quinta-feira, 18 de julho de 2019

TOP SUPER-HERO MOVIES (versão alternativa)

Vamos relembrar filmes de super-heróis?? É que não têm saído muitos. Sinto falta deles. Bem, vamos esquecer os filmes mais típicos. Aqui não vai constar nenhum Homem-Aranha, Batman ou Super-Homem. Ah, e esqueçam qualquer um dos 7530 filmes da MCU. No entanto, são todos baseados em produtos que já existiam noutro formato (à excepção de um que é completamente original). Por isso, sem nenhuma ordem específica, aqui vão os meus 10 preferidos filmes alternativos no mundo dos super-heróis.

- TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES (1990), de Steven Barron


Cowabunga... São tartarugas e são ninjas. O que querem mais? Comentário aqui.

- ROBOCOP (1987), de Paul Verhoeven


Hoje são todos mariquinhas, que nunca fariam este filmes nos dias hoje.

- THE ROCKETEER (1991), de Joe Johnston


Como é que isto não teve sucesso??

- THE CROW (1994), de Alex Proyas


As sequelas nunca conseguiram atingir o que este conseguiu. Infelizmente, hoje em dia é mais conhecido por ser o filme que "matou" Brandon Lee.

- THE MASK (1994), de Chuck Russell



Duas palavras: Cameron Diaz. A actriz no seu top. E um Jim Carrey show.

- TIMECOP (1994), de Peter Hyams


Van Damme em modo de viajante no tempo e no topo da sua forma.

- THE MASK OF ZORRO (1998), de Martin Campbell


Para mim, a melhor versão de Zorro. E depois, Zeta-Jones!!! Que mulher.

- UNBREAKABLE (2000), de M. Night Shyamalan


O melhor filme de super-heróis deste século.

- HOWARD THE DUCK (1986), de Willard Huyck


Não, não estou a gozar. Gosto mesmo disto, por mais disparatado que seja.

- MEN IN BLACK (1997), de Barry Sonnenfeld


A química entre Will Smith e Tommy Lee Jones é enorme. E depois é um must.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

THE HILLS HAVE EYES (1977 vs 2006)


Houve uma altura, em meados da primeira década do século XXI, em que havia uma moda de refazer clássicos do terror e dos slashers: Halloween, Nightmare on Elm Street, Friday the 13th, The Last House on the Left, I Spit On Your Grave, Black Christmas, Bloody Valentine, etc etc etc... Raramente saíram bem, e ainda menos são aqueles que se podem gabar de ser melhores que o original.
O confronto de hoje vai nessa linha: pegamos num clássico esquecido do Wes Craven e no seu respectivo remake.
Por isso, e sem mais demoras.

- A HISTÓRIA

Sobre a história não há muito para confrontar. Seguem ambos os filmes exactamente a mesma história. Família tem acidente no meio do nada das estradas desérticas dos EUA, e depois é atacada por umas pessoas "esquisitas". Então que diferenças há? Bem, logo no genérico (e mesmo antes deste) do remake é dado o contexto em que acontecem os ataques e quem são os vilões, que não são mais do que pessoas deformadas, meio canibais que ficaram afectadas com uns testes nucleares. 
Uma coisa que gostei em ambos foi mesmo o grupo de vítimas. Num filme normal deste género, íamos buscar um grupo de teenagers todos bonzões e sedentos de sexo. Aqui não há disso. Há antes uma família em que 3 gerações são representadas. Além dos cães de estimação. Vão ser estas pessoas que se vão ver em trabalhos com os maus.
Outra coisa que joga a favor é o facto de não termos ideia de quem será o salvador ou mesmo se alguém se vai salvar. Não há destaque para nenhum, o que faz com que nos importemos com cada cena, pois fica imprevisível saber quem se safa.

Bem, no que respeita a história, terei de dar uma ligeira vantagem ao remake, apenas porque acho que foi melhor desenvolvida.


- O ELENCO

Sobre os actores, aqui não tenho grandes dúvidas, o remake leva a melhor. O elenco do original tem uma vibe muito dos anos 70, enquanto no remake, todos eles são bons actores, e tem um feeling mais intemporal. Ponto para o remake, mesmo que os diálogos sejam muito parecidos.

