quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

TOP GUILTY PLEASURE

Todos nós temos os nossos prazeres. Todo o ser humano que vê filmes tem o seu guilty pleasure. Ou seja, aquele filme que vê e tem vergonha de dizer que gosta. São filmes que são tidos como (unanimemente) maus, mas que ainda assim nos dá um prazer ver. Ora, não querendo dizer que estou velho (porque não estou), cheguei a uma idade em que me estou a cagar para o que as outras pessoas possam julgar sobre os meus gostos. No que respeita a filmes, eu tenho muitos, mas mesmo muitos filmes que são autênticos pedaços de mau cinema (não sou ninguém para dizer o que é bom ou mau). 
Esta é a primeira parte de um top (deve ter muitas partes) de filmes que são os MEUS guilty-pleasures.

(Como é normal, a ordem é alfabética e não de preferência)

- AVP: ALIEN VS. PREDATOR (2004) - Alien vs. Predador, de Paul W.S. Anderson


Tanto tempo à espera para ver este dois ícones juntos deu nesta bela merda, mas uma merda que me diverte. Pelo menos não saiu aquele inenarrável segundo filme.

- ANACONDA (1997), de Luis Llosa


Uma sexy J.Lo, uma cobra com mau CGI, mas que dá para rir... e isso muitas vezes é melhor que nada.

- ARMAGEDDON (1998), de Michael Bay


O que tem para não se gostar?

- BAD BOYS II (2003), de Michael Bay


O primeiro era realmente um bom filme de acção. O segundo é todo mais exagerado, ao estilo do Bay, mas que nos diverte, mais não seja para ver a dupla Smith/Lawrence.

- DEEP BLUE SEA (1999) - Perigo no Oceano, de Renny Harlin


Tubarões inteligentes e Samuel L. Jackson numa das melhores cenas na categoria "pessoas devoradas por tubarões".

- DOA: DEAD OR ALIVE (2006) - DOA: Guerreiras Mortais, de CoreyYuen


O título em português diz tudo. São guerreiras que são mortais. E ajuda o facto da indumentária das moças ser espectacularmente sexy.

- GODZILLA (1998), de Roland Emmerich


Não tem nada a ver com o clássico monstro japonês. Parece só uma iguana gigante, mas eu divirto-me a cada vez que vejo o filme.

- HOWARD THE DUCK (1986) - Howard e o Destino do Mundo, de Willard Huyck


Um pato em vez de um humano. Uma espécie de Family Guy nos anos 80.

- JASON X (2001), de James Isaac


O que é que faltava ao décimo filme da saga Friday the 13th? Colocar o Jason no espaço. E é tão mau que é bom.

- SUPER MARIO BROS (1993), de Annabel Jankel


Ver a opinião do escriba aqui.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ZATHURA: A SPACE ADVENTURE (2005)


Tivesse este filme sido feito nos finais dos anos 80, início dos 90, e provavelmente seria um dos filmes da minha infância. Infelizmente saiu já em 2005, ou seja, numa altura em que os putos estão a cagar-se para filmes de aventuras.
Sejamos sinceros, o raio do filme está muito bem feito. A equação é simples: vamos aos anos 80 buscar o Explorers do Joe Dante; 10 anos depois passamos pela década de 90 e juntamos Jumanji; Misturamos tudo e mais 10 anos em cima e o resultado é este Zathura.
Claro que o filme tem lá gaja do Twilight ainda novinha, mas sempre com a expressividade de uma pedra da calçada. O que vale é que ela passa mais tempo "congelada".
De resto é uma história familiar, com dois irmãos sempre à bulha, aventuras no espaço, suspense à mistura. História simples mas eficaz.

Ah, e antes que me esqueça, é o melhor filme realizado pelo Jon Favreau, antes de se meter nessa paneleirice dos Iron Man.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

TOP 16 REMAKES

Vivemos numa época onde tudo é reboot/remake. Isso e filmes de super-heróis.... Fui consultar a wikipedia uma lista de remakes. Parece que existem centenas. 50% nunca vi; 45% são caca; 5% até se vêem. São esses que servem para elaborar este magnífico TOP, como é costume aqui no estaminé. 
De notar que se trata de uma lista pessoal, e haverá alguns filmes que as pessoas (na generalidade) odeiam. Mas temos pena... o TOP é meu! E o facto de um determinado filme constar nesta lista, não quer dizer que seja melhor que o original. 
E como é hábito, a ordem é cronológica, do mais antigo ao mais recente. 

