sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SPECTRE (2015)


24 filmes e 6 actores depois, a saga de James Bond continua fresca. Claro que há filmes merdosos lá pelo meio. O Roger Moore tem uns quantos. O Pierce Brosnan fez uma rasia quase completa. Tirando o excelente Goldeneye, todos os outros são uma bosta. É preferível levar com um barrote nos cornos do que rever aquele que tem a Halle Berry.
Não sou daqueles que tem um Bond preferido. Em 50 anos não podemos comparar o Dr. No com o Skyfall. Épocas diferentes. Estilos diferentes. Preocupações diferentes.
Claro que gosto de Sir Sean Connery que trouxe o charme ao personagem. O George Lazenby trouxe aquele que é talvez o melhor filme da saga. O Timothy Dalton, com dois bons filmes, é o gajo que mais se aproxima daquilo que o Fleming escreveu. O Brosnan teve azar com os filmes, mas enquanto Bond também está bem. O Craig é o durão de serviço e o que vai contra tudo o que estávamos habituados com os outros. Começou ao melhor nível com o Casino Royal. Teve o acidente grave com o Quantum of Solace. E recuperou com o Skyfall.
Chegamos então a este Spectre.

O filme começa logo com uma cena espectacular. Não sei o termo técnico, mas é uma longa cena num só take. 
Sem querer revelar muito do filme, basicamente é um gajo que quer acabar com o MI6, criando uma agência universal. Ao mesmo tempo que é "criada" a famosa agência de vilões, usada em muitos outros filmes da saga: a Spectre

Coisas a apontar sobre o filme:

- É demasiado longo e vai acabar por ser mais "esquecível" que por exemplo o Skyfall.
- Gosto deste Q. Não é o velho dos filmes antigos. É um puto com ar de nerd. E com ele trouxe os momentos mais bem humorados do filme. E andou aquele gajo a matar meninas virgens no Perfume.
- Sou daqueles que acha que quando temos actores do calibre do Christoph Walz, então temos de fazer uso dele. Foi pouco aproveitado. Se bem que, e sejamos sinceros, o tipo de vilão dele é sempre o mesmo. O registo já o conhecemos. Culto e com o dom da eloquência. Mas gostamos e por isso deveria ter havido mais "Blofeld". Suponho que seja para utilizar em mais filmes do Bond.
- Finalmente temos um vilão secundário que é durão. Daqueles que só aparecem nos filmes do Bond. Lembram-se do gajo que atirava chapéus para matar, ou o tipo com dentes dourados. Dave Bautista é esse tipo de vilão. Durante o filme todo ele diz, literalmente, uma palavra. E é precisamente antes de morrer. Um seco "Shit". 


- Uma Bond girl que tem obrigatoriamente de ser para o olho. E quando aparece naquele vestido no comboio, um gajo fica abananado. Mais sensual que por exemplo a saída do mar da Halle Berry em biquíni. A Monica Bellucci está lá só para encher.

E basicamente é isto. Tem os seus defeitos. Quando estava no cinema, a certa altura estava sempre a olhar para o relógio, e isso não é bom. Mas é um filme que se vê muito bem.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

AVENGERS: AGE OF ULTRON (2015)


Como fazer a "crítica" mais curta e grossa de sempre a um filme:

Comecei a ver este filme cheio de esperanças (estou a gozar... o primeiro já tinha sido uma merda). Sou masoquista e lá dei hipóteses ao filme.
Comecei a ver, e 10 minutos depois estava a dormir.

