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quinta-feira, 28 de maio de 2015

THE LOST WORLD: JURASSIC PARK (1997)


Quem me conhece sabe que Jurassic Park é um dos filmes da minha vida. É o filme que me fez apaixonar por cinema. Por isso, tudo o que venha desse universo, para mim será especial. 
Quatro anos depois do clássico, o tio Spielberg decidiu voltar à carga com os dinossauros. Claro que desta vez em larga escala. Mais dinossauros, mais personagens, mais tudo. Só não veio mais qualidade, mas isso também era complicado e injusto para com a sequela. 
Não sei porquê mas o filme tem sido ao longo dos anos muito criticado. Para mim injustamente. 
Como vi um crítico dizer esta semana, e eu concordo a 100%, o filme envelheceu muito bem. Normalmente, este tipo de filmes fica logo datado pouco depois de sair. Aqui não foi o caso. 
Senão vejamos: de todos os personagens do primeiro filme, quem é que se foi buscar para repetir o papel? O mais cool de todos, Ian Malcolm (Jeff Goldblum). Só que desta vez como personagem principal. Aqui o personagem ganha em profundidade mas perde em "collness".


Depois temos o principal obreiro no filme que é o próprio Spielberg. Revi o filme agora, e agora, mais adulto, consigo ver coisas que antes não conseguia, e estão relacionadas com a própria realização. Há ali cenas que poderiam servir perfeitamente para dar umas aulas de "film-making".
Seja no trabalho de câmara: experimentem lá ver como foi filmada toda a cena na roulotte à beira do precipício, enquanto os T-Rex atacavam. Desculpem lá, mas não conheço muitos realizadores que conseguissem aquele nível de qualidade.


A conjugação do CGI com a animatrónica está tão boa, que 20 anos depois ainda é melhor e mais realista que a maior parte dos blockbusters actuais. Porquê?? Efeitos práticos! Há ali muitos robots que parecem animais reais.
Alguém me lembrou de uma pequena cena em particular: no início, quando a miúda é atacada por uns dinossauros pequeninos e a mãe dela grita. A passagem desse momento para o Malcolm no metro é excelente. 
A própria cena em San Diego está ótima. Uma espécie de King Kong à solta. E depois aquela cena em que um puto acorda e vê o T-Rex no jardim da casa está qualquer coisa.


Depois o suspense. Se a cena da roulotte está excelente, o que dizer da parte dos Velociraptors quando atacam nos campos de ervas altas. Ou mesmo no centro de informação abandonado.

De resto, são alguns buracos, mas nada de grave!
Agora venha o Jurassic World!



sexta-feira, 15 de junho de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - War Horse (2011)


Resumo

«Cavalo de Guerra começa com uma comovente amizade entre um cavalo de nome Joey e um rapaz de nome Albert, que o doma e treina. Quando são forçados a separar-se, o filme segue a extraordinária viagem do cavalo e o seu percurso na guerra, mudando e inspirando as vidas daqueles que com ele se cruza - a Cavalaria Britânica, soldados alemães e um agricultor francês e a sua neta - antes de a história atingir o seu clímax em pleno campo de batalha em Terra de Ninguém. A Primeira Guerra Mundial é vivida pelos olhos deste cavalo - uma viagem de alegrias e tristezas, amizade verdadeira e aventura. Cavalo de Guerra é uma das grandes histórias de amizade em tempos de guerra - um bem sucedido romance transformado num espectáculo que invadiu as salas de teatro internacionais com grande sucesso e que já está na Broadway. Uma adaptação épica de um dos melhores realizadores da história do cinema.» in cinema.sapo.pt

E que brilhante forma de terminar este ciclo dedicado a um mago do cinema moderno. Confesso que estava reticente em relação a este filme. Histórias de animais não me cativam, por isso fui de pé atrás ver este filme. E não poderia estar mais enganado. Pegando (mais uma vez) na guerra como pano de fundo, Spielberg filme de forma brilhante uma história tão simples quanto comovente. A história de um cavalo, que cavalgou nos dois lados da guerra, e o seu dono, incansável na sua procura. Cenas que saltam para o lote de cenas marcantes do cinema (o cavalgar nas trincheiras, a cena na Terra de Ninguém). 
Um épico (na verdadeira acepção da palavra) à moda antiga. Não o achei assim tão lamechas como muitos o pintam. Destaque óbvio para a fotografia, que é genial.
O maior ponto negativo é mesmo a língua. Para quê falar sempre em inglês?? Se são alemães, falem alemão. Se são franceses, falem francês. Pelo menos não teríamos sotaques esquisitos durante o filme.
Resumidamente, para mim, um clássico instantâneo.

