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segunda-feira, 25 de julho de 2016

JURASSIC PARK (1993)


Se eu tivesse de escolher o filme mais importante da minha vida, esse filme teria de ser Jurassic Park. E não penso duas vezes. Por muitos Star Wars ou Back to the Future que possam ter existido, só este Parque Jurássico é que poderia ser a escolha. 
Já aqui escrevi sobre o filme e como ele é importante para mim. Ontem apanhei-o na televisão e naturalmente que tive de ficar a ver. Porque passados 23 anos da sua estreia, o meu carinho pelo filme ainda é o mesmo da primeira vez que o vi. E porque em 1993 eu tinha a idade ideal para ver. Quer dizer, não há idade ideal para ver este filme, mas para um puto de 11 anos, como eu tinha, a experiência de o ver pela primeira vez foi qualquer coisa do outro mundo. Imagino que tenha sido a mesma se eu tivesse 11 anos em 1977 e fosse ver a Guerra das Estrelas ao cinema.


Houve um tempo em que o velho Casino da Figueira da Foz tinha duas salas de cinema, e eram praticamente as únicas da cidade. A minha juventude foi passada muito por lá. Foram muitos os filmes. Foram muitas as experiências em ir ao cinema no Casino. Porque antigamente uma ida ao cinema era um ritual. Muitas das minhas idas ao cinema entre os meus 10 e 18 anos eu recordo com saudade. E lembro-me de todos os filmes que lá fui ver, com quem fui, se era tarde ou noite, etc. 
Em 1993 a sala de cinema do Casino parecia-me enorme. Acho que era por eu ser um puto e em proporção aquilo era mesmo grande. Lembro-me da excitação toda das semanas anteriores à estreia em Portugal. Vi o filme numa matiné, e como não havia lugares marcados, aqui o totó foi logo para a primeira fila. Devia querer ver o filme antes dos outros. Mas vibrei e fiquei o filme todo de boca aberta, maravilhado com o que estava a ver. Aquilo era dinossauros reais que estavam ali no ecrã. Nessa altura, vi apenas uma vez o filme no cinema. Não havia dinheiro para mais. Os miúdos de agora não sabem, mas não podíamos ir à net ver o filme. E o filme só saía em vídeo quase um ano depois. As semanas seguintes foram uma espécie de ressaca. Entre cromos, revistas e dinossauros em PVC, eu tentava ter tudo, mas não podia. Passados uns meses lá arranjei uma VHS com o filme. Durante uns meses, o filme deve ter passado todos os dias na minha televisão. Normalmente passava a primeira parte à frente para chegar à parte da ilha. Acho que era um puto um bocado estúpido. Mas eu queria era ver os dinossauros. Hoje em dia já vejo tudo. Há diálogos interessantes, são levantadas questões de ética, etc.


Sim, eu já vi o filme centenas de vezes. Ainda mantenho a minha velhinha VHS (mesmo não tendo leitor), mas que a guardo junto dos DVD e Bluray da trilogia. 
Sobre o filme em si, não consigo apontar uma falha que seja. Deve ter lá uma coisa ou outra, mas não vou ser eu a apontar. Apontar alguma coisa negativa ao filme é como estar a trair o nosso tio Spielberg. Steven Spielberg é um autêntico professor de como filmar. Lembro-me que andava no 9º ano e a professora de EVT (trabalhos manuais) usava o filme para falar de planos e tal. Há ali tanto para os novos realizadores aprenderem o que fazer para ter um blockbuster de sucesso. 
Senão vejamos: quem é que não vibrou com a primeira aparição do Braquiossauro? O meu coração ainda bate mais forte quando ouço a música do John Williams na cena em que chegam à ilha de helicóptero. E a cena do primeiro ataque do T-Rex?? E o advogado que é comido enquanto está na sanita? E os velociraptors? Aquela cena da cozinha, que é talvez a minha cena preferida de sempre do cinema. O filme são duas horas de emoções. Desde a adrenalina inicial, o medo, a excitação. Tudo tão bem conjugado.


Depois, quase que nos esquecemos dos actores. E aqui temos personagens a sério. Ou seja, não são uns meros "transeuntes" unidimensionais. Os putos não irritam. Não há ali nenhum action-hero. O Jeff Goldblum é o Jeff Goldblum. O velho é o que tem mais conteúdo. O advogado está lá só para ser morto (tinha de haver um personagem assim).
Vi ontem o filme pela enésima vez. Mas proximamente vou rever para o mostrar ao meu afilhado. E vou curtir como na primeira vez. Porque estes olhos com 33 anos voltam a ter 11. E isso dá-me um gozo do caralho.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

THE ROCK (1996)


