terça-feira, 21 de julho de 2015

POLTERGEIST (2015)


E aquela moda de refazer tudo o que de bom já se fez no passado? Pois... Parece que neste século XXI isso está para durar. A moda dos remakes, reboots, sequelas, prequelas, etc, nunca esteve tão em voga como agora. Claro que os remakes não são de agora. Alguns clássicos do cinema são remakes: The Fly (1986), The Thing (1982), Scarface (1983), etc. E a estes ninguém aponta a falta de qualidade. Acontece que 99% dos remakes actuais são autênticos baldes de merda a cheirar mal. 

Ora, este ano alguém decidiu que era giro pegar no clássico de 1982 de Steven Spielberg (que ninguém venha dizer que o filme é do Tobe Hooper, porque o filme é a cara do Spielberg), Poltergeist, e dar-lhe uma "nova roupagem" - expressão muito em voga. Encheu o filme de efeitos especiais (ai tão fraquinhos) e esqueceram-se de todo o resto. Pensaram que basta meter ali uns efeitos feitos por computador, um ou dois sustos, que só só devem assustar umas pitas desejosas que os putos lhes saltem em cima, e fica-se por aí. 
No original a família era uma típica "middle-class family" que se muda para os subúrbios. A própria miúda que era "raptada" pelos espíritos da televisão era "creepy". O Spielberg optou por levar as coisas gradualmente. Foi criando o ambiente, sem dar tudo numa vez.
O que fizeram no remake?? Pegaram em alguns elementos do original e colaram-nos com fita-cola. Coerência é coisa que não existe. Ora, tem a miúda raptada + miúdo com medo de palhaços + televisão + cemitério + equipa de "exorcistas". Mas é tudo uma grande salganhada que para ali vai! 
A sério, se podem aprender alguma coisa comigo, ou seguir um conselho meu: ide ver e rever o filme de 1982. Vejam como se faz cinema de terror sem grandes artefactos. Caguem para este filme. 

Nota final:
Se não gostam de filmes mais velhinhos porque têm esse preconceito do que é velho não presta, então não merecem que vos sugira algo recente com mais qualidade (termo subjectivo).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

ANT-MAN (2015)


Hoje em dia a Marvel é uma fábrica de fazer dinheiro. Não percebo porquê... ou se calhar percebo. Mesmo que 90% dos filmes sejam uma autêntica merda, a verdade é que todos os putos e mesmo pessoal mais velho adere em massa. De há uns tempos para cá, decidiram criar o chamado "Marvel Cinematic Universe". Ou seja, um esquema para sacar dinheiro aos espectadores. Fazem uma série de filmes sobre cada super-herói deste universo, mas  que de certa forma estão interligados entre eles... Juntam depois tudo nos Vingadores, e depois com a desculpa que temos de ver tudo para entender os Vingadores. Tem sido de tal forma lucrativo que a DC Comics já imitou e começou o seu universo. 
Sempre fui crítico dos filmes novos da Marvel. Aborrecidos, muito barulho e pouco conteúdo. Claro que dos novos há excepções e gostei bastante do Captain America: The Winter Soldier ou do Guardians of the Galaxy.
Confesso que fui com algumas expectativas para este Ant-Man. Sou fã do tema do "encolhimento" (à falta de palavra melhor) e gosto do Paul Rudd.
Para estes filmes o que eu quero é passar um bom bocado, sem apanhar grandes secas. E quanto a isso missão cumprida. Não se perde grande tempo com a origem do herói. É só um tipo que é ladrão, sai da prisão e que ter contacto com a filha. Depois o Michael Douglas contrata o tipo que é ladrão para roubar a tecnologia que o vilão conseguiu criar. Por isso, basicamente é um "heist-movie". 
O bom que este filme tem é o não querer ser maior e mais barulhento que os anteriores da Marvel, o que normalmente acontece em sequelas. É só um filme de assalto, que mete as normais cenas de treino, uma mulher para fazer ali o objecto de interesse amoroso, um vilão com ideias megalómanas e humor, que é o que falta normalmente aos outros filmes.
Dos efeitos, tenho de dizer que gostei. Não me pareceu o falso que é  maioria dos blockbusters actuais. Mesmo as formigas criadas digitalmente estão bem esgalhadas. As proporções também, o que é um problema de grande parte dos filmes deste tema. 
O elenco esteve competente. Michael Douglas é sempre Michael Douglas. E se no ano passado o Chris Pratt era o herói de acção inesperado, este ano esse papel fica com o Paul Rudd. Um habitué de comédias românticas ou só comédias, o tipo vai bem como estrela de acção, mas porque "impôs" (tal como o Pratt) a sua característica de humor. E sabe-se que no humor o timing é a chave. E isso o Rudd sabe-la toda. Também o Michael Peña esteve impecável. Teve dos melhores momentos do filme.