- EFEITOS ESPECIAIS

No remake houve a opção de tornar os maus deformados e para isso usaram muita caracterização. No original, apenas um dos maus é, aparentemente, deformado. E logo esse não tem caracterização nenhuma. O homem é mesmo assim.
Como neste aspecto os filmes estão separados por 40 anos, não posso dar vantagem a ninguém.


- CONCLUSÃO

No geral gosto muito de ambos os filmes. Conseguem prender-me do início ao fim. Os filmes vão claramente beber inspiração ao Massacre no Texas. E isso é sempre bom. São filmes onde não existe um happy-ending.
Podemos questionar se fazer um remake é algo necessário. E o que acontece aqui é aquilo que se deve ou pode fazer num remake: levaram mais além o que Craven tinha feito nos anos 70. O original acaba por ser mais datado. Por outras palavras, trata-se de uma modernização ou recriação do original. Ainda por cima feito de forma que homenageia bem a fita.

PS: Epa, adoro o filho da mãe do título. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

POLICE STORY (1985)


Já por aqui falei muito de Jackie Chan; até já lhe dediquei um TOP. Quem me conhece sabe que se trata de um dos meus actores favoritos de sempre. Curiosamente nunca lhe tinha dedicado um post acerca de um dos seus maiores clássicos de sempre, Police Story, que se viria a transformar numa saga com diversos filmes. Além de que serviu de inspiração para muito do que se viu e vê em Hollywood. no cinema de acção.
Senão vejamos: o filme começa logo a abrir com uma cena mítica. Jackie Chan é um polícia (daí o título) e está numa missão numa espécie de favela. Uma cena onde os polícias à paisana andam sempre com a mão no ouvido (no auricular), o que os leva a que qualquer pessoa saiba que são polícias. Tirando isso, é tudo espectacularmente bem coreografado e coordenado, nomeadamente na altura em que o Jackie pega no carro e desce a favela toda, atravessando casas e barracas. Depois termina com uma cena que foi posteriormente copiada em Tango & Cash. O herói coloca-se no meio da estrada à espera do camião com o bandido. Dispara e o mau trava a fundo para ser projectado e cuspido pelo vidro da frente. 


Bem, o filme segue com a toada fresca, mais ou menos light. Tem cenas de humor que são próprias quase de um circo de palhaços mas que funcionam tão bem. Jackie Chan a tentar gerir a vida pessoal: entre a namorada ciumenta e ter ao seu encargo uma testemunha que leva a namorada à loucura. E aquela cena com os telefones é digna dos melhores comediantes. 

Mas aquilo que queremos ver num filme de Jackie Chan são mesmo as cenas de luta. Coreografias do melhor que há: a cena no centro comercial é do melhor Chan que há. É uma luta "progressiva" (à falta de melhor termo). Ele não é super-herói. Farta-se de levar porrada, vai-se mostrando cada vez mais cansado à medida que o tempo avança, e com as mazelas de quem está a enfrentar dezenas de capangas. Vá, e tudo o que se vê é "real", muito bem coreografado, mas real. E é isso que esperamos do Jackie e da sua stunt-team.

Resumidamente, um filme obrigatório para fãs de cinema de acção, artes marciais ou cinema no geral.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

PROM NIGHT (1980 vs 2008)


Prom Night: original ou remake? O terror sempre foi o meu género preferido. Gosto de sentir aquela sensação de medo, tensão enquanto vejo um filme. Dentro do terror, confesso que gosto bastante do slasher. Ver jovens sedentos de sexo e que são degolados por um serial-killer é um prazer. Posso parecer um psicopata, mas garanto que não sou. Ainda sou do tempo em que se conseguia distinguir as coisas. 
Ora, nestes dias vi pela primeira vez um dos grandes clássicos do género. O cinema já nos tinha dado o Black Christmas ou o Halloween. É então que a década de 80 do século passado abre com Prom Night. E se vi o clássico, logo de seguida saltei para a espécie de remake que fizeram. Por isso, hoje fiquem com o confronto entre o original e o "remake".


