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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

GREMLINS 2: THE NEW BATCH (1990)


Começo já por dizer que o boneco/monstrinho do Gizmo (ou Mogwai) é o "animal" mais fofinho do cinema. Se ele fosse mais fofinho, corria o risco de explodir de fofice.

Quando falamos de Gremlins, referimos sempre o primeiro filme (e justamente), mas acabamos por esquecer esta sequela. E esta sequela é tão diferente, caótica, divertida que acaba por merecer um lugar especial no meu coração. E por várias razões.
Ora, sempre vi este filme com especial atenção. Quando era um puto, tive um Game Boy. E um dos jogos que tinha era o Gremlis 2. Até hoje, foi o único filho da puta de jogo que nunca consegui acabar. Chegava ali a um nível e não conseguia avançar. Foram centenas de horas a tentar passar. Quer dizer, um gajo demora cerca de 10 minutos a concluir o Super Mario Bros, mas depois não consegue terminar o Gremlins 2. Uma pessoa pode ficar chateada com a guerra no mundo, fome em África... mas isto é de deixar uma pessoa revoltada.


O filme em si é um desfilar de cenas hilariantes, magistralmente orquestradas por um puppet-master. Goza com tudo, com todos, com o género de filme de monstrinhos assassinos. Mas principalmente, goza consigo próprio. É tão bom vê-los a brincar com o filme anterior. E basta um exemplo. Lembram-se daquela cena do primeiro filme que era meio dramática, onde a gaja contava porque não gostava do Natal? Ela conta de forma quase trágica como perdeu o pai durante um Natal. Ora, neste filme eles pegam nessa cena e "repetem-na", mas de forma tão engraçada que o actor principal se desmancha a rir. Peguem lá no DVD e ide lá confirmar isto que aqui o escriba vos diz. 
E mais outra: a cena em que gozam com o personagem principal quando ele tenta explicar as "3 regras" dos gremlins. Quando não levamos um filme deste género demasiado a sério, corremos o risco de nos entretermo-nos à brava. E é o que acontece aqui.

Depois temos o desfile de uma série de gremlins diferentes e para todos os gostos. O meu preferido continua a ser o monstro inteligente.

Parece que a edição em VHS foi alterada: na versão cinema, quando se dá a "interrupção" do filme temos o Hulk Hogan para resolver a situação. Ouvi falar numa versão diferente mas que não conheço.

Resumindo e concluindo: O filme tem tudo o que adorávamos no primeiro, mas completamente subvertido. Caos é a palavra certa para entender o filme. E a Phoebe Cates continua a ser a gaja mais fofinha, mas que temos vontade de saltar em cima (pancas da juventude).





sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

TOP STALLONE

Então parece que o nosso tio Stallone tem novo filme e dizem as bocas que é uma das suas melhores interpretações. Ora, quem me conhece sabe que eu sou um adepto do Italian Stallion. Sou tão defensor do gajo, que até gosto do "Stop, Or My Mom Will Shoot!"
Os críticos odeiam-no porque sim... Os fãs adoram-no porque sim! Eu adoro porque sim. Porque vejo que há ali mais que uma action-star. Se bem que ser apenas action-star não é nada mau! Todos os gajos da minha geração cresceram a ver porrada com estas estrelas de acção. A rivalidade com o Schwarzenegger é mais que batida e reconhecida pelos dois. Eu sempre fui mais do team-Stallone, por achar que este é muito melhor actor que o Terminator
Bem, e com o Creed quase a estrear por terras lusas, cá vai o top dos tops. Os meus 15 filmes favoritos do Stallone (eu queria colocar mais, mas se assim fosse mais valia colocar quase toda a filmografia).