Nota: 4,5/5 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn (2011)


Resumo:

«O mundialmente amado jovem repórter Tintin e o seu impetuoso e fiel cão Milou - personagens icónicos criados por Hergé - ganham vida neste sucesso internacional, As Aventuras de Tintin. Depois de descobrir o modelo de um barco que tem dentro de si um segredo explosivo, Tintin e os seus amigos descobrem-se nas malhas de um diabólico vilão. Do alto mar às areias dos desertos do Norte de África, cada volta e reviravolta da história envolvem o espectador num nível cada vez maior de excitação, perigo e aventura para toda a família.» in dvdpt.com

Antes de mais devo dizer que sou um seguidor acérrimo do universo criado por Hergé. E como fã da BD, estava em pulgas para saber o que seria desta adaptação. Sabia que estava em boas mãos, aliás, quando se tem Spielberg e Jackson à cabeça, sabemos que não podemos ficar indiferentes, eles que são dos realizadores mais minuciosos e perfecionistas no detalhe que conheço. E o que me apraz dizer depois de ter visto, primeiro no cinema e agora em DVD, sobre o filme. Ficou muito perto da perfeição.
Quando comparam Tintin a Indiana Jones não é à toa. Isto é aventura pura do melhor que se fez este século. Só faltou, em certas cenas, ouvir a música icónica do Indiana
Depois, tecnicamente o filme está um must. O detalhe da animação (nem sei se poderemos dizer que é animação) é assombroso, tal a perfeição. 
É uma adaptação muitíssimo fiel às obras e ao espírito de Tintin.
O maior ponto negativo (se é que posso apontar algum) é mesmo a língua. Mas isso é para mim. Eu cresci a ler os livros em francês, a ver a série animada em francês, a reconhecer os nomes dos personagens em francês. Por isso, ouvir chamar o Milou de Snowy, os Dupond e Dupont de Thomson e Thompson é estranho. Mas é um ponto negativo que se perdoa, pois da mesma forma que eu cresci a ler em francês, quem fez o filme cresceu a lê-los em inglês.
(Já não perdoo é na edição em dvd não ter a opção de o audio ser em francês (até porque tem numa série de línguas).

Nota: 4,5/5 (mas chega facilmente ao 5/5)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - The Kingdom of the Crystal Skull (2008)


Resumo:

«Steven Spielberg e George Lucas trazem-lhe o maior aventureiro de todos os tempos numa "montanha russa de entretenimento" (Jorge Pinto) recheada de "cenários sensacionais e impressionantes" (Roger Erbert). Em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Indy (Harrison Ford) procura superar uma bela e brilhante agente (Cate Blanchett) numa demanda pela mística, todo-poderosa, caveira de cristal de Akator. Juntamente com um rebelde jovem motoqueiro (Shia Laboeuf) e o incontornável grande amor da sua vida, Marion (Karen Allen), Indy leva-o numa aventura repleta de acção ao estilo sempre entusiasmante  dos clássicos filmes de Indiana Jones in dvdpt.com


Poderá não ser melhor que qualquer um dos três filmes anteriores, mas é melhor que qualquer filme de aventuras actual. Venham lá Tesouros com Nicolas Cage ou Tomb Raiders, etc e tal, que Indy ainda dá lições, mesmo que a idade não lhe perdoe. Este Indiana tem tudo o que os outros tinham: muita aventura acção, enigmas, fantasia, comédia...  Enfim, tudo aquilo que se espera de um filme do personagem. Ouvi e li comentários de pessoas bastante desiludidas com o filme, porque este tinha muitas cenas impossíveis, além de que os extra-terrestres não caíram no goto de muita gente. Para esses, eu lembro que o que não faltou nos filmes anteriores foram cenas assim: era um insuflável a cair de um avião, um vilão que arrancava corações, fonte da eternidade guardada por um cruzado com centenas de anos, combates em linhas férreas, etc. Em relação aos extra-terrestres, convém lembrar que o filme se passa na década de 50 e os vilões já não poderiam ser os Nazis ou assim. O que estava na moda era os aliens, ou esquecem-se da polémica de Roswell e da Área 51? (além de que neste filme não serão propriamente extraterrestres propriamente dito).