É um filme pipoca, que entretém, mesmo que não vá ficar na memória ou história do cinema. 
No que respeita o encolhimento, nenhum se aproxima da obra-prima que foi The Incredible Shrinking Man

quarta-feira, 15 de julho de 2015

TED 2 (2015)


Era uma vez um casal. Esse casal, aparentemente da classe média, decide procriar. Dão à luz um filho. E é filho único. Que os filhos únicos são uns mimados de merda, habituadinhos a ter tudo o que querem, isso não é novidade. Crescem a ouvir a malograda expressão "ai o meu rico filho". O puto vai crescendo e vai-se educando. Ora, parte dessa educação vem dos pais. Mas também sabemos que grande parte vem da escola (e não me refiro aos professores), sociedade, televisão e muita internet. Nascem a saber todos os comandos do windows. Se for preciso, mal ponham o cu fora do ventre da mãe e já têm uma conta no facebook, instagram e mais uma paneleirice de rede social.
Certo dia, o puto pergunta aos pais se pode ir ao cinema. A mamã, como superprotetora que é, diz que só vai ao cinema se for com ela. O puto retalia e diz que é só um filme de um ursinho de peluche que ganha vida. A mãe acha fofinho, mas mesmo assim faz questão de o acompanhar, até porque tem lá o Wahlberg pelo meio, e ela tem esperança que ele tire a camisola.
Chegam ao cinema, a mãe pede dois bilhetes para o Ted 2. O adolescente cheio de borbulhas que está ao balcão acha estranho, mas não devemos contrariar uma Milf. E o gajo lá lhe vende os bilhetes, sem fazer qualquer tipo de aviso, afinal trata-se de uma comédia para adultos. Sessão marcada para as 21 horas.

21:00 - Levam o pote de pipocas pago a peso de ouro, e à hora lá estão sentado na sala de cinema. Começa a publicidade. Anúncio atrás de anúncio.
21:15 - Começa o filme?? Nem por isso. Mais uma série de trailers daqueles filmes que fazem muito barulho.
21:25 - Começa o filme. As pipocas acabaram. Meia hora chegou para terminar com o pacote (metade foi para o chão).
21:35 Mãe obriga filho a levantar-se e vão os dois embora.

Serve esta história, parcialmente real, para colocar em causa a forma de educar desta mãe... ou então não. Quem sou eu para julgar quem quer que seja. Uma mãe que vai claramente ao engano pode ter de rever a sua forma de mostrar conteúdos "culturais" aos filhos. Ou se calhar não. 
Pessoalmente não vejo problema nenhum em que uma criança de 8/10 anos veja uma comédia como Ted. Provavelmente o puto não iria perceber metade das piadas mostradas no filme. Mas de certeza que iria gostar, pois o miúdo teria a noção que ali estaria uma espécie de fruto proibido. Com a idade do miúdo, eu via às escondidas o Porkys. E o Porkys, melhor ou pior, tem pelo menos mais mamas e o pipi e rabiosque da Kim Catrall. No entanto é "só" uma comédia. 
No caso desta mãe, o que ela fez foi estourar 20€ de um orçamento familiar. A Lusomundo ficou a rir-se, e o puto chegou a casa e foi sacar ou ver online mais uns quilos de pornografia. 