Num tempo antes do tempo, Michael Bay era um realizador, podemos dizer, respeitável no que a acção diz respeito. Provavelmente vocês já não se lembram, mas antes da merda dos Transformers. É acção "over the top", mas era acção que nos fazia vibrar. Pelo menos fazia vibrar o puto de 15/16 anos que eu era. A bem dizer, o currículo não é assim tão vasto. O gajo começou nos telediscos e entrou pela porta grande no cinema. Fez o Bad Boys e a partir daí o cinema nunca mais foi o mesmo. E se Bad Boys o pôs no mapa, no ano seguinte dá-se a confirmação. Speed e Die Hard: With a Vengeance tinha um sucessor. E estes são os 3 dos melhores filmes de acção pura e dura dos anos 90. E se alguém me contrariar pode ir encher-se de moscas. 
Mas o que faz deste The Rock (não confundir com o gajo do wrestling) um filmaço do carago? O filme tem tudo que um gajo poderia querer num filme deste género. Só não tem mamas. Tem a testosterona toda, mas falta mamas, apesar da gaja que fazia de namorada do Nicolas Cage ter potencial.
Como em todos os filmes, a qualidade de um filme é directamente proporcional à qualidade do vilão. Está mais que comprovado. Se o vilão for uma merda, o filme vai ser uma merda ainda maior. 


Aqui o caso é especial. E começamos logo no genérico de abertura: ao som de uma música dramática, os slow-motions característicos do Bay, vamos percebendo a motivação que leva o General Hummel (Ed Harris) a ser o "vilão". Basicamente, o Hummel mais uma série de mercenários tomam de assalto Alcatraz e tornam reféns umas dezenas de pessoas. Ameaçam lançar umas bombas em São Francisco se não fizerem o exigido. A causa pela qual Hummel luta é nobre. E sejamos sinceros Ed Harris é um vilão do caraças. O gajo consegue que estejamos praticamente do lado dele ao longo do filme inteiro. E é isso que o distingue dos vilões corriqueiros. Este é um herói de guerra que não viu serem reconhecidos os seus homens que morreram na guerra. 
Por isso, eu considero, sem querer ser polémico, que Ed Harris está ao nível de um Alan Rickman/ Hans Gruber no Die Hard.
Do lado bom da fita temos uma dupla improvável: um novo Nicolas Cage e um velho Sean Connery.
Nicolas Cage, que uns meses antes de estrear este filme estava a receber um Óscar, faz de... Nicolas Cage. Meio goofy, algum humor e a tomar as rédeas como action-hero
O Sean Connery é o senhor que se conhece. Mas eu dava o meu terceiro testículo se ele fizesse o filme todo com o cabelo comprido. Isso sim seria bad-ass.


O resto do filme é repleto de cenas espectaculares, desde a perseguição nas ruas de São Francisco. A cena do Nicolas Cage a comer a mulher que é meio apalermada. Tem momentos de tensão: a cena do massacre aos Marines; a cena onde o Hummel morre. Tem as explosões do Bay. Etc etc.... 

Quanto a vocês não sei, mas este filme é do caralho.

quinta-feira, 17 de março de 2016

SHOWDOWN IN LITTLE TOKYO (1991)


Um filme dos anos 90 que parece saído dos anos 80. A diferença não é muita, eu sei. O filme saiu em 1991. Mas a década de 80 tem características muito próprias. E no cinema isso também acontece. Este Fúria No Bairro Japonês tem essas características. Desde a banda-sonora, os cabelos das gajas, as calças do Dolph Lundgren até ao umbigo. Como é que alguém consegue vestir calças assim. Num homem isso é quase humanamente impossível. Mas o nosso tio Dolph consegue, e mesmo assim continua com a voz máscula dele. O mesmo não acontece nessa sitcom dos anos 80 que tem o Steve Urkel. O gajo usa umas calças até ao umbigo, presas com suspensórios, mas que lhe afecta a voz. Fica com voz muito fininha. 
Voltando ao filme. Este foi daqueles que hoje passa despercebido, mas que na primeira metade dos anos 90, fazia parte de um conjunto restrito de filmes que via com o meu vizinho. Era um filme macho, mas cool. Recentemente revi o filme, e mesmo que não tenha a "magia" que tinha na altura, vi-o com deleite. Percebi que o Brandon Lee não era grande actor. E as acrobacias enquanto praticante de artes marciais quase que envergonham o pai Bruce Lee. Não é que esteja mal, mas teve azar porque o pai é quem é.
O filme é mais um daquela onde de buddy-cop movies que saiu na altura. Dois polícias antagónicos. No início não se curtem e no final são BFF. 
Dolph Lundgren, que curiosamente é um dos tipos mais inteligentes (no que o QI diz respeito) de Hollywood, e aqui está no auge da sua carreira enquanto estrela de acção. 
O filme acaba por ser igual a todos os outros do género. Piadas nas situações onde os heróis estão em apuros. O auge das piadas é esta frase: "You have the biggest dick I've ever seen on a man". Parece que originalmente a piada seria "white man". 
Tem mamas... algumas mamas. E sempre mamas com bom aspecto. Bem arrebitadas. (Acho que quando comentamos um filme, temos de ir ao pormenor, mesmo que ele não interesse).