PS: a cena de acção antes dos créditos está tão má a nível de efeitos especiais. Tudo soava a falso!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PREDATOR (1987)


«If it bleeds, we can kill it

Alturas houve em que ter Schwarzenegger no cartaz era sinal de sucesso garantido. Alturas em que íamos ao cinema só para ver o actor. A prova disso é que filmes como Twins (Gémeos) ou Kindergarten Cop (Um Polícia no Jardim Escola) foram enormes sucessos de bilheteira. 
Apesar de Terminator preceder este Predator, foi este filme que foi a prova de que era uma mega-estrela de Hollywood
E que filmaço temos aqui. Senão vejamos: é um dos melhores filmes de ficção-científica, um dos melhores filmes de acção, um dos melhores filmes de terror/suspense. Isto tudo num só filme. Tanto faz em que género o queiram colocar, que temos um clássico destes géneros. 
Preconceitos à parte, é um filme macho. Tem lá uma gaja no meio, mas está lá só para não ser uma festa da mangueira a 100%.
Mas o que faz deste filme um clássico intemporal, que 30 anos depois de sair, continuemos a ver e a falar dele? Epa, muito. Há ali pouca coisa a falhar. Mesmo numa altura em que eu não era fã do velho tio Schwarzzie, este era o meu preferido.  Ora, numa destas manhãs em que só trabalhava à tarde, apanhei o filme no melhor canal de cinema da televisão portuguesa (o Canal Hollywood, para quem tem dúvidas). E talvez seja a melhor altura do dia para ver o filme. Há lá melhor acordar que ver um monstro a arrancar a espinha a militares? Ou para ver todas as one-liners do filme? 


«You're one ugly motherfucker!»

E o que é que eu gosto neste filme? Bem, quase tudo.

- Antes de mais a banda-sonora. Aqueles instrumentais no meio da selva.... ainda hoje dão arrepios. O tipo que compôs aqueles sons animados no Back to the Future, faz aqui algo completamente oposto. Mais subtil. Um espectáculo. 

- Quase todas as cenas são dignas de registo. Destaco apenas uma ou outra:
> a cena do helicóptero ao som do rock 'n roll;
> a primeira imagem de Schwarzenegger a fumar o seu charuto;
> a metralhadora do Blain (Jesse Ventura) capaz de trucidar árvores;
> a morte do Dillon (Carl Weathers) com o braço, que depois de arrancado, continua a segurar e disparar a arma que tinha na mão;
etc etc etc...

«I ain't got time to bleed!»


Depois há detalhes que ainda melhoram mais o filme:
> só vemos  realmente o monstro lá para meio do filme, numa cena em que se opera a si próprio. Até aí apenas tínhamos tido vislumbres da sua visão;
> o personagem Billy (Sonny Landham) é dos melhores do filme. Com uma morte digna de quase auto-sacrifício. De notar que apenas temos o som dele a gritar e não a cena em si.
> aquelas armadilhas todas que o Schwarzzie constrói são dignas de Rambo
> todos os personagens/ actores são carismáticos e chegamos a preocuparmo-nos com eles (até o tipo das anedotas secas).

Resumindo: o melhor filme do Schwarzzie. Vamos entretanto esquecer as sequelas/reboots/spinoffs/crossovers


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

THE VISIT (2015)


SPOILERS

Há uma música do José Cid que começa assim: "Há muito muito tempo, era eu uma criança...". Pois este texto bem poderia começar assim. Em finais do século passado, um filme caiu que nem um estrondo nos cinemas de todo o mundo. Um gajo, que nunca ninguém tinha ouvido falar realizava um filme que ficou nas bocas do mundo por uma razão específica. Os twists voltaram a ser cool. O Sexto Sentido fez com que M. Night Shyamalan fosse um realizador a ter em conta. Shyamalan era o gajo da moda. "O novo Spielberg" era mesmo o seu nick-name. E o que é certo é que ainda esteve na ribalta com o próximo filme, o Unbreakable. Para mim ainda manteve o factor X no Signs e um bocado no The Village. A partir daí parece que o gajo foi substituído por uma pessoa com o mesmo nome. É que os filmes são uma merda a partir desses. Talvez se tenha vendido ao mercado. Há quem diga que nem foi ele que realizou (na prática) o After Earth
Enfim, tudo isto para chegar a este novo projecto. Shyamalan agarrou nos trocos que ganhou a fazer esses filmes de merda e criou de raiz um filme mais pessoal. Foi buscar actores desconhecidos do grande público e fez uma história mais pessoal sem as influências dos grandes estúdios. 