Ah, o filme em si é para aqueles que gostam do humor típico do Seth MacFarlane. Ponto negativo: não tem a Mila Kunis. Ponto positivo: tem a Amanda Seyfried.
E de destacar que a química entre o personagem do Wahlberg e o Ted é mil vezes maior que muitas duplas que por aí andam... E destaque para o Wahlberg, porque tem de contracenar com um personagem criado digitalmente.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

TOP JACKIE CHAN (Chan Kong-Sang)


Existem actores que definem géneros. Ora, o género de "filmes de porrada" é um género normalmente associado ao público masculino (tenho de ter cuidado com as generalizações). E é um género tão legítimo como um dramalhão qualquer.
Depois, dentro dos "filmes de porrada" há vários sub-géneros. Centro-me hoje nos filmes de arte-marciais. Creio que estamos de acordo, se eu afirmar que existe um antes e depois de Bruce Lee. Os anos 60 e início dos 70 foram dele. Um gajo oriental conseguir estabelecer-se como super-estrela em Hollywood e a nível mundial não é fácil. Acontece é que Bruce Lee partiu muito cedo com uma morte que ainda hoje dá que falar. Partiu cedo mas deixou um legado difícil de repetir ou igualar. 
Ora, muitos actores e cineastas tentaram repetir o que Bruce Lee tinha conquistado. Os actores adoptavam nomes semelhantes, estilos parecidos, filmes com títulos quase iguais. O kung-fu entrou num vazio de substância. NENHUM chegou sequer aos calcanhares do que o Big-Boss tinha conseguido. 
Ora, nos anos 70 um jovem natural de Hong Kong começou uma carreira assim. Chan Kong-Sang começou como duplo de filmes de artes marciais, incluindo filmes do próprio Bruce Lee.  Depois da morte de Bruce Lee, produtores asiáticos tentaram fazer dele o novo Bruce Lee. Não conseguiram. Até que Chan Kong-Sang toma uma atitude. Vira tudo do avesso e tenta algo diferente. Mudou o nome para Jackie Chan e adoptou um estilo completamente diferente de Lee. Fã de Buster Keaton, Chan introduziu a comédia nos seus filmes, nas suas coreografias. Jackie Chan é conhecido ainda hoje por ser o mestre a utilizar todo o tipo de objectos nas coreografias que cria. E o que é certo é que isso pegou. O ano de 1978 foi o da mudança. Nesse ano Jackie Chan entra no mapa do cinema asiático com dois mega-êxitos (Drunken Master e Snake in the Eagle's Shadow). A partir daí é o que se sabe. Conseguiu ao longo de quase 40 anos de carreira, com mais de 100 filmes no CV o estrelato que merece. É talvez o actor mais adorado a nível mundial. 

A minha relação (salvo seja) com Jackie Chan já é longa. Num tempo antes do tempo, a RTP 2 tinha uma rubrica que era o "5 Noites 5 Filmes". Ou seja, num tempo em que a televisão portuguesa passava filmes a horas decentes, cada semana representava um tema. Nessa semana o tema era "Jackie Chan". E só filmes do início de carreira do actor. Ora, foi o suficiente para ficar fã. Eu era um puto tímido, via muitos filmes repetidos. Adorava, como qualquer miúdo com um brinquedo novo, ver vezes sem conta os mesmos filmes. Nessa semana preparei algumas cassetes de vídeo virgens para gravar os filmes. Depois lá vinha o ritual de arrancar a palheta da cassete como que a proteger futuras cópias por cima das gravações (nada que um bocado de fita-cola não resolvesse). Colocar o autocolante com o títulos e arquivar na prateleira. Se algum puto de 15 anos estiver a ler isto deve pensar que estou a falar em código.
Infelizmente hoje em dia essas cassetes devem estar perdidas. Nem me recordo bem quais eram os filmes. Eram umas dobragens em inglês meio suspeitas. Ora, eu não aprecio dobragens. Só consigo aceitar uma dobragem se for para a nossa língua, senão não faz sentido. Ou seja, tenho a dobragem e legendas... Não funciona. 
Isto tudo para dizer que foi a partir daí que me tornei fã. Hoje em dia é fácil (mais ou menos) conseguir ver toda a filmografia do actor. Não sou de coleccionar coisas mas há um objectivo que pretendo atingir um dia: completar a colecção (seja em DVD ou Bluray) de Jackie Chan. Ainda falta muito, mas já lá estão uns 30/40 filmes. 

Por isso, em tantos filmes seleccionei 14 filmes. São os filmes que aconselho a quem nunca viu um filme do actor. Mesmo assim, deixei muitos de fora.
Notas: ordem cronológica; títulos em inglês e português (alguns filmes têm vários títulos, mas só escolhi o que conheço).