O vilão é espectacular. O mítico Cary-Hiroyuki Tagawa, que já fez tudo. Vejam o currículo dele. A cena em que ele está a comer a loira por trás e lhe corta a cabeça com a espada deve ter sido a única cena que tinha na memória. 
Outro vilão é o não menos mítico Toshishiro Obata. Se calhar, as pessoas lembram-se dele dos filmes das Tartarugas Ninja 1 e 2. Aqui tem o mesmo papel que tinha nas Tartarugas. Nas Tartarugas era Tatsu, o braço direito do vilão principal Shredder. Neste é Sato, o braço direito do vilão principal Yoshida

A sério, peguem numas minis e nuns petiscos e vejam o filme. É divertimento garantido.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

STREET FIGHTER (1994)


Há alguma razão para gostarmos de um filme assim tão mau? Deve haver. Não é que goste particularmente do filme. Mas consigo recordar o momento exacto em que vi o filme pela primeira vez. Corria o ano 1995, e o Caras Direitas (Buarcos, Figueira da Foz) ainda tinha uma sala de cinema enorme. Daquelas enormes com balcão e plateia. As condições não eram as melhores, mas caramba, ainda vi lá alguns filmes na minha juventude. Não muitos, pois eu era o frequentador assíduo do cinema no Casino. Lembro-me perfeitamente de o ir ver com um amigo à tarde. Antes do filme, ainda a passagem nos "carrinhos de choque" lá do sítio. Devíamos estar atrás de algumas miúdas. Ainda assim lá fomos ver "o novo filme do Van Damme". E para putos de 13 anos era o tipo de filme a não faltar. E depois era baseado num jogo de vídeo. Eu não tinha consola, por isso só conhecia o jogo de jogar em casa de amigos ou então no salão de jogos ali ao pé do casino. Muitas moedas (que não sei onde arranjava) lá deixei. O Street Fighter era um dos jogos obrigatórios. Eu jogava com o Honda. O gordo, tipo Yokozuna, que fazia um golpe com os braços super-rápido.


Por isso, era o sonho de qualquer puto: ver o Van Damme num filme baseado no Street Fighter. Confesso que me lembro mais de ir ver o filme do que a minha opinião sobre o mesmo na altura. Não me lembro se gostei. Mas devo ter gostado, porque voltei a ver o filme várias vezes em VHS. Numa de nostalgia, decidi ver o filme novamente. 
Primeira coisa que me apraz dizer: coitado do Raul Julia por este ter sido o derradeiro filme do gajo. Acontece..
De resto o filme é mau! Já vi o Van Damme fazer MUITO melhor. Aliás, não estou 100% certo, mas acho que o personagem dele nem sequer existe nos jogos. Cá para mim, ele não se "enquadrava" com nenhum personagem, então criaram um de raiz só para ele.
Pela positiva, tem uma Kylie Minogue com umas tranças do tempo em que era bem jeitosa. Falta só saber representar. Depois tem lá uns comic-relief pelo meio a mandar umas piadolas, o Raul Julia com ar de alucinado enquanto mega-vilão e o clássico golpe de rotativo para acabar em grande.
Para terminar, no combate entre adaptações de jogos de vídeo, esta época foi rica em filmes clássicos. Em 1993 saía o pioneiro Super Mario Bros (ver aqui); em 1994 este Street Fighter; e finalmente em 1995 aquele que ainda hoje é a melhor adaptação, o Mortal Kombat.

Nota final: reparar na pose final de todos os lutadores. A sério... façam pausa e vejam um a um. Vai valer a pena.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

SUPER MARIO BROS. (1993)


Antes de mais, deixem-me vos dizer que sou um gajo da geração do Game Boy. A certa altura da minha vida, este "brinquedo" era o meu maior companheiro. Como era muito totó, em criança não tinha muitos amigos. Tinha alguns. Adoptei então o Mario, o Luigi, o Megaman, o Wario, o gajo que mandava as peças do Tetris.
Mario era o tipo gorducho, de bigode..ou seja, um típico tuga. Mas ele era o nosso compincha.

Quando em 1993, cai de para-quedas uma versão de cinema do famoso jogo da Nintendo, o Super Mario, digamos que naquela altura, para um puto de 11 anos, nós tínhamos a certeza que este iria ser o maior filme da história do cinema. O Casablanca dos pequenitos. Nós não éramos assim tão exigentes. Não tínhamos assim tantas escolhas de filmes para ver. O "crítico" que existia em nós era muito pouco ecléctico. 
E o que tinha o filme para não dar certo? Nada. Era o Super Mario no cinema. Nada poderia correr mal. 
E chegou a altura de confessar: no alto dos meus 33 anos, confesso que este é um dos meus maiores guilty-pleasures de sempre. Consigo explicar porquê? Acho que não. Deve estar relacionado com o timing em que vi o filme pela primeira vez. E fui daqueles que copiou (qual pirata) a cassete VHS do filme. Vi-o inúmeras vezes quando era miúdo. E não me arrependo de nenhuma vez o ver. Tinha Mario, Luigi e a princesa Daisy. E isso bastava. E que panca eu tive pela Daisy (uma desaparecida Samantha Mathis). Eu acho que vi o filme mais vezes por causa dela. 


O filme pouco ou nada tem a ver com o universo do Mario. Mas há coisas que recordo até hoje e que achava piada quando era puto. Quando o Luigi se identifica ao chefe da polícia e fala em 3 Marios: Luigi Mario e Mario Mario. As mamas da matulona que se "apaixona" pelo Mario. Os dois "trogloditas" que andam a raptar as mulheres; etc etc.
Sim, o filme é mau. Eu tenho noção disso. Parece que os próprios actores odiaram fazer o filme. Mas também não é nenhum crime eu me divertir com o filme. E já cheguei a uma idade em que posso admitir (sem ter vergonha) que gosto do filme, mesmo sabendo o quão mau o filme é. 

