terça-feira, 16 de abril de 2019

INVADERS FROM MARS (1953 vs1986)


Filmes de ficção-científica dos anos 50: curto bué. Se bem que só nasceria 3 décadas depois. Desta vez deu-me para ver um que nunca tinha visto, o Invaders From Mars, e logo de seguida o seu respectivo remake. Por isso, hoje algo um pouco diferente do que tenho feito aqui (que é nada, ultimamente), um pequeno confronto entre original e remake. Qual o melhor.

ELENCO SECUNDÁRIO

Aqui vou dar empate. Nenhum se destaca por ser muito bom ou muito mau.. 

ACTOR PRINCIPAL - O PUTO


No remake, o personagem de David (Hunter Carson) tem a capacidade de irritar uma pessoa cada vez que está no ecrã. Consegue estragar o filme. Já no original, esse dom da irritação não está tão presente. 
1 - 0 para o original.

VILÃO


No original o marciano é uma cabeça azul com uns tentáculos. No remake, parece uma cabeça agarrada a uma grande língua que sai do buraco do cú. Só por causa disso, vantagem para o remake.
1 - 1

EFEITOS ESPECIAIS


Em ambas as versões recorre-se aos efeitos práticos, no entanto, e à semelhança dos similares dos anos 50, os extra-terrestres mais não são que homens de pijama da Primark, daqueles que vestem o corpo todo. 

1 - 2, vantagem do remake.

BANDA SONORA

O remake não tem grande coisa que se destaque. O original faz uso de coros com efeito dissonante e isso é bem porreiro.

2 - 2

EXECUÇÃO

Ambos seguem mais ou menos a mesma linha. Começam como filmes mais locais para depois partirem para uma maior escala. Isso traduz-se no envolvimento das instituições governamentais como a NASA (remake), o Pentágono, etc. Muitas teorias da conspiração. 
O original, apesar de tudo, vai mais directo ao assunto. Um filme de 1h20 é curto, mas mesmo assim tem muitas cenas de exposição e explicação para as merdices científicas. E usam imagens de arquivo de guerra, creio que reais. Ainda assim consegue manter-se o interesse pela história.
No remake há uma questão que me incomodou. O personagem principal é um puto de cerca de 10/12 anos em que quase ninguém acredita. A única pessoa que acredita é a enfermeira da escola que o vai acompanhar na aventura. No entanto a relação entre os dois deixa uma pessoa bastante desconfortável. Só faltava começarem aos amassos e a dar grandes linguadões. Façam o exercício de colocar uma miúda no lugar do puto e um homem no lugar da enfermeira, e deixa logo de ser aceitável.

3 - 2 para o original.

FINAL DO FILME

Em ambos os filmes, optaram por deixar em aberto. Terá sido tudo um sonho premonitório do puto? Será que está numa situação de déjà vu, e vai viver como o Bill Murray no Groundhog Day?

Aqui dou o empate, se bem que o remake poderia ter arriscado em fazer algo diferente.

CONCLUSÃO

Aqui o caso clássico do original ser melhor que o remake. Apesar de ser um filme banal de ficção científica "à la anos 50", conseguiu ir mantendo-me interessado ao longo do filme. E não teve nada que me incomodasse.




terça-feira, 1 de janeiro de 2019

CREED 2 (2018)


«It's your time!»

Custou mas foi... Ao segundo filme, Creed tem um franchise só seu. Sim, este é o passar de testemunho definitivo entre Rocky e Adonis
Bem, se há filmes que amolecem os corações de homens de barba rija, esses são os filmes do Rocky.. O bom, velho Balboa ensinou-nos tudo o que precisamos de saber na vida. Não precisam de ir a psicólogos, life coach, ou comprar livros do Gustavo Santos. Se precisam de algo inspirador na vossa vida, que vos faça motivar a ultrapassar obstáculos da vida, essas lições estão todas nas palavras de Rocky Balboa ao longo de mais de 40 anos de vida. E se eu pareço uma Maria Madalena quando vi o primeiro Creed e agora neste novo, é porque tenho uma ligação emocional com o personagem, ou alter-ego, interpretado pelo tio Sly.
A história deste filme é deveras conhecida: o filho de Ivan Drago (ver Rocky IV) desafia Adonis para combater. O passado é conhecido, Drago pai tinha matado o Creed pai e depois lutado com Balboa
Bem, estes filmes seguem todos uma linha orientadora. E não há nenhum mal nisso, se as coisas forem bem feitas, o que é o caso. 