A história é tão simples: dois irmãos vão visitar os avós que nunca tinham conhecido. Acontece que os avós são um pouco marados. E é isto. Claro que uma pessoa fica de pé atrás quando vê que o filme é em found-footage E sabemos que este estilo está actualmente em coma. Uma pessoa vê a merda que são todos os Paranormal Activity e fica com receio. Acontece que este The Visit é a prova que se pode fazer um filme neste estilo. Neste filme há uma razão específica para ser em found-footage. E temos a sensação que é mesmo a miúda que está a filmar. Não há banda-sonora a atrapalhar. Aquilo que se ouve é aquilo que se passa no filme.

SPOILERS
Voltando à história: dois irmãos vão visitar os avós. Durante a visita, a irmã quer filmar um documentário sobre essa visita. Quando conhecem os avós, estes têm apenas uma regra: uma espécie de recolher obrigatório às 21:30. Durante as noites coisas estranhas vão acontecendo. Os cotas desculpam-se com algum tipo de "disorder". Numa das noites, as coisas aquecem e os putos ficam com medo. Pedem à mãe para os ir buscar, quando durante a chamada por vídeo a mãe lhes diz que os velhos não são os avós. Quem serão aqueles psicopatas. Chegamos ao último acto, e quando parecia que as coisas poderiam ir para o sobrenatural (demónios na casa ou possuidores), eis que os velhos são mesmo só psicopatas e tentam matar os miúdos. Os putos safam-se. Fim de história.


Este filme é uma mistura de comédia com algum suspense. Em boa verdade nem sei em que género posso incluir o filme. Por um lado tem o miúdo que é uma espécie de comic-relief. E sejamos sinceros, o puto está impecável. Mas depois essa comédia é conjugada com o suspense que em tempos o Shyamalan nos habituou. 
O que temos aqui são 4 óptimos actores. E não é fácil pôr dois adolescentes a levar o filme às costas. Os velhos são mesmo "creepy". Muito bem filmado. História simples mas eficaz. 
Não será propriamente uma obra-prima, mas carago, para mim é caso para dizer: "Welcome back Mr Shyamalan".

terça-feira, 27 de outubro de 2015

BACK TO THE FUTURE (1985, 1989, 1990)


Sou um gajo que gosta de filmes no geral: bons, maus, clássicos, etc (sim, há maus filmes que eu gosto). Depois há filmes que vejo e revejo até à exaustão sem nunca me cansar. Ora, se ouvimos música vezes sem conta, porque não podemos fazer o mesmo com alguns filmes. Normalmente são filmes que fazem parte do meu crescimento enquanto "pessoa humana" (juro que já ouvi esta expressão) e que ajudaram a desenvolver o meu gosto cinéfilo (ou falta dele).
O Regresso ao Futuro é um deles. E para mim Regresso ao Futuro 1, 2 e 3 é apenas um filme. É daqueles casos que se vejo o 1, tenho de ver logo a seguir as sequelas (isso só acontece com Star Wars - a trilogia original).

Não existem filmes perfeitos. Ou será que existem? Porque para mim, com todos os defeitos que se possam apontar a esta trilogia, é um filme perfeito. Trata-se de um fenómeno cultural pouco visto. E espero que com a efeméride festejada na semana passada (21 de outubro de 2015) possa servir para as novas gerações verem aquele que é o exemplo do que deve ser um filme sobre viagens no tempo.

Senão vejamos:

- Back to the Future (1985): um cientista louco inventa uma máquina do tempo. Por acidente o amigo Marty vai para 1955 e tem de conseguir regressar ao presente sem destruir o universo. História muito simples não é? Claro que sim... Mas depois Marty tem "só" de conseguir fazer com que o seu pai se apaixone pela sua mãe, que por sua vez está interessada no próprio filho, tendo tempo ainda para dar umas guitarradas e inspirar Chuck Berry para criar o Johnny B Good.


