quinta-feira, 28 de julho de 2016

BEST HERO/VILLAIN RELATIONSHIP

Normalmente os grandes filmes têm excelentes vilões. Há sempre aqueles que mais nos marcaram. Em muitos filmes, vilão e herói estabelecem relações em que ambos são quase inseparáveis por algum motivo. 
Não sei porquê, um destes dias comecei a pensar nisso mesmo. Há filmes em que essa relação é especial. E não estou a falar de relações especiais como há na adolescência, do género de amizades coloridas. 
Por alguma razão, lembrei-me destes filmes. Não se trata de nenhum top em especial. Não há ordem nem preferência. São apenas alguns filmes que me marcaram e em que o bom e o mau da fita se complementam (é possível que daqui a umas horas me tenha lembrado de outros exemplos).

- JOKER / BATMAN in The Dark Knight (2008) de Christopher Nolan


A cena do interrogatório ao Joker bastaria para a incluir nesta lista. Parece que houve ali algum improviso do Bale e do Ledger

- JOHN MCLANE / HANS GRUBER in Die Hard (1988) de John McTiernan


A partir do momento em que Hans Gruber se faz passar por vítima. Alan Rickman é mesmo um actor do caralho.

- SEAN ARCHER / CASTOR TROY in Face/Off (1997) de John Woo


Adoro ver o Travolta quando fica na pele de vilão. E depois a cena em que o John Travolta visita o Cage na prisão é tão boa!!!

- DARTH VADER / LUKE SKYWALKER in The Empire Strikes Back de Irvin Kershner


Pai e filho lutam. Um é o maior vilão do universo. O outro é aspirante a Jedi. Tinha de estar aqui na lista.

- VINCENT HANNA / NEIL MCCAULEY in Heat (1995) de Michael Mann


O melhor exemplo desta lista. Herói e vilão mal se cruzam. De Niro tem uma prestação como o "mau da fita" que nos leva a torcer por ele. Magistral.

- NORMAN BATES / MARION CRANE in Psycho (1960) de Alfred Hitchcock


Apenas conversam durante uma cena. Depois o Bates faz dela um afiador de facas.

- FREDDY KRUEGER / NANCY THMPSON in Nightmare on Elm Street (1984) de Wes Craven


Krueger atormentou Nancy durante 3 filmes. Filmes que serviram para que estes fossem inseparáveis. Curiosamente são os melhores filmes da saga.

- HANNIBAL LECTER / CLARICE STARLING in The Silence of the Lambs (1991) de Jonathan Demme


"Hello Clarice". As conversas entre ambos separados por um vidro ficaram na história.

- ANNIE WILKES / PAUL SHELDON in Misery (1990) de Rob Reiner


Um está agarrado à cama, a outra é uma tarada obcecada por uma colecção de livros.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

JURASSIC PARK (1993)


Se eu tivesse de escolher o filme mais importante da minha vida, esse filme teria de ser Jurassic Park. E não penso duas vezes. Por muitos Star Wars ou Back to the Future que possam ter existido, só este Parque Jurássico é que poderia ser a escolha. 
Já aqui escrevi sobre o filme e como ele é importante para mim. Ontem apanhei-o na televisão e naturalmente que tive de ficar a ver. Porque passados 23 anos da sua estreia, o meu carinho pelo filme ainda é o mesmo da primeira vez que o vi. E porque em 1993 eu tinha a idade ideal para ver. Quer dizer, não há idade ideal para ver este filme, mas para um puto de 11 anos, como eu tinha, a experiência de o ver pela primeira vez foi qualquer coisa do outro mundo. Imagino que tenha sido a mesma se eu tivesse 11 anos em 1977 e fosse ver a Guerra das Estrelas ao cinema.