(Nota: ordem cronológica)

- ROCKY (1976), de John Avildsen


- NIGHTHAWKS (1981) - Os Falcões da Noite, de Bruce malmuth


- FIRST BLOOD (1982) - A Fúria do Herói, de Ted Kotcheff


- RAMBO: FIRST BLOOD PART II (1985) - Rambo II, de George Cosmatos


- ROCKY IV (1985), de Sylvester Stallone


- COBRA (1986) - Cobra, O Braço Forte da Lei, de George Cosmatos


- LOCK UP (1989) - Prisioneiro, de John Flynn


- TANGO & CASH (1989), de Andrey Konchalovskiy


- OSCAR (19191) - A Mala das Trapalhadas, de John Landis


- DEMOLITION MAN (1993) - O Homem Demolidor, de Marco Brambilla


- CLIFFHANGER (1993) - Assalto Infernal, de Renny Harlin


- ASSASSINS (1995) - Assassinos, de Richard Donner


- JUDGE DREDD (1995) - A Lei de Dredd, de Danny Cannon


- COP LAND (1997) - Zona Exclusiva, de James Mangold


- ROCKY BALBOA (2006), de Sylvester Stallone


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

TOP 15 CHRISTMAS MOVIES

Estamos a entrar em espírito natalício. A Primark vai passar a ser passagem obrigatória das pessoas. Os Wham voltam a estar na moda com o Last Christmas. Passamos a ser todos muito solidários, apesar de termos sido uns racistas durante o ano todo. Ao já tradicional Natal dos Hospitais, junta-se nas televisões portuguesas o Natal dos Bombeiros, dos centros de saúde, das carmelitas descalças, etc.
E é altura dos filmes natalícios. Natal sem o Sozinho em Casa na televisão não é Natal.
Por isso vou juntar às milhões de listas que aparecem na internet com mais uma lista dos meus preferidos filmes de Natal. Originalidade não é nenhuma. Nem nos filmes escolhidos. Mas a lista é minha, por isso sou eu que mando.
(Nota 1: a ordem é apenas alfabética;
Nota 2: não me apeteceu incluir alguns dramas de guerra. Não se enquadravam no espírito da época)

- BATMAN RETURNS (1992) - Batman Regressa, de Tim Burton


Batman sempre teve os melhores filmes de super-heróis...

- CHRISTMAS VACATION (1989) - Que Paródia de Natal, de Jeremiah Chechik


Das melhores sagas de comédia de todos os tempos.

- THE CHRONICLES OF NARNIA (2005) - As Crónicas de Nárnia, de Andrew Adamson


Melhor que os Harry Potters. A literatura juvenil foi muito bem adaptada neste primeiro filme.

- DIE HARD (1988) - Assalto ao Arranha-Céus, de John McTiernan


Qualquer top tem de ter este filme. Ver aqui a opinião do escriba.

- GREMLINS (1984) - O Pequeno Monstro, de Joe Dante


O animal mais fofo do cinema afinal não é real.

- THE HOLIDAY (2006) - O Amor Não Tira Férias, de Nancy Meyers


Porque Kate Winslet é uma senhora. E Jack Black nunca esteve tão bem como aqui. Um filme de gaja mas que gosto muito.

- HOME ALONE (1990) - Sozinho Em Casa, de Chris Columbus


O filme de Natal. Visto cerca de 1500 vezes e em todas me rio!

- HOW THE GRINCH STOLE THE CHRISTMAS (2000) - Grinch, de Ron Howard


Odiado por muitos, este filme marcou-me. Ainda hoje me lembro do dia em que o fui ver ao cinema no Casino da Figueira.

- IT'S A WONDERFUL LIFE (1946) - Do Céu Caiu Uma Estrela, de Frank Capra


Só há uns 5 anos é que vi o filme e entrou directamente para aqueles filmes de uma vida. James Stewart is the man.

- LETHAL WEAPON (1987) - Arma Mortífera, de Richard Donner


O melhor buddy-cop movie de sempre. Ver aqui a opinião do escriba.

- LOVE ACTUALLY (2003) - O Amor Acontece, de Richard Curtis


Richard Curtis é um óptimo contador de histórias.

- MIRACLE ON 34th STREET (1947) - De Ilusão Também Se Vive, de George Seaton


O filme que toda a criança deveria ver nesta época.