- DRUNKEN MASTER (1978) - O Grande Mestre dos Lutadores


- SNAKE IN THE EAGLE'S SHADOW (1978) -  O Grande Combate


- DRAGON LORD (1982) - O Dragão Invencível Ataca


- PROJECT A (1983) - Os Piratas dos Mares da China


- POLICE STORY (1985) - O Incorruptível


- ARMOUR OF GOD (1986) - O Guerreiro de Deus


- MIRACLES (1989) -  A Rosa da Sorte


- POLICE STORY 3: SUPERCOP (1992) - Supercop, A Fúria do Relâmpago


- LEGEND OF THE DRUNKEN MASTER (1994) - O Mestre Invencível


- RUMBLE IN THE BRONX (1995) - Jackie Chan nas Ruas de Nova Iorque


- RUSH HOUR (1998) - Hora de Ponta


- NEW POLICE STORY (2006) - Polícia em Fúria


- THE FORBIDDEN KINGDOM (2008) - O Reino Proibido


- SHINJUKU INCIDENT (2009)



terça-feira, 7 de julho de 2015

INSIDIOUS: CHAPTER 3 (2015)


Filmes de terror norte-americanos com qualidade, daqueles mainstream, são escassos no panorama actual. É tudo mais do mesmo. Feitos para agradar a putos com uns "jump-scares" e nada mais. O pessoal vê isso e no final acabou-se. Não há mais nada. Não se fica com aquele arrepio na espinha durante um dia inteiro. Não perdemos o sono por causa do filme de terror.
Ora para mim, um filme de terror tem de ter um pouco mais. Atenção que eu vejo esses filmes maus todos. O TERROR é um género que me agrada. Seja ele mais slasher ou mais "psicológico" (falta-me uma melhor palavra).
Mas aqueles que me ficam na memória, aqueles que eu considero de excelência, são os filmes que me tiram o sono com medo de um pesadelo. São aqueles que me fazem levantar os pelos da nuca ao longo do filme. Não com um susto em particular, mas com o ambiente que alguns filmes conseguem criar. Vemos o Exorcista e não apanhamos nenhum susto durante o filme, mas conseguimos "borrar" as cuecas com o ambiente criado. (O "borrar" foi em sentido metafórico). Isso sim é terror em estado puro.
Bem, isto tudo porque saiu este ano mais um capítulo dos filmes INSIDIOUS
O primeiro, confesso que caiu de para-quedas. Esperava mais um filme de possessões de casas/crianças. No entanto, dentro do género é um dos meus preferidos deste século. Apanhei valentes cagaços. Como o filme teve um relativo sucesso, claro que sequelas não se fizeram esperar. O dois é mais do mesmo, mas em menos bom! 


E como as prequelas estão na moda, eis que o Chapter 3 é uma prequela. Se bem que não existam muitos pontos comuns com os filmes anteriores. Aliás, apenas serve de prequela para apresentar a personagem Elise e como formou a equipa de "exorcistas" com os dois nerds. 
O bom destes filmes, e uma das coisas que tem feito funcionar é o elenco. Quando se tem bons atores, uma história muitas vezes vista antes acaba por se realçar. Seja o pai viúvo, a miúda perseguida pelo demónio ou os "exorcistas".
Depois acaba por fazer uso eficaz do som e banda-sonora.


Claro que o filme sofre de ser mais do mesmo. Mas se ficarem por aqui, ficam muito bem. Ou seja, ficamos com uma trilogia que começou em grande, mas que manteve um nível médio nos outros dois, não indo para a mediocridade, como muitos filmes e sagas de terror (allo Paranormal Activity).

sexta-feira, 19 de junho de 2015

SPEED (1994)


SPOILERS, DUH!

Ah que saudades dos anos 90. Essa década com filmes de acção como deve ser. Se calhar ainda hoje os há. Mas a aura dos anos 90 era única, principalmente para a minha geração. Porque são os filmes que vemos na nossa infância e adolescência que ficam guardados. Por vezes podem ser um valente pedaço de bosta, mas nós não nos importamos. E o que digo da década de 90 é válido para os anos 80. No entanto os filmes eram diferentes.
Ora, ali para meados dos anos 90, um gajo estreia-se em grande na realização. Jan De Bont antes era só director de fotografia de muitos filmes. O que é certo é que o tipo arriscou e saiu-se optimamente. Speed era o seu filme. Convocou uma ainda jovem Sandra Bullock, a típica "girl next door" que qualquer macho queria levar para casa. E Keanu Reeves, que antes disto já tinha alguns sucessos (Drácula, Point Break ou o Bill & Ted). Ora Keanu Reeves era o equivalente da Bullock mas para o sexo feminino. O problema do Keanu é só um: não é grande actor. Mas isso não interessou. Este filme acaba por ser o seu grande papel na carreira. Um action-hero à anos 90! 