Bem, o original começa de forma sinistra. Um grupo de miúdos, com os seus 10 anos, brinca numa casa abandonada. Estão a jogar a uma versão marada das escondidas. Enquanto gritam "killers are coming" e "kill, kill, kill", uma miúda morre quando cai da janela. Foi um acidente parvo provocado pelas crianças. As crianças fazem um pacto de guardar segredo e nunca mais falar no assunto, e fogem (parece-me que o I Know What You Did Last Summer foi aqui beber inspiração). Saltamos 6 anos, e os miúdos são agora uns adolescentes com ar de adultos. Ficamos a conhecer agora cada um deles, à medida que vão recebendo uns telefonemas sinistros (como no Black Christmas ou Scream).

Estamos em altura de baile de finalistas e o filme segue como um teen-movie. Quem fode com quem, historietas de liceu. Ah, e uma Jamie Lee Curtis por quem temos pensamentos pecaminosos. Digamos que se o gajo lá de cima (há quem o chame de Deus) lesse os meus pensamentos, mandava-me directamente para o inferno. A primeira vez que a vi num filme foi no My Girl, e aí ela era uma boa Milf. Depois Halloween e True Lies com uma das cenas mais sexy do cinema. É uma mulher com um je ne sais quoi

Bem, já me estou a dispersar. É o que dá escrever sem fazer rascunho. 

O filme segue, e além dos personagens principais, dão-nos a conhecer possíveis suspeitos para os crimes que se vão passar a seguir: é o caso do contínuo da escola, o Mr Sykes, ou o gajo que fugiu da instituição psiquiátrica. No entanto, estes seriam suspeitos muito óbvios.

É então que passamos à parte do baile propriamente dito. Há lá uma cena de uma dança, que é um bocado longa demais. Cena essa que vai lembrar a "Routine" do Ross e Monica (referência à sitcom Friends).


E começamos com as mortes. O filme teve a capacidade de nos manter interessados (e isso é de louvar) até aqui. A primeira morte só acontece aos 62 minutos de filme. E é uma cena muito bem filmada sempre no ponto de vista do assassino. E depois nunca somos confrontados com o explícito. É pelo poder de sugestão. Apenas vemos os olhos da vítima enquanto o assassino a degola.
E isso acontece nas mortes seguintes. Não existem imagens de facas a furar os corpos. 
As vítimas seguintes são o típico casal que vai pinar para a carrinha. 

Outra coisa que diferencia este filme doutros do género é o assassino. Aqui ele vai mudando de arma e depois não é como o Michael Myers, por exemplo. Este corre se tem de correr e é bem humano.

A morte seguinte é de realçar também. Depois de passar, literalmente, 10 minutos de filme a perseguir a vítima, lá consegue passar-lhe o machado. E é então que chegamos à morte mais cool do filme e mais "in your face". O labrego bully da escola perde a cabeça e esta rola na passerele do baile. 

Bem, no geral o filme é muito bom e com coisas muito boas. É um filme onde não sabemos quem é o assassino até ao último minuto, onde se faz a revelação. E mesmo sendo um pouco previsível de saber quem seria, não era a minha primeira opção. O filme traz consigo umas vibes do Carrie de Brian De Palma. Se o viram, vão perceber porquê. E num slasher onde a primeira morte só ocorre passada mais de uma hora de filme tem de ter algo para agarrar. Aqui teve um conjunto de personagens que foram sendo construídos e bem, além de terem boas representações dos seus actores, o que não é normal para filmes deste género. 
Neste género temos sempre de falar das mortes, e digamos que aqui o que interessa não são bem as mortes, mas o "leadind up", toda a construção da cena até à morte, a tensão provocada. E depois, tecnicamente o filme é muito bom, acompanhado por uma boa banda-sonora. Paradoxalmente, no lado negativo, tenho só de apontar a parte da música mas do baile. Todo o baile é acompanhado pelo disco-sound. E é demasiado disco para mim! Ah, e já me ia esquecendo: não há nudez neste filme!!! WTF...