(E conseguirem juntar o grande Bob Hoskins e o não menos grande Dennis Hopper no mesmo filme é obra)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

GREMLINS 2: THE NEW BATCH (1990)


Começo já por dizer que o boneco/monstrinho do Gizmo (ou Mogwai) é o "animal" mais fofinho do cinema. Se ele fosse mais fofinho, corria o risco de explodir de fofice.

Quando falamos de Gremlins, referimos sempre o primeiro filme (e justamente), mas acabamos por esquecer esta sequela. E esta sequela é tão diferente, caótica, divertida que acaba por merecer um lugar especial no meu coração. E por várias razões.
Ora, sempre vi este filme com especial atenção. Quando era um puto, tive um Game Boy. E um dos jogos que tinha era o Gremlis 2. Até hoje, foi o único filho da puta de jogo que nunca consegui acabar. Chegava ali a um nível e não conseguia avançar. Foram centenas de horas a tentar passar. Quer dizer, um gajo demora cerca de 10 minutos a concluir o Super Mario Bros, mas depois não consegue terminar o Gremlins 2. Uma pessoa pode ficar chateada com a guerra no mundo, fome em África... mas isto é de deixar uma pessoa revoltada.


O filme em si é um desfilar de cenas hilariantes, magistralmente orquestradas por um puppet-master. Goza com tudo, com todos, com o género de filme de monstrinhos assassinos. Mas principalmente, goza consigo próprio. É tão bom vê-los a brincar com o filme anterior. E basta um exemplo. Lembram-se daquela cena do primeiro filme que era meio dramática, onde a gaja contava porque não gostava do Natal? Ela conta de forma quase trágica como perdeu o pai durante um Natal. Ora, neste filme eles pegam nessa cena e "repetem-na", mas de forma tão engraçada que o actor principal se desmancha a rir. Peguem lá no DVD e ide lá confirmar isto que aqui o escriba vos diz. 
E mais outra: a cena em que gozam com o personagem principal quando ele tenta explicar as "3 regras" dos gremlins. Quando não levamos um filme deste género demasiado a sério, corremos o risco de nos entretermo-nos à brava. E é o que acontece aqui.

Depois temos o desfile de uma série de gremlins diferentes e para todos os gostos. O meu preferido continua a ser o monstro inteligente.

Parece que a edição em VHS foi alterada: na versão cinema, quando se dá a "interrupção" do filme temos o Hulk Hogan para resolver a situação. Ouvi falar numa versão diferente mas que não conheço.

Resumindo e concluindo: O filme tem tudo o que adorávamos no primeiro, mas completamente subvertido. Caos é a palavra certa para entender o filme. E a Phoebe Cates continua a ser a gaja mais fofinha, mas que temos vontade de saltar em cima (pancas da juventude).





quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

LAST ACTION HERO (1993)


Há filmes que por vezes são maltratados e esquecidos pela crítica e pelo público. Por vezes isso é merecido, no entanto noutras ocasiões isso é totalmente injusto. Ora, este Last Action Hero é um desses. Quando falamos de grandes filmes de acção do Schwarzenegger, quase sempre nos esquecemos dele. E é pena. Tenho sempre a impressão que este é um daqueles filmes incompreendidos. Eu próprio, tive o filme afastado da minha memória durante alguns anos. Mas foi uma fase parva da minha vida. Como sempre houve a rivalidade Schwarzzie vs Stallone, eu sempre pendi mais para o team-Stallone, então rejeitava o que vinha dos músculos do austríaco. Hoje em dia continuo a ser do team-Stallone, mas adoptei o Scharzzie como um tio que nos dá prendas boas de vez em quando. No caso dele, de vez em quando lá temos um filmaço (continuo a ser o maior "hater" dos Terminator). 

Neste filme, Schwarzenegger junta-se novamente ao mestre dos filmes de acção John McTiernan (já tinham feito juntos o Predator). E o que temos aqui? Um desfilar de gozo com o próprio género. Um filme que não se leva a sério e é puro entretenimento com cerca de duas horas. São clichés atrás de clichés, mas tratados de forma gozona. Uns dirão que poderá ser uma sátira, outros dirão que é uma paródia. O que eu sei é que nos divertimos em todos esses truques usados. Uma espécie de "meta-filme", que dificilmente arranjamos melhor. 

Ou seja, é tudo a gozar mas feito de forma séria. 

No lado negativo temos o cabelo do puto. Que raio de moda foi essa desses penteados à tigela.


Curiosidade:
Não sei se foi de propósito ou não, mas lembram-se da cena em que o puto está a tentar provar que estão dentro de um filme e vão a um clube de vídeo? Encontram lá um cartaz do Terminator mas com Stallone com protagonista. No mesmo ano, saiu um outro filme de acção/sci-fi com Stallone, o Demolition Man. E nesse filme, gozam com o facto de Schwarzenegger ser presidente dos EUA. A rivalidade chegava mesmo a estar presente dentro dos filmes que faziam. 