- PLANES, TRAINS & AUTOMOBILES (1987) - Antes Só Que Mal Acompanhado, de John Hughes


Steve Martin e John Candy numa das melhores comédias dos anos 80.

- RARE EXPORTS (2010), de Jalmari Helander


A época natalícia não seria a mesma sem uma boa matança.

- SCROOGED (1988) - SOS Fantasmas, de Richard Donner


Bill Murray na melhor adaptação do Conto de Natal. Tão bom!


terça-feira, 27 de outubro de 2015

BACK TO THE FUTURE (1985, 1989, 1990)


Sou um gajo que gosta de filmes no geral: bons, maus, clássicos, etc (sim, há maus filmes que eu gosto). Depois há filmes que vejo e revejo até à exaustão sem nunca me cansar. Ora, se ouvimos música vezes sem conta, porque não podemos fazer o mesmo com alguns filmes. Normalmente são filmes que fazem parte do meu crescimento enquanto "pessoa humana" (juro que já ouvi esta expressão) e que ajudaram a desenvolver o meu gosto cinéfilo (ou falta dele).
O Regresso ao Futuro é um deles. E para mim Regresso ao Futuro 1, 2 e 3 é apenas um filme. É daqueles casos que se vejo o 1, tenho de ver logo a seguir as sequelas (isso só acontece com Star Wars - a trilogia original).

Não existem filmes perfeitos. Ou será que existem? Porque para mim, com todos os defeitos que se possam apontar a esta trilogia, é um filme perfeito. Trata-se de um fenómeno cultural pouco visto. E espero que com a efeméride festejada na semana passada (21 de outubro de 2015) possa servir para as novas gerações verem aquele que é o exemplo do que deve ser um filme sobre viagens no tempo.

Senão vejamos:

- Back to the Future (1985): um cientista louco inventa uma máquina do tempo. Por acidente o amigo Marty vai para 1955 e tem de conseguir regressar ao presente sem destruir o universo. História muito simples não é? Claro que sim... Mas depois Marty tem "só" de conseguir fazer com que o seu pai se apaixone pela sua mãe, que por sua vez está interessada no próprio filho, tendo tempo ainda para dar umas guitarradas e inspirar Chuck Berry para criar o Johnny B Good.


Boom: mega sucesso, sendo o filme mais visto desse ano, fazendo de Michael J. Fox uma estrela maior do que já era.

- Back to the Future Part 2 (1989): aqui as coisas complicam-se a nível de enredo. A acção começa logo minutos depois de onde terminou o primeiro filme. O Doc chega do futuro e leva Marty e namorada ao futuro para resolver uns problemas que os futuros filhos terão. A situação em 2015 fica resolvida, mas Marty fez o que qualquer um de nós faria, e comprou o almanaque com resultados desportivos. O Biff do futuro apanha o livro, vai ao passado (1955) dar o almanaque ao Biff do passado. Como consequência, quando Marty e o Doc regressam a 1985, o presente está alterado. O que fazem? Vão ao passado (1955) repor as coisas de modo a que o presente volte ao normal anterior (que já tinha sido alterado no primeiro filme).


Este é mais complicado de acompanhar mas caramba, parece uma montanha-russa de divertimento.

- Back to the Future Part 3 (1990): volta-se às raízes. No final do segundo filme ficamos a saber que Doc está preso no passado (1885). O Marty vai ao passado para resgatar Doc. Voltamos à simplicidade e mantemos o divertimento, só que desta vez não há carros voadores mas índios e cowboys.


E porque razão esta trilogia é tão marcante, mítica, histórica?
A primeira razão é óbvia: porque o raio dos filmes são mesmo bons.
Claro que é estranho o melhor amigo de um puto do liceu ser um velho cientista. mas quem liga a isso? A química entre os dois está lá, e não conseguimos imaginar outros actores que não o Christopher Lloyd (o "velho só tinha 47 anos quando o primeiro filme saiu) e o Michael J. Fox.