Saltamos para o "remake", que de remake tem muito pouco. Creio que só terá mesmo o título. 

Neste temos umas barbies irritantes, ocas que se preparam para o baile como se fosse a última coca-cola do deserto. A actriz principal tem uma cara de enjoada que parece estar sempre com vontade de cagar.
Ao contrário do original, este vai directamente para o baile. Há lá um assassino que anda obcecado pela personagem principal. Já lhe tinha matado a família anos antes. E sim, é ele o assassino. Aqui não se esconde. Sabemos logo quem é e porquê. Como passamos logo para a "acção", não há tempo de criar uma conexão com nenhum dos personagens e ficamos então à espera que as mortes compensem. Pode ser que sejam criativas e tal. E o que é que acontece? Nada de especial. Um gajo com uma faca que esfaqueia pessoas. E é isto. Fim de filme.
 Pelo menos somos compensados com mamas? Opa, sim mas numa cena muito rápida. Não valeu a pena. 
Ah, pelo menos tem lá o Idris Elba, numa fase inicial de carreira.
O filme que é campeão em falsos sustos e previsibilidade nos sustos que deveriam ser reais. 
Em jeito de conclusão, quem fez este filme deveria ser condenado a prisão por usar um título e levar a malta ao engano.

Sem surpresas, neste confronto entre original e remake, 10 a 0 para o original. Sem espinhas.

terça-feira, 16 de abril de 2019

INVADERS FROM MARS (1953 vs1986)


Filmes de ficção-científica dos anos 50: curto bué. Se bem que só nasceria 3 décadas depois. Desta vez deu-me para ver um que nunca tinha visto, o Invaders From Mars, e logo de seguida o seu respectivo remake. Por isso, hoje algo um pouco diferente do que tenho feito aqui (que é nada, ultimamente), um pequeno confronto entre original e remake. Qual o melhor.

ELENCO SECUNDÁRIO

Aqui vou dar empate. Nenhum se destaca por ser muito bom ou muito mau.. 

ACTOR PRINCIPAL - O PUTO


No remake, o personagem de David (Hunter Carson) tem a capacidade de irritar uma pessoa cada vez que está no ecrã. Consegue estragar o filme. Já no original, esse dom da irritação não está tão presente. 
1 - 0 para o original.

VILÃO


No original o marciano é uma cabeça azul com uns tentáculos. No remake, parece uma cabeça agarrada a uma grande língua que sai do buraco do cú. Só por causa disso, vantagem para o remake.
1 - 1

EFEITOS ESPECIAIS


Em ambas as versões recorre-se aos efeitos práticos, no entanto, e à semelhança dos similares dos anos 50, os extra-terrestres mais não são que homens de pijama da Primark, daqueles que vestem o corpo todo. 

1 - 2, vantagem do remake.

BANDA SONORA

O remake não tem grande coisa que se destaque. O original faz uso de coros com efeito dissonante e isso é bem porreiro.

2 - 2

EXECUÇÃO

Ambos seguem mais ou menos a mesma linha. Começam como filmes mais locais para depois partirem para uma maior escala. Isso traduz-se no envolvimento das instituições governamentais como a NASA (remake), o Pentágono, etc. Muitas teorias da conspiração. 
O original, apesar de tudo, vai mais directo ao assunto. Um filme de 1h20 é curto, mas mesmo assim tem muitas cenas de exposição e explicação para as merdices científicas. E usam imagens de arquivo de guerra, creio que reais. Ainda assim consegue manter-se o interesse pela história.
No remake há uma questão que me incomodou. O personagem principal é um puto de cerca de 10/12 anos em que quase ninguém acredita. A única pessoa que acredita é a enfermeira da escola que o vai acompanhar na aventura. No entanto a relação entre os dois deixa uma pessoa bastante desconfortável. Só faltava começarem aos amassos e a dar grandes linguadões. Façam o exercício de colocar uma miúda no lugar do puto e um homem no lugar da enfermeira, e deixa logo de ser aceitável.

3 - 2 para o original.