Para finalizar, um conselho:
Se nunca viram o filme, ide lá ver. Se já viram, mas está no vosso esquecimento, ide lá ver. Garanto-vos 2 horas de gozo, entretenimento puro. Dou-vos a minha palavra.

Nota final: e a gaja que faz de filha do Jack Slater? Tão boa que até dói. O que é feito dela?


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

HEAT (1995)


Em 1995 eu tinha uns 13/14 anos. Foi por volta dessa altura que vi este filme. Uma das únicas memórias que tenho ao ver o filme foi que o filme era grande como o carago. Nunca mais acabava.
Hoje é um dos filmes da minha vida. Mas é um daqueles casos em que prefiro não ver o filme vezes sem conta, pois tenho medo dessa coisa chata que é a saturação. Claro que já o vi umas 27 vezes. E houve duas cenas que já devo ter visto umas 453 vezes. Falo claro está das cenas do famoso tiroteio em Los Angeles e da cena do primeiro encontro da dupla De Niro/ Pacino.

E posso despachar já o elenco. Robert De Niro e Al Pacino encontram-se pela primeira vez no cinema (O Padrinho 2 não conta, pois se bem me lembro eles nem contracenam). E que melhor filme para juntar estes "monstros" da representação.

- De Niro tem uma actuação mais sóbria, cheia de subtilezas. Um homem só que se preocupa com o seu gang. A cena com Ashley Judd, onde lhe pede que dê mais uma oportunidade a Val Kilmer é prova disso. Ou seja, uma espécie de patriarca do grupo. E o seu papel está tão bem escrito que em quase 3 horas de filme, é um dos casos que queremos que o bandido se salve. (I do what I do best, I take scores. You do what you do best, try to stop guys like me).


- Al Pacino é o obcecado de serviço. Vai no 3º casamento e mesmo esse se desmorona. Abdica dessa estabilidade familiar por obsessão ao trabalho. No entanto ainda tem de lidar com a enteada maluquinha (uma Natalie Portman muito novinha), e uma mulher que também quer atenção. A cena em que o Pacino apanha a mulher com um amante é genial. (Oh yeah, I made Ralph fuck you because it makes me feel good).

- Val Kilmer, que nesse mesmo ano era Batman, tem uma das suas performances mais memoráveis., muito low profile. 

- Tom Sizemore é um dos membros do gang, e conseguiu em apenas um acto virar o nosso sentimento por ele. Num momento temos simpatia por ele, no outro basta pegar numa criança durante o tiroteio para não ficarmos com pena de ter levado um balázio nos cornos.

Depois temos mais uma série de actores que estão impecáveis em papéis mais pequenos. E que elenco secundário Michael Mann conseguiu reunir: Jon Voight, Natalie Portman, Diane Venora, Ashley Judd, Ted Levina, Hank Azaria, Dennis Haysbert, Danny Trejo, William Fichtner...

Tecnicamente o filme é brutal. Tenham bem em atenção a fotografia disto. As cores... aquele azul escuro... o jogo de sombras... a banda-sonora que só existe quando tem de existir. Senão vejamos: na cena do tiroteio na baixa de Los Angeles, o que é que se ouve? Tiros e mais tiros.... Não precisa de mais nada a acompanhar. 


Ora, o filme tem 2h45. Em 165 minutos de filme não há uma única cena que eu conseguisse excluir. Todas são importantes para o desenvolver da história. Todos os pequenos enredos conjugados resultam nesta obra-prima.

Mas se todas as cenas são importantes e impecavelmente bem filmadas, representadas, temos sempre de realçar a aquela a que todos chamam de "cena do café". É impossível falar do filme e não referir esta cena. E ao mesmo tempo é tão simples. Dois tipos que travam conhecimento pessoalmente estão ali a conversar. E é "só" isto! Mas caramba, ouvi esta semana alguém dizer que é como assistir a uma partida de ténis de luxo. Dois dos maiores actores vivos a conversar.
«You know, we are sitting here, you and I, like a couple of regular fellas. You do what you do, and I do what I gotta do. And now that we've been face to face, if I'm there and I gotta put you away, Iwon't like it. But I tell you, if it's between you and some poor bastard whose wife you're gonna turn into a widow, brother, you are going down.» 


Muito resumidamente, é só um dos meus filmes preferidos!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

SPEED (1994)


SPOILERS, DUH!

Ah que saudades dos anos 90. Essa década com filmes de acção como deve ser. Se calhar ainda hoje os há. Mas a aura dos anos 90 era única, principalmente para a minha geração. Porque são os filmes que vemos na nossa infância e adolescência que ficam guardados. Por vezes podem ser um valente pedaço de bosta, mas nós não nos importamos. E o que digo da década de 90 é válido para os anos 80. No entanto os filmes eram diferentes.
Ora, ali para meados dos anos 90, um gajo estreia-se em grande na realização. Jan De Bont antes era só director de fotografia de muitos filmes. O que é certo é que o tipo arriscou e saiu-se optimamente. Speed era o seu filme. Convocou uma ainda jovem Sandra Bullock, a típica "girl next door" que qualquer macho queria levar para casa. E Keanu Reeves, que antes disto já tinha alguns sucessos (Drácula, Point Break ou o Bill & Ted). Ora Keanu Reeves era o equivalente da Bullock mas para o sexo feminino. O problema do Keanu é só um: não é grande actor. Mas isso não interessou. Este filme acaba por ser o seu grande papel na carreira. Um action-hero à anos 90! 