E depois há umas piscadelas aos filmes anteriores: a Arca Perdida lá tem o seu cameo, a cobra do costume, a Marion está de volta. 
O Shia Laboeuf parecia um T-Bird (aqueles do Grease) sempre com o seu pente e cabelo cheio de brilhantina. 

É assim, eu nunca tinha visto um filme na saga no cinema, mas só o facto de poder ouvir o tema criado pelo John Williams numa sala vale bem o bilhete. 
No final é que Spielberg (ou terá sido mão do Lucas) se entusiasmou e ia descarrilando, mas com tudo o que se tinha passado anteriormente, está perdoado. 
Em suma, é Spielberg old-school, para ensinar a esses realizadores da nova geração como se faz um filme que é pura aventura e entretenimento.

Nota: 4/5

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - Munich (2005)


Resumo:

«Inspirado em factos reais, Munique revela-nos a intensa história da equipa dos serviços secretos israelitas encarregue de localizar e assassinar os 11 Palestinianos presumivelmente responsáveis pelo massacre de 11 atletas israelitas dos Jogos Olímpicos de 1972 - além das implicações pessoais que esta missão de vingança acarreta para a equipa e aqueles que a lideraram. Aclamado como "tremendamente empolgante" (Peter Travers - Rolling Stone), o explosivo thriller de suspense de Steven Spielberg granjeou cinco nomeações aos Academy Awards, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador.» in dvdpt.com

Antes de mais, convém dizer que o filme é uma obra de ficção. Sim, é inspirada em eventos reais, grande parte dos personagens é inspirada em personalidades da altura, seja o caso da Primeira Ministra Golda Meir, militares e outros líderes políticos. Spielberg teve depois o engenho de utilizar clips de noticiários da altura.
Apesar de ser visto como um thriller, outro ponto importante é o drama por que passa Avner (Eric Bana), e percebemos as suas alterações psicológicas ao longo do filme.
O que Spielberg faz recorrentemente nos seus filmes (e bem) é lançar questões de ordem ética. Aqui questionamo-nos sobre o tipo de resposta dada por líderes de países a este tipo de massacre/terrorismo (um pouco à la Jack Bauer). E poderemos perguntar: será que actualmente o tipo de resposta ao terrorismo é o mais adequado? 
Neste filme continuamos a ter os bons e os maus. Mas os bons também têm o seu "lado negro", assim como o oposto, o que só torna a fita ainda mais "humana". 
Trata-se acima de tudo de um filme que pode gerar polémica, porque se formos a ver bem no conflito israelo-palestiniano, nenhum dos lados é defendido. 
Finalmente ajuda-nos a perceber como o mundo funciona, porque existe a violência (no sentido mais lato do termo).
Tecnicamente o filme é irrepreensível, o que já é normal no realizador. 

Nota: 4,5/5


sábado, 2 de junho de 2012

Ciclo Spielberg - War of the Worlds (2005)


Resumo:

«Uma esmagadora aventura, que ao mesmo tempo "prende e impressiona" (Michael Wilmington - Chicago Tribune), Guerra dos Mundos reúne de novo a super-estrela Tom Cruise e o vencedor dos Óscares da Academia, o realizador Steven Spielberg, numa das experiências cinematográficas mais impressionantes de todos os tempos. A versão contemporânea do clássico de H.G. Wells, é um thriller de ficção-científica que revela a extraordinária batalha pelo futuro da Humanidade, através dos olhos de uma família americana. Fugindo de um exército extra-terrestre de Tripods assassinos que destroem tudo à sua passagem. Ray Ferrier (Tom Cruise) luta para manter a sua família sã e salva. Guerra dos Mundos é uma aventura recheada de acção que explode com espectaculares efeitos especiais.» in dvdpt.com