- THE MAN WHO KNEW TOO MUCH (1956) - O Homem Que Sabia Demais, de Alfred Hitchcock


Quando Hitchcock resolve fazer um remake do seu próprio filme..

- INVASION OF THE BODY SNATCHERS (1978) - A Invasão dos Violadores, de Philip Kaufman


Aquele final ainda hoje me arrepia. Original de 1956.

- THE THING (1982) - Veio Do Outro Mundo, de John Carpenter

Original de 1951. John Carpenter melhorou-o!

- SCARFACE (1983) - A Força do Poder, de Brian de Palma


Original de 1932, mas que ninguém se lembra. "Say hello to my little friend!"

- THE FLY (1986) - A Mosca, de David Cronenberg


Se o original de 1958 tinha o grande Vincent Price, o remake é deliciosamente mais nojento.

- THE BLOB (1988) - Outra Forma de Terror, de Chuck Russell


Chuck Russell é mais conhecido pelo hilariante The Mask ou um dos melhores Pesadelo em Elm Street. Mas também deve ser lembrado por este remake.

- CAPE FEAR (1991) - O Cabo do Medo, de Martin Scorsese


Quando o original e o remake são clássicos do cinema.

- TRUE LIES (1994) - A Verdade da Mentira, de James Cameron


Ninguém conhece o original. É um filme francês. Para mim bastou uma cena de Jamie Lee Curtis para se tornar num clássico.

- HEAT (1995) - Cidade Sob Pressão, de Michael Mann


Um dos meus filmes preferidos (ver mais aqui). Mais um daqueles casos que ninguém se lembra do original do próprio Mann.

- THE MUMMY (1999) - A Múmia, de Stephen Sommers


Um guilty-pleasure. Um dos melhores filmes de aventura pura depois de Indiana Jones (ver mais aqui).

- OCEAN'S ELEVEN (2001) - Façam as Vossas Apostas, de Steven Soderbergh


O filme mais cool deste século. Descrevo o filme numa palavra: "estilo".

- THE TEXAS CHAINSAW MASSACRE (2003) - Massacre no Texas, de Marcus Nispel


O original é o clássico que se conhece. Um dos melhores no género do terror. O remake, feito naquela vaga de remakes dos clássicos de terror, é um guilty-pleasure. Acho mesmo que dentro do género, e do que se tem feito ultimamente, é realmente bom.

- KING KONG (2005), de Peter Jackson


Peter Jackson era a pessoa indicada para refazer King Kong. E fê-lo brilhantemente, depois daquele fraquinho de 1976.

- HALLOWEEN (2007), de Rob Zombie



Odiado por 99% dos amantes de cinema. Eu acho que é muito bom. Completamente diferente do clássico de John Carpenter, que continua a ser um dos melhores do género. O original ainda hoje me faz borrar a cueca. Mas gostei da abordagem do Rob Zombie a dar ênfase à juventude de Michael Myers.

- THE LAST HOUSE ON THE LEFT (2009) - A Última Casa À Esquerda, de Dennis Iliadis


Remake de um filme de 1972 de Wes Craven, que por sua vez era um remake de um filme do Ingmar Bergman (The Virgin Spring).

- EVIL DEAD (2013) - A Noite dos Mortos-Vivos, de Fede Alvarez


O último filme que me fez saltar da cadeira do cinema. Abordagem diferente da do clássico de Sam Raimi, com menos comédia e mais gore.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

SUPER MARIO BROS. (1993)


Antes de mais, deixem-me vos dizer que sou um gajo da geração do Game Boy. A certa altura da minha vida, este "brinquedo" era o meu maior companheiro. Como era muito totó, em criança não tinha muitos amigos. Tinha alguns. Adoptei então o Mario, o Luigi, o Megaman, o Wario, o gajo que mandava as peças do Tetris.
Mario era o tipo gorducho, de bigode..ou seja, um típico tuga. Mas ele era o nosso compincha.