O primeiro filme teve a grande vantagem de ter o Crispin Glover. Que papelão. Para mim o melhor desempenho do filme a entrar na categoria de papéis que adorava poder representar. Parece que o homem não era bom da cabeça e armou-se em vedeta. Resultado, saltou fora do segundo filme, e os argumentistas lá tiveram de arranjar um esquema de não contar com ele. Ou seja, o Biff matou-o. Ainda assim o Crispin ainda teve a lata de processar os estúdios por terem usado imagens dele do primeiro filme. Claro que isto é tudo coisas que se vão lendo e vendo em documentários. Se serão verdade, não sei! É o que se conta por aí.

Passemos à música, que é tão conhecida como os clássicos da Guerra das Estrelas ou Indiana Jones. Durante anos pensei que o John Williams estivesse por trás da banda-sonora, mas parece que não. Alan Silvestri foi o autor dessa maravilha, que de vez em quando lá trauteio. Não sendo tão conhecido (pelo menos de nome) como o John Williams, Danny Elfman ou Hans Zimmer, de certeza que todos reconhecem o seu trabalho, senão vejamos: Predator, Bodyguard, Forrest Gump, Cast Away, Avengers, Captain America, e mais dezenas e dezenas de blockbusters e alguns clássicos.

Depois temos três filmes tão iguais e tão diferentes, que atravessam várias épocas distintas (1885, 1955, 1985, alternate 1985, 2015).

Entretanto lá chegámos a 2015, e parece que não há carros voadores e hoverboards

(Texto para ir alterando ao longo do tempo: não é fácil escrever sobre um filme que se gosta tanto e que já foi tudo dito por tanta gente)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

HEAT (1995)


Em 1995 eu tinha uns 13/14 anos. Foi por volta dessa altura que vi este filme. Uma das únicas memórias que tenho ao ver o filme foi que o filme era grande como o carago. Nunca mais acabava.
Hoje é um dos filmes da minha vida. Mas é um daqueles casos em que prefiro não ver o filme vezes sem conta, pois tenho medo dessa coisa chata que é a saturação. Claro que já o vi umas 27 vezes. E houve duas cenas que já devo ter visto umas 453 vezes. Falo claro está das cenas do famoso tiroteio em Los Angeles e da cena do primeiro encontro da dupla De Niro/ Pacino.

E posso despachar já o elenco. Robert De Niro e Al Pacino encontram-se pela primeira vez no cinema (O Padrinho 2 não conta, pois se bem me lembro eles nem contracenam). E que melhor filme para juntar estes "monstros" da representação.

- De Niro tem uma actuação mais sóbria, cheia de subtilezas. Um homem só que se preocupa com o seu gang. A cena com Ashley Judd, onde lhe pede que dê mais uma oportunidade a Val Kilmer é prova disso. Ou seja, uma espécie de patriarca do grupo. E o seu papel está tão bem escrito que em quase 3 horas de filme, é um dos casos que queremos que o bandido se salve. (I do what I do best, I take scores. You do what you do best, try to stop guys like me).


- Al Pacino é o obcecado de serviço. Vai no 3º casamento e mesmo esse se desmorona. Abdica dessa estabilidade familiar por obsessão ao trabalho. No entanto ainda tem de lidar com a enteada maluquinha (uma Natalie Portman muito novinha), e uma mulher que também quer atenção. A cena em que o Pacino apanha a mulher com um amante é genial. (Oh yeah, I made Ralph fuck you because it makes me feel good).

- Val Kilmer, que nesse mesmo ano era Batman, tem uma das suas performances mais memoráveis., muito low profile. 

- Tom Sizemore é um dos membros do gang, e conseguiu em apenas um acto virar o nosso sentimento por ele. Num momento temos simpatia por ele, no outro basta pegar numa criança durante o tiroteio para não ficarmos com pena de ter levado um balázio nos cornos.

