segunda-feira, 13 de julho de 2026

THE TEXAS CHAINSAW MASSACRE (2003)


Sempre tive um fraquinho por este Massacre no Texas. No que toca a remakes, este é um daqueles casos em que posso dizer, sem qualquer problema, que se aguenta perfeitamente por si só, sem desrespeitar o filme original.

Antes de mais: a Jessica Biel é, provavelmente, a minha final girl favorita da história dos slashers. Sim, até mais do que a Jamie Lee Curtis ou a Neve Campbell. Aquelas calças de ganga absurdamente justas, o top que lhe deixa a barriga à mostra, e o facto de aquela pele brilhar apesar de andar a correr por terra, sangue e estradas poeirentas do Texas.. Se sobreviver ao Leatherface enquanto parece saída de um catálogo de moda não é talento, então não sei o que será.

Depois há o Xerife... é tão incrivelmente nojento, brutal e simplesmente repugnante que acaba por dar a volta completa e tornar-se estranhamente "adorável". Não no sentido de "convidava-o para jantar" mas enquanto ícone do terror é impossível não gostar de o ver em cena. O R. Lee Ermey rouba completamente todas as cenas como Xerife Hoyt. É barulhento, intimidante, completamente tresloucado e, de alguma forma, também tem um humor negro delicioso. Sempre que aparece, sabemos que tudo está prestes a ficar infinitamente pior para todos os envolvidos.

Uma das coisas de que mais gosto é o facto deste remake não tentar superar nem desrespeitar o original do Tobe Hooper. Na verdade, respeito mais o filme de 1974 do que propriamente gosto de o ver. É um daqueles filmes cuja importância para a história do terror é inegável, mesmo nunca tendo sido um dos meus favoritos. Ironicamente, diria até que este remake trata o material de origem com muito mais respeito do que aquelas sequelas iniciais algo bizarras alguma vez trataram.

Colocar novamente a história na década de 1970 também foi uma decisão inteligente. Sem telemóveis, desaparecem as inevitáveis discussões do género "Porque é que simplesmente não chamam a polícia?" de cinco em cinco minutos. As personagens estão verdadeiramente isoladas, o que torna tudo muito mais credível e mantém a tensão sempre em alta.

E depois há a apresentação visual. Daniel Pearl, que também foi o diretor de fotografia do filme original, regressou para desempenhar o mesmo papel, e isso nota-se. As cores poeirentas, o calor sufocante, os cenários imundos... tudo transmite uma sensação de suor, sujidade e desespero da melhor maneira possível. O realizador Marcus Nispel também merece elogios por ter criado uma versão suficientemente moderna para agradar aos milleneals, sem perder aquele lado cru, desconfortável e desagradável.

No geral, este é um dos poucos remakes de terror que defenderei sempre com gosto. Tem uma atmosfera fantástica, mortes brutais, vilões memoráveis e uma das minhas final girls favoritas de sempre. Além disso, qualquer filme que me faça torcer por alguém a correr desenfreadamente pelo interior rural do Texas com umas calças de ganga impossivelmente justas merece, no mínimo, um bocadinho mais de respeito.

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