Quando em 1993, cai de para-quedas uma versão de cinema do famoso jogo da Nintendo, o Super Mario, digamos que naquela altura, para um puto de 11 anos, nós tínhamos a certeza que este iria ser o maior filme da história do cinema. O Casablanca dos pequenitos. Nós não éramos assim tão exigentes. Não tínhamos assim tantas escolhas de filmes para ver. O "crítico" que existia em nós era muito pouco ecléctico. 
E o que tinha o filme para não dar certo? Nada. Era o Super Mario no cinema. Nada poderia correr mal. 
E chegou a altura de confessar: no alto dos meus 33 anos, confesso que este é um dos meus maiores guilty-pleasures de sempre. Consigo explicar porquê? Acho que não. Deve estar relacionado com o timing em que vi o filme pela primeira vez. E fui daqueles que copiou (qual pirata) a cassete VHS do filme. Vi-o inúmeras vezes quando era miúdo. E não me arrependo de nenhuma vez o ver. Tinha Mario, Luigi e a princesa Daisy. E isso bastava. E que panca eu tive pela Daisy (uma desaparecida Samantha Mathis). Eu acho que vi o filme mais vezes por causa dela. 


O filme pouco ou nada tem a ver com o universo do Mario. Mas há coisas que recordo até hoje e que achava piada quando era puto. Quando o Luigi se identifica ao chefe da polícia e fala em 3 Marios: Luigi Mario e Mario Mario. As mamas da matulona que se "apaixona" pelo Mario. Os dois "trogloditas" que andam a raptar as mulheres; etc etc.
Sim, o filme é mau. Eu tenho noção disso. Parece que os próprios actores odiaram fazer o filme. Mas também não é nenhum crime eu me divertir com o filme. E já cheguei a uma idade em que posso admitir (sem ter vergonha) que gosto do filme, mesmo sabendo o quão mau o filme é. 

(E conseguirem juntar o grande Bob Hoskins e o não menos grande Dennis Hopper no mesmo filme é obra)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

GREMLINS 2: THE NEW BATCH (1990)


Começo já por dizer que o boneco/monstrinho do Gizmo (ou Mogwai) é o "animal" mais fofinho do cinema. Se ele fosse mais fofinho, corria o risco de explodir de fofice.

Quando falamos de Gremlins, referimos sempre o primeiro filme (e justamente), mas acabamos por esquecer esta sequela. E esta sequela é tão diferente, caótica, divertida que acaba por merecer um lugar especial no meu coração. E por várias razões.
Ora, sempre vi este filme com especial atenção. Quando era um puto, tive um Game Boy. E um dos jogos que tinha era o Gremlis 2. Até hoje, foi o único filho da puta de jogo que nunca consegui acabar. Chegava ali a um nível e não conseguia avançar. Foram centenas de horas a tentar passar. Quer dizer, um gajo demora cerca de 10 minutos a concluir o Super Mario Bros, mas depois não consegue terminar o Gremlins 2. Uma pessoa pode ficar chateada com a guerra no mundo, fome em África... mas isto é de deixar uma pessoa revoltada.


O filme em si é um desfilar de cenas hilariantes, magistralmente orquestradas por um puppet-master. Goza com tudo, com todos, com o género de filme de monstrinhos assassinos. Mas principalmente, goza consigo próprio. É tão bom vê-los a brincar com o filme anterior. E basta um exemplo. Lembram-se daquela cena do primeiro filme que era meio dramática, onde a gaja contava porque não gostava do Natal? Ela conta de forma quase trágica como perdeu o pai durante um Natal. Ora, neste filme eles pegam nessa cena e "repetem-na", mas de forma tão engraçada que o actor principal se desmancha a rir. Peguem lá no DVD e ide lá confirmar isto que aqui o escriba vos diz. 
E mais outra: a cena em que gozam com o personagem principal quando ele tenta explicar as "3 regras" dos gremlins. Quando não levamos um filme deste género demasiado a sério, corremos o risco de nos entretermo-nos à brava. E é o que acontece aqui.

Depois temos o desfile de uma série de gremlins diferentes e para todos os gostos. O meu preferido continua a ser o monstro inteligente.

Parece que a edição em VHS foi alterada: na versão cinema, quando se dá a "interrupção" do filme temos o Hulk Hogan para resolver a situação. Ouvi falar numa versão diferente mas que não conheço.