FINAL DO FILME

Em ambos os filmes, optaram por deixar em aberto. Terá sido tudo um sonho premonitório do puto? Será que está numa situação de déjà vu, e vai viver como o Bill Murray no Groundhog Day?

Aqui dou o empate, se bem que o remake poderia ter arriscado em fazer algo diferente.

CONCLUSÃO

Aqui o caso clássico do original ser melhor que o remake. Apesar de ser um filme banal de ficção científica "à la anos 50", conseguiu ir mantendo-me interessado ao longo do filme. E não teve nada que me incomodasse.




terça-feira, 1 de janeiro de 2019

CREED 2 (2018)


«It's your time!»

Custou mas foi... Ao segundo filme, Creed tem um franchise só seu. Sim, este é o passar de testemunho definitivo entre Rocky e Adonis
Bem, se há filmes que amolecem os corações de homens de barba rija, esses são os filmes do Rocky.. O bom, velho Balboa ensinou-nos tudo o que precisamos de saber na vida. Não precisam de ir a psicólogos, life coach, ou comprar livros do Gustavo Santos. Se precisam de algo inspirador na vossa vida, que vos faça motivar a ultrapassar obstáculos da vida, essas lições estão todas nas palavras de Rocky Balboa ao longo de mais de 40 anos de vida. E se eu pareço uma Maria Madalena quando vi o primeiro Creed e agora neste novo, é porque tenho uma ligação emocional com o personagem, ou alter-ego, interpretado pelo tio Sly.
A história deste filme é deveras conhecida: o filho de Ivan Drago (ver Rocky IV) desafia Adonis para combater. O passado é conhecido, Drago pai tinha matado o Creed pai e depois lutado com Balboa
Bem, estes filmes seguem todos uma linha orientadora. E não há nenhum mal nisso, se as coisas forem bem feitas, o que é o caso. 



SPOILERS

Bem, e depois de todas as emoções, arrufos, brigas e pazes durante o filme chegamos ao combate final. E nada me preparava para o que vinha a partir do 10º assalto. O que vale é que tinha um stock de lenços de papel. Já andava a vibrar desde o início do combate, mas depois começa a música do Rocky e eu grito "YEAHHH", lágrima aqui e acolá... Creed deita abaixo o Drago. A mãe de Drago sai da plateia, como que desapontada com o filho no ringue. Creed aproveita para continuar a dar-lhe forte e feio. O que faz Ivan Drago? Atira a toalha ao chão, preocupado com o filho. E pronto, aqui descambo e não contenho as lágrimas. Rocky diz para Adonis: "It's your time", como a passar o testemunho. 

A sério, eu percebo que não vos emocione da mesma maneira que a mim... É normal, se tiverem um calhau no ligar do coração.
Uma despedida perfeita para Rocky e Creed está para ficar.

domingo, 23 de dezembro de 2018

TOP WORST MOVIES 2018

Chega aquela altura do ano em que se fazem balanços por tudo e por nada. E eu nem queria seguir essas modas, mas vamos lá. Em vez dos melhores, faço um top dos piores filmes que vi neste ano. Já o tinha feito no ano passado. E achei mais difícil fazer um top com os piores do que com os melhores. Não vi assim tantos filmes saídos este ano, e os que vi, muitos daqueles que acho melhores não são dignos de figurarem num top que se apelida de "Melhores". Com os maus é mais divertido.
Por isso, e sem nenhuma ordem específica, aqui vão os 10 piores filmes que vi. Deve haver piores, mas só sou masoquista até certo ponto.

- FIFTY SHADES FREED - As Cinquenta Sombras de Merda


Finalmente acabaram os filmes. Meninas, o sexo não é aquilo.

- THE OPEN HOUSE - Vende-se Casa


Um filme de suspense que falha no suspense e onde não se passa nada de nada.

- THE CLOVERFIELD PARADOX - O Paradoxo Cloverfield


Depois de dois óptimos filmes no universo Cloverfield, tinham que falhar à terceira.

- THE HURRICANE HEIST - Categoria Cinco


Ninguém esperava uma obra-prima, mas queria um filme pipoca. Espalhou-se ao comprido.