Depois temos mais uma série de actores que estão impecáveis em papéis mais pequenos. E que elenco secundário Michael Mann conseguiu reunir: Jon Voight, Natalie Portman, Diane Venora, Ashley Judd, Ted Levina, Hank Azaria, Dennis Haysbert, Danny Trejo, William Fichtner...

Tecnicamente o filme é brutal. Tenham bem em atenção a fotografia disto. As cores... aquele azul escuro... o jogo de sombras... a banda-sonora que só existe quando tem de existir. Senão vejamos: na cena do tiroteio na baixa de Los Angeles, o que é que se ouve? Tiros e mais tiros.... Não precisa de mais nada a acompanhar. 


Ora, o filme tem 2h45. Em 165 minutos de filme não há uma única cena que eu conseguisse excluir. Todas são importantes para o desenvolver da história. Todos os pequenos enredos conjugados resultam nesta obra-prima.

Mas se todas as cenas são importantes e impecavelmente bem filmadas, representadas, temos sempre de realçar a aquela a que todos chamam de "cena do café". É impossível falar do filme e não referir esta cena. E ao mesmo tempo é tão simples. Dois tipos que travam conhecimento pessoalmente estão ali a conversar. E é "só" isto! Mas caramba, ouvi esta semana alguém dizer que é como assistir a uma partida de ténis de luxo. Dois dos maiores actores vivos a conversar.
«You know, we are sitting here, you and I, like a couple of regular fellas. You do what you do, and I do what I gotta do. And now that we've been face to face, if I'm there and I gotta put you away, Iwon't like it. But I tell you, if it's between you and some poor bastard whose wife you're gonna turn into a widow, brother, you are going down.» 


Muito resumidamente, é só um dos meus filmes preferidos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SIGNS (2002)


Lembram-se quando o Shyamalan (acho que é assim que se escreve e não me apetece ir ao Google) fazia bons filmes? Pois, já lá vão uns anitos. Mas sejamos sinceros, se o gajo já nos deu The Sixth Sense, Unbreakable ou o The Village (e este Signs - já lá vamos), bem pode fazer a merda que quiser actualmente. 
Era eu um caloiro em Coimbra, e numa das tarde que não me apeteceu ir à aulas, lá fui ao velhinho Avenida ver este filme. Sozinho, porque ainda era muito verde em Coimbra, e não havia muito pessoal que quisesse ir ver este filme ao cinema comigo. Copos era à noite. As manhãs para dormir. As tarde eram para ir à Faculdade passear os "apontamentos" (duas folhas em branco).


Deste Signs apenas uma coisa para começar: se não é o melhor, é um dos melhores filmes sobre invasões extra-terrestres.
- Banda-sonora a fazer lembrar Hitchcock;
- Elenco impecável. Os dois adultos (Mel Gibson e Joaquin Phoenix) estão sempre bem. Até os miúdos não eram irritantes como é normal. 
- Um conjunto de cenas com um suspense inacreditável: cenas no milheiral; cena na casa do veterinário com o alien preso numa das divisões; cena na cave; cena em que vêm o vídeo do alien; etc etc etc... Não há uma cena que cortasse. Os flashbacks que vão dando pistas para o final. 

Sinceramente, eu queria apontar qualquer coisa de negativo, mas não consigo. Talvez o filme do Shyamalan que mais gosto de ver e rever! Há sempre qualquer coisa, um detalhe a descobrir.

(Se Hitchcock fizesse um filme de ETs, poderia muito bem ter feito este.)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

LETHAL WEAPON (1987)