Boom: mega sucesso, sendo o filme mais visto desse ano, fazendo de Michael J. Fox uma estrela maior do que já era.

- Back to the Future Part 2 (1989): aqui as coisas complicam-se a nível de enredo. A acção começa logo minutos depois de onde terminou o primeiro filme. O Doc chega do futuro e leva Marty e namorada ao futuro para resolver uns problemas que os futuros filhos terão. A situação em 2015 fica resolvida, mas Marty fez o que qualquer um de nós faria, e comprou o almanaque com resultados desportivos. O Biff do futuro apanha o livro, vai ao passado (1955) dar o almanaque ao Biff do passado. Como consequência, quando Marty e o Doc regressam a 1985, o presente está alterado. O que fazem? Vão ao passado (1955) repor as coisas de modo a que o presente volte ao normal anterior (que já tinha sido alterado no primeiro filme).


Este é mais complicado de acompanhar mas caramba, parece uma montanha-russa de divertimento.

- Back to the Future Part 3 (1990): volta-se às raízes. No final do segundo filme ficamos a saber que Doc está preso no passado (1885). O Marty vai ao passado para resgatar Doc. Voltamos à simplicidade e mantemos o divertimento, só que desta vez não há carros voadores mas índios e cowboys.


E porque razão esta trilogia é tão marcante, mítica, histórica?
A primeira razão é óbvia: porque o raio dos filmes são mesmo bons.
Claro que é estranho o melhor amigo de um puto do liceu ser um velho cientista. mas quem liga a isso? A química entre os dois está lá, e não conseguimos imaginar outros actores que não o Christopher Lloyd (o "velho só tinha 47 anos quando o primeiro filme saiu) e o Michael J. Fox.


O primeiro filme teve a grande vantagem de ter o Crispin Glover. Que papelão. Para mim o melhor desempenho do filme a entrar na categoria de papéis que adorava poder representar. Parece que o homem não era bom da cabeça e armou-se em vedeta. Resultado, saltou fora do segundo filme, e os argumentistas lá tiveram de arranjar um esquema de não contar com ele. Ou seja, o Biff matou-o. Ainda assim o Crispin ainda teve a lata de processar os estúdios por terem usado imagens dele do primeiro filme. Claro que isto é tudo coisas que se vão lendo e vendo em documentários. Se serão verdade, não sei! É o que se conta por aí.

Passemos à música, que é tão conhecida como os clássicos da Guerra das Estrelas ou Indiana Jones. Durante anos pensei que o John Williams estivesse por trás da banda-sonora, mas parece que não. Alan Silvestri foi o autor dessa maravilha, que de vez em quando lá trauteio. Não sendo tão conhecido (pelo menos de nome) como o John Williams, Danny Elfman ou Hans Zimmer, de certeza que todos reconhecem o seu trabalho, senão vejamos: Predator, Bodyguard, Forrest Gump, Cast Away, Avengers, Captain America, e mais dezenas e dezenas de blockbusters e alguns clássicos.

Depois temos três filmes tão iguais e tão diferentes, que atravessam várias épocas distintas (1885, 1955, 1985, alternate 1985, 2015).

Entretanto lá chegámos a 2015, e parece que não há carros voadores e hoverboards

(Texto para ir alterando ao longo do tempo: não é fácil escrever sobre um filme que se gosta tanto e que já foi tudo dito por tanta gente)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

HEAT (1995)


Em 1995 eu tinha uns 13/14 anos. Foi por volta dessa altura que vi este filme. Uma das únicas memórias que tenho ao ver o filme foi que o filme era grande como o carago. Nunca mais acabava.
Hoje é um dos filmes da minha vida. Mas é um daqueles casos em que prefiro não ver o filme vezes sem conta, pois tenho medo dessa coisa chata que é a saturação. Claro que já o vi umas 27 vezes. E houve duas cenas que já devo ter visto umas 453 vezes. Falo claro está das cenas do famoso tiroteio em Los Angeles e da cena do primeiro encontro da dupla De Niro/ Pacino.