Houve um tempo em que o velho Casino da Figueira da Foz tinha duas salas de cinema, e eram praticamente as únicas da cidade. A minha juventude foi passada muito por lá. Foram muitos os filmes. Foram muitas as experiências em ir ao cinema no Casino. Porque antigamente uma ida ao cinema era um ritual. Muitas das minhas idas ao cinema entre os meus 10 e 18 anos eu recordo com saudade. E lembro-me de todos os filmes que lá fui ver, com quem fui, se era tarde ou noite, etc. 
Em 1993 a sala de cinema do Casino parecia-me enorme. Acho que era por eu ser um puto e em proporção aquilo era mesmo grande. Lembro-me da excitação toda das semanas anteriores à estreia em Portugal. Vi o filme numa matiné, e como não havia lugares marcados, aqui o totó foi logo para a primeira fila. Devia querer ver o filme antes dos outros. Mas vibrei e fiquei o filme todo de boca aberta, maravilhado com o que estava a ver. Aquilo era dinossauros reais que estavam ali no ecrã. Nessa altura, vi apenas uma vez o filme no cinema. Não havia dinheiro para mais. Os miúdos de agora não sabem, mas não podíamos ir à net ver o filme. E o filme só saía em vídeo quase um ano depois. As semanas seguintes foram uma espécie de ressaca. Entre cromos, revistas e dinossauros em PVC, eu tentava ter tudo, mas não podia. Passados uns meses lá arranjei uma VHS com o filme. Durante uns meses, o filme deve ter passado todos os dias na minha televisão. Normalmente passava a primeira parte à frente para chegar à parte da ilha. Acho que era um puto um bocado estúpido. Mas eu queria era ver os dinossauros. Hoje em dia já vejo tudo. Há diálogos interessantes, são levantadas questões de ética, etc.


Sim, eu já vi o filme centenas de vezes. Ainda mantenho a minha velhinha VHS (mesmo não tendo leitor), mas que a guardo junto dos DVD e Bluray da trilogia. 
Sobre o filme em si, não consigo apontar uma falha que seja. Deve ter lá uma coisa ou outra, mas não vou ser eu a apontar. Apontar alguma coisa negativa ao filme é como estar a trair o nosso tio Spielberg. Steven Spielberg é um autêntico professor de como filmar. Lembro-me que andava no 9º ano e a professora de EVT (trabalhos manuais) usava o filme para falar de planos e tal. Há ali tanto para os novos realizadores aprenderem o que fazer para ter um blockbuster de sucesso. 
Senão vejamos: quem é que não vibrou com a primeira aparição do Braquiossauro? O meu coração ainda bate mais forte quando ouço a música do John Williams na cena em que chegam à ilha de helicóptero. E a cena do primeiro ataque do T-Rex?? E o advogado que é comido enquanto está na sanita? E os velociraptors? Aquela cena da cozinha, que é talvez a minha cena preferida de sempre do cinema. O filme são duas horas de emoções. Desde a adrenalina inicial, o medo, a excitação. Tudo tão bem conjugado.


Depois, quase que nos esquecemos dos actores. E aqui temos personagens a sério. Ou seja, não são uns meros "transeuntes" unidimensionais. Os putos não irritam. Não há ali nenhum action-hero. O Jeff Goldblum é o Jeff Goldblum. O velho é o que tem mais conteúdo. O advogado está lá só para ser morto (tinha de haver um personagem assim).
Vi ontem o filme pela enésima vez. Mas proximamente vou rever para o mostrar ao meu afilhado. E vou curtir como na primeira vez. Porque estes olhos com 33 anos voltam a ter 11. E isso dá-me um gozo do caralho.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

STRATEGIC COMMAND (1997)


Michael Dudikoff, essa lenda do cinema americano. O actor que faz parecer o Dolph Lundgren o Al Pacino (ou outro grande actor). Dudikoff começou bem a sua carreira com o filme American Ninja. Era porrada e metia ninjas. Esse filme teve algumas sequelas. Acontece que o gajo nunca deu o salto e ficou-se pelos filmes de série B. E não deu o salto por uma simples razão: ele era muito fraco na arte de representação. E na porrada propriamente dita, um qualquer Jackie Chan dava-lhe cabo do canastro em dois tempos. 
Este Strategic Command (nem sei o título em português) é um desses filmes básicos de série B dos anos 90. E era uma cópia descarada a um filme de relativo sucesso que era o Executive Decision - Decisão Crítica (o único filme em que o Seagal morre). A história é a mesma: sequestro num avião; equipa de resgate que entra à socapa no avião; mata-se os bandidos; end of story.