Sabem aqueles filmes que juntam dois polícias? Dois polícias diferentes, antagonistas, que não se dão bem ao início, mas no final são os melhores amigos.. Pois... Parece que existem milhares de filmes assim. Uns melhores, outros piores. Mas para todos os géneros há um "pai". O "pai" dos chamados "buddy-cop movies" foi este Lethal Weapon. Talvez não tenha sido o primeiro, mas foi o que fez disparar o género. Ora, quase 30 anos depois do primeiro filme, Arma Mortífera continua a ser copiado, falado. E sejamos sinceros, desafio alguém a dar-me um título melhor. Não há. Podem vasculhar nas vossas memórias. Aqui sou um autoritário quando digo que NÃO HÁ. 
Riggs e Murtaugh fazem parte das nossas vidas. É como se fizessem parte da família. 
E porque é que este filme é mesmo bom? Porque é. Aqui também sou um autoritário.
Tudo funciona aqui. E atenção, o filme não é a comédia que muitos se calhar têm na memória, à custa das 3 sequelas. Primeiro, o filme começa logo ao som de uma música natalícia, o que poderia fazer antever um início relaxado, mais familiar. Acontece que que somos logo confrontados com uma moça novinha (com cerca de 18 aninhos), com a camisa aberta para se verem as maminhas bonitas, e a tomar umas drogas. Logo, algo muito natalício. A juntar às drogas, a moça de maminhas à mostra atira-se de um arranha-céus. É este o motor de arranque da suposta "comédia". 


Depois é-nos apresentado o Murtaugh, no papel da vida de Danny Glover. Um pai de família em plena crise de meia-idade cujo lema de vida é "I'm too old for this shit". Lema repetido até à exaustão ao longo dos 4 filmes da saga.
Depois de Murtaugh é a vez de conhecermos Riggs. A primeira imagem que temos de Mel Gibson no filme é do seu rabo. Um tipo à beira do abismo, que só pensa em suicídio, e que não o fez devido ao trabalho. Também um tema muito natalício: a primeira cena do gajo é só ele a acordar em pelota de cigarro na mão, a viver numa caravana, ir ao frigorífico e tomar um pequeno-almoço nutritivo que consiste numa cerveja. 


O que posso dizer deste filme é apenas isto: há poucos filmes que consigo ver vezes sem conta. Este é um deles. 
Mais um desafio: pago um doce a quem me der uma dupla que tenha tanta química como Mel Gibson e Danny Glover. É impressionante a naturalidade com que os dois contracenam. 
E o que poderia ainda tornar o filme melhor? Apenas duas palavras: Gary Busey. Qualquer filme que tenha Gary Busey como vilão fica automaticamente melhor. E que ninguém me contrarie porque esta é só uma verdade absoluta.

Por isso em vez de perderem tempo a ver estas palhaçadas de agora, ide lá rever os 4 filmes. 
As sequelas são mais viradas para a comédia, até porque juntaram ao elenco um Joe Pesci. E Pesci é sempre uma mais-valia para qualquer filme. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

TOP JACKIE CHAN (Chan Kong-Sang)


Existem actores que definem géneros. Ora, o género de "filmes de porrada" é um género normalmente associado ao público masculino (tenho de ter cuidado com as generalizações). E é um género tão legítimo como um dramalhão qualquer.
Depois, dentro dos "filmes de porrada" há vários sub-géneros. Centro-me hoje nos filmes de arte-marciais. Creio que estamos de acordo, se eu afirmar que existe um antes e depois de Bruce Lee. Os anos 60 e início dos 70 foram dele. Um gajo oriental conseguir estabelecer-se como super-estrela em Hollywood e a nível mundial não é fácil. Acontece é que Bruce Lee partiu muito cedo com uma morte que ainda hoje dá que falar. Partiu cedo mas deixou um legado difícil de repetir ou igualar. 
Ora, muitos actores e cineastas tentaram repetir o que Bruce Lee tinha conquistado. Os actores adoptavam nomes semelhantes, estilos parecidos, filmes com títulos quase iguais. O kung-fu entrou num vazio de substância. NENHUM chegou sequer aos calcanhares do que o Big-Boss tinha conseguido. 
Ora, nos anos 70 um jovem natural de Hong Kong começou uma carreira assim. Chan Kong-Sang começou como duplo de filmes de artes marciais, incluindo filmes do próprio Bruce Lee.  Depois da morte de Bruce Lee, produtores asiáticos tentaram fazer dele o novo Bruce Lee. Não conseguiram. Até que Chan Kong-Sang toma uma atitude. Vira tudo do avesso e tenta algo diferente. Mudou o nome para Jackie Chan e adoptou um estilo completamente diferente de Lee. Fã de Buster Keaton, Chan introduziu a comédia nos seus filmes, nas suas coreografias. Jackie Chan é conhecido ainda hoje por ser o mestre a utilizar todo o tipo de objectos nas coreografias que cria. E o que é certo é que isso pegou. O ano de 1978 foi o da mudança. Nesse ano Jackie Chan entra no mapa do cinema asiático com dois mega-êxitos (Drunken Master e Snake in the Eagle's Shadow). A partir daí é o que se sabe. Conseguiu ao longo de quase 40 anos de carreira, com mais de 100 filmes no CV o estrelato que merece. É talvez o actor mais adorado a nível mundial. 

