centenas... Franchises de qualidade são menos. É que hoje em dia são sequelas atrás de sequelas. Se um filme faz um pouco mais de dinheiro, produzem logo uma sequela/prequela. E todos conhecemos sequelas de qualidade, que muitas vezes ultrapassam o original. Muitos consideram The Godfather Part II superior ao seu original, ou Terminator 2, etc. 
E terceiros filmes de um franchise? Isso é mais complicado, mas ainda assim existem alguns bons. É o que trata a lista de hoje. Não importa se são melhores que o original (isso é raro), mas se têm qualidade atestada por este que vos escreve. 
Por isso cá vai, e seguindo uma ordem cronológica, estes são os meus preferidos.

- FRIDAY THE 13TH PART III (1982), Sexta-Feira 13 - Parte III, de Steve Miner


Porque gosto dos filmes do Jason Voorhees, este é o primeiro onde coloca a famosa máscara que o caracteriza ao longo de todos os filmes. 

- STAR WARS: EPISODE VI - THE RETURN OF THE JEDI (1983), de Richard Marquand


Estive indeciso se incluiria este ou o Episódio 3. Claro que tinha que ser este. E eu até curto os Ewoks. E o final, com o Imperador e o Darth Vader é lindo e emocionante.

- A NIGHTMARE ON ELM STREET 3: DREAM WARRIORS (1987), Pesadelo em Elm Street 3, de Chuck Russell


Um dos meus preferidos da saga, feito pelo mago por detrás do The Mask.

- INDIANA JONES AND THE LAST CRUSADE (1989), Indiana Jones e a Grande Cruzada, de Steven Spielberg


Porque este era obrigatório aqui. A química entre Ford e Connery é do melhor que se vê no cinema.

- NATIONAL LAMPOON'S CHRISTMAS VACATION (1989), Que Paródia de Natal, de Jeremiah S. Chechik


Um dos melhores e mais divertidos filmes de Natal. Randy Quaid está o máximo.

- BACK TO THE FUTURE PART III (1990), Regresso ao Futuro 3, de Robert Zemeckis


Talvez a minha trilogia preferida. A mais perfeita. 

- ALIEN 3 (1992), Alien 3 - A Desforra, de David Fincher


Poderão estar a pensar porque raio incluí este filme aqui. Pois, porque gosto. E não estou a falar da versão de cinema, mas daquela cortada que há em DVD e Bluray.

- ARMY OF DARKNESS (1992), O Exército das Trevas, de Sam Raimi


"Hail to the king baby"

- LETHAL WEAPON 3 (1992), Arma Mortífera 3, de Richard Donner


Porque são 4 filmes maravilhosos e este introduz uma René Russo, e continua a ter Joe Pesci.

- DIE HARD WITH A VENGEANCE (1995), Die Hard: A Vingança, de John McTiernan


Para mim os que vieram depois não existem. John McClane is the man.

- SCREAM 3 (2000), Gritos 3, de Wes Craven


O primeiro é uma obra-prima do terror. Os que se seguiram não são, mas são muito bons.

- HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AZKABAN (2004), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, de Alfonso Cuarón


A partir daqui, a saga tornou-se interessante. E é claramente o melhor. 

- MISSION: IMPOSSIBLE III (2006), Missão Impossível 3, de J.J. Abrams


O primeiro era óptimo. O segundo era uma bosta de todo o tamanho. Regressar aqui era arriscado, mas caramba, que vilão. O melhor filme da saga.

- TOY STORY 3 (2010), de Lee Unkrich


Mais uma trilogia perfeita, que foi capaz de pôr os mais durões a chorar baldes de lágrimas.

- SKYFALL (2012), 007: Skyfall, de Sam Mendes


Casino Royale é o melhor filme de Bond da era Craig e um dos melhores da saga. Este terceiro é visualmente um estrondo. Que fotografia.

- THOR: RAGNAROK (2017), de Taika Waititi


O mais recente desta lista faz parte do mundo da Marvel. Mas isto não é um filme de super-heróis. É antes uma comédia do caraças. Não dá descanso no riso. E Jeff Goldblum??? Maravilhoso... Mas tem muito mais.