E posso despachar já o elenco. Robert De Niro e Al Pacino encontram-se pela primeira vez no cinema (O Padrinho 2 não conta, pois se bem me lembro eles nem contracenam). E que melhor filme para juntar estes "monstros" da representação.

- De Niro tem uma actuação mais sóbria, cheia de subtilezas. Um homem só que se preocupa com o seu gang. A cena com Ashley Judd, onde lhe pede que dê mais uma oportunidade a Val Kilmer é prova disso. Ou seja, uma espécie de patriarca do grupo. E o seu papel está tão bem escrito que em quase 3 horas de filme, é um dos casos que queremos que o bandido se salve. (I do what I do best, I take scores. You do what you do best, try to stop guys like me).


- Al Pacino é o obcecado de serviço. Vai no 3º casamento e mesmo esse se desmorona. Abdica dessa estabilidade familiar por obsessão ao trabalho. No entanto ainda tem de lidar com a enteada maluquinha (uma Natalie Portman muito novinha), e uma mulher que também quer atenção. A cena em que o Pacino apanha a mulher com um amante é genial. (Oh yeah, I made Ralph fuck you because it makes me feel good).

- Val Kilmer, que nesse mesmo ano era Batman, tem uma das suas performances mais memoráveis., muito low profile. 

- Tom Sizemore é um dos membros do gang, e conseguiu em apenas um acto virar o nosso sentimento por ele. Num momento temos simpatia por ele, no outro basta pegar numa criança durante o tiroteio para não ficarmos com pena de ter levado um balázio nos cornos.

Depois temos mais uma série de actores que estão impecáveis em papéis mais pequenos. E que elenco secundário Michael Mann conseguiu reunir: Jon Voight, Natalie Portman, Diane Venora, Ashley Judd, Ted Levina, Hank Azaria, Dennis Haysbert, Danny Trejo, William Fichtner...

Tecnicamente o filme é brutal. Tenham bem em atenção a fotografia disto. As cores... aquele azul escuro... o jogo de sombras... a banda-sonora que só existe quando tem de existir. Senão vejamos: na cena do tiroteio na baixa de Los Angeles, o que é que se ouve? Tiros e mais tiros.... Não precisa de mais nada a acompanhar. 


Ora, o filme tem 2h45. Em 165 minutos de filme não há uma única cena que eu conseguisse excluir. Todas são importantes para o desenvolver da história. Todos os pequenos enredos conjugados resultam nesta obra-prima.

Mas se todas as cenas são importantes e impecavelmente bem filmadas, representadas, temos sempre de realçar a aquela a que todos chamam de "cena do café". É impossível falar do filme e não referir esta cena. E ao mesmo tempo é tão simples. Dois tipos que travam conhecimento pessoalmente estão ali a conversar. E é "só" isto! Mas caramba, ouvi esta semana alguém dizer que é como assistir a uma partida de ténis de luxo. Dois dos maiores actores vivos a conversar.
«You know, we are sitting here, you and I, like a couple of regular fellas. You do what you do, and I do what I gotta do. And now that we've been face to face, if I'm there and I gotta put you away, Iwon't like it. But I tell you, if it's between you and some poor bastard whose wife you're gonna turn into a widow, brother, you are going down.» 


Muito resumidamente, é só um dos meus filmes preferidos!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

EVEREST (2015)


Sou um gajo pacato. Dêem-me um sofá e uma televisão e eu fico feliz. Nunca fui muito de aventuras. Até porque requeria essa coisa chata do esforço físico, e digamos que sou mais adepto da preguiça. Pessoalmente não vejo nenhum mal nisso. É uma opção de vida como outra qualquer... E mais segura. No entanto admiro pessoas que arriscam a sua vida em algum tipo de actividade mais perigosa: parapente, para-quedas, patins, rappel, escalada, ir ao estádio ver o Porto-Benfica, sair à noite em bairros esquisitos, etc... 
Este filme veio contrariar essas minhas vontades: será que fui só eu que saiu do filme com vontade de ir escalar o Everest? Passar noites em tendas geladas, apanhar com tempestades de neve, perder um ou dois dedos (no caso do João Garcia o nariz). Mas é verdade, o filme teve esse mérito em mim. Deixou-me pelo menos com essa vontade. Claro que se a oportunidade surgisse, o mais provável seria fugir com o rabo entre as pernas. 