A minha relação (salvo seja) com Jackie Chan já é longa. Num tempo antes do tempo, a RTP 2 tinha uma rubrica que era o "5 Noites 5 Filmes". Ou seja, num tempo em que a televisão portuguesa passava filmes a horas decentes, cada semana representava um tema. Nessa semana o tema era "Jackie Chan". E só filmes do início de carreira do actor. Ora, foi o suficiente para ficar fã. Eu era um puto tímido, via muitos filmes repetidos. Adorava, como qualquer miúdo com um brinquedo novo, ver vezes sem conta os mesmos filmes. Nessa semana preparei algumas cassetes de vídeo virgens para gravar os filmes. Depois lá vinha o ritual de arrancar a palheta da cassete como que a proteger futuras cópias por cima das gravações (nada que um bocado de fita-cola não resolvesse). Colocar o autocolante com o títulos e arquivar na prateleira. Se algum puto de 15 anos estiver a ler isto deve pensar que estou a falar em código.
Infelizmente hoje em dia essas cassetes devem estar perdidas. Nem me recordo bem quais eram os filmes. Eram umas dobragens em inglês meio suspeitas. Ora, eu não aprecio dobragens. Só consigo aceitar uma dobragem se for para a nossa língua, senão não faz sentido. Ou seja, tenho a dobragem e legendas... Não funciona. 
Isto tudo para dizer que foi a partir daí que me tornei fã. Hoje em dia é fácil (mais ou menos) conseguir ver toda a filmografia do actor. Não sou de coleccionar coisas mas há um objectivo que pretendo atingir um dia: completar a colecção (seja em DVD ou Bluray) de Jackie Chan. Ainda falta muito, mas já lá estão uns 30/40 filmes. 

Por isso, em tantos filmes seleccionei 14 filmes. São os filmes que aconselho a quem nunca viu um filme do actor. Mesmo assim, deixei muitos de fora.
Notas: ordem cronológica; títulos em inglês e português (alguns filmes têm vários títulos, mas só escolhi o que conheço).

- DRUNKEN MASTER (1978) - O Grande Mestre dos Lutadores


- SNAKE IN THE EAGLE'S SHADOW (1978) -  O Grande Combate


- DRAGON LORD (1982) - O Dragão Invencível Ataca


- PROJECT A (1983) - Os Piratas dos Mares da China


- POLICE STORY (1985) - O Incorruptível


- ARMOUR OF GOD (1986) - O Guerreiro de Deus


- MIRACLES (1989) -  A Rosa da Sorte


- POLICE STORY 3: SUPERCOP (1992) - Supercop, A Fúria do Relâmpago


- LEGEND OF THE DRUNKEN MASTER (1994) - O Mestre Invencível


- RUMBLE IN THE BRONX (1995) - Jackie Chan nas Ruas de Nova Iorque


- RUSH HOUR (1998) - Hora de Ponta


- NEW POLICE STORY (2006) - Polícia em Fúria


- THE FORBIDDEN KINGDOM (2008) - O Reino Proibido


- SHINJUKU INCIDENT (2009)