Coisas a realçar deste filme:
- O vilão principal do filme é daqueles que só faz de vilão. Só me lembro dele num filme do Jackie Chan, o Mr. Nice Guy. Aqui faz de vilão alemão com nome hispânico (Carlos) e apelido Gruber (onde é que já vi isso do Gruber? Para quem não se lembra de mais nenhum Gruber, era o vilão do Die Hard).
- Há lá um personagem interpretado pelo "Breaking Bad" Bryan Cranston. É uma espécie de comic relief. Lembram-se do jornalista que segue no avião do Die Hard 2? É isso mesmo. Aqui ele faz de jornalista mas medricas.
- E maior plot-hole: como é que alguém que nunca pilotou um avião, o consegue aterrar sem incidente nenhum? Aterragem ligeira.

Basicamente o filme é uma merda. Mas às vezes a merda nem cheira muito mal.

terça-feira, 19 de julho de 2016

BATMAN V SUPERMAN: DAWN OF JUSTICE (2016)


SPOILER ALERT

Primeira adenda: o Man of Steel foi a maior desilusão que tive no cinema. Foda-se... andei anos à espera do filme e no final sai aquela merda. Acontece que o Super-Homem é o meu super-herói favorito. E ainda não há um único filme que seja excelente. Mesmo o original com o Christopher Reeve é muito datado! Envelheceu mal como a merda. 
Depois do péssimo Man of Steel, já não tinha esperança nenhuma nesta sequela. Nem a presença do Batman me cativou. Mas decidi ver o filme. E vi a versão de 3 horas. As pessoas andam a dizer que melhora muito o filme. 
Bem, uma coisa é certa. esta sequela supera o original. O que não era difícil. Mas isso não quer dizer que este seja bom. Não o é. O maior problema é o estilo visual do filme. Como diria o Joker do Dark Knight: "why so serious?" Não gosto do estilo de Zack Snyder. Eu sei que isso é mais uma questão pessoal. Aceito que há quem goste, mas a mim não me entra na cabeça. É mais um "CGI fest". Depois, um filme deste género não pode ter 3 horas. Não há assim tanta coisa para contar que sejam precisos 180 minutos. O filme até começou bem. A primeira hora foi interessante com a introdução do personagem do Bruce Wayne/Batman (acho que dizer que o Bruce é o Batman não conta como spoiler). Depois o filme chega a meio. Faço uma sesta e acordo com o Batman a dar uma sova no Superman. Faço rewind. Ou seja, este filme tirou-me quase 4 horas da minha vida. Momento alto do filme: lá para o fim o Superman morre e coincidência, o Clark Kent também. Volta a velha questão: como é que ninguém reconhece o Clark como sendo o homem de aço. 
Sobre o elenco há sentimentos mistos. O Henry Cavill é o Clark mais insonso que conheço. Ainda bem que chegou a hora dele. O Ben Affleck não compromete mas também não é espectacular. Ainda prefiro o Michael Keaton e o Christian Bale. O Jesse Eisenberg faz sempre o mesmo papel de psicótico, mas acho que até foi o melhor do filme (sem contar com a Wonder Woman). Ainda assim, o que eu queria mesmo era o Micahel Rosenbaum do Smallville a fazer o papel. Gosto da Amy Adams mas é uma péssima Lois Lane. Que seca de personagem. Mil vezes a Teri Hatcher, a melhor Lois Lane de sempre. E finalmente a Gal Gadot, que vem agradar a vista aos homens e mulheres. 

Resumindo, faltou a este filme mais cenas da relação de Kent com o Wayne

Algo está mal quando o melhor filme do Superman é o Superman Returns que é talvez o mais subvalorizado dos filmes de super-heróis.

PS: porque razão a DC chama a mãe do Clark e do Bruce de Martha? Será mera coincidência?


quarta-feira, 13 de julho de 2016

TOP HARRISON FORD

Parece que o Indiana Jones está a ficar velho e hoje, no dia em que escrevo, o gajo faz 74 anos. E a menos que faça agora um grande filme, estes são os dez filmes com ele que mais me marcaram. Claro que tem dois personagens icónicos (apenas escolhi um filme de cada saga). Os restantes poderão não ser os melhores, mas são aqueles que mais me marcaram por alguma razão. Por isso, e por ordem cronológica, seguem os meus dez filmes preferidos de Harrison Ford.

- STAR WARS (1977), Guerra das Estrelas, de George Lucas


Porque é o meu preferido da saga e porque "he shot first".