Resumindo e concluindo: O filme tem tudo o que adorávamos no primeiro, mas completamente subvertido. Caos é a palavra certa para entender o filme. E a Phoebe Cates continua a ser a gaja mais fofinha, mas que temos vontade de saltar em cima (pancas da juventude).





quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

LAST ACTION HERO (1993)


Há filmes que por vezes são maltratados e esquecidos pela crítica e pelo público. Por vezes isso é merecido, no entanto noutras ocasiões isso é totalmente injusto. Ora, este Last Action Hero é um desses. Quando falamos de grandes filmes de acção do Schwarzenegger, quase sempre nos esquecemos dele. E é pena. Tenho sempre a impressão que este é um daqueles filmes incompreendidos. Eu próprio, tive o filme afastado da minha memória durante alguns anos. Mas foi uma fase parva da minha vida. Como sempre houve a rivalidade Schwarzzie vs Stallone, eu sempre pendi mais para o team-Stallone, então rejeitava o que vinha dos músculos do austríaco. Hoje em dia continuo a ser do team-Stallone, mas adoptei o Scharzzie como um tio que nos dá prendas boas de vez em quando. No caso dele, de vez em quando lá temos um filmaço (continuo a ser o maior "hater" dos Terminator). 

Neste filme, Schwarzenegger junta-se novamente ao mestre dos filmes de acção John McTiernan (já tinham feito juntos o Predator). E o que temos aqui? Um desfilar de gozo com o próprio género. Um filme que não se leva a sério e é puro entretenimento com cerca de duas horas. São clichés atrás de clichés, mas tratados de forma gozona. Uns dirão que poderá ser uma sátira, outros dirão que é uma paródia. O que eu sei é que nos divertimos em todos esses truques usados. Uma espécie de "meta-filme", que dificilmente arranjamos melhor. 

Ou seja, é tudo a gozar mas feito de forma séria. 

No lado negativo temos o cabelo do puto. Que raio de moda foi essa desses penteados à tigela.


Curiosidade:
Não sei se foi de propósito ou não, mas lembram-se da cena em que o puto está a tentar provar que estão dentro de um filme e vão a um clube de vídeo? Encontram lá um cartaz do Terminator mas com Stallone com protagonista. No mesmo ano, saiu um outro filme de acção/sci-fi com Stallone, o Demolition Man. E nesse filme, gozam com o facto de Schwarzenegger ser presidente dos EUA. A rivalidade chegava mesmo a estar presente dentro dos filmes que faziam. 

Para finalizar, um conselho:
Se nunca viram o filme, ide lá ver. Se já viram, mas está no vosso esquecimento, ide lá ver. Garanto-vos 2 horas de gozo, entretenimento puro. Dou-vos a minha palavra.

Nota final: e a gaja que faz de filha do Jack Slater? Tão boa que até dói. O que é feito dela?


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

THE REVENANT (2015)


SPOILERSSSSSSS

Parece que estamos em época de prémios. Todos os dias há uma cerimónia de prémios de cinema que irão culminar nos Óscares. Deixei de dar importância a esses prémios. Como tudo, é só negócio. Claro que gostamos quando os nossos preferidos ganham. E quando ganham é porque merecem. Se não ganham, então é tudo culpa do "sistema". Ora, anda aí um filme a dar que falar. E é este The Revenant.
E o que podemos dizer deste filme? Não muito. Uma história simples, o que normalmente só joga a favor (como neste caso). Temos um gajo que se quer vingar de um outro gajo que lhe matou o filho. Esse vingador é o Leonardo DiCaprio. E a pergunta que se impõe ao ver o filme é só uma: como raio conseguiu ele chegar vivo ao fim? Eu perdi a conta às coisas pelo qual ele passou, e que um comum mortal morreria logo. Basta ver a cena do ataque do urso. E que cena!! 
E é por essa cena e outras que o filme se destaca. Porque visualmente o filme é um espanto. A cinematografia é de um requinte. 
Depois, sejamos sinceros. Temos um DiCaprio em mais um desempenho longe dos tempos de "menino bonito". Um Tom Hardy também impecável. Até o "puto das sobrancelhas esquisitas" (não sei o nome e estou com preguiça para ir pesquisar) se safa bem. 
É o típico filme feito para os prémios. É bom. É preciso estômago para o ver. Se vai ficar na história? Só o tempo o dirá..