O filme em si, são quase duas horas de pura adrenalina. É que é de início ao fim. E enganem-se aqueles que que o filme é só "cena do autocarro". Aliás, para chegarmos ao autocarro propriamente dito, temos de passar toda um resgate de pessoas de um elevador. E até isso é cool! Ah, junta-se ali o Jeff Daniels, mas ele basicamente está lá só para dar alguns conselhos de como desarmar bombas, levar um tiro do Keanu, e depois morrer numa explosão. E a expressão dele no segundo antes da dita explosão é impagável.
Passa meia-hora de filme e entramos no autocarro. Aí encontramos um grupo de pessoas, cada uma com a sua característica. O normal neste tipo de filmes. Tudo cliché, mas nós papamos isso sem problema nenhum. E pronto, é uma cena que demora quase uma hora. Ora, aguentar um filme em que uma hora se passa dentro de um autocarro tem de ter os seus méritos. 
Acaba-se a cena do autocarro, e o filme ainda não acabou. Há mais para nos oferecer. 
Resumidamente, começamos no elevador, continuamos no autocarro e vamos terminar no metro. E no metro temos a morte do vilão. Aquele arrancar de cabeça não sei se é muito plausível, mas que é engraçado lá isso é!


E fim de filme, que mal nos deixou respirar!
Vamos entretanto esquecer que existe um Speed 2, que é das coisas mais ridículas que alguma vez se viu no cinema! Não, a sério, NÃO VEJAM! Vejam antes vídeos de gatinhos ou assim!

Nota final: se os anos 80 tiveram o Die Hard... o mais próximo que existe nos anos 90 talvez seja este Speed.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

JURASSIC WORLD (2015)

Jurassic World ou o vídeo de casting de Chris Pratt para Indiana Jones.


É capaz de haver SPOILERS.
Foram precisos 22 anos de espera por mais uma sequela do primeiro filme. O que pensaram os produtores, realizador, argumentistas? Vamos cagar para o 2 e o 3, e vamos fazer uma espécie de sequela que serve de reboot
Dúvida principal: valeu a espera? 
Valeu pois!
Sejamos sinceros: não comparemos este World com o filme de 1993. São tempos diferentes.
A idade de um puto que ficou maravilhado em 1993 com o Jurassic Park não é a mesma idade em 2015. E um puto de 11 anos em 1993 é diferente de um puto de 11 anos de 2015. 
Os putos de agora já não ficam maravilhados com algo que vêm no cinema. Vêem hoje um filme. Amanhã já o esqueceram, porque entretanto já sacaram outra coisa qualquer para ver. Os putos de agora não ficam meses a falar de um filme que vai chegar ou que acabaram de ver. É triste (na minha opinião) mas é a evolução dos tempos. Tenho pena que um filho meu não vá sentir esse deslumbramento numa sala de cinema. 
Pequeno aparte:
No ano passado, durante a reposição do Jurassic Park nos cinemas, desta vez em 3D, fiz um exercício curioso. Fui ver a reposição duas vezes ao cinema. Das duas vezes havia miúdos na sala. Experimentei ver as reacções dos miúdos em cenas que achava que deslumbravam, como por exemplo a cena onde aparece o primeiro dinossauro. Não houve a mínima mudança nas caras desses miúdos. Os pais pareciam mais entusiasmados que os filhos. De certa forma fiquei desiludido, mas tive que me resignar. Os tempos são outros.