- APOCALYPSE NOW (1979), de Francis Ford Coppola


Apesar do pequeno papel, este é talvez "O" filme de guerra.

- INDIANA JONES AND THE TEMPLE OF DOOM (1984), Indiana Jones e o Templo Perdido, de Steven Spielberg


Porque é o meu favorito da saga, mais divertido, mais aventura, mais tudo.

- WITNESS (1985), A Testemunha, de Peter Weir


- FRANTIC (1988), Frenético, de Roman Polanski


- THE FUGITIVE (1993), O Fugitivo, de Andrew Davis


- THE DEVIL'S OWN (1997), Perigo Íntimo, de Alan J. Pakula


Mesmo com o sotaque do Brad Pitt.

- AIR FORCE ONE (1997), Força Aérea 1, de Wolfgang Petersen


"Get off my plane"

- SIX DAYS SEVEN NIGHTS (1998), 6 Dias 7 Noites, de Ivan Reitman


- WHAT LIES BENEATH (2000), A Verdade Escondida, de Robert Zemeckis


Porque me deixou um arrepio na espinha e tem uma grande MILF com a Michelle Pfeiffer.

terça-feira, 5 de julho de 2016

LONDON HAS FALLEN (2016)


Por vezes decidimos ver um filme que sabemos que à partida é mau. Who cares? Houve alguém um dia que disse, e passo a citar: "prefiro um mau filme que me entretenha do que um bom filme que me aborreça".
Nos anos 80 e 90, havia um género de filme que estava muito em voga. Era um subgénero de acção. Eram os filmes em que tínhamos um action-hero que matava todos os bandidos que lhe apareciam à frente. Normalmente a história era muito básica, do tipo de vingança ou resgate.
Há uns anos saiu um filme surpresa que se encaixava na perfeição neste sub-género. Olympus Has Fallen era uma espécie de Die Hard, mas onde substituíamos um arranha-céus pela Casa Branca. Apenas uma diferença: o Die Hard era legitimamente bom. O Olympus nem por isso. Teve um relativo sucesso e pumba, a respectiva sequela. Passamos da Casa Branca e passamos para a cidade de Londres.
A história não interessa muito. O filme é basicamente o mesmo. CGI muito manhoso; cenas de acção à grande. O melhor do filme é que não se leva demasiado a sério. É apenas um filme de acção "over the top". Óptimo para ver num sábado à tarde acompanhado de umas minis e amendoins. Reviver um pouco o espírito dos anos 80. 
É bom? Claro que não. É de ver? É pois. 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

SPECIAL CORRESPONDENTS (2016)


Vamos lá ser curtos e grossos para falar deste filme. Ora, um filme do Ricky Gervais é sempre algo a olhar com atenção. 
Em relação a este filme, vamos só fazer um exercício simples. Imaginem o filme todo e substituam o Ricky Gervais. Seja como actor, argumentista e realizador. O que tínhamos? Um filme cómico que não ofende ninguém e que não traz nada de novo. Ou seja, um filme que passa despercebido.
Acontece que o filme é todo ele vindo da cabeça do Ricky Gervais. E se vem do génio dele, que raio se passou? A única explicação que me vem à cabeça, é que ele precisa de dinheiro para pagar as contas e com esse dinheiro fazer o que ele nos habituou. Aquilo que eu espero de Gervais é que ultrapasse a linha do politicamente correcto, que seja mesmo ofensivo. Se for essa a explicação, por mim está perdoado por este filme ligeirinho (mas que se vê bem).

segunda-feira, 27 de junho de 2016

FERRIS BUELLER'S DAY OFF (1986)