SPOILERS

Bem, e depois de todas as emoções, arrufos, brigas e pazes durante o filme chegamos ao combate final. E nada me preparava para o que vinha a partir do 10º assalto. O que vale é que tinha um stock de lenços de papel. Já andava a vibrar desde o início do combate, mas depois começa a música do Rocky e eu grito "YEAHHH", lágrima aqui e acolá... Creed deita abaixo o Drago. A mãe de Drago sai da plateia, como que desapontada com o filho no ringue. Creed aproveita para continuar a dar-lhe forte e feio. O que faz Ivan Drago? Atira a toalha ao chão, preocupado com o filho. E pronto, aqui descambo e não contenho as lágrimas. Rocky diz para Adonis: "It's your time", como a passar o testemunho. 

A sério, eu percebo que não vos emocione da mesma maneira que a mim... É normal, se tiverem um calhau no ligar do coração.
Uma despedida perfeita para Rocky e Creed está para ficar.

domingo, 23 de dezembro de 2018

TOP WORST MOVIES 2018

Chega aquela altura do ano em que se fazem balanços por tudo e por nada. E eu nem queria seguir essas modas, mas vamos lá. Em vez dos melhores, faço um top dos piores filmes que vi neste ano. Já o tinha feito no ano passado. E achei mais difícil fazer um top com os piores do que com os melhores. Não vi assim tantos filmes saídos este ano, e os que vi, muitos daqueles que acho melhores não são dignos de figurarem num top que se apelida de "Melhores". Com os maus é mais divertido.
Por isso, e sem nenhuma ordem específica, aqui vão os 10 piores filmes que vi. Deve haver piores, mas só sou masoquista até certo ponto.

- FIFTY SHADES FREED - As Cinquenta Sombras de Merda


Finalmente acabaram os filmes. Meninas, o sexo não é aquilo.

- THE OPEN HOUSE - Vende-se Casa


Um filme de suspense que falha no suspense e onde não se passa nada de nada.

- THE CLOVERFIELD PARADOX - O Paradoxo Cloverfield


Depois de dois óptimos filmes no universo Cloverfield, tinham que falhar à terceira.

- THE HURRICANE HEIST - Categoria Cinco


Ninguém esperava uma obra-prima, mas queria um filme pipoca. Espalhou-se ao comprido.

- TRUTH OR DARE - Verdade ou Consequência


Se existiram bons filmes de terror em 2018, também existiu muita merda. Este chegou à categoria de "hilariante", e isso num filme de terror é mau.

- DEEP BLUE SEA 2


Sequela directa do genial Perigo no Oceano. Este tentou ser uma cópia, mas em mau.

- TREMORS: A COLD DAY IN HELL


Já perdi a conta aos filmes desta saga. Ou fazem um reboot à séria, ou deixam-nos com o original.

- FUTURE WORLD


Deve mesmo levar a taça de pior do ano. 

- SKYSCRAPER - Arranha-Céus


Nem o carisma do The Rock consegue salvar este filme de Die Hard wannabe.

- THE NUN - A Freira Maldita


Os sustos eram tão previsíveis e a história tão merdosa, que este talvez seja mesmo o pior filme de terror do ano.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

THE EXORCIST (1973)


Lembram-se da primeira vez que puseram a vista em cima de O Exorcista? Eu acho que deve ser daqueles que conseguimos identificar onde e quando o vimos pela primeira vez. Desde que existe cinema de terror, que os gajos do marketing das produtoras são sempre originais na forma como o vendem, ou seja, basta dizer uma de duas coisas (ou as duas em simultâneo): ou são baseados em eventos reais ou são sempre the scariest movie ever made. Hoje em dia, todos os filmes de terror são sempre os mais aterradores de sempre. Spoiler alert: não são. Engraçado que ainda há quem vá na cantiga. Há uns tempos, numa ida ao cinema, ouvi a frase dita por uma pita com os seus 15 anos: o The Nun é o filme mais aterrador. Claro que tive vontade de lhe dar umas lambadas nas trombas. Contive-me e engoli o vómito que me ia saindo pela boca.
Acontece que o slogan the scariest movie ever made tem servido de promoção nestas últimas décadas ao filme de que vos falo hoje: The Exorcist. E não é que por uma vez o slogan foi bem aplicado!