- TRUTH OR DARE - Verdade ou Consequência


Se existiram bons filmes de terror em 2018, também existiu muita merda. Este chegou à categoria de "hilariante", e isso num filme de terror é mau.

- DEEP BLUE SEA 2


Sequela directa do genial Perigo no Oceano. Este tentou ser uma cópia, mas em mau.

- TREMORS: A COLD DAY IN HELL


Já perdi a conta aos filmes desta saga. Ou fazem um reboot à séria, ou deixam-nos com o original.

- FUTURE WORLD


Deve mesmo levar a taça de pior do ano. 

- SKYSCRAPER - Arranha-Céus


Nem o carisma do The Rock consegue salvar este filme de Die Hard wannabe.

- THE NUN - A Freira Maldita


Os sustos eram tão previsíveis e a história tão merdosa, que este talvez seja mesmo o pior filme de terror do ano.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

THE EXORCIST (1973)


Lembram-se da primeira vez que puseram a vista em cima de O Exorcista? Eu acho que deve ser daqueles que conseguimos identificar onde e quando o vimos pela primeira vez. Desde que existe cinema de terror, que os gajos do marketing das produtoras são sempre originais na forma como o vendem, ou seja, basta dizer uma de duas coisas (ou as duas em simultâneo): ou são baseados em eventos reais ou são sempre the scariest movie ever made. Hoje em dia, todos os filmes de terror são sempre os mais aterradores de sempre. Spoiler alert: não são. Engraçado que ainda há quem vá na cantiga. Há uns tempos, numa ida ao cinema, ouvi a frase dita por uma pita com os seus 15 anos: o The Nun é o filme mais aterrador. Claro que tive vontade de lhe dar umas lambadas nas trombas. Contive-me e engoli o vómito que me ia saindo pela boca.
Acontece que o slogan the scariest movie ever made tem servido de promoção nestas últimas décadas ao filme de que vos falo hoje: The Exorcist. E não é que por uma vez o slogan foi bem aplicado!

Voltando à primeira vez: nesse dia, apenas vi o filme por metade. Não o aluguei, não o comprei. Por anos de 1995/1996, numa madrugada em que acordei do nada, ligo a televisão e apanho filme numa sessão tardia. Lembro-me perfeitamente da cena onde estava: a empregada/ama vai chamar o padre porque lhe quer mostrar uma coisa, e não é o seu pipi. Mostra-lhe a miúda com as marcas na pele que dizem help me. Bastou esta cena para ficar agarrado ao filme até ao fim, agarradinho à almofada. Isto para um puto de 13 anos era demasiado pesado. E eu já tinha visto os Rambos todos, Halloweens, Elm Streets e afins. Mas aquilo perturbou-me como nunca tinha sido perturbado com um filme.


O filme começa com uma cena no Iraque onde conhecemos o padre velho (Max Von Sydow). Anda armado em arqueólogo, e encontra um artefacto que simboliza uma espécie de demónio. De realçar as expressões do padre que espelha um medo constante. Para que serviu toda esta cena? Não sei bem, mas aquele ambiente envolto do Mal estabelece logo o tom do filme.
Passamos então para a a cidade de Washington para conhecermos mãe (Ellen Burstyn), filha (Linda Blair) e a casa que vai apoquentar a família. A mãe é uma actriz famosa e na cena em que ela está a filmar conhecemos o Padre Karras (Jason Miller). Hoje, com olhos de adulto, vejo que este é um filme mais sobre o seu personagem e o seu caminho/crescimento.

«You're gonna die up there!»

Entretanto, a miúda começa a ter comportamentos estranhos. A cena em que a Reagan se mija em frente à mãe e convidados durante uma festa lá em casa ainda me atormenta. E aqui começa o descer aos infernos: testes médicos atrás de testes médicos. Até a solução passar por um exorcismo e pronto... a partir daqui é aquilo que se sabe. Cenas que chocam: masturbação com a cruz deve ter chocados todas as mentes dos anos 70. Ainda hoje deve chocar...
Depois o filme está todo muito bem filmado e construído. Se o filme fosse feito hoje era quase todo ele só com a possessão e exorcismo. Basicamente como são as toneladas de filmes que se fizeram depois deste. E onde 99% são merda. Aqui tudo é construído com um propósito e de forma extremamente realista. Está de tal forma feito, que acabamos o filme a pensar que a história se poderia passar na casa ao lado da nossa. Esse build-up torna tudo muito mais intenso, provocador, e outra vez, realista.