Ao contrário do que se tem dito (eu incluído) este filme não é um remake do clássico dos anos 50 (que não é tão bom como muitos pintam), mas uma nova adaptação de uma história do escritor consagrado H.G. Wells. Confesso que não sei se será uma boa ou má adaptação, simplesmente porque nunca li o livro. Enquanto filme é daqueles que gera controvérsia. Tanto existem aqueles que odeiam o filme como existem os defensores acérrimos. Eu estou ali no meio, mais inclinado para os defensores. Já gostei mais do filme. A primeira vez que o vi, no cinema, foram duas horas das boas. Tom Cruise a correr, Tripods a desfazer em cinzas quem lhe aparecia pela frente, suspense numa cena numa cave com Tim Robbins, Dakotta Fanning a chorar que nem uma desalmada (o início da carreira da miúda era feito muitas vezes às custas das suas lágrimas). Longe de ser dos melhores filmes do realizador (temos sempre a mania de comparar filmes), é ficção-científica pura com o lado familiar (quase) sempre presente em Steven Spielberg

Nota: 3,5/5

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - The Terminal (2004)


Resumo: 

«Steven Spielberg reúne dois galardoados actores, Tom Hanks e Catherine Zeta-Jones, para levarem a cabo esta comédia aplaudida pela crítica. Chegado ao aeroporto JFK de Nova Iorque, Viktor Navorski (Hanks) é inadvertidamente apanhado numa intrincada malha burocrática que impossibilita quer o seu regresso ao país de origem quer a permanência nos Estados Unidos. Confinado agora ao extraordinário e complexo mundo no interior do aeroporto, Viktor faz amigos, arranja um emprego, encontra o amor e, finalmente, descobre a própria América.» in dvdpt.com

Desta vez o realizador aventura-se por algo completamente diferente. Uma comédia romântica, mas sempre com algo diferente do "habitual". Aliás, aqui o romance é quase secundário. Neste filme vêmo-nos a viver também no aeroporto, a odiar o responsável pela segurança do terminal, enfim.... 
De qualquer forma também Spielberg merece fazer algo mais "ligeirinho" de vez em quando!

NOTA: 3/5 (ou mesmo 3,5)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Catch Me If You Can (2002)



Resumo: 

«Inspirado na extraordinária vida real de um brilhante mestre de vigarice e do agente do FBI encarregue de seguir no seu encalço, Apanha-me Se Puderes é um dos mais aclamados filmes do ano contando com dois protagonistas de luxo - Leonardo DiCaprio e Tom Hanks. Realizado por Steven Spielberg, Apanha-me Se Puderes acompanha a vida de Frank Abagnale Jr., o homem que à beira dos 21 anos se faz passar por piloto, advogado e médico... sem qualquer habilitação para tal ("...uma obra-prima absoluta"... João Miguel Tavares - Diário de Notícias).» in dvdpt.com

Os biopics não são estranhos a Spielberg (já o havia feito em por exemplo na Lista de Schindler). Neste tomou um tom mais ligeiro (o tema também não é tão pesado como no de Schindler), mas mesmo assim realizou aqui um filme repleto de sentimento. Além da relação do Frank (DiCaprio) com o agente do FBI (Hanks), existe a relação entre pai e filho, e em meia dúzia de cenas Christopher Walken é mestre! Que desempenho! 
Depois temos humor, romance, drama, tudo em doses equilibradíssimas, que fazem deste filme mais uma grande obra deste século. A ver e rever!

NOTA: 4/5 (ou mesmo 4,5)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Minority Report (2002)


Resumo: 

«A super-estrela Tom Cruise desempenha o seu mais potente papel de acção no espectáculo do realizador Steven Spielberg "mais pujante desde e inventivo desde Os Salteadores da Arca Perdida (Richard Corliss, Time).
Durante seis anos, Washington D.C. tem estado isenta de homicídios graças à notável tecnologia que identifica os assassinos antes de cometerem os crimes. Mas quando o chefe da Unidade Pré-Crime (Tom Cruise) também é acusado de um futuro homicídio, ele tem apenas 36 horas para descobrir quem o denunciou, ou será também "vítima" do sistema "perfeito" que ajudou a criar. É um thriller de acção e estímulo mental de uma proeza tal, que nos faz lembrar a razão pela qual vamos ao cinema.» in dvdpt.com

Depois de um filme futurista (A.I.) mais emocional, Spielberg oferece outra vez um filme futurista, mas desta vez mais intenso, no que a acção diz respeito. É realmente um filme de acção de ficção científica, mas ao contrário da grande maioria dos filmes do género, neste o espectador tem de ter dois dedos de testa. Há tanta inteligência na criação da história e no passar para a tela, que em momento algum somos tomados por burros. O espectador é obrigado a pensar, e sai do filme a reflectir em tudo o que viu. Depois temos um Tom Cruise que faz estes papéis com uma perna às costas (mais um que tem de correr e bem).