Voltando à primeira vez: nesse dia, apenas vi o filme por metade. Não o aluguei, não o comprei. Por anos de 1995/1996, numa madrugada em que acordei do nada, ligo a televisão e apanho filme numa sessão tardia. Lembro-me perfeitamente da cena onde estava: a empregada/ama vai chamar o padre porque lhe quer mostrar uma coisa, e não é o seu pipi. Mostra-lhe a miúda com as marcas na pele que dizem help me. Bastou esta cena para ficar agarrado ao filme até ao fim, agarradinho à almofada. Isto para um puto de 13 anos era demasiado pesado. E eu já tinha visto os Rambos todos, Halloweens, Elm Streets e afins. Mas aquilo perturbou-me como nunca tinha sido perturbado com um filme.


O filme começa com uma cena no Iraque onde conhecemos o padre velho (Max Von Sydow). Anda armado em arqueólogo, e encontra um artefacto que simboliza uma espécie de demónio. De realçar as expressões do padre que espelha um medo constante. Para que serviu toda esta cena? Não sei bem, mas aquele ambiente envolto do Mal estabelece logo o tom do filme.
Passamos então para a a cidade de Washington para conhecermos mãe (Ellen Burstyn), filha (Linda Blair) e a casa que vai apoquentar a família. A mãe é uma actriz famosa e na cena em que ela está a filmar conhecemos o Padre Karras (Jason Miller). Hoje, com olhos de adulto, vejo que este é um filme mais sobre o seu personagem e o seu caminho/crescimento.

«You're gonna die up there!»

Entretanto, a miúda começa a ter comportamentos estranhos. A cena em que a Reagan se mija em frente à mãe e convidados durante uma festa lá em casa ainda me atormenta. E aqui começa o descer aos infernos: testes médicos atrás de testes médicos. Até a solução passar por um exorcismo e pronto... a partir daqui é aquilo que se sabe. Cenas que chocam: masturbação com a cruz deve ter chocados todas as mentes dos anos 70. Ainda hoje deve chocar...
Depois o filme está todo muito bem filmado e construído. Se o filme fosse feito hoje era quase todo ele só com a possessão e exorcismo. Basicamente como são as toneladas de filmes que se fizeram depois deste. E onde 99% são merda. Aqui tudo é construído com um propósito e de forma extremamente realista. Está de tal forma feito, que acabamos o filme a pensar que a história se poderia passar na casa ao lado da nossa. Esse build-up torna tudo muito mais intenso, provocador, e outra vez, realista.


Em última análise acaba por ser um filme sobre a culpa e absolvição, daí achar que o Padre Karras acaba por ser o personagem principal. E a cena depois do seu sacrifício (onde se atira da janela já possuído pelo demónio Pazuzu), onde o seu amigo e padre o absolve de todos os pecados (a história toda com a mãe dele) é um fechar perfeito para o filme.

Para concluir, sim, é o meu filme de terror favorito. Talvez não tenha sido o que vi mais vezes, pela simples razão que é o que mais deixa perturbado. E não tem nada a ver com religião. Deve ser visto como o único filme sério sobre possessões. Estes novos, são só wannabes... que não aprenderam nada de como fazer um filme deste género.
O trabalho de casa de quem ler este comentário é dar-me exemplos que me contrariem. Dêem-me filmes bons e sérios sobre esta temática. E escusam de pegar no universo Conjuring e afins.


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

POLTERGEIST (1982)


«They're here!»

1982 foi talvez o melhor ano de sempre.... Sim, foi nesse ano que nasceu a figura que aqui vos escreve. E se isso não fosse razão suficiente, eis que no cinema também surgiram clássicos da nossa vida, senão vejamos: 1982 foi o ano que nos deu o primeiro Rambo (nasceram muitos pêlos aos miúdos ao ver este filme), ET fez chorar toda a gente, Blade Runner fracassou nas bilheteiras mas é hoje um dos maiores clássicos da ficção-científica, John Carpenter aterrorizava com The Thing, Rocky andava à chapada com Hulk Hogan e Mr. T, Dustin Hoffman andava a disfarçar-se de mulher em Tootsie, Jason Voorhees arranjava a máscara que hoje conhecemos em Friday the 13th Part 3, viajamos quase até ao sol em Aeroplano 2, etc etc... Ah, e trouxe o filme que nos traz hoje. Poltergeist era "realizado" por Spielberg. O mestre não podia assinar contratualmente nenhum filme à custa de ET, por isso meteu lá o Tobe Hooper... Mas o filme respira Spielberg por todos os poros.