Em última análise acaba por ser um filme sobre a culpa e absolvição, daí achar que o Padre Karras acaba por ser o personagem principal. E a cena depois do seu sacrifício (onde se atira da janela já possuído pelo demónio Pazuzu), onde o seu amigo e padre o absolve de todos os pecados (a história toda com a mãe dele) é um fechar perfeito para o filme.

Para concluir, sim, é o meu filme de terror favorito. Talvez não tenha sido o que vi mais vezes, pela simples razão que é o que mais deixa perturbado. E não tem nada a ver com religião. Deve ser visto como o único filme sério sobre possessões. Estes novos, são só wannabes... que não aprenderam nada de como fazer um filme deste género.
O trabalho de casa de quem ler este comentário é dar-me exemplos que me contrariem. Dêem-me filmes bons e sérios sobre esta temática. E escusam de pegar no universo Conjuring e afins.


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

POLTERGEIST (1982)


«They're here!»

1982 foi talvez o melhor ano de sempre.... Sim, foi nesse ano que nasceu a figura que aqui vos escreve. E se isso não fosse razão suficiente, eis que no cinema também surgiram clássicos da nossa vida, senão vejamos: 1982 foi o ano que nos deu o primeiro Rambo (nasceram muitos pêlos aos miúdos ao ver este filme), ET fez chorar toda a gente, Blade Runner fracassou nas bilheteiras mas é hoje um dos maiores clássicos da ficção-científica, John Carpenter aterrorizava com The Thing, Rocky andava à chapada com Hulk Hogan e Mr. T, Dustin Hoffman andava a disfarçar-se de mulher em Tootsie, Jason Voorhees arranjava a máscara que hoje conhecemos em Friday the 13th Part 3, viajamos quase até ao sol em Aeroplano 2, etc etc... Ah, e trouxe o filme que nos traz hoje. Poltergeist era "realizado" por Spielberg. O mestre não podia assinar contratualmente nenhum filme à custa de ET, por isso meteu lá o Tobe Hooper... Mas o filme respira Spielberg por todos os poros.

E será que o filme merece o estatuto de clássico?

Confesso que já vi este filme tarde na minha vida. Deveria ter uns 12/13 anos. Mas vi-o nas melhores condições possíveis: sozinho, de madrugada, e com mau tempo lá fora. E devo dizer que não cheguei a borrar as cuecas, mas andei lá perto. Principalmente com uma cena que me marcou: a filha da puta da árvore que ataca o miúdo enquanto há ali trovoada. É que o build-up dessa cena é do caraças. Começa com o puto com medo da trovoada, e onde o pai lhe ensina como ver se a tempestade se aproxima ou afasta. Depois a presença da árvore ao lado da casa que mete medo ao puto. Não gosta das formas que ela tem. A acrescentar a isto tudo, o puto tem medo de um palhaço que é dele. (Bem, o puto também é um medricas do caralho que tem medo de tudo).


O filme em si, segue a linha dos filmes de casas assombradas. Fenómenos estranhos começam a acontecer numa casa. Depois as coisas agravam-se. Normalmente existem crianças que são mais afectadas: aqui é uma miúda loira que é raptada para dentro da televisão. Entretanto aparecem uns caça-fantasmas/espíritos/exorcistas. Resolvem a situação, ninguém morre e fim da história. Sim, a receita é sempre a mesma, mas aqui é diferente. Nem que seja porque foi feito com o bom gosto e savoir faire de Spielberg. E mais, este é o paizinho de todos os Conjurings, Insidious ou Actividades Paranormais que existem hoje em dia.