Quando éramos putos (e falo para a geração de 80) todos queríamos ser o Rambo, Indiana Jones ou Han Solo. Eram os nossos heróis. Mas eram heróis mais do mundo da fantasia. Sabíamos que nunca iríamos ser esses gajos durões. No entanto, havia um personagem que toda a gente adorava. Era um miúdo/puto do liceu que era uma espécie de exemplo a seguir. Esse gajo era o Ferris Bueller. Ora, o Bueller era o tipo que os rapazes queriam ser.
Em Portugal, este filme teve o anedótico título O Rei dos Gazeteiros (mais parece um título porno). E vem da mente do génio de John Hughes. Da mente deste gajo veio por exemplo o The Breakfast Club ou o Home Alone. O tipo era a pessoa que melhor compreendia as amarguras de crescer. De estar numa idade em que as preocupações eram o que se ia fazer no dia, que gajas íamos comer (em pensamento). Mas também compreendia o que nos arreliava, o quão difícil era por vezes passar a idade da adolescência e chegar à idade adulta. John Hughes era esse gajo.
Em relação ao Ferris Bueller, ele representava tudo o que um puto borbulhento desejava da vida. A minha vida está nas minhas mãos e eu faço o que quiser dela, e aproveito-a ao máximo. Leva o lema do "carpe diem" ao extremo.
A história deste filme é básica. O Ferris finge estar doente para não ir à escola e junta-se à namorada e melhor amigo num dia de gazeta. Passamos o dia com os 3, enquanto temos um director da escola, sempre desconfiado, a tentar desmascarar o gajo.
O filme, ainda hoje continua "actual", ou seja, ainda hoje desejamos ser o Ferris. Ainda hoje, com 33 anos desejo ser como ele. Poder faltar ao trabalho e ir passear de Ferrari pelas ruas da Figueira sem ser apanhado. Acontece que a nossa realidade é outra. Nunca vamos ser o Ferris. Aliás, estamos muito mais próximos de parecer o melhor amigo dele, o Cameron, que é super-neurótico, com medo de ir mais além. Na nossa realidade nunca teríamos o carisma do Ferris, que se safa de tudo.


Faz-me lembrar uma anedota que me contavam, em que se perguntava ao Joaozinho o que queria ser quando fosse grande. O Joaozinho dizia sempre que queria ser playboy, ou seja, andar em grandes carros, fumar grandes charutos e foder umas mulas boas como o milho. No final da anedota, o Joaozinho já só queria ser mini-playboy, ou seja, andar de bicicleta, fumar umas beatas e bater umas punhetas. Uma espécie de meter os pés no chão.
Bem, o filme é um aparente silly teen movie. Ou então não é aparente e é mesmo silly. O que é certo é que hoje é considerado um clássico acima de todos os seus pares.
Para finalizar, realce para todo o elenco. Parece ter sido escolhido a dedo. Desde o Matthew Broderick, que para toda a vida será o Ferris Bueller, ou então o gajo que entrou naquele remake do Godzilla que todos querem esquecer mas não conseguem.


A namorada dele é gira que dói. O amigo, parece que tinha quase 30 anos quando filmou mas passou bem pelo medricas do Cameron. Até o Charlie Sheen conseguiram pôr lá numa cena. Tem lá um cão que fazia o Cujo corar de vergonha. Se não conhecem o Cujo, ide pesquisar que não me apetece explicar.

Em suma, mais que um personagem, Ferris Bueller é um modo de vida e o feel good movie perfeito.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

NIGHTMARE ON ELM STREET (franchise)

Há 3 franchises de terror com os quais os miúdos dos anos 80 cresceram. Halloween, Friday the 13th e Nightmare On Elm Street. Três ícones do terror. Michael Myers (o meu preferido), Jason Voorhees (e a mãe) e o Freddy Krueger (o mais divertido).
Por alguma razão que nem eu sei qual é, os filmes do Elm Street sempre foram os que menos gostava. No entanto, e visto hoje em dia, são talvez os melhores (à excepção do primeiro Halloween). 
Nestes dias revi o franchise todo. De uma ponta à outra. Wes Craven é mesmo um mestre do terror. 
Aqui vai um comentário, em forma de top, desde o meu preferido até ao mais merdoso, que é o remake.
É possível que haja algum SPOILER.

WES CRAVEN'S NEW NIGHTMARE (1994) - O Novo Pesadelo de Freddy Krueger, de Wes Craven

Pois, o meu preferido não é o primeiro. É mesmo o sétimo!! Quando a saga estava na merda, Wes Craven pegou outra vez no leme e deu-lhe uma volta de 180º. Volta a contar com a Heather Langenkamp (estrela do 1º e 3º) e dá-lhe um tratamento um pouco meta.

A NIGHTMARE ON ELM STREET (1984) - Pesadelo em Elm Street, de Wes Craven


O original que nos deu a conhecer Krueger. Teve o desplante de matar o Johnny Depp numa das cenas mais memoráveis da saga.