O filme em si, são quase duas horas de pura adrenalina. É que é de início ao fim. E enganem-se aqueles que que o filme é só "cena do autocarro". Aliás, para chegarmos ao autocarro propriamente dito, temos de passar toda um resgate de pessoas de um elevador. E até isso é cool! Ah, junta-se ali o Jeff Daniels, mas ele basicamente está lá só para dar alguns conselhos de como desarmar bombas, levar um tiro do Keanu, e depois morrer numa explosão. E a expressão dele no segundo antes da dita explosão é impagável.
Passa meia-hora de filme e entramos no autocarro. Aí encontramos um grupo de pessoas, cada uma com a sua característica. O normal neste tipo de filmes. Tudo cliché, mas nós papamos isso sem problema nenhum. E pronto, é uma cena que demora quase uma hora. Ora, aguentar um filme em que uma hora se passa dentro de um autocarro tem de ter os seus méritos. 
Acaba-se a cena do autocarro, e o filme ainda não acabou. Há mais para nos oferecer. 
Resumidamente, começamos no elevador, continuamos no autocarro e vamos terminar no metro. E no metro temos a morte do vilão. Aquele arrancar de cabeça não sei se é muito plausível, mas que é engraçado lá isso é!


E fim de filme, que mal nos deixou respirar!
Vamos entretanto esquecer que existe um Speed 2, que é das coisas mais ridículas que alguma vez se viu no cinema! Não, a sério, NÃO VEJAM! Vejam antes vídeos de gatinhos ou assim!

Nota final: se os anos 80 tiveram o Die Hard... o mais próximo que existe nos anos 90 talvez seja este Speed.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

STARSHIP TROOPERS (1997)


O ser humano é muito esquisito. Há uns tempos surgiu nessa internet a "polémica" sobre a cor de um vestido: uns diziam que era azul, outros que era dourado. Como é que havia pessoas que viam aquilo dourado é que eu não sei. Aquilo era azul e ponto final. Parece que há uma razão científica para isso acontecer, mas não me apeteceu ir investigar, e também não é importante para o caso. Ora, serve este exemplo do vestido azul (ou dourado) para servir de uma espécie de analogia com este filme de Paul Verhoeven. Uns "lêem" o filme de uma forma e outros de formas completamente opostas ou diferentes. Uns dizem que Starship Troopers é um filme todo ele pró-militarista, outros dizem que tem de ser visto como uma sátira política. Seja lá qual tenha sido a intenção do autor da história, o que é certo é que o filme foi completamente trucidado pela crítica em geral na altura em que saiu. Pelo menos foi a ideia que guardei na memória. Poderá até estar errada. (Hoje o filme tem um sólido 63% no Rotten Tomatoes e um bom 7,2 no imdb). 
Bem, o filme saiu em 1997. Provavelmente só o terei visto em 1998, nessa instituição que é (tempo presente) o VHS. Ora, em 1998 eu tinha uns 15/16 anos. E eu estava-me completamente a cagar para sátiras políticas em filmes. Eu queria ver mamas, acção, gajas boas com as mamas de fora, ficção científica, tiros e mais mamas. Ora, Starship Troopers tinha disso tudo. Eu queria lá saber se os actores eram fraquitos. O que interessava é que a Denise Richards era a boazona, apesar de aparecer sempre vestida! Já disse que eu queria era ver mamas?
Resumindo esta primeira parte: este foi um dos meus filmes da adolescência. Via-o regularmente, fosse na televisão ou na velha VHS gravada da televisão. 


Acontece que ao longo dos anos vai acontecendo essa coisa chata de envelhecer. começamos a gostar de coisas novas. A perder o interesse de outras. Mas uma coisa manteve-se: o gosto por mamas (acho que já começo a parecer um tarado). Outra coisa que se manteve foi o gosto pelo filme. Mas lá está, com o envelhecimento serviu para começar a reparar noutros pormenores do filme.
Vejamos então alguns desses pontos: 
- elenco bonito como que a querer fazer entender que estamos numa sociedade idílica;
- filme claramente anti-fascista;
- será coincidência, grande parte dos actores serem loiros (a roçar o ariano)?
- está lá o filho do Gary Busey. Se não podemos ter o pai (devia ser obrigatório ter o Gary Busey em todos os filmes), então que apareça o filho;
- é impressão minha, ou os efeitos ainda hoje são top? 
- eu queria dizer qualquer coisa sobre o facto dos militares aderirem aos banhos comuns entre homens e mulheres;
- mulheres de armas (a Dizzy joga futebol americano com os homens e no entanto tem aquele corpinho que dá vontade de lhe saltar em cima), ou seja, mulheres e homens estão ao mesmo nível, seja como militares ou desportistas.