Bem, a minha ansiedade para este filme era muita. Depois da saída do primeiro trailer, a ansiedade foi-se mantendo.
E começo pelas conclusões: saí satisfeito do filme. Gostei do rumo que as coisas iam tomando, apesar da normal previsibilidade das coisas.
Por um lado, nota-se que foi feito por fãs e para os fãs do primeiro filme. Existem tantos pequenos "easter-eggs" ou pequenas "homenagens" ao primeiro que tive dificuldade em apanhar todas. E na maioria das vezes  notou-se que não eram metidas a pontapé, como muitas vezes acontece noutros reboots. Essas "pequenas homenagens" faziam sentido (ainda tenho de voltar a ir ver para conseguir apanhar todos esses detalhes).
Bem, da história já se leu muito nessa internet: temos agora o parque a funcionar, cumprindo o sonho de John Hammond. Em vez da meia dúzia de personagens do primeiro filme, temos aqui 20,000 pessoas, que são potenciais refeições às dezenas de espécies de "animais".
Temos um Indominus Rex, que tem mais dentes que qualquer outro dinossauro e com a capacidade de um Predator, ou seja, camufla-se tal e qual um camaleão.
Uma das questões que afligiu os fãs foi o facto de nos trailers termos uns raptors amestrados. Epa, o rumo que isso acabou por tomar funcionou. Desde o primeiro filme que se fala da inteligência acima da média destes personagens. E convenhamos, se já no primeiro filme os Velociraptors eram os dinossauros mais cool, aqui isso não foge à regra. Mas lá está, neste há um "too much CGI"... Mas pronto, mesmo esse CGI não soou tão a falso como noutros filmes actuais.
Outro dinossauro em destaque foi o Braquiossauro doente. Talvez o único dinossauro a ser representado por um boneco real, construído pela equipa de efeitos especiais.
Finalmente, o T-Rex. Há pouco T-Rex neste filme, mas ele aparece (tal e qual no primeiro filme) para salvar o dia e mostrar quem é o verdadeiro Rex! Mesmo na cena final, é ele que aparece em grande plano com vista para toda a ilha, como a mostrar que é ele que ali manda.


Dos actores, Chris Pratt é digno sucessor de Sam Neill. Impecável, até porque já conhecemos o lado mais cómico que ele consegue incutir nos personagens. Aposto o meu testículo esquerdo em como ele será o próximo Indiana Jones!
De resto todos cumprem!

Pontos negativos:
- a cena do beijo, enquanto muitos morrem por trás!
- a gaja passa o filme todo a correr e fugir de saltos altos!
- Muito CGI, ainda que o CGI seja bom!
- Falta uma "kitchen scene".

Nota final:
Irei rever o filme no cinema, desta vez em 3D, mas só daqui a umas semanas para apanhar a sala vazia, e não levar com os pipoqueiros! Eu sei que é um filme-pipoca, mas caramba, não precisam de fazer tanto barulho!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TOP DINOSAUR MOVIES

Parece que hoje (dia 10 de junho) estreia um pequeno filme de uma pequenita saga, que começou em 1993 com um filme que pouca gente viu que era o Jurassic Park (Ide lá ver o filme que parece que o Spielberg fez um trabalhito porreiro).
Ora, trata-se de um filme de um tema que agrada à pequenada e mesmo adultos, que são os DINOSSAUROS.
Por isso, quais são os melhores filmes/séries de dinossauros que conhecem? Eu conheço alguns. Estes são os meus favoritos.
(sem ordem específica como é meu apanágio)

- JURASSIC PARK (1993)


- LES AVENTURES EXTRAORDINAIRES D'ADÈLE BLANC-SEC (2010)


- THE BEAST FROM 20,000 FATHOMS (1953)



- DENVER, THE LAST DINOSAUR (1988-90)


- DINOSAUR (2000)


- DINOSAURS (1991-94)


- GODZILLA (1957)


- KING KONG (2005)


- KUNG FURY (2015)


- THE LAND BEFORE TIME (1987)



- THE LOST WORLD (1925)


- THE LOST WORLD: JURASSIC PARK (1997)


- JOURNEY TO THE CENTER OF THE EARTH (1959)


- SUPER MARIO BROS (1993)




- CARNOSAUR (1993)



Estava só a brincar, quando coloquei este Carnosaur... Talvez o pior filme de todos os tempos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

STARSHIP TROOPERS (1997)


