domingo, 18 de fevereiro de 2024
ANACONDA (1997)
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
THE BRIDE OF FRANKENSTEIN (1935)
terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
FRANKENSTEIN (1931)
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
MIRACLES (1989)
domingo, 3 de dezembro de 2023
THE EXORCIST: BELIEVER (2023)
terça-feira, 21 de novembro de 2023
MAN ON FIRE (2004)
sábado, 18 de novembro de 2023
CAST AWAY (2000)
terça-feira, 7 de novembro de 2023
EL DORADO (1966)
quinta-feira, 27 de julho de 2023
A Nightmare On Elm Street (1984)
Lembrar-me de como era a minha vida antes de conhecer Freddy Krueger é tarefa impossível. É personagem que sempre esteve presente na minha memória. Aliás, lembrar-me quando foi a primeira vez que vi qualquer um dos filmes também não é fácil. Nos anos 80 não havia muito cuidado com os filmes que as crianças podiam ver. É certo que o acesso aos filmes era mais complicado. Ou era através da televisão, e não havia uma box para voltar atrás, ou então através de vídeo: ou alugávamos ou havia alguma VHS perdida com os amigos (que poucos tinha). A primeira imagem que tenho na cabeça do Freddy nem é do filme original, mas da sequela (se bem que na altura eu sabia lá qual estava a ver). E era a cena do autocarro (não sei se a cena inicial ou final).
No campeonato dos "big 3" (entre Halloween, Sexta-Feira 13 e Elm Street) o Freddy nem era o meu preferido. Sempre fui mais team-Michael Myers. E hoje continuo a ser. Mas Freddy Krueger é especial. Para já, é o único com "personalidade" e fala (se excluirmos os Halloween do Rob Zombie).
Mas centremo-nos no filme original, aquele que apresentou Freddy ao mundo. (Porque nunca ninguém falou que chegue dos filmes, nem há milhares de podcasts que esmiúçam o filme ao detalhe. É sempre preciso mais uma opinião).
E o que faz este filme o clássico do género e tido como um dos melhores slashers de sempre?
O filme começa como um filme de terror adolescente banal: temos um grupo de amigos que são o cliché - o casal mais sexual (Tina e o Rod), a menina mais puritana (Nancy) e o gajo mais cool (Glen).
E se no início começamos por pensar que a final-girl vai ser a Tina, até porque é ela que acompanhamos logo e são dela os primeiros pesadelos. Isso é-nos contrariado quando é morta na primeira parte do filme (a fazer lembrar Psycho ou Scream). E que morte!!! Assim vale a pena ver uma miúda ser trucidada. Depois disso percebemos que a protagonista é mesmo a Nancy (Heather Langenkamp). E quem é que não teve uma crush pela Nancy?? Aquele ar de menina que não faz mal a uma mosca mas que deixávamos fazer tudo.
E vale a pena elogiar a personagem da Nancy: se no início ela aparenta ser uma banal vítima de um qualquer slasher, ela evolui de tal forma que no final se torna numa badass, capaz de rivalizar com o Macaulay Culkin no Sozinho em Casa. A forma como derrota o Freddy é disso prova.
Mas a estrela do filme é claro o Krueger. E o gajo tem no máximo uns 8 minutos de tempo de ecrã. E a evolução dele é também notória. Ele aparece inicialmente como um palhacito: a forma como corre, todo desengonçado, e persegue a Tina. Os braços que esticam, etc. Mas à medida que as pessoas vão acreditando nele e tendo mais medo, ele vai ganhando força. E ainda hoje é aterrador.
Depois o filme é todo ele conceptualmente e visualmente deslumbrante. Aquelas transições entre sonho e realidade são qualquer coisa... Tudo isso acompanhado de uma banda sonora com aquelas notas de piano que tornam tudo mais sinistro e transporta-nos para o onírico. Injustamente não se fala muito da música deste filme, até porque o rival de Halloween tem uma que ficou mais na história.
Resumidamente, e em bom português: é um filme do c@r@lho, que vou gostando cada vez mais.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
HALLOWEEN H20 (1998)
EM DEFESA DE HALLOWEEN H20
Não é que tenha qualquer autoridade para ser o advogado de defesa de qualquer filme, mas caramba, parece que este se perdeu no esquecimento, e não merece. Ainda mais com esta nova trilogia, que vem reescrever ou introduzir uma nova linha narrativa à saga.
Vendo o copo meio cheio, já são três as linhas narrativas que têm por base o filme original do Carpenter. E há para todos os gostos.
H20 ignora o 4, 5 e 6, ou seja, a personagem central anterior, a Jamie (que era filha da Laurie Strode) foi com os cães.
Aqui passamos directamente da noite do massacre do 1º e 2º filme e saltamos para 20 anos depois. E aproveito este salto para passar em revista os pontos positivos que me levam a argumentar que este é um dos melhores filmes do franchise.
O ponto principal é mesmo a Laurie. É certo que continua "assombrada" pelos eventos de 1978, mas conseguiu levar uma vida "normal", ainda que com uma identidade nova. Acho esta versão da personagem bem mais realista que a versão destes novos filmes. Aqui ela conseguiu viver para além do Myers: tem uma carreira de sucesso, é divorciada mas tem um filho com quem tem uma relação saudável, tem namorado. Ou seja, mantém uma vida dita normal, apesar de numa noite, quando era jovem, a terem tentado matar. Vive com o trauma, bebe uns copitos às escondidas, mas vive. É um retrato, volto a repetir, bem mais realista que a versão mais bad-ass da nova trilogia.
Depois a mudança de local foi uma lufada de ar fresco. Chega de Haddonfield e passamos para um campus de ensino privado na Califórnia. Há ali alguns cenários porreiros para umas cenas de suspense.
Uma das coisas boas deste filme é a realização do Steve Miner (já tinha estado ligado à concorrência do Friday the 13th). O gajo enche o filme de pequenos easter-eggs, homenagens aos filmes do género e à própria saga. Mas nunca são enfiados a martelo. Surgem de forma tão fluida que muitos nem nos apercebemos deles. O meu preferido é a inclusão da Janet Leigh (a estrela do Psycho) com um pequeno papel, e numa cena com ela ouve-se a música do clássico de Hitchcock. Perfeito.
Ah. e o elenco. Cheio de caras conhecidas, alguns a começar a carreira. Joseph Gordon Levitt, Michelle Williams, Josh Hartnett, LL Cool J.
Outro dos argumentos que uso para defender o filme é a sua duração. É curto e grosso. 82 minutos com genérico incluído. Não perde tempo com coisas desinteressantes.
No entanto, o filme tem um grande senão: o maior ponto negativo do filme é mesmo o Michael Myers. Não sei o que se passou na produção que a máscara não resulta. Não percebo. Um adereço tão básico e falham redondamente. Numa ou outra cena, até uma máscara digital utilizam. ??????? Também o actor é muito "lingrinhas" para fazer de Myers. Queria um actor mais imponente.
Em jeito de conclusão, é um filme de terror feito naquela senda do terror pós-Scream. E pode ter surgido muita merda depois do Scream. Mas quando é bem feito (como neste caso), os filmes envelhecem bem.