Um filme obrigatório dos anos 90, que encaixa bem na filmografia do Verhoeven. Um gajo que antes já nos tinha brindado com Robocop, Total Recall ou Sharon Stone no Basic Instinct, tem de merecer um cantinho especial no nosso coração.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

THE LOST WORLD: JURASSIC PARK (1997)


Quem me conhece sabe que Jurassic Park é um dos filmes da minha vida. É o filme que me fez apaixonar por cinema. Por isso, tudo o que venha desse universo, para mim será especial. 
Quatro anos depois do clássico, o tio Spielberg decidiu voltar à carga com os dinossauros. Claro que desta vez em larga escala. Mais dinossauros, mais personagens, mais tudo. Só não veio mais qualidade, mas isso também era complicado e injusto para com a sequela. 
Não sei porquê mas o filme tem sido ao longo dos anos muito criticado. Para mim injustamente. 
Como vi um crítico dizer esta semana, e eu concordo a 100%, o filme envelheceu muito bem. Normalmente, este tipo de filmes fica logo datado pouco depois de sair. Aqui não foi o caso. 
Senão vejamos: de todos os personagens do primeiro filme, quem é que se foi buscar para repetir o papel? O mais cool de todos, Ian Malcolm (Jeff Goldblum). Só que desta vez como personagem principal. Aqui o personagem ganha em profundidade mas perde em "collness".


Depois temos o principal obreiro no filme que é o próprio Spielberg. Revi o filme agora, e agora, mais adulto, consigo ver coisas que antes não conseguia, e estão relacionadas com a própria realização. Há ali cenas que poderiam servir perfeitamente para dar umas aulas de "film-making".
Seja no trabalho de câmara: experimentem lá ver como foi filmada toda a cena na roulotte à beira do precipício, enquanto os T-Rex atacavam. Desculpem lá, mas não conheço muitos realizadores que conseguissem aquele nível de qualidade.


A conjugação do CGI com a animatrónica está tão boa, que 20 anos depois ainda é melhor e mais realista que a maior parte dos blockbusters actuais. Porquê?? Efeitos práticos! Há ali muitos robots que parecem animais reais.
Alguém me lembrou de uma pequena cena em particular: no início, quando a miúda é atacada por uns dinossauros pequeninos e a mãe dela grita. A passagem desse momento para o Malcolm no metro é excelente. 
A própria cena em San Diego está ótima. Uma espécie de King Kong à solta. E depois aquela cena em que um puto acorda e vê o T-Rex no jardim da casa está qualquer coisa.


Depois o suspense. Se a cena da roulotte está excelente, o que dizer da parte dos Velociraptors quando atacam nos campos de ervas altas. Ou mesmo no centro de informação abandonado.

De resto, são alguns buracos, mas nada de grave!
Agora venha o Jurassic World!



terça-feira, 26 de maio de 2015

DEMOLITION MAN (1993)


Directamente saído dos meus guilty-pleasures favoritos de todo o sempre. Um daqueles clássicos de acção que só pode ter sido feito nos anos 90. 
A minha relação com este filme vem do tempo longínquo do VHS. Este era daqueles que só devo ter alugado uma vez, porque logo a seguir consegui gravar o filme numa "lotação esgotada" da RTP. E depois foi ver e rever e rever outra vez.. Perdi a conta às vezes que vi o filme, até porque, verdade seja dita, sempre que está a dar na televisão (bendito canal Hollywood) lá o fico a ver.
O que poderia querer um puto cheio de borbulhas a meio dos anos 90. Ora, eu deveria ter uns 12/13 anos quando vi o filme pela primeira vez. E nessas idades o que gostávamos de ver no cinema?? Uma palavra: PORRADA. Ora, o tio Stallone era o maior naquele tempo. A rivalidade "Stallone/Schwarzenegger" estava ao rubro. E quem agradecia essa luta eram os putos como eu. Mesmo que os filmes venham com a famosa bolinha vermelha (só para adultos), nós papávamos tudo. 
Ora, era porrada que queríamos ver e era porrada que tínhamos. Neste caso, a porrada vinha apimentada com ficção científica, comédia e ........ Sandra Bullock ainda tenrinha.

PORRADA


A acompanhar Stallone, temos um vilão preto (ou deverei dizer "afro-americano" para não ferir susceptibilidades) interpretado por Wesley Snipes. O gajo é um daqueles bad-guys das artes marciais. Como vem das artes marciais, dizem as lendas que tiveram de abrandar os golpes, pois eram demasiado rápidos. 
A porrada neste filme é da boa. Tudo à grande. Até a explosão no início do filme é das maiores e mais espectaculares que se fizeram em cinema, sem ser na treta do digital!!

SANDRA BULLOCK


Gostamos sempre do ar de "girl next door" que a mulher tinha. Novinha, cheia de sex-appeal, mas com ar de que podia ser nossa vizinha. 