NOTA: 4,5/5

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - A.I. Artificial Intelligence (2001)


Resumo:

«AI  - Inteligência Artificial de Steven Spielberg leva-nos até ao futuro, ao fascinante mundo da tecnologia e aventura que vai muito além da imaginação humana, num extraordinário filme, o New York Observer considera uma "obra-prima" e a Rolling Stone glorifica como um "incomparável" trabalho de um grande cineasta. 
Num mundo futuro dominado pelo aquecimento global e temidos avanços científicos, os humanos partilham todos os aspectos das suas vidas com sofisticados companheiros robots chamados Mechas. Mas quando um avançado protótipo robot-criança chamado David (Haley-Joel Osment) é programado para demonstrar amor incondicional, a sua família humana não está preparada para as consequências. De repente, David encontra-se por sua conta num mundo estranho e perigoso. Ajudado por um "RufiaMecha" (Jude Law), David embarca numa espectacular jornada para descobrir o surpreendente segredo da sua existência. Celebrado como um filme "cheio de efeitos especiais e visuais maravilhosos e fascinantes" (Roger EbertAI  - Inteligência Artificial é uma triunfante visão cinematográfica.» in dvdpt.com

Pessoalmente, não tenho grande coisa a dizer sobre este filme. É realmente fascinante a visão de um realizador sobre o nosso futuro. O filme que deveria ter sido feito por Kubrick (faleceu antes de o poder realizar), foi parar às mãos de outro mago. Tecnicamente não há nada a apontar! Está mesmo perfeito. Depois é um filme que consegui encaixar numa aula de inglês (o que é sempre positivo). Depois, devo dizer que deve ser dos únicos filmes em que vi uma sala inteira e repleta de pessoas a chorar no final.

NOTA: 5/5

domingo, 6 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Saving Private Ryan (1998)


Resumo:

«Vencedor de cinco Óscares da Academia em 1998 incluindo o de Melhor Realizador para Steven Spielberg, este é um inolvidável acontecimento cinematográfico que provocou um profundo impacto em todo o mundo. Através dos olhos de um pelotão de soldados americanos, o filme começa com a história da invasão do Dia D durante a II Guerra Mundial, continuando na praia onde um grupo de homens dá início a uma perigosa missão. O capitão John Miller (Tom Hanks) tem de levar os seus homens para trás da linha inimiga com a finalidade de encontrar o Soldado Ryan (Matt Damon), cujos três irmãos foram mortos em combate. Depois de muitas dificuldades, os homens começam a questionar as suas ordens: porque estão oito homens a arriscar as suas vidas para salvar uma única? Rodeados pela brutal realidade da guerra, cada homem procura a sua própria resposta - e a força para triunfar com honra, decência e coragem, num futuro que é incerto.» in dvdpt.com

Um filme que mostra, que em tempos de massacres e guerra sem sentido (não são todas?), a importância de uma só vida humana. Não se tratam de meras subtrações. Um homem não é apenas um número. É aqui que está grande parte da «complexidade desta obra-prima de Spielberg que nos faz sentir mais disponíveis para ajudarmos o outro. O outro que nos é estranho.» (Rui Pedro Tendinha)
Tecnicamente, já nada nos surpreende vindo de quem vem. aqueles primeiros 25 minutos do desembarque na Normandia é do mais espectacular, realista que já se viu numa cena de guerra. A montagem é feita de tal forma, que nos sentimos a viver aqueles momentos quase na primeira pessoa (se bem que só quem viveu um momento assim será capaz de imaginar).
Resumindo, é só mais uma grande maravilha do cinema moderno (e não só).