De realçar ainda a banda-sonora do filme do Jerry Goldsmith. O tema principal é tão melódico e parece que estamos num filme familiar mas com um tom que apoquenta, pelo menos a mim. (Também acontece porque devo associar esta música ao filme, pelo que sei o que se passa).
E engraçado pensar que isto se passava num tempo em que a televisão encerrava a emissão ao som do hino americano. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

HALLOWEEN (franchise)

Slasher Movie: "a film in which people, especially young women, are killed very violently with knives." (in Cambridge Dictionary)

À data que escrevo é dia 31 de Outubro, dia das Bruxas, ou como nós, tugas, gostamos de chamar: Halloween. Porque gostamos de ir buscar as tradições todas aos Estados Unidos. E eu, como sou um vendido, gosto de ver cinema de terror. E como andei em maratona para ver o novo filme da saga de Halloween (aparentemente, e apesar de constarem 11 filmes no franchise, apenas 2 fazem parte do canon - reconhecidos oficialmente), vamos lá a mais um top aqui do revoltado. Há muito que não fazia nenhum. Do melhor ao pior (e sem incluir o filme deste ano):

HALLOWEEN (1978), O Regresso do Mal, de John Carpenter


O original... Dificilmente sairá algum melhor que este. Aquele que tem menos mortes, mas de longe o mais assustador. Porquê? Porque Michael Myers passa 80% do tempo do filme como um mirone. Mas aquele ambiente criado (ajudado pela música e realização) é de constante sufoco.

HALLOWEEN H20: 20 YEARS LATER (1998), Hallowen H20: O Regresso, de Steve Miner


Regressa Jamie Lee Curtis ao sétimo filme, e com óptimas cenas de puro suspense.

HALLOWEEN (2007), de Rob Zombie


Odiado por muitos, amado por muito poucos. Eu curti à brava. Se era para fazer um remake, pois que seja com algo completamente diferente, com um tom diferente. Foi-se a subtileza do original, veio a violência extrema, mais gore. Ao elenco, regressa a actriz principal do 4 e 5, agora mais crescida e numa personagem diferente.

HALLOWEEN II (1981), Halloween II, O Grande Massacre, de Rick Rosenthal


Continuação directa do primeiro, pois passa-se basicamente na mesma noite. Segue o mesmo modelo e volta a assustar bastante.

HALLOWEEN 5 (1989), Halloween 5 - A Vingança de Michael Myers, de Dominique Othenin-Girard


A história no geral é má: em vez de tornar a pequena Jamie numa vilã, como fazia sugerir o final do filme anterior, fazem-na ter problemas de sono. Nhec... Mas os últimos 20 minutos são muito bons: estou a falar do confronto final na casa entre a Jamie e o Michael Myers, tia e sobrinha.

HALLOWEEN 4: THE RETURN OF MICHAEL MYERS (1988), Halloween 4 - O Regresso do Assassino, de Dwight H. Little


Uma história banal, uma máscara péssima, mas um twist final bestial: faziam crer que a pequena Jamie seria uma sucessora do Michael Myers.

HALLOWEEN II (2009), de Rob Zombie


Uma trapalhada, mas ainda mais violento que o primeiro do Zombie. E que cena é essa de pôr o Michael a grunhir ou rosnar cada vez que dá uma pancada.

HALLOWEEN: RESURRECTION (2002), Halloween - A Ressurreição, de Rick Rosenthal


What the fuck?? Até podia ser bom, ou pelo menos diferente. O que saiu? Busta Rhymes em modo kung-fu... Sim, isso aconteceu.

HALLOWEEN: THE CURSE OF MICHAEL MYERS (1995), A Maldição de Michael Myers, de Joe Chappelle


Só não é o pior, porque o último não me entrou no goto. Nem sei bem o que se passa neste. Só sei que tem lá pelo meio o Paul Rudd.

10º HALLOWEEN III: SEASON OF THE WITCH (1982), Regresso Alucinante, de Tommy Lee Wallace


Não tem Michael Myers, por isso nem conta. Eu sei que é adorado por muitos, mas a mim não encaixou.

Em que lugar se encaixará o novo filme?