Parece que o filme relata uma história real (o famoso "Based on a true story") de umas trupes de "turistas" que queria trepar ao ponto mais alto do planeta. Confesso que não sabia que existiam empresas especializadas em levar turistas ao cume do Everest, porque não sabia que existia assim tanta gente maluca. 
Não será um filme que vá ficar para a história (só o tempo o dirá), mas caramba, o espectador sai cansado depois de ver este filme. E sim, este é daqueles que merece ser visto numa sala de cinema. Não tanto pelos méritos da história em si (que os tem), mas por todos o visual. Epa, não consigo explicar porquê, mas quem vê o filme na segurança da cadeira da sala de cinema vai sentido aquele suspense, aquela adrenalina de querer chegar lá cima. E o chegar lá cima foi peanuts comparado com a viagem de regresso. A história não tem muito que se lhe diga. Um conjunto de pessoas quer escalara o Everest, e as coisas não correm muito bem. E é isto. Mais que suficiente para duas horas de adrenalina, falta de ar, e imagens impressionantes. 
Sobre o 3D, só tenho uma coisa a dizer: esqueçam Avatar e cenas do género. Foi para isto que o 3D foi inventado. 
Ah, e depois tem um elenco forte a carregar um argumento simples. Duas estrelas (Brolin e Gyllenhaal) que nem sequer são os personagens principais do filme.


Vale a pena dar uma vista de olhos neste, nem que seja para ficar deslumbrado com as imagens. 
Nota final; parece que o alpinista João Garcia viu o filme e achou que finalmente "hollywood conseguiu retratar bem este tema, tanto do ponto de vista das imagens como técnico".

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DEATH WISH (1974)


A década de 70 nunca foi a minha favorita do cinema. Mas sem nenhuma razão aparente. São desta década alguns dos meus filmes preferidos (Star Wars, Jaws, The Exorcist, Halloween, e muitos outros). Mas sempre me pareceu uma altura em que os filmes eram mais "sujos"... e uma pessoa gosta mais de coisas limpas. Por algum motivo que eu desconheço, Charles Bronson nunca me disse nada. nunca foi actor que eu ligasse. Era mais o herói da minha avó. Para um tipo que nasceu nos anos 80, o Bronson era mais o avozinho. Nós (catraios dos anos 80) queríamos era Stallone, Schwarzenegger e Van Damme
Ora, como hoje só entrava no trabalho à tarde, aproveitei o facto da esposa sair de manhã para trabalhar e ter a televisão só para mim. Já tinha ouvido falar da saga Death Wish. E tantas vezes tinha ouvido falar, que lá me decidi a ver o filme. 
Preparam-se umas tostas mistas e uns iogurtes para pequeno-almoço, carrego no play e lá entro no mundo cheio de crime da cidade. 


O filme é muito básico: um chefe de família apanha-se com a mulher morta por um gang liderado por um muito jovem Jeff Goldblum. A filha fica numa espécie de vegetal. A polícia não consegue encontrar os culpados, então o nosso avozinho Bronson desata a matar tudo o que é indivíduo com aspecto duvidoso. E pronto, é isto o filme. O gajo torna-se num "Vigilante". 
Eticamente o filme é duvidoso. Incentiva os mais fracos de mente a uma espécie de "faça você mesmo", a justiça pelas próprias mãos. Um filme da Direita norte-americana. Parece que sai em defesa do uso das armas, mas sem stress.... É SÓ UM FILME.
Vi com um deleite macabro. Mas não acabei o filme com vontade de ir dar porrada a tipos com aspecto duvidoso. 