COMÉDIA


Quase que me atreveria a dizer que este filme é perfeito no que respeita a comédia. Um problema recorrente de filmes de comédia é não terem graça porque falham numa coisa básica que é o "timing". Existem tantos momentos de comédia e sempre certeira. Até o Rob Schneider consegue ter piada neste filme. E o que o Stallone consegue é gerir esses momentos todos, tendo realmente piada. Vejam a química com o vilão: 5 estrelas. As cenas de tricot. As referências a um Schwarzenegger presidente dos EUA. A cena de sexo. As "one-liners" ao pontapé ( "You're gonna regret this the rest of your life... both seconds of it"). As tentativas da personagem da Sandra Bullock com as expressões idiomáticas do séc. XX. As 3 conchas. A máquina que multa por palavrões. ETC ETC ETC


Por tudo isto e muito mais, vamos esquecer que este filme está carregado de plot-holes. Esses não interessam nada!


segunda-feira, 30 de março de 2015

NOWHERE TO RUN (1993)


A primeira metade dos anos 90 foi dominada em grande parte por esse ícone belga de nome Van Damme. O gajo era sinónimo de porrada, rotativos, espargatas. E os putos adoravam. Não havia que pensar muito: há um tipo bom e uns quantos maus. Os maus fazem a vida negra ao bom, que ao mesmo tempo os vai desancando. Este era um daqueles que o ator fez antes de começar a cair no ridículo. Reergueu-se há uns anos com uma pequena pérola de nome "JCVD". Quem não viu, que o vá ver... a sério... podem largar aqui o estaminé e ir ver o filme. Vale bem a pena. 
Sobre este "Sem Escape: Vencer ou Morrer", é o que se espera de um filme do Van Damme. E tem a Rosanna Arquette em pelota, como veio ao mundo... e como deveriam aparecer as moças hoje em dia no cinema. Mas o maldito PG-13 não permite que se vejam as "gajas nuas" nos filmes, porque pode prejudicar as mentes dos meninos que vêm os filmes... os mesmos meninos que esgalham o pessegueiro umas quantas vezes ao dia, com toda a badalhoquice que encontram na internet! Enfim... Vá-se lá perceber!

Vale a pena passar os olhos neste filme da "golden age" do Van Damme!

terça-feira, 3 de março de 2015

THE MUMMY (1999)


Todos nós, seres sexuais, que gostam de um bom forrobodó (termo técnico para designar uma boa queca), temos as nossas fantasias e fetiches sexuais. Eu confesso aqui a minha: quem me tira uma menina com fatinho de colegial, ou seja, camisinha branca, saia de pregas, meiinha até ao joelho, tira-me tudo. Estão a ver a Britney Spears no "Baby, One More Time"? É exactamente isso. Esta sempre foi a minha fantasia, e vai continuar a ser. Só que em 1999, conheci Rachel Weisz. E a primeira imagem que tive dela foi a de uma sexy bibliotecária. E essa foi uma bela introdução à actriz, que já por si é boa que dói, mas que com aquele outfit ainda fica melhor. 


Ora, em 1999 eu tinha já uns belos 17 anos. Já sabia o que era o mundo (mais ou menos). Já fazia a barba. Já tinha tido "namoradas". Continuava a ser um totó, mas era um totó não totalmente burro. Isto tudo para dizer, que com 17 anos, eu sei bem o que fazia à bibliotecária Rachel Weisz. Se hoje a considero uma senhora, uma lady, na altura eu fazia dela tudo menos uma lady!


Ah, esperem, eu iniciei o post porque queria falar do filme em que ela surge assim. O filme é The Mummy. E sem problemas em assumir, é um filmaço (seja guilty-pleasure ou não). Foi o mais próximo de Indiana Jones que Hollywood conseguiu parir nos últimos 20 anos. Sim, eu sei que Brendan Fraser não é nenhum Harrison Ford, mas não deixa de estar bem no registo. E dentro destes filmes de pura aventura, conseguiu equilibrar a comédia com a aventura e algum suspense. 
O segundo filme, apesar de tudo, também o consegue de certa maneira. O terceiro, vamos esquecer que esse "filme" existiu.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

JOSHUA TREE (1993)


Antes de mais devo dizer que não conhecia este filme. Nunca o tinha visto, e só lhe peguei por estar a revisitar a filmografia do tio Dolph. E ainda bem que lhe peguei: até ao momento é o melhor filme do Lundgren (enquanto actor principal). 
Curiosidades: mudar de título, um ano depois de ser lançado (mudaram para Army of One) porque corria o risco de ser confundido com um disco dos U2, é só parvo. Os U2 que mudassem. Por comparação, este filme é melhor que qualquer disco que a banda irlandesa tenha lançado nos últimos 20 anos. Mas pronto, aconteceu....


O filme é o que se pode esperar de um filme em que o protagonista é o actor sueco. História básica, e porrada e tiros e sangue. E nada dessas mariquices do sangue CGI que existe hoje, ou a ausência de sangue que ainda é pior. É por isso que ando tão desiludido com o cinema de acção actual: para "agradar" a todos fazem cenas cheias de tiros e porrada e sangue é coisa que não se vê, porque isso daria um rated-R, e os maricas dos produtores não querem isso.... querem antes que todos possam entrar no cinema... enfim... Isso é outro debate.
História linear, notam-se alguns cortes de pós-produção, mas boa acção. E é isso que se quer num filme destes... Venham mais assim.