NOTA: 4,5/5 


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ciclo Spielberg - Amistad (1997)


Resumo:

«O primeiro filme de Steven Spielberg para a Dreamworks, apresenta-nos um elenco de qualidade com nomes como Morgan Freeman, Anthony Hopkins, Djimou Hounson e Mathew McConaughey. Merecedor de elogiosas críticas pela sua excelente realização e poderoso elenco, Amistad foi honrado com quatro nomeações para os Óscares da Academia, Melhor Actor Secundário (Hopkins), Melhor Música, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Cinematografia. Baseado numa história verídica, o filme relata a incrível viagem de um grupo de escravos que se apoderam do comando do navio que os transportava a fim de regressarem à sua terra natal. Quando o navio, chamado de La Amistad, é de novo recapturado e levado para os EUA, os escravos são acusados de crime e encarcerados à espera do seu destino. Inicia-se um processo que irá confrontar as bases de todo o sistema judicial americano. Mas para os homens e mulheres em causa, é uma simples batalha pelo direito básico de toda a humanidade... a liberdade.» in dvdpt.com

Mais um filme histórico de um realizador preocupado em meter o dedo na ferida de várias épocas da história da humanidade. Desta vez, com o tema da escravatura, consegue, muito com a ajuda de um elenco brilhante, mais um filme cheio de categoria. Capaz de figurar em tops dos anos 90. Mas não quero ser redutor a esse ponto. 
Para todos os amantes de história universal, este é mais um filme que poderia muito bem ser passado em aulas de História. Os miúdos, hoje em dia, têm de perceber um pouco de onde vêm!

NOTA: 4/5

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - The Lost World: Jurassic Park (1997)


Resumo:

«O realizador Steven Spielberg leva-nos de novo ao cenário de Parque Jurássico, em O Mundo Perdido, uma espectacular continuação, ainda com mais dinossauros, acção e incríveis efeitos especiais. O Mundo Perdido é um dos filmes mais famosos de todos os tempos, apresentando um elenco repleto de estrelas, onde se incluem Jeff Goldblum, Julianne Moore e Peter Postlethwaite.
Passaram quatro anos desde a tragédia ocorrida em Parque Jurássico e dois grupos entram numa corrida contra-relógio que determinará o destino dos habitantes pré-históricos desta ilha afastada.» in dvdpt.com


Depois do clássico, a sequela era inevitável, tal o sucesso do anterior. Sim, Spielberg optou por um filme em tudo maior ao original. Mais dinossauros, mais acção, mais mortes, mais surpresas. Isso não quer dizer que seja melhor. Porque não é. Trata-se de um grande filme de acção e entretenimento puro e duro. O espectador quer ver dinossauros e nisso não sai defraudado. Algumas cenas que marcam, como o ataque do T-Rex à caravana que deixa qualquer um em suspense.

 NOTA: 4/5

sábado, 21 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Schindler's List (1993)



Resumo:

A Lista de Schindler, um filme de Steven Spielberg, é uma obra-prima, que se tornou um dos mais distinguidos filmes de todos os tempos. 
O filme representa a indelével história do enigmático Oskar Schindler, um membro do partido nazi, mulherengo e especulador de guerra, que salvou a vida a mais de 1100 judeus durante o Holocausto. Foi um triunfo de um homem que fez a diferença no drama daqueles que sobreviveram a um dos capítulos negros da história da Humanidade, salvos pelo que ele fez.


Se algum dia alguém estiver a escrever um dicionário e quiser exemplificar o significado da expressão "obra-prima", nada melhor que pegar neste filme. 
 Um filme que funciona quase como um murro no estômago, para todos nós que andamos preocupados com as maiores futilidades da vida. Mais do que uma fita, é uma lição. Não só uma lição e História, pois o filme vai desde o início até ao fim da II Guerra Mundial, mas sobretudo uma lição de vida. É impossível não reflectirmos sobre o que é a condição humana. 
Liam Neeson tem aqui o papel de uma vida. O papel de um homem, nazi de raiz, que enriqueceu à custa da guerra. É notória a evolução humana neste homem, acabando o filme a abdicar de toda a sua fortuna para "comprar" aquelas centenas de judeus para trabalhar para si, e assim livrá-los dos campos de concentração e morte certa. Uma das cenas finais, onde ele se despede dos seus trabalhadores é de tal forma intensa que é impossível não sentir um nó na barriga. 
Depois temos mais dois atores a fazer darem interpretações excelentes. O Herr Komandante Ralph Fiennes, que para se distrair, passava o tempo a disparar contra judeus, e ainda o "aliado" de Schindler, Stern, interpretado também de excelente forma por Ben Kingsley
Muito teria a dizer sobre este filme. Toda a gente, sem excepção, deveria ver pelo menos uma vez na vida. 

OBRIGATÓRIO.