(Parece que há mais 4 filmes desta saga... já estão na lista para os próximos dias).

Nota final: e foi impressão minha ou vi o Denzel Washington a levar um balázio, tendo uma cena com poucos segundos?


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

THE MAN FROM U.N.C.L.E. (2015)


Parece que os filmes de espiões estão para ficar. Pelo menos a avaliar pelos que têm saído nos últimos tempos. Começámos o ano em grande com a surpresa que foi Kingsman. Mais recentemente veio o novo Mission: Impossible e o divertido Spy. E agora este The Man From U.N.C.L.E. E daqui a umas semanas mais um Bond.  O que tem acontecido para este renascer do género dos espiões. Bem, tornaram os filmes de espiões mais leves, com mais entretenimento, sem se levarem demasiado a sério. E isso tem resultado. Nuns mais do que noutros, o que é natural.
Desta vez foi o Guy Ritchie que decidiu pegar numa série dos anos 60 (confesso que nunca tinha ouvido falar). E devo dizer que é o melhor filme do gajo desde o Snatch. Sejamos sinceros, os filmes dele não têm saído grande coisa, e estou a incluir os Sherlock Holmes. No entanto, dou-lhe mérito numa coisa. Se há realizador que coloca "estilo" e "coolness" nos seus filmes é o Guy Ritchie. Todo o visual deste filme é muito bom. As cores. O Henry Cavill que deixe lá o Super-Homem e se dedique a este franchise. (Parece que o filme está a ser um flop de bilheteira, o que é pena).


Outra coisa que resulta muito bem neste filme é a química entre os dois protagonistas. Já há algum tempo que não se sentia isso nesta espécie de buddy-movie
Depois digamos que tem algo de original na ideia base do filme (e pelos vistos da série). Ter um americano e um russo, em plena Guerra Fria, a trabalhar em conjunto para um bem comum foi um tiro certeiro. 
O humor foi também na mouche. Só gostava de ter visto mais do Hugh Grant. É bom ver que o gajo está a envelhecer e num registo diferente ao que estamos habituados.

Resumindo, um filme cool, despretensioso, divertido. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SIGNS (2002)


Lembram-se quando o Shyamalan (acho que é assim que se escreve e não me apetece ir ao Google) fazia bons filmes? Pois, já lá vão uns anitos. Mas sejamos sinceros, se o gajo já nos deu The Sixth Sense, Unbreakable ou o The Village (e este Signs - já lá vamos), bem pode fazer a merda que quiser actualmente. 
Era eu um caloiro em Coimbra, e numa das tarde que não me apeteceu ir à aulas, lá fui ao velhinho Avenida ver este filme. Sozinho, porque ainda era muito verde em Coimbra, e não havia muito pessoal que quisesse ir ver este filme ao cinema comigo. Copos era à noite. As manhãs para dormir. As tarde eram para ir à Faculdade passear os "apontamentos" (duas folhas em branco).


Deste Signs apenas uma coisa para começar: se não é o melhor, é um dos melhores filmes sobre invasões extra-terrestres.
- Banda-sonora a fazer lembrar Hitchcock;
- Elenco impecável. Os dois adultos (Mel Gibson e Joaquin Phoenix) estão sempre bem. Até os miúdos não eram irritantes como é normal. 
- Um conjunto de cenas com um suspense inacreditável: cenas no milheiral; cena na casa do veterinário com o alien preso numa das divisões; cena na cave; cena em que vêm o vídeo do alien; etc etc etc... Não há uma cena que cortasse. Os flashbacks que vão dando pistas para o final. 

Sinceramente, eu queria apontar qualquer coisa de negativo, mas não consigo. Talvez o filme do Shyamalan que mais gosto de ver e rever! Há sempre qualquer coisa, um detalhe a descobrir.

(Se Hitchcock fizesse um filme de ETs, poderia muito bem ter feito este.)