O ser humano é muito esquisito. Há uns tempos surgiu nessa internet a "polémica" sobre a cor de um vestido: uns diziam que era azul, outros que era dourado. Como é que havia pessoas que viam aquilo dourado é que eu não sei. Aquilo era azul e ponto final. Parece que há uma razão científica para isso acontecer, mas não me apeteceu ir investigar, e também não é importante para o caso. Ora, serve este exemplo do vestido azul (ou dourado) para servir de uma espécie de analogia com este filme de Paul Verhoeven. Uns "lêem" o filme de uma forma e outros de formas completamente opostas ou diferentes. Uns dizem que Starship Troopers é um filme todo ele pró-militarista, outros dizem que tem de ser visto como uma sátira política. Seja lá qual tenha sido a intenção do autor da história, o que é certo é que o filme foi completamente trucidado pela crítica em geral na altura em que saiu. Pelo menos foi a ideia que guardei na memória. Poderá até estar errada. (Hoje o filme tem um sólido 63% no Rotten Tomatoes e um bom 7,2 no imdb). 
Bem, o filme saiu em 1997. Provavelmente só o terei visto em 1998, nessa instituição que é (tempo presente) o VHS. Ora, em 1998 eu tinha uns 15/16 anos. E eu estava-me completamente a cagar para sátiras políticas em filmes. Eu queria ver mamas, acção, gajas boas com as mamas de fora, ficção científica, tiros e mais mamas. Ora, Starship Troopers tinha disso tudo. Eu queria lá saber se os actores eram fraquitos. O que interessava é que a Denise Richards era a boazona, apesar de aparecer sempre vestida! Já disse que eu queria era ver mamas?
Resumindo esta primeira parte: este foi um dos meus filmes da adolescência. Via-o regularmente, fosse na televisão ou na velha VHS gravada da televisão. 


Acontece que ao longo dos anos vai acontecendo essa coisa chata de envelhecer. começamos a gostar de coisas novas. A perder o interesse de outras. Mas uma coisa manteve-se: o gosto por mamas (acho que já começo a parecer um tarado). Outra coisa que se manteve foi o gosto pelo filme. Mas lá está, com o envelhecimento serviu para começar a reparar noutros pormenores do filme.
Vejamos então alguns desses pontos: 
- elenco bonito como que a querer fazer entender que estamos numa sociedade idílica;
- filme claramente anti-fascista;
- será coincidência, grande parte dos actores serem loiros (a roçar o ariano)?
- está lá o filho do Gary Busey. Se não podemos ter o pai (devia ser obrigatório ter o Gary Busey em todos os filmes), então que apareça o filho;
- é impressão minha, ou os efeitos ainda hoje são top? 
- eu queria dizer qualquer coisa sobre o facto dos militares aderirem aos banhos comuns entre homens e mulheres;
- mulheres de armas (a Dizzy joga futebol americano com os homens e no entanto tem aquele corpinho que dá vontade de lhe saltar em cima), ou seja, mulheres e homens estão ao mesmo nível, seja como militares ou desportistas.


Um filme obrigatório dos anos 90, que encaixa bem na filmografia do Verhoeven. Um gajo que antes já nos tinha brindado com Robocop, Total Recall ou Sharon Stone no Basic Instinct, tem de merecer um cantinho especial no nosso coração.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

BEST & WORST..... RON HOWARD

Ron Howard habituou-nos a grandes filmes e alguns que são muito "esquecíveis" (esta palavra não existe, eu sei disso). A fazer cinema há décadas, tem alguns que são autênticos clássicos que ficaram para sempre na nossa memória, seja o Splash (o da sereia), Cocoon (o dos cotas) ou Willow (o do Val Kilmer e do anão). Estes todos nos anos 80. Nos anos 90, continuou e teve mais uns quantos que vejo sempre que passam na televisão: Backdraft (acho que em Portugal é mesmo mais conhecido por Mar de Chamas) ou o Ransom (aquele do Mel Gibson que não quer pagar o resgate do filho raptado).
No capítulo dos filmes mais fraquitos, esses ficaram concentrados no século XXI, se bem que ainda assim tem um óptimo A Beautiful Mind ou Cinderella Man (tão subvalorizado este filme).

BEST

- APOLLO 13 (1995)


Um elenco do caraças, com Tom Hanks à cabeça. Não me venham lá com o recente Gravity, que este dá 10 a 0 a esse. O ambiente naquela vaivém... Enfim... poucas palavras para o descrever.


WORST

- DA VINCI CODE (2006)


Um elenco do caraças, com Tom Hanks à cabeça. Pois, este até dá para começar da mesma forma que o seu melhor. Mas as semelhanças ficam-se por aí. Convenhamos que o material de origem (o livro do Dan Brown) também é fraco. Mas nada desculpa aquele cabelo do Tom Hanks.