E será que o filme merece o estatuto de clássico?

Confesso que já vi este filme tarde na minha vida. Deveria ter uns 12/13 anos. Mas vi-o nas melhores condições possíveis: sozinho, de madrugada, e com mau tempo lá fora. E devo dizer que não cheguei a borrar as cuecas, mas andei lá perto. Principalmente com uma cena que me marcou: a filha da puta da árvore que ataca o miúdo enquanto há ali trovoada. É que o build-up dessa cena é do caraças. Começa com o puto com medo da trovoada, e onde o pai lhe ensina como ver se a tempestade se aproxima ou afasta. Depois a presença da árvore ao lado da casa que mete medo ao puto. Não gosta das formas que ela tem. A acrescentar a isto tudo, o puto tem medo de um palhaço que é dele. (Bem, o puto também é um medricas do caralho que tem medo de tudo).


O filme em si, segue a linha dos filmes de casas assombradas. Fenómenos estranhos começam a acontecer numa casa. Depois as coisas agravam-se. Normalmente existem crianças que são mais afectadas: aqui é uma miúda loira que é raptada para dentro da televisão. Entretanto aparecem uns caça-fantasmas/espíritos/exorcistas. Resolvem a situação, ninguém morre e fim da história. Sim, a receita é sempre a mesma, mas aqui é diferente. Nem que seja porque foi feito com o bom gosto e savoir faire de Spielberg. E mais, este é o paizinho de todos os Conjurings, Insidious ou Actividades Paranormais que existem hoje em dia.

De realçar ainda a banda-sonora do filme do Jerry Goldsmith. O tema principal é tão melódico e parece que estamos num filme familiar mas com um tom que apoquenta, pelo menos a mim. (Também acontece porque devo associar esta música ao filme, pelo que sei o que se passa).
E engraçado pensar que isto se passava num tempo em que a televisão encerrava a emissão ao som do hino americano. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

HALLOWEEN (franchise)

Slasher Movie: "a film in which people, especially young women, are killed very violently with knives." (in Cambridge Dictionary)

À data que escrevo é dia 31 de Outubro, dia das Bruxas, ou como nós, tugas, gostamos de chamar: Halloween. Porque gostamos de ir buscar as tradições todas aos Estados Unidos. E eu, como sou um vendido, gosto de ver cinema de terror. E como andei em maratona para ver o novo filme da saga de Halloween (aparentemente, e apesar de constarem 11 filmes no franchise, apenas 2 fazem parte do canon - reconhecidos oficialmente), vamos lá a mais um top aqui do revoltado. Há muito que não fazia nenhum. Do melhor ao pior (e sem incluir o filme deste ano):

HALLOWEEN (1978), O Regresso do Mal, de John Carpenter


O original... Dificilmente sairá algum melhor que este. Aquele que tem menos mortes, mas de longe o mais assustador. Porquê? Porque Michael Myers passa 80% do tempo do filme como um mirone. Mas aquele ambiente criado (ajudado pela música e realização) é de constante sufoco.

HALLOWEEN H20: 20 YEARS LATER (1998), Hallowen H20: O Regresso, de Steve Miner


Regressa Jamie Lee Curtis ao sétimo filme, e com óptimas cenas de puro suspense.

HALLOWEEN (2007), de Rob Zombie


Odiado por muitos, amado por muito poucos. Eu curti à brava. Se era para fazer um remake, pois que seja com algo completamente diferente, com um tom diferente. Foi-se a subtileza do original, veio a violência extrema, mais gore. Ao elenco, regressa a actriz principal do 4 e 5, agora mais crescida e numa personagem diferente.

HALLOWEEN II (1981), Halloween II, O Grande Massacre, de Rick Rosenthal


Continuação directa do primeiro, pois passa-se basicamente na mesma noite. Segue o mesmo modelo e volta a assustar bastante.

HALLOWEEN 5 (1989), Halloween 5 - A Vingança de Michael Myers, de Dominique Othenin-Girard


A história no geral é má: em vez de tornar a pequena Jamie numa vilã, como fazia sugerir o final do filme anterior, fazem-na ter problemas de sono. Nhec... Mas os últimos 20 minutos são muito bons: estou a falar do confronto final na casa entre a Jamie e o Michael Myers, tia e sobrinha.