NOTA: 5/5

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Jurassic Park (1993)


Resumo:

«Esta emocionante aventura é protagonizada por Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum e Richard Attenborough. Parque Jurássico leva-nos até uma ilha longínqua, onde se encontra um enorme parque temático com dinossauros vivos, que está prestes a converter-se numa ilha mortal, quando cinco pessoas têm de lutar para sobreviver no meio destes predadores pré-históricos.» in dvdpt.com


Falar deste filme é complicado a nível pessoal. Em 1993, ano da estreia do filme, eu era um gaiato de 10/11 anos, que não ligava muito a cinema. A minha vida cinematográfica resumia-se a uma ou outra ida a uma sala ver um qualquer filme que nem me recordo. Tudo mudou nesse dia em que vou ver este filme ao cinema. Ou seja, posso dizer que para mim existe um antes-JP e um pós-JP.  Tudo era maravilhoso neste filme. O espectador era levado a acreditar que aqueles Tiranossaurus, Velociraptores e outros existiam mesmo. E que importa que o filme até possa ter algumas falhas? Não importa rigorosamente nada! Está tudo tão mágico, que eu quero acreditar que quando se fala em "magia do cinema" era disto que se falava. 
Desde esse dia, em 1993, o cinema passou a ser paixão para mim. O filme foi visto centenas de vezes (creio que não estarei a exagerar). A cassete VHS estragou-se de tão gasta que ficou. O DVD de vez em quando lá está no leitor. Quando passa na televisão lá tenho de o ver. É dos poucos filmes que posso ver vezes sem conta, sem nunca me fartar! Palavra ainda para o John Williams que criou mais uma banda-sonora magnífica.
Por tudo isso, esta é para mim a maior obra-prima de Spielberg (e atenção que estamos no ano da outra grande obra-prima do realizador, que há-de ser analisado no próximo post).

 NOTA: 5/5

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Hook (1991)


Resumo:

«Hook é um espantoso conto de aventura do fabricante de sonhos Steven Spielberg, que nos leva de volta ao mundo mágico e imaginário de Peter Pan. Robin Williams e Julia Roberts (Peter Pan e a Fada Sininho) e Dustin Hoffman (o temido Capitão Gancho - Hook) estão juntos para nos transportarem pelo eterno voo da fantasia.»      in dvdpt.com

Este talvez seja o mais "infantil" filme da carreira de Spielberg, enquanto realizador. No entanto o seu maior defeito será esse mesmo: ao afirmar-se como um filme para o público mais novo, há cenas que não serão as mais apropriadas. Mortes de espada, piratas que enfiam um inocente dentro de um baú com escorpiões, a cena com sereias, etc. No entanto, não deixa de ser um filme familiar, com temas recorrentes na carreira do mestre - laços familiares são postos à prova. 
Apoiado numa boa banda sonora (mais uma de John Williams), é sempre uma bela aventura, se o pensarmos como um filme para a criançada!

NOTA: 3/5

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ciclo Spielberg - Parte II (resumo)


Resumo das classificações do imdb, Rotten Tomatoes e Revolta da Pipoca.

Ciclo Spielberg - Always (1989)


Este talvez seja o filme mais "esquecido" e perdido no tempo da carreira de Steven Spielberg. O realizador sempre teve os mais diversos apreciadores. Existem aqueles que preferem os dramas brutais (A Lista de Schindler, Munique). Existem depois aqueles que preferem aventura pura e dura (Parque Jurássico ou Indiana Jones). Existe quem prefiro os épicos de apelo à lágrima (E.T. ou Cavalo de Guerra). E ainda há aqueles que dizem que no início é que ele era bom (Duel, Tubarão ou Sugarland Express). Numa carreira tão profícua, rara é a pessoa que se lembre deste Always. Pois talvez seja injusto deixarmos este filme na prateleira dos esquecidos a apanhar o pó. "Sempre apresenta um olhar marcadamente adulto sobre as relações amorosas, com Richard Dreyfuss no papel de um aviador que regressa dos mortos e retoma o contacto com a mulher da sua vida." Muito boa a forma em como é vista a relação amorosa de um casal vulgar, em que o amor entre ambos se revela não em gestos grandiosos, mas sim na forma como cada um deles gosta afinal das pequenas coisas que tornam o outro num ser diferente dos demais. 
Se gostaram do pasteloso Ghost - Espírito do Amor, então terão de ver este muito superior ao mais conhecido filme com Swayze e Demi Moore.

Ah, e é o último papel de Audrey Hepburn.

NOTA: 3,5/5