3º A NIGHTMARE ON ELM STREET: DREAM WARRIORS (1987) - Pesadelo em Elm Street 3, de Chuck Russell


Tem lá uma jovem Patricia Arquette e o regresso da Heather Langenkamp. Tudo funciona no filme muito por culpa do realizador Chuck Russell.  A caracterização, a cinematografia, cenários, efeitos práticos.

FREDDY'S DEAD: THE FINAL NIGHTMARE (1991) - O Último Pesadelo em Elm Street, de Rachel Talalay


Este é um dos mais divertidos. Referências à cultura pop da época e um autêntico jogo de vídeo. Tem lá um cameo do Johnny Depp muito engraçado.

5º  A NIGHTMARE ON ELM STREET 2: FREDDY'S REVENGE (1985) - Pesadelo em Elm Street II, de Jack Sholder


Freddy Krueger é o vilão, mas quem mata é o puto protagonista. Leva o filme por um caminho que me agradou.

A NIGHTMARE ON ELM STREET 4: THE DREAM MASTER (1988) - Pesadelo em Elm Street 4, de Renny Harlin


A partir daqui são os mais fracos. Vi-o há dias e já me esqueci da história.

FREDDY VS. JASON (2003) - Freddy Contra Jason, de Ronny Yu


Quase que funciona como guilty-pleasure. Vale por meter no mesmo filme o Kruger e o Jason Voorhees. Mas atinge níveis de ridículo, mesmo considerando os filmes em questão.

A NIGHTMARE ON ELM STREET 5: THE DREAM CHILD (1989) - Pesadelo em Elm Street 5, de Stephen Hopkins

 Só não está em último, porque meti o remake na lista. O único que me deu sono.

A NIGHTMARE ON ELM STREET (2010) - Pesadelo em Elm Street, de Samuel Bayer


Sem palavras para descrever a merda que é este pedaço de estrume. Só uma pergunta: quem é aquele vilão, porque não é o Freddy Krueger.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

TOP CRUSHES - parte II

Segunda parte de uma lista de paixonetas da minha juventude. Porque eu era um rapaz com um coração enorme e "apaixonava-me" muito facilmente.

- SAMANTHA MATHIS, em Super Mario Bros (1993)


Podia ter sido no Broken Arrow, mas foi aqui que me apaixonei por aquela menina com ar de namoradinha. O filme é um guilty-pleasure e já foi comentado aqui.

- CLAIRE FORLANI, em Meet Joe Black (1998)


Neste filme eu já era um rapaz crescido, mas aquele ar de menina sem sal partiu-me todo. E porque gostei bastante do filme, nem que fosse para ver o Brad Pitt a servir de bola de ténis entre dois carros.

- PAIGE TURCO, em Teenage Mutant Ninja Turtles: The Secret of the Ooze (1991)


No primeiro filme era outra actriz, mas foi esta que me chamou mias a atenção. Era giraaaaaaaa.

- GILLIAN ANDERSON, em The X-Files (1993-2016)


Era a minha série favorita e ela era o charme em pessoa. Gira. E depois havia revistas com fotografias dela toda nua. Hoje deduzo que sejam montagens, mas na altura eu queria acreditar que tinha revistas com ela toda nua. Para mim, isso bastava.

- ADRIANA ESTEVES, em Pedra Sobre Pedra (1992)


A melhor telenovela de sempre (a par do Roque Santeiro) tinha esta jovem Adriana Esteves. Uma mulher que tem envelhecido muito bem.

- CHRISTINA RICCI, em Casper (1995)


Visto hoje, o filme não é nada de especial, mas na altura eu era uma espécie de teenager com as hormonas aos saltos. A miúda da Família Addams tinha crescido um bocadinho!

- KATHERINE HEIGL, em Under the Siege 2: Dark Territory (1995)


Fazia de sobrinha de Steven Seagal, dava porrada e era gira. Também me bastava. Eu sou um gajo simples com gostos simples.

- KATE WINSLET, em Titanic (1997)


Escolho o Titanic, mas podia escolher qualquer filme dela, porque ela vai bem em qualquer filme. O Titanic é um dos filmes da minha vida. E aqui temos direito aos marmelinhos dela, numa altura em que era uma jovem bem roliça.