HALLOWEEN 4: THE RETURN OF MICHAEL MYERS (1988), Halloween 4 - O Regresso do Assassino, de Dwight H. Little


Uma história banal, uma máscara péssima, mas um twist final bestial: faziam crer que a pequena Jamie seria uma sucessora do Michael Myers.

HALLOWEEN II (2009), de Rob Zombie


Uma trapalhada, mas ainda mais violento que o primeiro do Zombie. E que cena é essa de pôr o Michael a grunhir ou rosnar cada vez que dá uma pancada.

HALLOWEEN: RESURRECTION (2002), Halloween - A Ressurreição, de Rick Rosenthal


What the fuck?? Até podia ser bom, ou pelo menos diferente. O que saiu? Busta Rhymes em modo kung-fu... Sim, isso aconteceu.

HALLOWEEN: THE CURSE OF MICHAEL MYERS (1995), A Maldição de Michael Myers, de Joe Chappelle


Só não é o pior, porque o último não me entrou no goto. Nem sei bem o que se passa neste. Só sei que tem lá pelo meio o Paul Rudd.

10º HALLOWEEN III: SEASON OF THE WITCH (1982), Regresso Alucinante, de Tommy Lee Wallace


Não tem Michael Myers, por isso nem conta. Eu sei que é adorado por muitos, mas a mim não encaixou.

Em que lugar se encaixará o novo filme?

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

HALLOWEEN: RESURRECTION (2002)


Breves considerações acerca da última sequela, antes dos remakes do Zombie.

Passei aqui para dizer pouca coisa. Mas tenho para mim que esta foi uma oportunidade perdida de fazer uma sequela em condições. Sim, porque confesso que acho que a ideia principal do filme até é boa: juntar um grupo de pessoas, numa espécie de reality tv, para passar a noite na casa de infância de Michael Myers. Isto poderia ter sido porreiro, divertido. O que falhou?? A execução. Porque por alguma razão não houve um único susto, um jump-scare, medo puro. Nada. Aquela introdução com a Laurie Strode era desnecessária. Serviu apenas para matar a personagem da Jamie Lee Curtis. A música no filme não ajudou. Não era nada subtil. Por mim, ou optavam pelo silêncio, ou então por algo do género do original. 
Epa, o filme anterior (o Halloween H20) era, para mim, a melhor sequela, e depois vem isto. O Myers não merecia. 
Mas não poderia acabar este mini-comentário sem referir o Busta Rhymes. WTF! Que golpes são aqueles à la Bruce Lee? E o personagem em si ainda ajuda a quebrar o medo que poderia aparecer em qualquer altura.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

ALIENS VS. PREDATOR: REQUIEM (2007)


Quase a terminar a maratona Predador, este quase apetece passar à frente... Mas eu tenho coragem, e revi o filme para poder falar mal desta bosta. Não vou é perder muito tempo nisto.
Ora, o filme começa onde o primeiro (AvP) acaba: dentro de uma nave dos Predadores, com um bicho dos Aliens a sair de dentro de um deles. Depois, e como o espaço é coisa para ser pequena, onde se despenha a nave???? Pois é... em pleno planeta Terra, nos Estados Unidos. Existem lá uns personagens: cada um mais oco que o outro. Neste nem dá para perceber quem é o protagonista. Aliás, são tão fracos, que só temos vontade de torcer pelo Alien ou pelo Predador
No geral, o filme tem uma coisa positiva: é tão escuro, mas mesmo escuro, que nem nos apercebemos bem do que se está a passar. E convenhamos, isso não é propriamente mau.
Tenho de confessar que a dada altura, e quando pensava que o filme estava mesmo a acabar, olhos para o relógio e vejo que apenas se passaram 58 minutos. Ainda tinha de gramar mais meia hora. 

Bem, é mau? Claro que sim. Diverte? NÃO. É só uma valente bosta. Faz parecer o primeiro AvP digno de todos os Óscares.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ALIEN VS. PREDATOR (2004)


Em Predador 2, o herói, Danny Glover, acabava o filme numa nave espacial dos Predadores. Numa das salas da nave, estavam expostos troféus de caça, que se bem se recordam, tratam-se de caveiras. Os nerds, na altura, foram à loucura, tiveram orgasmos como se tivessem passado a noite com a Sara Sampaio, por uma razão muito simples. Um desses troféus era "apenas" uma caveira de um Alien (da saga Alien), como se ambos os personagens fizessem parte do mesmo universo. Foi preciso esperar década e meia para que magia acontecesse: juntar os dois no mesmo filme. Melhor, fazer com que eles se enfrentassem. Isso aconteceu, logo pela mão de do mago do cinema Paul WS Anderson (não confundir com o também realizador Paul Thomas Anderson), responsável pelos clássicos Event Horizon ou Mortal Kombat.