Nota final para o plágio do Império Contra-Ataca relativamente a uma cena com um cavalo. Quem viu o filme sabe do que falo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

MEAN GIRLS (2004)


Houve um tempo antes do tempo em que a Lindsay Lohan até tinha um ar saudável. A sério... Não acreditam? Consultem na internet. Depois deu-lhe uma de Macalay Culkin e estragou-se. 
Ora nesse tempo, que já lá vai há mais de uma década, ela ia fazendo filmes que se podiam ver. 
Num destes dias à noite, apanhei este Mean Girls na televisão. Já o tinha visto no cinema. Era um estudante em Coimbra, e mais as colegas de casa, lá decidimos ir ver um "filme de gaja" ao extinto cinema do Solum. 
Como estava a dizer, num destes dias apanhei o filme na televisão. Sou um gajo casado, e sei que a excelentíssima esposa gosta do típico "filme de gaja" ou "filme de sábado à tarde". Como bom marido, lá dei a ideia de ficarmos a ver. Posso sempre ter a desculpa de que "a minha mulher é que gosta destes filmes". Neste caso, eu tenho de confessar que gostei do filme. 

Uma comédia inteligente, que dentro do género se destaca. Filme que retrate problemas do liceu cai sempre no repetitivo. Aqui brinca-se com todos os clichés deste género de filmes. Uma miúda que é o típico "peixe fora de água", que vai se adaptando a todas as peculiaridades do liceu. Todos os grupos são retratados. E o realizador brinca com esses clichés das meninas populares e típicas barbies, os góticos, os desportistas, os nerds, etc... Quase que pode ser visto como uma sátira a todos essses filmes do género.
Em jeito de comparação e conclusão: Mean Girls está para as teen-comedies como Scream está para os filmes de terror slasher.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

TOP TARANTINO

Parece que o tipo que faz filmes cool tem aí nova fita. The Hateful 8 é curiosamente o oitavo filme. Eu curto o estilo do gajo. Violência como deve ser. Diálogos ainda melhores. Ressuscita actores que estavam em coma. Bandas sonoras marcantes. Homenagens a vários géneros. Os haters dizem que são cópias. 
O que é certo é que cada vez que sai um filme de Tarantino, isso é um acontecimento cinematográfico. Este ano teve o azar de estrear quase ao mesmo tempo que o Star Wars. Ainda assim é sempre um acontecimento em Hollywood.

Este é o top do dia. Desta vez, e como a filmografia é curta a ordem é por preferências. 

DEATH PROOF (2007)


É o mais fraco mas tem cenas impressionantes, nomeadamente nos carros.

DJANGO UNCHAINED (2012)


Vale muito por Leonardo DiCaprio. E pelo sangue.

JACKIE BROWN (1997)


DeNiro e Sam Jackson on fire.

INGLORIOUS BASTERDS (2009)


Brad Pitt num dos seus melhores papéis. Cena inicial é brilhante . Aquilo que queríamos que realmente tivesse acontecido na Segunda Guerra Mundial.

RESERVOIR DOGS (1992)


Dança do Michael Madsen vale tanto mas tanto.

KILL BILL (2003/2004)


Perfeito.

PULP FICTION (1994)


O filme que não gostei da primeira vez que vi... Hoje é o meu filme favorito.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

THE MARTIAN (2015)


Lembram-se quando o Ridley Scott fazia bons filmes? Pois, já lá vai mais de uma década. E quando ele fazia boa ficção científica? Pois, há mais de 30 anos! (Nota: o Prometheus não entra nesta categoria de sci-fi, mas sim na categoria de "lixo").
Pois, parece que 2015 pode ter sido o ano do regresso à boa forma. 
A melhor forma de descrever este filme é simples. Se o Cast Away e o Apollo 13 pinassem e daí resultasse um filho, então o resultado seria este The Martian. E isso é bom. Não sendo uma obra-prima, o filme entretém nas mais de duas horas de duração. Dos raros casos em que um filme longo até parece mais curto. E isso acontece muito por culpa do Matt Damon
Então, basicamente o personagem do Matt Damon é deixado em Marte, julgando-se que estivesse morto. Acontece que sobreviveu e vai ter de fazer tudo para aguentar vivo até chegar a missão de resgate. 
Quando a história é simples, tem de ser bem executada. E isso acontece aqui. Com actores fracos,o filme seria logo uma merda. Com bons actores, o filme sobressai na quantidade de maus filmes que estreiam todas as semanas. 
O filme é bem-disposto. Vibramos ali com o personagem principal. E mesmo nas cenas com os outros actores, também não nos fartamos. 
Depois, um filme que consegue encaixar David Bowie na banda-sonora tem de ter o seu mérito.
Vale bem a pena.