Mas será que valeu a pena esperar? Confesso que não tenho uma resposta para isso... 

O filme começa com uma breve introdução dos personagens, ou seja, um catálogo de carne para canhão. E aqui percebemos quem vai ser a espécie de herói (neste caso, heroína). A premissa assemelha-se um pouco a Jurassic Park: um ricalhaço convence uma série de pessoas, cada uma com uma especialidade diferente, a partir numa expedição. Vão parar a uma pirâmide debaixo do gelo, creio que na Antártica. Entretanto, uma rainha (do team-Alien) mete uns ovos, os predadores (team-Predator) chegam, e começa a matança, ou caça. Aquilo que deveria ser um "jogo" entre aliens e predadores, calhou ter uns humanos lá no meio. Mas não são uns humanos quaisquer. Há lá um italiano que é perito em linguagem criptográfica. E traduz aquilo tudo em minutos. Fica logo a saber a história toda dos aliens e predadores. Coisa que um estudioso normal demoraria meses ou anos a decifrar/ traduzir.
Bem, depois de os humanos terem sido todos chacinados, ou pelos aliens ou pelos predadores, a gaja final (a heroína) alia-se a um Predador contra os Aliens. Afinal, parece que o Predador faz parte dos bons da fita. Confesso que até curti essa parte. 


Mas o que acho do filme? Apesar de não ser propriamente assustador, eu admito que me divirto cada vez que vejo o filme. Não é propriamente a maior vergonha para cada um dos franchise incluídos neste filme. Prometeram-nos um confronto entre Alien e Predator, e é isso que temos. Os "bonecos" estão bestiais. Claro que nos estamos a cagar para os personagens humanos. Aliás, se ficamos chateados com alguma morte, isso acontece apenas com a morte do Predador no final. Os humanos só lá estão para ir à vida (ou morte, neste caso). É pena... No primeiro Predador, nós gostávamos de todos os personagens. Eram todos carismáticos. Aqui isso não acontece. Mas sejamos sinceros: nós só vimos este filme para ver uma luta entre Predador e Alien... E deram-nos isso, e até foi porreiro. Tudo o resto é descartável. Vá lá... Não sejam preconceituosos. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

PREDATOR 2 (1990)


Depois de um filme praticamente perfeito, seria missão quase impossível manter a qualidade. E o certo é que ninguém o esperava. Mesmo quem estava a fazer o filme achava que isso era possível. John McTiernan, o realizador, foi à vida. O mesmo se passou com Schwarzenegger. Ora, não estando as duas figuras ligadas à sequela, a realidade é que a opção vai noutro sentido. Decidiram mudar completamente e fazer algo diferente. Não há mercenários no meio da selva e passou a ser uma espécie de filme policial no meio de Los Angeles

Bem, começo já por dizer que a qualidade está longe de se aproximar do primeiro. 
O filme começa com a música (sons) da selva que pairava no anterior. Mas quando parece que estamos no mesmo meio, eis que chegamos a outro tipo de selva, a cidade de Los Angeles. E damos por nós no meio de uma luta de gangues com polícia à mistura. E entramos logo no tom/género. E eis que nos aparece o herói do filme, o nosso amigo Murtaugh, ou melhor, o Danny Glover. (Pode vir a fazer 1500 papeis de sonho, ganhar 30 Oscares, que para mim será sempre o Murtaugh de Lethal Weapon.) E o que faz ele aqui? Outra vez polícia, mas aqui é o oposto do outro: é um bad-ass que age segundo as suas próprias regras. Ou seja, aquele cliché dos filmes policiais dos anos 90. 

Entretanto há ali o Predador que vai dizimando os gangues e é isso o filme. O que joga pela positiva para o filme: assumir a diferença para o 1º, e incluir no elenco, em papéis secundários, os actores Gary Busey e Bill Paxton. Sabe-se que incluir um deles é sempre positivo, quanto mais os dois. 

Seria um filme banal dos anos 90, não fosse o Predador andar ali metido ao barulho.